Circus Charlie – clássico absoluto para o saudoso “nintendinho”

Publicado: 04/10/2011 por Eduardo Farnezi em Análises, NES
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“Vem brincar, que o circo já chegou.
Vem sorrir, que o circo já chegou.
Vem dançar, que o circo já chegou.
Vamos bater palmas, porquê o circo já chegou.

Tem mágico fazendo tudo desaparecer,
surpresas na cartola, tudo isso é pra você.
Tem muitas piruetas, palhaços de montão,
caindo de bumbum no chão.”

Aha! E viva o circo!

Não tão famoso quanto outros games de sua época, tais como Tiger Heli, mas nem por isso menos divertido, Circus Charlie surgiu nos Arcades, pelas mãos da Konami, no ano de 1984, tendo posteriormente uma versão para o NES em 1986, em uma boa conversão diga-se de passagem. A análise de Circus Charlie que aqui apresento se refere à conversão para NES, uma vez que, nunca tive acesso ao game dos Arcades.

E que comece o espetáculo!

Em Circus Charlie, controlamos o ser mais temeroso e pavoroso encontrado em todo e qualquer circo, isso mesmo, um palhaço (!!) que deve realizar as mais diversas peripécias circenses para entreter o seu “respeitável público”.

São cinco as modalidades circenses a que devemos enfrentar, cada modalidade subsequente à anterior tem dificuldade elevada. Cada uma das modalidades tem um percurso de 100 metros a ser atravessados exatamente.

A primeira das modalidades são os temíveis aros flamejantes. Montado em um leão, nosso palhaçinho deverá saltar por entre os aros em chamas. Um mísero toque nas chamas é morte certa. Além dos aros, ao longo do caminho encontramos também vasos em chamas que devem ser saltados. Nessa modalidade controlamos tanto a progressão do leão, quanto o ato de saltar.

A segunda das modalidades é a travessia na corda bamba. Nessa modalidade o perigo não é cair da corda, mas sim não ser tocado pelos macacos, que caminham em direção contrária ao palhaço. Os macacos marrons apenas caminham, enquanto os macacos azuis (?!) saltam, elevando a dificuldade do percurso.

A terceira modalidade é o equilibro sobre bolas. Nessa modalidade, devemos seguir em frente, equilibrando sobre a bola e saltar de bola em bola até chegarmos ao fim do percurso. O cálculo do pulo deve ser preciso, pois não se controla Charlie no ar após o salto realizado.

A quarta modalidade é o salto de obstáculos com cavalo. Nessa modalidade, Charlie, montado em um cavalo branco, deve saltar todos os obstáculos que encontrar pela frente. A maior dificuldade aqui é não poder controlar a progressão do cavalo, assim como o fazemos na modalidade de leão, assim sendo, os reflexos para saltar no momento corretos devem estar afiados.

A última modalidade é o trapézio. Nessa modalidade Charlie deve saltar no ar de trapézio em trapézio até chegar ao seu destino final. Essa é a mais difícil dentre todas as modalidades, pois além de não controlamos o balanço de trapézio temos de calcular muito bem a distância do salto, pelo mesmo motivo apostado na modalidade das bolas. Abaixo de cada trapézio existe um trampolim, assim sendo, no caso de Charlie der a sorte de cair do trapézio em cima de um trampolim, ele poderá retornar ao trapézio e continuar seu espetáculo.

Caso o jogador morra durante a travessia de qualquer uma das modalidades, retornará à última marca ultrapassada, que segue sempre em escala de dez em dez metros. Caso perca todas as (poucas) vidas, Game Over. A cada 2.000,00 pontos ganhos, o jogador ganha uma vida.

Ao atravessar todas as modalidades, o game recomeça com dificuldade elevada. Sim, Circus Charlie, assim como tantos outros games de NES é infinito, só acaba quando o Game Over estatela na tela (rimou!).

Visualmente Circus Charlie agrada a quem olhar, apesar de sua simplicidade, o som não é dos mais cativantes, mas segura muito bem a onda. A jogabilidade é simples e reponde bem aos comandos do jogador. Não vou me ater demais a detalhes técnicos aqui, pois em games mais antigos, gerações de Atari e NES, esmero técnico jamais poderia superar a pura, eterna e real essência de um game, a criatividade. O que importava é se o game era ou não era divertido, então vamos nos ater a isso.

Circus Charlie é um game muito divertido. Se pensarmos que games do mesmo período, como Tiger Heli por exemplo, são games infinitos, mas que apresentam tão somente a mesma experiência durante todo o tempo de jogo; Já com Circus Charlie, temos cinco experiências de jogo diferentes, cíclicas, ao longo de todo o tempo de jogo, é como se tivéssemos cinco games em um.

Infelizmente, muito gamer não pôde ter a experiência de se jogar Circus Charlie, pois o game, oficialmente, nunca saiu de terras nipônicas, onde fez relativo sucesso. Em uma era em que simplicidade bem executada era a principal arma das produtoras de games, a Konami mandou muito bem com Circus Charlie. E que o espetáculo circense continue!

Como curiosidade, o game em sua versão para Arcade tem uma missão a mais do que a versão para NES, por motivos que não sei exatamente justificar. Não acredito que o cartucho não teria memória para suportar mais um estágio, e se assim o é, não compreendo consigo compreender o porquê da exclusão dessa fase na conversão do game para o console caseiro da Nintendo. Isso não é nada que faça da experiência diminuta, mas dica ai a dúvida no ar….

Conclusão: Um game carismático, simples e divertido. Assim é Circus Charlie. Se quer durante um tempo, vivenciar um pouco da glamorosa época 8bits e ainda relaxar, sem jogar games extenuantes ou difíceis em demasia, Circus Charlie é uma boa pedida. Um ótimo game da Konami.

Nome: Circus Charlie

Sistema: NES

Desenvolvedora: Konami

Ano de Lançamento: 1984

Nota da análise: 8/10

+ Game com desafio no ponto, nem muito difícil e nem muito fácil.
+ O palhaçinho Charlie, apesar de precariedade visual da época, conseguia ser muito fofo.
+ Cinco modalidades distintas e interessantes, o que dá variedade ao game.
As modalidade são curtas, e como o game é infinito, alguns jogadores podem ficar de saco cheio rápido.
Não ter sido lançado oficialmente em terras ocidentais.

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comentários
  1. Esse eu joguei muito… =D

    Bons tempos!!

  2. helinux disse:

    bons tempos,,,,,muita gente falava mal desse jogo, tenho boas lembranças!!!!!!

  3. Lucas Henrique disse:

    Eu meu Pai minha Mae minha Irma adoramos esse jogo

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