Phantasy Star – O RPG que revolucionou os videogames

Publicado: 23/09/2011 por Márcio Alexsandro Pacheco em Master System
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– o RPG que revolucionou a indústria em 1987 –

Que o ponto forte da Sega não eram os RPGs  todo mundo já deve saber. Jogos de ação, esporte e corrida eram (e são até hoje) mais a sua praia. Diferente do Super Nintendo que possuía dezenas e dezenas de RPGs em seu catálogo de jogos (muitos deles até desconhecidos por aqui), o Mega Drive contava com alguns poucos títulos, dava até para contar nos dedos. Felizmente quando a Sega fazia um RPG, geralmente esse game fazia muito sucesso, como Landstalker, Shinning Force e Beyond Oasis. Porém, foi em 1987 que seria criada uma das maiores e mais amadas séries de RPG dos anos 80/90 (logo atrás de sucessos como Final Fantasy e Dragon Quest): Phantasy Star.

Phantasy Star I começou a sua história e revolução no final de 1987, ao ser lançado para o Sega Mark III (o Master System dos japas). O pessoal aqui do Brasil deve se lembrar dele…. quem é daquela época, 1988/1989, deve se lembrar das vastas propagandas da saudosa Tec Toy em cima do game para o público que não estava acostumado com RPGs. Ele trazia três grandes novidades aos gamers brasileiros da época: primeiro – seu estilo RPG, naquele tempo games de “pula-pula e atirar” como Mario, Alex Kidd e Zillion  é que faziam a cabeça da moçada, não os RPGs. Segundo – era um game totalmente em português! Um jogo oficial da Sega em português… bacana não? (naquela época não se tinha a facilidade de traduzir games como é hoje em dia). E terceiro, o game trazia no cartucho uma bateria interna para salvar os seus progressos, outra grande e bem-vinda novidade ao universo eletrônico de games.

O tempo passou, o jogo se tornou um grande sucesso no Master System e gerou uma rentável franquia para a Sega, que ganhou três continuações diretas de sucesso no Mega Drive. Phantasy Star  é com certeza o RPG mais famoso dos consoles Sega e até hoje possui uma legião de fãs famintos por novos games que continuem a história iniciada no Master System. O jogo para o 8 Bits da Sega é considerado por muitos fãs como o melhor da série, graças aos seus personagens carismáticos e uma maravilhosa trama (para a época), cheia de recursos e possibilidades a serem exploradas. É só você compararem os Final Fantasy ou Zelda do Nintendinho 8 Bits com Phantasy Star I. Ele detona todos com um pé nas costas e com os olhos vendados!

O tempo passou, a série completou 20 anos de existência, e PSI  ainda se mantém como um dos maiores RPGs de todos os tempos. Veja agora em nossa análise desse clássico, como tudo começou…

Phantasy Star I

Alis no comercial japonês do game

PSI pode ser resumido em uma palavra: Revolução. Não apenas foi um dos primeiros RPGs a sair em solo americano como também foi um dos primeiros games a usar bateria interna para salvar o andamento do jogo. Imaginem uma época em que o jogo mais famoso do mundo era o que contava a história de um encanador com a missão de salvar uma princesinha raptada. Surge então Phantasy Star, um game que conta a história de uma garota que jura vingança pela morte de seu irmão, destruindo o homem mais poderoso do universo, viajando por outros mundos, lutando contra dragões, monstros e outras criaturas numa universo que mescla tanto a fantasia medieval como a ficção científica de filmes como Star Wars. Sentiu a diferença né? Agora junte a isso ao fato de ser um “monstro”  de 4 megabits (Final Fantasy I tinha 2 Mb e Dragon Quest não chegava nem a 1 Mb, ambos para Nes) com gráficos detalhado e coloridos, com labirintos 3D imersivos, criaturas com um design artístico impecável e uma incrível jornada não linear despojada.

Diferente da série Final Fantasy, a série Phantasy Star é famosa pelo fato de todos os seus games se passarem no mesmo universo (em FF cada jogo acontece em mundos com personagens diferentes, com excessão de FFX e FFX2). A cada lançamento de um game da série, ficávamos conhecendo mais sobre a história geral, os personagens, inimigos, culminando em Phantasy Star IV, que juntaria todos os elementos e fecharia o épico com uma grande conclusão.

PSI trouxe algumas inovações ao mundos dos games e RPGs, apresentava maravilhosos gráficos 3D dentro de labirintos, em que o jogador atravessava em tempo real em primeira pessoa (algo hoje que qualquer criança faz em um programinha qualquer, mas não há mais de 20 anos atrás). E do que adianta uma história épica se não for protagonizada por um herói carismático à altura? E aqui temos outra revolução, em uma época em que os games eram dominados por heróis do sexo masculino, temos uma heroína, uma bela garota garota chamada Alis – uma das primeiras personagens femininas a estrelar um game (Lara Croft? Surgiu anos mais tarde meu caro), juntamente com a Yuko Ahso da saudosa série Valis (Mega Drive/PC Engine) e diferente de Yuko, Alis não precisava “apelar” para vestimentas sexy, provavelmente uma das únicas heroínas inteligentes e fortes COM roupas normais (os outros títulos da série PS seriam protagonizados por personagens masculinos).

A série quebrava o clichê (apesar de que naquela época não haviam muitos) dos RPGs com o estilo medieval, com uma ambientação no estilo futurista/fantasia, em mundos em que você combate monstros com armas tecnologicamente avançadas, ou ainda pode usar as boas e velhas espadas e magias. Um recurso interessante é a opção de se falar com os monstros que você encontra, alguns até são amistosos e vão embora. O jogo tem fortes influências da série Star Wars (como os seus criadores mesmo já falaram) o que deixou o game mais interessante.

 

Star Wars? Não, PSI

Em sua equipe de criação temos alguns nomes famosos que vale a pena salientar. Duas personalidades destacaram-se: a primeira é Rieko Kodama (sim, uma mulher!) considerada a “mãe” da série (ela foi responsável pelo design dos personagens, mapas, cenas de batalha, cidades, etc), por ter grandes influências decisivas em diversos aspectos da série (PS III foi o único game em que ela não trabalhou, mas recebe agradecimentos especial nos créditos). Outros de seus trabalhos incluem games como Alex Kidd, Shadow Dancer, Sonic 1 e 2 e Skies of Arcadia.

Outro nome famoso é o de Yuji Naka, que anos mais tarde ficaria famoso por criar Sonic, o maior ícone da Sega. Em PSI ele foi o programador principal e responsável pelos excelentes gráficos do jogo. Uma terceira pessoa, não tão famosa quanto os outros dois, mais igualmente competente é “Bo” (é um apelido, mas é como aparecia nos créditos dos games), um excelente compositor de músicas que fez a genial trilha sonora de PSI. Aliás, se forem jogar procurem uma rom traduzida do jogo japonês, pois ele incluía um chip FM que confere uma qualidade sonora muito melhor das versões ocidentais (saiu apenas no cart japonês).

Dragon Quest e Final Fantasy faziam um grande sucesso e a Sega queria apostar em um RPG de sua autoria. Essas pessoas (e mais algumas, claro) resolveram criar um RPG que fosse diferente do estilo fantasia/medieval dos concorrentes mais famosos. Por isso PSI possui cidades futuristas, espaçonaves, viagens a outros planetas, e assim por diante. Em certos aspectos lembra os filmes Star Wars (que Kodama mesmo já afirmou em entrevistas ter se inspirado para fazer o game) com uma grande variedade de personagens e planetas.

A História

Algol, Século 342

esse é o sistema estelar Algol… um quarto planeta ainda está para ser descoberto

* possui spoilers

Tudo começa no sistema estelar Algol, que é composto por três planetas que giram em torno de uma estrela. São eles: Palma, Dezoris e Motávia. O planeta Dezoris é quase inexplorado, com um clima frio rigoroso e habitantes nada amigáveis. Motávia é um planeta desértico e pouco colonizado. E Palma é o centro de Algol, um mundo bem parecido com a Terra, com montanhas, densas florestas e vastos oceanos. A população é  tecnologicamente avançada.

Algol é regida pelo rei Lassic, um governante justo e eficiente, que exerce controle total sobre o sistema. Porém Lassic tinha um grande medo: ele tinha medo da morte. Já com idade avançada, a ideia de morrer o aterrorizava. Uma nova religião então chegou em Algol, que prometia a seus seguidores a vida eterna. Lassic logo interessou-se por ela e tornou-se parte da nova religião. Lassic recebeu uma armadura negra e de acordo com alguns boatos, depois que ele entrou para a nova religião, sua alma se corrompeu. O rei havia mudado, tornou-se um tirano cruel e inescrupuloso. O caos espalhou-se por Algol, e tudo apenas piorou com o surgimento de monstros sanguinários sobre a superfície dos três planetas, que assustavam a população. Os Robotcops, os guardas de Lassic, reprimiam duramente o povo que se revoltava. Alguns grupos rebeldes se formaram, que lutavam pela liberdade da população, destronar Lassic e restaurar a paz e prosperidade em seus mundos. Um desses grupos de resistência estava em uma cidade palmiana chamada Camineet.

Durante uma revolta nas ruas de Camineet, Nero, um dos integrantes dos grupos de revolta contra Lassic, foi cruelmente assassinado pelos Robotcops. Alis Landale, sua irmã, teve Nero em seus braços enquanto ele morria, e ouviu suas últimas palavras que diziam para procurar um poderoso guerreiro, Odin (Tylon no original), e vingar-se de Lassic e salvar Algol de sua tirania.


a morte de Nero

Sozinha e inexperiente, Alis parte apenas com determinação e coragem em busca do guerreiro Odin, que mora na cidade vizinha, Scion. Ao chegar lá, ela descobre que Odin partiu para uma caverna para enfrentar o monstro Medusa. No caminho para encontrar Odin, Alis viaja para Paseo, onde encontra Myau, um estranho animal falante que se assemelha a um gato. Myau conta a Alis que é companheiro de jornadas de Odin e que fora com ela combater a Medusa. Odin perdeu e foi transformado em pedra. O estranho gato possui o antídoto para a petrificação de Odin. Assim, juntos eles vão salvá-lo, e Odin imediatamente se dispõe ajudar Alis a vingar a morte de seu irmão.

esse é o fofo Myau

Após alguns contratempos, os três conseguem uma audiência com o governador de Motavia, Sirrus. Ele diz para eles procurarem o mago Noah (Lutz no original) nas montanhas de Motavia, pois ele poderá ajudá-los em sua missão. Noah é encontrado e se torna o último membro a se unir ao grupo para derrotar Lassic.

O quarteto segue em viagens pelos planetas do sistema, mas quando retornam a Palma, o espaçoporto é fechado. Como novas viagens ainda é necessário, um novo transporte interplanetário deve ser encontrado. Noah sugere para procurarem o Dr. Luveno na cidade de Gótica, um construtor de naves aposentado. Ao chegarem lá, descobrem que Luveno está preso. O grupo salva o doutor que aceita construir uma espaçonave, porém apenas o robô Hapsby poderia pilotá-lo. Assim, os heróis ganham sua própria espaçonave: o “Luveno”.

O grupo ainda consegue outros módulos de transporte, como o Landrover, um Hovercraft e um cavador de gelo. Assim novas jornadas pelos três planetas e incríveis aventuras tem início. Em Motávia Noah confronta seu mestre e encontram o lendário escudo de espelho. Em Palma derrotam o maligno Dr. Mad. Em Palma Alys derrota um enorme Dragão e obtém a espada Laconiana, que acredita-se que, posteriormente, viria a ser a sagrada espada Elsydeon. Com a ajuda do espelho, o grupo derrota a Medusa e Odin recupera seu poderoso machado Laconiano.

O grupo fica mais experiente e mais forte, todos com o objetivo de destruir Lassic. Mas, para que o castelo invisível de Lassic, suspenso sob os ceús de Palma apareça, é necessário o uso do Cristal de Prisma, que o grupo encontra em Dezoris. Assim, Alys e seus companheiros, que conseguiram em suas jornadas vários itens raros e indispensáveis para o sucesso da missão, agora precisam da sagrada Tocha Eclipse, necessária para conseguir uma especiaria raríssima conhecida como a noz de Laerma, que está congelada e só pode ser descongelada com a Tocha Eclipse. Com ela, Myau se transformará em um grande animal alado, podendo assim chegar ao castelo de Lassic no ar (alguém aí já jogou Lunar Silver Star???).

Assim o grupo consegue chegar ao castelo e ao confronto final contra Lassic. O tirano é poderoso e a batalha é difícil, mas a ação conjunta do grupo acaba por derrotar Lassic, que é destruído. Alis vingou seu irmão e um sentimento de calma e alívio predomina o restante do grupo, que agora se preparam para voltar à mansão do governador, em Paseo. Mal imaginam eles que o perigo está longe de acabar…

Ao chegarem lá, os heróis caem uma armadilha, que os leva para um labirinto subterrâneo. Os heróis continuam em frente, entrando mais profundamente no labirinto até encontrarem uma porta mística que parece emanar um grande poder maligno. O grupo abre a porta, e do outro lado dela encontram o seu mais temido pesadelo…

Dark Force aparece como o verdadeiro inimigo mortal. Uma criatura criada do mal que corrompeu a alma de Lassic e que agora também controla o governador e deseja dominar todo o universo. Uma longa e árdua batalha começa contra a poderosa e gigantesca criatura. Somente Alis será capaz de derrotá-la, com a ajuda de seus amigos. No final Dark Force é derrotado. Os monstros que infestavam os planetas desaparecem e a paz retorna ao sistema de Algol.

O governador diz a Alis que seu pai uma vez governou Algol, e que se ela assim o desejar, é herdeira legítima do trono. Alis e seus amigos tornam-se heróis nos planetas de Algol e assim a saga de Alis chega ao seu fim. E a bela guerreira sabe que seu irmão Nero, esteja onde estiver, está muito orgulhoso do que ela conseguiu. E esse é apenas o começo da saga dos que ainda irão aparecer, mil anos depois.

Os personagens

Alis Landale

 A protagonista e heroína do game. Ela levava uma vida normal e tranqüila em Palma até ver o seu irmão ser assassinado pelas tropas de Lassic. Ela parte em uma jornada para vingá-lo e trazer a paz ao sistema solar de Algol. Ela é uma garota de personalidade séria e que está sempre pensando no futuro, além de possuir uma grande beleza.

Myau

 Myau não é apenas um gato mascote “fofinho” para o grupo. Esse gato falante tem um importante papel na história perto do final do jogo. Primeiro personagem que se junta à Alis. O frasco em seu pescoço é o remédio Alsulin, capaz de trazer de volta ao normal seu companheiro Odin, transformado em pedra pela Medusa.

Odin

Odin é a força bruta do grupo, um poderoso guerreiro de Algol e o que causa os maiores danos nos inimigos. Foi transformado em pedra pela Medusa quando tentava obter seu tesouro, o lendário Machado de Laconia. Apesar de ser o típico personagem brutamontes macho man, ele mostra ter um lado mais sensível, gentil e que se importa com os seus amigos. Se junta ao grupo para derrotar Lassic quando Alis e Myau o salvam.

Noah

Noah é um poderoso feiticeiro que vive isolado na caverna de Maharu e é o último a se unir ao grupo depois de receber uma carta de recomendação do governador de Motávia. É o personagem mais “quietão” e misterioso do que os outros, que são mais “ativos”. Um mago com enormes poderes mágicos e sabedoria que serão essenciais para o sucesso da missão de Alis (ele aparece ou é citado nos outros games pelo seu nome original japonês, Lutz).

Gráficos

Muito bem, lembrem-se que estamos em 1987, Nintendo dominava o mundo com o nintendinho 8 Bits e o Master System começava a aparecer no pedaço. Antes de Phantasy Star, apenas dois RPGs haviam sido lançados para o concorrente no Japão: Dragon Quest e Final Fantasy. E então chegou PS, que literalmente chutou o pau da barraca. PS I pode ser comparado com o que FF VII foi na era dos 32 Bits. Ele trazia um novo estilo e padrão para os jogos de RPG, tinha cutscenes no estilo anime, o que depois seria uma característica da série, apresentava gráficos 3D em primeira pessoa em seus labirintos, sem dizer dos gráficos do jogo e dos monstros super detalhados. Será que vocês conseguem entender a tamanha importância que esse jogo teve no mundo dos games? Ele revolucionava a era dos 8 Bits, e serviria de modelo para muitos RPGs que sairiam depois (inclusive para o Snes e PSOne).

Os gráficos dele realmente impressionam, ganhando de longe dos melhores games do seu concorrente na época (qualquer um, mesmo que não fosse RPG). Possui 3 visões diferentes ao longo do jogo: a de cima, a que você vê enquanto controla seus personagens pelas cidades e mapas. A 3D quando se está dentro dos labirintos e explorações de túneis (e também quando se conversa com pessoas, o que permite maiores detalhes com quem você conversa) e uma terceira usada nas cenas de batalha. Com tudo isso, PS I torna-se uma experiência visualmente muito mais estimulante e com certeza muito mais prazerosa de se jogar.

Os gráficos são nítidos e coloridos e bastante variados. Você irá visitar várias cidades, percorrer labirintos, 3 planetas totalmente diferentes em maravilhosos cenários. Os ataques dos monstros são bastante realísticos e o mais importante, são variados, show de bola para a equipe de criação dos bichos, com desenhos grandes e detalhados na tela. Também possuem boas animações, assim como os heróis, pouco coisa aqui será repetitiva. O fundo das batalhas são decorados com maravilhosos e variados backgrounds, combinando com o lugar onde você se encontra, o que adiciona ao game atmosfera e ambientação. Isso sem dizer que PSI é provavelmente o primeiro RPG a usar o estilo anime em suas histórias. Algo curioso, nas cut-scenes podemos ver que o cabelo de Alis é castanho, mas durante o game o cabelo dela é preto. Será que ela usa peruca?


gráficos revolucionários para a época

Músicas

Temos aqui um dilema: há duas versões bem diferentes da trilha sonora de PS I. Uma delas é a versão ocidental, que é muito boa, é verdade, porém a versão japonesa, que contava com um chip FM a mais, possui composições ainda melhores. Por isso, se você for jogar, procure pela versão traduzida japonesa. A diferença entre elas é gritante (escute no vídeo logo abaixo)!

O compositor é “Bo”, um cara que ganhou um certo status na Sega compondo jogos para Master System e alguns games para Mega Drive. Podia não ser tão famoso quanto o Yuzo Koshiro (que naquela época também não era famoso ainda) mas era também um ótimo compositor.

PSI conta com belas melodias, com tons virando do melancólico para as mais alegrinhas e para as esquisitas e ameaçadoras músicas dos labirintos. Planetas, cidades e labirintos irão contar com músicas bem variadas e com uma das mais inesquecíveis trilhas sonoras da série. Com uma pitada de techno music, para combinar com o clima futurístico, vale a pena destacar algumas músicas, como a música da fase da Torre, das batalhas e dos labirintos são memoráveis.

Os efeitos especiais não contam com nada de especial, mas funcionam bem com o jogo.

escute abaixo uma comparação das músicas das versões americana/japonesa

Miaaaaauuuuuuuuuu

Jogabilidade

A jogabilidade de PSI não poderia ser nada revolucionária, mas funcionava bem em todos os aspectos. Você conta em seu grupo com personagens bem diversificados e com suas próprias personalidades e habilidades: uma personagem balanceada boa em ataques físicos e com magias (Alis), um brutamontes musculoso (Odin), um mago (Noah) e um personagem suporte e bichinho de estimação fofinho (Myau, é claro). Planos de estratégia de combates serão necessários, como o uso de magias e ordem de ataques entre os membros da equipe para ter uma luta bem sucedida. As batalhas de PSI faz com que a de outros games (de novo Dragon Quest e FF) parecerem coisas de criança.

Há uma grande variedade de armas e armaduras para equipar, isso sem falar dos vários itens vendidos nas lojas, os que podem ser achados nos labirintos e os itens especiais essenciais ao jogo. O game ainda conta com uma bom balanço entre as explorações de labirintos e cavernas com o progresso da história linear, em uma alternância que não deixará o jogo chato. Se quiser passear, você pode ir a lugares em que não deveria estar, dar uma explorada, derrotar inimigos e tal (pra fazer isso é bom seus personagens estarem bem fortes e equipados).

Uma coisa interessante é o fato de nas batalhas, você poder conversar com monstros inteligentes, algo que até hoje é meio raro nos RPGs, e inclusive é possível conseguir com eles dicas importantes ou evitar confrontos. Um detalhe, apenas um tipo de monstro aparece por batalha, podendo variar de quantidade (mas na tela você apenas vê um).

O jogo não é muito difícil, talvez alguns encontrem dificuldades nos labirintos 3D (demora um pouco até se acostumar), alguns são meio longos e podem se mostrar difíceis e até meio maçantes, mas nada que comprometa seriamente o jogo em geral.

O sistema de combate é o tradicional batalha de turnos, onde você escolhe os ataques e magias de seus personagens, que aliás, estão todos a sua disposição, não ficando nenhum no “banco de reserva”. Você ainda controla vários meios de transporte e uma nave espacial, quer coisa melhor que isso em um RPG??? Outro presentinho herdado da influência de Star Wars.

Bônus Video

Confiram o comercial japonês de Phantasy Star. Reparem na cena final a enfase para os 4Mb e o FM Sound.

Conclusão: O que dizer sobre este game? Além de ser um clássico, foi um divisor de marcas na história dos RPGs, ele foi revolucionário para a sua época, tanto quanto FF VII foi para a sua, não tenham dúvidas disso. PSI pode ser considerado o pioneiro dos RPGs nos estilos japoneses que conhecemos hoje, a começar pelos seus personagens. Nós temos uma jovem inocente, um gato falante, um poderoso guerreiro e um mago andrógino (isso não parece anime??).. E o gato falante merece uma atenção especial, afinal é partir dele que uma tradição iria começar nos futuros RPGs: a inclusão de um personagem não humano, os mascotes, os “fofinhos”. Myau é o protótipo de vários futuros mascotes de RPGs.

Alis também merece atenção especial, afinal foi uma das primeiras garotas a estrelar um game e certamente só por isso merece estar no hall da fama dos videogames. Ela é uma heroína com uma motivação pessoal – a jornada por vingança. Alis com certeza foi a revolução na caracterização de personagens em RPGs.

PSI possui uma história, atmosfera, personagens, gráficos bem superiores aos seus concorrentes da época. Nenhum gamer fã de RPGs pode ignorar esse game, o pai de muitos games que vieram depois e um dos alicerces do estilo RPG. Um game que merece um profundo respeito e admiração. Tinha alguns problemas e defeitos, é verdade, mas isso não é nada quando comparado ao seu valor e importância histórica.

Podem perguntar a jogadores mais veteranos, 9 entre 10 irão dizer que PSI está entre os seus jogos favoritos e inesquecíveis de todos os tempos.

Você gamer da nova geração, que começou a jogar RPGs na geração 32 Bits ou depois, deveria tomar uma aula de cultura e conhecimento e jogar PSI e descobrir como tudo começou, praticamente todos os RPGs que vieram depois receberam algum tipo de influência de PSI, mesmo os hoje consagrados Final Fantasy e Dragon Quest (que em suas aventuras posteriores tinham elementos de PS – elementos novos também).. Você corre um sério risco de se apaixonar pelo game e pela série toda, isso se você já não o é…

Nome: Phantasy Star

Sistema: Master System

Desenvolvedora: Sega

Ano de Lançamento: 1987

Nota da análise: 10/10
+ Revolucionário, o primeiro de um épico e o início da saga

+ Personagens e história geniais

+ Excelentes gráficos e músicas

É muito curto, merecia ter uma aventura mais longa!

Alis Landale Phantasy Warrior

comentários
  1. helinux disse:

    esse comercial é clássico mesmo……Esse jogo revolucionou o master system e sei que muitos o têm numa lista de melhores jogos de rpg!!!!na época foi uma clássico totalmente em português, muitos gostaram e outros odiaram. jogadores ainda estavam tentando se acostumar a jogar rpg e phantasy star acredito que ajudou e criou discipulos da arte rpg ninja da vida!!!esse jogo sempre vai ser lembrado por jaspionmaniacos da época e sempre vai ser uma referência da onde e como tudo se transformou o estilo do jogo hoje, pena que a geração pitchula(3d) não é muito chegado no jogo, ainda bem que eu sou do tempo da rede manchete!!!!!!!bons tempos de tec toy e saudades das pernas da anri do seriado jaspion!!!!

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