Golden Axe: The Revenge of Death Adder – a verdadeira sequência do jogo original?

Publicado: 01/12/2011 por Márcio Alexsandro Pacheco em Análises, Arcade
Tags:, , , , , ,

Mais um clássico direto do túnel do tempo para vocês leitores do Canto Gamer, e o escolhido é Golden Axe: The Revenge of Death Adder. Não conhece ou nunca ouviu falar? Pois é, foi uma pérola da Sega que saiu exclusivamente (até os dias de hoje) para os fliperamas, e considerado por muitos como a verdadeira sequência do Golden Axe original, de 1989.

O primeiro jogo foi um marco na história dos videogames, a Sega simplesmente fez a cartilha de como fazer um hack’n slash  medieval, totalmente chupadaço das histórias de Conan – O Bárbaro, com personagens inesquecíveis (Tyris Flare, Axe Battler e Gilius Thunderhead) na caça do malvadão Death Adder, que se apoderou do lendário e poderoso Machado de Ouro e espalhou o caos e o terror na terra selvagem de Yuria.

olha o bichão ae, até 4 jogadores podiam curtir

Em 1991 a Sega lançou Golden Axe II  para o Mega Drive, que era um jogo bacaninha, mas que não tinha o mesmo feeling de fantasia que o primeiro, como andar em cima de uma tartaruga e águia gigantes. Em 1992 a Sega lançou Revenge of Death Adder nos fliperamas, usando a sua placa de 32 Bits, com gráficos espetaculares bem acima da média se comparado com outros jogos da época.

Os caras conseguiram pegar tudo que o jogo original tinha e deixaram ainda melhor. O game era tão bom que nem mesmo tentaram fazer uma conversão para o Mega Drive (que certamente não ficaria boa, já que o game roda em placa de 32 Bits, então fizeram bem…. talvez no Saturn… que seria lançado três anos depois…). A fantasia que faltou na segunda versão console, tinha de sobra na versão arcade, que era totalmente diferente em tudo.

O jogo não possui uma história muito detalhada. Tyris e Ax caíram fora e quatro novos personagens surgiram, dando um novo gás para a franquia. Dos antigos, só Gilius, que aparece montado em um gigante e o próprio Death Adder, que voltou do mundo dos mortos louco por vingança, e novamente se apoderou do mítico Machado de Ouro, espalhando o caos e terror em toda parte.

o malvadão Death Adder

Quatro novos heróis surgem para resgatar o Machado Dourado, salvar as pessoas oprimidas e acabar com a raça de Death Adder. São eles:

Goah: Há teorias que muitos anos já se passaram desde o primeiro e o segundo jogo para Mega Drive, Ax e Tyris já teriam morrido e do grupo original só restou Gilius (que como sendo da raça dos anões, tem um período de vida maior). Como ele já está mais velho e sem a força de antigamente, ele fica montado no grandalhão lento Goah, que possui ataques corpo-a-corpo muito fortes, mas é nulo na magia. É aí que entra Gilius, pois a magia que Goah usa é invocada por Gilius, e simplesmente é a magia mais forte de todo o jogo, custando 13 potes mágicos, que aparece uma caveira soltando uma névoa que transforma os inimigos em pedra, antes de se desintegrarem em pedacinhos. Simplesmente demais!

Dora: Temos então a única mulher do grupo, e minha personagem favorita do jogo. Uma mulher cavalo centauro, tem a magia mais fraca, baseada no elemental terra e usa como arma um cotonete gigante bastão. Apesar de não muito forte, ela é bastante ágil, e seus golpes e combos são aplicados em grande velocidade. Curiosamente, quando ela monta nos bizaarians (os bichos que servem como ataque de apoio) ela se transforma numa humana, com uma belo par de pernocas.

Sternblade: Um clone de Ax Battler, ou seja, o típico guerreiro fortão e estúpido empunhando espada. Sua magia, baseada no elemental fogo é a segunda mais poderosa, queimando todos os inimigos, com uma animação bem bacana da cara de um soldado ardendo em chamas.

Little Trix: E por último, um bostinha ninja elfo que usa como arma um tridente. Fracote, mas muito ágil e veloz. Sua magia permite a recuperação de energia para ele ou companheiros, o que pode ser útil quando jogado em grupo.

Confira a ação do game

Jogadores que apreciam os clássicos de pancadaria 2D dos arcades não podem deixar de conferir TRODA, que conta com gráficos belíssimos, com um design artístico bastante inspirado e detalhado (com temas de fantasia medieval fantásticos), com personagens bem grandões na tela. Cenários de fantasia como vilarejos, florestas de cogumelos gigantes, montanhas, cavernas, dentro de um navio, entre outros, compõe o universo do game. A animação é excelente, tanto dos personagens principais, como dos inimigos e dos cenários (como pessoas sendo espancadas ao fundo e belas cachoeiras), que também contam com diversos itens de interação, como barris, placas, estátuas que podem ser destruídos pelo caminho revelando itens (ou inimigos) escondidos.

E falando em cenários, uma das principais novidades na mecânica do jogo é a possibilidade de escolher trajetos diferentes durante o jogo (como em Golden Axe III), oferecendo assim atrativos para o jogador se aventurar diversas vezes até conhecer todos os cenários, até então desconhecidos. Já o sistema de ataque segue o padrão do original, com um botão de ataque, um para pulo e outro para magia, com a possibilidade de algumas combinações como correr e atacar, ataques giratórios ou até mesmo ataques combinados entre os personagens, tornando a experiência ainda mais agradável. Os bizaarians, criaturas que servem de montaria, também estão de volta em vários tipos diferentes, e que realmente ajudam bastante na hora de eliminar a horda de inimigos. São insetos, escorpiões gigantes, entre outros bichos “bizarros” que a Sega criativamente nos oferece. Outra novidade fica por conta do uso de armas balísticas, semelhantes a mini-catapultas, que lançam projéteis nos inimigos e podem ser usadas inclusive quando se está montado em um bizaarian.

As magias também retornam, só que ao invés de diferentes níveis, cada personagem tem uma magia poderosa que é liberada por um número pré-definido de poções. O jogador pode coletar várias poções (espalhadas pelas fases ou roubando dos clássicos duendes) e usar várias vezes seguidas. Como já dito, Goah (Gillius) e Stern Blade possuem as magias mais poderosas. É possível ainda recuperar energia roubando um suculento pedaço de carne dos duendes verdes ou salvando aldeões que estão sendo espancados ou que estão presos ao fundo.

A trilha sonora, composta por Masanori Takeuchi (After Burner Climax) e Tmoyuki Kawamura (Sega Rally 2) traz novamente aquela inspiração medieval épica que marcou o primeiro jogo (que na minha opinião, continuam ainda insuperáveis). Mas não se preocupe, a aventura do seu guerreiro sanguinário será embalada por temas grandiosos e empolgantes, que se encaixam perfeitamente com a ação rolando na tela, isso tudo complementado por efeitos sonoros bem variados, como sons de golpes, espadas, pedras se movendo/quebrando, magias e gritos de dor quando se mata os inimigos.

Ouça alguns temas épicos de TRODA

E já que falamos neles, os inimigos se apresentam de forma bem variada, vários tipos de brutamontes, gigantes, selvagens canibais, os impiedosos (e malditos) esqueletos e até árvores encantadas irão tentar impedir o seu avanço. Talvez o único defeitinho do jogo seja oferecer apenas um punhado de chefes que se repetem ao longo do jogo e que não oferecem grandes estratégias para derrotá-los, todos utilizando o mesmo esquema.

Possui uma dificuldade crescente, e tem seus momentos “papa-fichas”, em que a tela fica recheada de inimigos e fica praticamente impossível não perder uma ou duas vidas naquele momento e os chefes são bem “apelões”. O Death Adder, por exemplo voltou com fúria total e é pedreira pura derrotá-lo – três vezes! Mas ao menos, a batalha final é épica, ambientada em cima de um dragão voador e com um final trágico para um dos heróis. Para facilitar um pouco, pode ser jogado em até quatro pessoas (algumas máquinas eram apenas para dois jogadores).

Conclusão: É um jogo que apesar de ser do início dos anos 90, envelheceu bem e até hoje oferece muita diversão para quem experimentá-lo. Gráficos soberbos, trilha sonora épica, jogabilidade acessível – uma verdadeira obra-prima da Sega. Oferece tudo de bom que o jogo original possuia, com a vantagem de ser ainda mais bonito, mais refinado, mais longo e mais divertido. Sem dúvida, o melhor jogo da franquia “Golden Axe” e que merece ser debulhado diversas vezes por aqueles que se dizem gamers!

e não esqueça de curtir a nossa página no Facebook! :)

Nome: Golden Axe The Revenge of Death Adder

Sistema: Arcade

Desenvolvedora: Sega

Ano de Lançamento: 1992

Nota da análise: 10/10

+ Um jogo de pancadaria 2D da melhor qualidade.

+ Gráficos e visuais caprichados e criativos.

+ Trilha sonora épica.

+Escolha de trajetos durante o jogo.

+ Diversão mais que garantida.

Dificuldade acima da média, com momentos “papa-fichas”.

Poucos chefes que se repetem.

Isso não chega a ser um contra, mas a retirada da gostosa Tyris Flare por uma “mulher-cavalo”.

Anúncios
comentários
  1. […] Golden Axe: The Reve… on Golden Axe II – sequênci…Golden Axe: The Reve… on Golden Axe – um dos maio…Golden Axe II … on Golden Axe – um dos […]

  2. Antonio disse:

    será que nao se encontra emuladores para o jogo ??

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s