Streets of Rage – partindo para a briga neste clássico do Mega Drive

Publicado: 27/09/2011 por Márcio Alexsandro Pacheco em Análises, Mega Drive
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Certamente um dos maiores clássicos que o Mega Drive tem em sua biblioteca de jogos é o game de pancadaria “Streets of Rage” (Bare Knuckle no original em japonês). Nove entre dez jogadores que tinham o console negro da Sega devem se lembrar do trio Axel, Adam e da gatíssima Blaze quebrando pau nas ruas da cidade para derrotar um sindicato criminoso que está aterrorizando a todos.

A história não prima pela originalidade, mas cumpre o seu papel em um game de beat’m up e tem um desenrolar bastante bom durante o jogo. A introdução nos mostra que uma cidade qualquer (não especifica o nome) já foi um lugar feliz e tranquilo, até que um dia uma poderosa organização criminosa tomou conta do lugar. O líder deste sindicato conseguiu se manter no anonimato, e de longe controla o governo e até mesmo a polícia corrupta da cidade. Logo a violência e destruição se espalharam e ninguém mais está seguro nas ruas da cidade.

É nesse caos que três jovens policiais juraram limpar a cidade, desistindo de suas carreiras da força policial corrupta em que estavam e colocando suas próprias vidas em jogo nas violentas ruas. Entre eles estão Adam Hunter, Axel Stone e Blaze Fielding. Eles estão dispostos a arriscar qualquer coisa … até as suas vidas … nas… ruas da fúria.

 

  • Adam Hunter é um ex-policial e boxeador. Ele é bem mais lento do que os outros personagens, porém é mais forte. Esta é a única aparição de Adam como um personagem jogável na série, porém seu irmão caçula, Skate, aparece nos outros jogos.

  • Axel Stone é um ex-policial e artista marcial. Ele é o mais equilibrado dos três personagens: mais lento que Blaze mas mais rápido do que Adam, e mais forte do que Blaze mas mais fraco que Adam. Seu único atributo negativo é a sua capacidade de salto em comparação com os outros personagens. Axel, junto com Blaze, aparece com destaque em cada jogo da série Streets of Rage.
  • Blaze Fielding é uma ex-policial e especialista em judô. Ela é um pouco mais fraca do que os outros personagens, mas é a mais ágil dos três, podendo saltar mais alto e se movimentar mais rápido.
  • Back-Up Enforcer (não selecionável) não é um personagem jogável e só é visto durante o “ataque especial” e durante os créditos finais. O policial secretamente se aliou aos três personagens e fornece apoio armado a eles ao longo do jogo. Também conhecido pelos jogadores veteranos como “Robocop” (lembro dos meus amigos gritando, quando a tela estava cheia de inimigos ‘vai cara, chama o Robocop pra matar todo mundo’).

Assim os três foram às ruas atrás do misterioso Mr. X, o líder do sindicato criminoso. Mas para chegar até ele, os lutadores devem passar por subúrbios, praias, um navio, uma fábrica e até um gigantesco elevador de frete até chega ao quartel general do vilão. E como eles são ex-policiais, devem estar cheios de armas, certo? No no no, é tudo na base da porrada mesmo, podendo pegar uns canos, tacos, facas e garrafas pelo caminho para acertar os marginais que entrarem na sua frente (mas cuidado que os bandidos também podem usar essas armas contra você). Há o “ataque especial” do “Robocop”, em que o cara dá um tiro de bazuca ou metralhadora, matando todos os inimigos na tela. Isso, para a época, foi algo bem inovador e que agradou bastante os fãs.

na hora do aperto, chame o Robocop

A jogabilidade é suave e precisa, com os comandos respondendo rápido aos ataques, seja socos, chutes ou voadoras, o que torna a diversão mais agradável e divertida, inclusive com dois jogadores na tela ao mesmo tempo, sendo possível realizar golpes combinados com os dois personagens.

A variedade de inimigos não é muito grande, com marginais saídos diretamente do túnel do tempo dos anos 90, com caras com jaquetas de couro, moicanos e até mulheres com chicote prontas para te ensinar uma lição ou duas. Há alguns outros, como uns gorduchos que soltam fogo pela boca (e incrivelmente rápidos, para o tamanho deles) e japas karatekas, mas no geral, à medida que se avança nas fases, os inimigos apenas mudam a cor da roupa e ficam mais fortes. Porém, os chefões de fase são o ponto alto, com figuras bem criativas que podem dar um pouco mais de dor de cabeça, como o chefão dos bumerangues, o sósia do Freddy Krueger e gigantescos lutadores de luta-livre.

não tenha pena e desça o braço na maloquerada e seus zilhões de irmãos gêmeos

São no total oito estágios relativamente curtos e que vão aumentando de dificuldade, mas certamente é um jogo de 16 Bits com duração o suficiente para agradar jogadores exigentes. Apesar de não utilizar toda a capacidade gráfica do Mega Drive, “Streets of Rage” faz um excelente trabalho na parte visual, impressionando a galera que o jogou quando foi lançado. Cenários bem trabalhados e alguns pontos contando com belos efeitos, simples, mas que adicionavam algo a mais. Seja um outdoor/placa de uma boate/bar piscando ao fundo de uma rua, uma latinha rolando nas areias da praia, uma chuva caindo no meio da pancadaria, as luzes e agitação da cidade piscando lá longe, papel voando no vento, um cano estragado pingando água, e assim por diante. São os pequenos detalhes que fazem a diferença, e Streets of Rage é cheio deles, um deleite para os mais atentos. Os personagens possuem um bom número de detalhes e animações, garantindo um pacote visual satisfatório.

Um dos maiores destaques do game certamente é a sua trilha sonora, composta pelo toque refinado de Yuzo Koshiro, que mostra para o que veio já no excepcional tema de abertura, certamente uma das músicas mais antológicas da história dos games. Não acredita? Escute no vídeo abaixo então.

Abertura

Stage 1

Stage 3

Stage 5

Boss Theme

Mas não apenas a música de abertura, mas todas as composições impressionam pela sua qualidade musical, coisa que Yuzo Koshiro já havia demonstrado em outro jogo para Mega Drive, The Revenge of Shinobi. Koshiro que adorava uma baladinha nos anos 90, compôs uma trilha sonora que segue uma linha techno-rock, misturando batidas eletrônicas com guitarras e piano, criando a atmosfera perfeita para o jogador avançar de fase e continuar distribuindo porrada. Os efeitos sonoros são básicos para o estilo do jogo, com sons de porrada, gritos de ataque e morte.

Algo bastante interessante foi a opção de dois finais diferentes para a aventura. Enquanto o final “good” poderia ser conquistado simplesmente finalizando normalmente o jogo, o “bad ending” só pode ser visto quando se joga no modo para dois jogadores e quando se confronta o chefão final. Ele pergunta aos jogadores se gostariam de se juntar em sua organização criminosa, e se um responder “sim” e o outro “não”, os dois deverão lutar um contra o outro. Se aquele que respondeu “sim” vencer, e depois derrotar o chefão (nem ele se safa), esse personagem senta-se no trono de Mr. X e torná-se o novo rei do crime do crime. Bacana não? Isso que era criatividade numa época tão diferente desta, que muitas vezes não consegue nem chegar perto.

Blaze arrancando suspiros até nos cosplay

O jogo fez tanto sucesso que rendeu duas sequências (leia aqui a análise de “Streets of Rage 2”), uma quarta para Staturn estava prevista e chegou a entrar em desenvolvimento numa parceria entre a Sega e a Core Design, mas após um desentendimento entre as duas empresas o projeto foi cancelado e a Core reuniu o material e deu nova roupagem sob o nome de “Fighting Force”, lançado em 1997 para PlayStation e N64.

Recentemente um grupo de fãs chamado Bombergames disponibilizou gratuitamente o jogo “Streets of Rage Remake” (esperem análise para em breve aqui no Canto Gamer), que trazia personagens, cenários e inimigos de todos os jogos da série, além de uma infinidade de extras somando mais de 100 fases. Porém o jogo foi rapidamente tirado do ar a pedido da Sega, que alegou estar protegendo os seus direitos de propriedade intelectual (mas apesar disso, o Remake pode ser facilmente encontrado para download na internet).

algo que sempre acontecia… apertar o botão errado na pior hora possível, auhauahua

Conclusão: Streets of Rage é um dos maiores clássicos do Mega Drive e fez a cartilha de muitos games de luta que foram lançados depois. Ele oferece tudo aquilo que um old school gamer que se preze gostaria de jogar em um título. Divertido e com uma ótima qualidade técnica, Streets of Rage é recomendado para qualquer um que se diz gamer, especialmente para a geração (Playstation) mais nova que provavelmente nem deve saber que tal título existe. Fica a dica.

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Nome: Streets of Rage

Sistema: Mega Drive

Desenvolvedora: Sega

Ano de Lançamento: 1991

Nota da análise: 9/10

+ Gráficos excelentes

+ Chefes de fase interessantes

+ Jogabilidade suave

+ Trilha sonora arrebatadora

Fora a pouca variedade de inimigos, era muito bom em todos os aspectos

“Make the city a place where people no longer have to walk the Streets of Rage!”

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comentários
  1. helinux disse:

    adoro essa pinta da blaze!!!!lembro que joguei a primeira vez foi em uma locadora de Brasilia…o dono era um japonês e tinha um cara com a camisa do ramones no dia também…lembro de tudo ali naquele momento…ganhei até um bombom de uma menina naquele dia e ali estava eu jogando streets of rage!!!!no poderoso mega drive e toda a sua perfeição que eu ainda considero como a melhor no quesito evolução!!!!!boas músicas, boas imagens e boas lembranças!!!!!clássico!!!!

  2. Grande Helinux “Spider”!
    é um prazer vê-lo por aqui 🙂
    Também tenho ótimas lembranças de SoR, especialmente quando a galera ia lá em casa e ficávamos o dia todo jogando e fazendo bagunça…. bons tempos….

  3. Eduardo Farnezi disse:

    E ae Mr. Helinux…
    É um enorme prazer lhe ter aqui conosco.
    Espero que façamos um trabalho aqui que lhe cative tanto quanto o nosso último trabalho o cativou.

    Streets of Rage, para mim, é a melhor série Beat´n Up “off all time”.
    O segundo game da série, sozinho, já levaria esse título o título para a série.

    O primeiro game da franquia é fabuloso mesmo.
    Me recordo de passar horas jogando e jogando…
    Apesar de não ser um game grande, não conseguia me cansar dele, como ainda não consigo me cansar dessa série.

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  6. Adriano 88 disse:

    cara eu estava pasando é vi sua materia sobre esse clasico do mega driver, gostei muito me trouxe otimas lembraças da minha infância. eu me lembro com se fosse ontem quando ganhei o meu mega driver ele foi meu promeiro console que eu ganhei. ele veio com um cartucho 6 em 1 tinha o sonic goldem axe é varios outros jogos inclusive streets of rage. eu ficava jogando o dia todo era muito massa aquele tempo eu era feliz é não sabia. lembro tbm que eu jogava ele mais o meu pai, ele me perguntava se dava pra quebra as vitrines da primeira fase com o cano. kkkkkkkkkkk bons tempos! concerteza é um dos melhores jogos do mega driver, é um dos melhores jogos que eu joguei até hj, finalizei todos os street of rages! adoro essa serie jogo até hoje inequecivel meus vou deixar pros meus filhos! rsrsrsrs muito bom vlw galera 🙂

  7. […] & Páginas mais populares Streets of Rage – partindo para a briga neste clássico do Mega DriveValkyrie Profile – um inovador RPG sobre a mitologia Nórdica no PlayStationGame of Thrones – […]

  8. Vcs teem o Streets of Rage Remake que o bando de cusão da sega que nunca mais fez nada com o titulo proibil a destribuição gratuita pela internet? O jogo ficou muito bom mas poucas pessoas teem ele, pessoas como eu ^_^

  9. robson disse:

    Eu tinha uma mega-drive paraguaio, que vinha com 15 ou vinte jogos, porém, só tinha dois jogos, o último era o tetris, mas do primeiro até o penultimo, era o streets of rages, o mais curioso é que cada jogo, era uma fase diferente do Streests, então eu pidia jogar sempre a última fase se eu quisesse, sem precisar de código e coisas assim.

  10. helisonbsb disse:

    saudades dessa época de ouro do mega!!!!!!

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