Phantasy Star IV : The End of the Millenium

Publicado: 14/12/2011 por Márcio Alexsandro Pacheco em Análises, Mega Drive
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– a explosiva e emocionante conclusão da saga Phantasy Star –

Phantasy Star IV: The End of the Millennium  foi lançado em 1993 e uma palavra pode resumir esse jogo: Perfeição!  Com certeza o melhor RPG do Mega Drive e a obra-prima da Sega na série Phantasy Star. Sem brincadeira nenhuma, PS IV pode facilmente ser equiparado aos melhores RPGs do Snes da época, inclusive ganhando de longe de muitos deles (claro que alguns são insuperáveis no console da Nintendo).

 

Depois do não tão bem sucedido PS III, a Sega aprendeu a lição e resolveu dar um presente aos fãs. Chamou a equipe original de criação, encabeçados pela Rieko Kodama, e retomaram o estilo dos dois primeiros games da série. Muitos inclusive desconsideram os eventos de PS III (que realmente não tem grandes consequências na série em geral) e tomam PS IV como sucessor direto da saga de PS II. Mesmo a história oficial de PS IV se passa 1000 anos depois de PS II (e o PS III 2000 anos depois de PSII)..

Com incríveis 24 Mb de memória, PS IV tem tudo o que fez a série famosa e muito mais. Excelentes gráficos, um dos melhores já vistos em um RPG, cut-scenes  em sequência estilo quadrinhos, com belas imagens e art work da “mãe” da série, Rieko Kodama (que também dirigiu e cuidou de outras partes importantes na produção do game). Inclusive os labirintos eram pra ser em 3D, assim como no primeiro PS para Master System. Ficou curioso, dê uma olhada na foto abaixo como era pra ser.

Possui uma história maravilhosa, um verdadeiro épico em que começa com você matando monstrinhos ridículos em uma universidade até salvar o sistema solar inteiro, com personagens maravilhosos e carismáticos, juntamente com um trilha sonora perfeita, a melhor de toda a série PS (quem é que não se lembra daquela música de abertura fodástica?).

PS IV é um jogo que podemos aplaudir de pé. Trouxe tudo o que deu certo nos jogos anteriores de volta, diferente do que aconteceu com PS III, nós somos lembrados constantemente dos eventos que ocorreram nos dois primeiros jogos da série (e até tem um prelúdio para o PSIII). Mesmo depois de 2000 anos depois da história de PS I, personagens deste jogo são lembrados.

Para jogá-lo não é necessário conhecer os jogos anteriores, mas é claro que será muito mais prazeroso se você já os tiver jogado. Caso não conheça, pelo menos dê uma lida em nossas reviews para se inteirar do universo Phantasy Star:

Phantasy Star I

Phantasy Star II

Phantasy Star III

E agora vejam aqui a análise de um dos maiores RPGs de todos os tempos.

A História

Prelúdio

O sistema solar Algol, em algum lugar no espaço…

“Certa vez, uma brilhante civilização floresceu aqui. As pessoas devotavam-se para a arte das ciências, e a vida era próspera e boa. Então uma série de desastres aconteceu. O sistema de controle principal, Mother Brain, foi destruído. Assim como o primeiro planeta, Palma. Mais de 90% da população do sistema morreu no desastre, e a cultura tecnologicamente avançada foi perdida.

A sociedade estava em decadência, decaindo progressivamente até apenas sobrar alguns poucos grupos que ainda se lembravam que já existiram tempos melhores. Mil anos se passaram. Finalmente, a civilização estava uma vez mais levantando-se no sistema Algol. Pessoas novamente tem sonhos de uma vida mais fácil. Antigos conhecimentos e cultura estão sendo descobertos. Mas assim como as coisas parecem estar melhores, atrás de um longo e esquecido pensamento, um terrível e antigo mal desperta…”

AW 2284

Ataques de monstros tem aumentado a classe daqueles que se chamam “caçadores”. Mas como os ataques se tornam cada vez mais frequentes e poderosos, uma elite de poucos começam a querer saber o que está por trás dessa epidemia… e quando e como tudo acabará?

O personagem principal é Chaz, um jovem e promissor Hunter (caçador) de 16 anos de idade. Sua instrutora chama-se Alys, uma experiente e muito forte caçadora. Os dois moram em Aiedo, a maior cidade do sistema Algol e que se encontra em Motavia e onde tmbém se encontra a guilda dos caçadores. Chaz e Alys são contratados pelo reitor da Academia de Motavia, na cidade vizinha Piata, para resolverem um problema. Segundo ele, um terrível monstro circula no subsolo da universidade, pondo em perigo todos que se encontram por lá. É quando você encontra Hahn, um jovem estudante sempre pronto a ajudar. Durante o caminho você vai descobrir sobre um grupo de expedição que trouxe estranhos objetos e deixaram no subsolo da academia, e então retornaram para o seu local de escavações arqueológicas, e então desapareceram. Curiosos, os seus personagens rumam em uma jornada para descobrir o que aconteceu com o grupo de escavação. Mistérios vem à tona sobre um misterioso mago conhecido como Zio assim como histórias sobre Dark Force.

 

esse é o feiticeiro maligno Zio

Assim começa a sua aventura, você irá conhecer vários personagens pelo caminho, vai se aventurar em espaçoportos, vai explorar outros planetas do sistema solar de Algol como Dezoris (onde se encontra a Mansão Esper, onde ficam os poucos praticantes de magia que são liderados pelo líder imortal Lutz), Motavia com seus vários desertos e pequenas plantações, e inclusive descobrir um quarto e importante planeta: Rykros (o que será que se encontra lá? talvez as respostas para todas as perguntas…).

Uma aventura épica, com sonhos, desilusões, mortes e paixões, bio-laboratorios, andróides, experimentos genéticos, computadores ultra poderosos, viagens espaciais, tudo que uma grandiosa história deve ter (trazendo de volta aquele feeling Star Wars e sci-fi), culminando em um final igualmente grandioso.

Dark Force em dose tripla

Abertura do Jogo

Gráficos

Os gráficos do jogo são maravilhosos, melhores que todos os jogos anteriores. Uma artwork belíssima de personagens e inimigos, cidades e labirintos bem elaborados e variados, ricos em detalhes e bem coloridos. Os cenários também são super caprichados e estão perfeitos no jogo.

Não há reclamações, quem jogou os dois primeiros games da série vai se sentir em casa aqui, com um sentimento de deja vu, visitando antigas cidades, planetas e lembrando antigos personagens e vilões. Os gráficos lembram bastante os de PS II, só que bem mais detalhados e coloridos.

Tudo isso contado por maravilhosas cut-scenes em anime, mostradas em partes importantes do jogo. Nos dois primeiros episódios algo similar já havia sido feito, claro que em menor escala. Mas em PS IV o jogo está recheado com essas cenas e com certeza dá um charme e toque único ao game, o primeiro a usar esse recurso nos RPGs e que agora dá uma aula de como se fazer um bom old scholl rpg.

 

gráficos belíssimos nos mapas e batalhas

As cenas de batalha também estão super caprichadas. Assim como em PS II, você poderá ver os seus personagens de costas atacando os inimigos. Os cenários de fundo são muito bem feitos e mudam de acordo com o terreno onde você se encontra. Há muitas animações, tanto de seus personagens como dos inimigos (diferente de PS III que quase nem se mexiam). Há muitas magias no jogo, combinações, novos ataques e tudo muito bem animado. As batalhas são divertidas e nem um pouco chatas (algo excelente para um RPG). Ponto pra Sega, uma obra prima.

 

o jogo está recheado de belas cut-scenes de anime

Todos os personagens são bem caracterizados. Chaz e Alys são super carismáticos e personagens que roubam a cena. Em PS II tivemos a numana Nei (que fez muito sucesso entre os fãs) e agora em PS IV temos a Rika com suas garras de wolverete. Rune é um cara arrogante e um poderoso mago cheio de mistérios. Wren (que “apareceu” antes em PS III – na verdade o mesmo modelo de ciborg) e Demi são os dois ciborgs. Gryz, um bicho verde peludo, o ewok (aqueles bichos do filme Star Wars O Retorno de Jedi) da turma. Kyra, uma aprendiz de magia e uma seguidora do lendário Lutz (o mago do primeiro e segundo game) e claro, não poderíamos esquecer de Raja, o dezoriano mais maluco e divertido da equipe. Com certeza uma galeria de grandes personagens, todos com uma história de fundo bacana e bem desenvolvidos, com seus pontos fortes e fraquezas, como nos bons e velhos tempos de RPG.

isso aí é o Profound Darkness, “pai” de Dark Force e a origem de todo o mal de Algol

Músicas

Temos de volta como compositor o Ippo, que já havia trabalhado na trilha sonora de PS III e mostrado que tinha sim capacidade para fazer grandes melodias. O que ele não fez em PS III, fez no quarto game, que possui músicas maravilhosas. A diferença na qualidade da trilha sonora dos dois jogos é astronômica.

A trilha sonora de PS IV é excelente e facilmente está entre as melhores nos jogos de RPGs. Aqui não vamos encontrar temas “clássicos” (com flautas, harpas, piano), comuns naquela época. As músicas são bem variadas, agitadas e tem um estilo mais techno, pós-moderno, bem diferente do estilo clássico.

Além de belas melodias (como esquecer o tema de abertura fodástica de PS IV ou o fantástico “Ooze”, música do chefe final?) o game ainda tem remixes de temas do primeiro Phantasy Star (temos duas músicas de labirintos remixadas do PSI e até uma do PSIII), além de algumas músicas fora do padrão, como a da cidade de Tonoe, com uma espécie de “latidos” ao fundo, e a bela música de quando se viaja para outro planeta com a Landale.

 

Alys está com problemas

Resumindo, pode esperar ouvir uma trilha sonora bem diversificada e poderosa, com (quase 50) temas memoráveis que combinam baladas emocionais para os momentos tristes, músicas empolgantes para batalhas e longas jornadas, batidas eletrônicas e sons techno futuristas que trazem toda a emoção de um universo onde os estilos sci fi e medieval se colidem.

O mesmo pode se dizer dos sons de efeitos especiais, que estão perfeitos, com sons das armas cortando os monstros, das magias e técnicas, explosões, tudo feito na medida certa e combinando com o jogo. Nota 10. Escute abaixo alguns dos temas dessa bela trilha sonora:

Jogabilidade

A maior diferença de PS IV dos outros jogos certamente é a sua jogabilidade. Enquanto no segundo jogo você podia ver o seu personagem atacando e no terceiro os cenários de fundo que correspondiam ao lugar onde você se encontrava (diferente do mesmo fundo azul de PS II). PS IV reúne esses dois elementos em um só. Comandos simples e fáceis de se usar, mas com grandes inovações. Além dos ataques normais, você pode usar as técnicas (as magias), skills (habilidades que podem ser aprendidas e possuem um número limitado de uso) ou ainda defender, usar itens ou fugir. Agora vem a melhor parte, você pode fazer magic-combos, combinando os skills e as técnicas dos personagens resultando em poderosos ataques conjuntos.

Isto acrescenta ao jogo uma infinidade de possíveis combinações que você pode fazer com todos os seus personagens durante o jogo. Você pode fazer combinações com dois ou até os cinco personagens que fazem parte do seu grupo. Mas fique ligado, assim como você, os inimigos também podem fazer ataques conjuntos e até mesmo se juntar a outros monstros para formar inimigos mais poderosos. Uma grande sacada da equipe de criação, que deu ao sistema de batalhas mais empolgação e tática. As batalhas estão mais rápidas, excitantes e em alguns casos, até tensas. Uma boa novidade são os comandos programados, chamados macros, que servem especialmente para ativar mais facilmente ataques ou melhor ainda, para você gravar os magic-combos mais fortes (que são difíceis de se encontrar, através de tentativas e erros).

Algo importante é que seu grupo é formado por dois tipos de personagens: os orgânicos e os cibernéticos. Enquanto que os orgânicos você pode curar com itens e magias normais, os cibernéticos precisarão de itens e técnicas especiais para os andróides. A variedade dos personagens é grande, uns aparecem, outros vão embora e depois voltam, então domine bem as características de todos eles para aproveitar ao máximo as magic-combos.

 

essa nave bacana é a Landale

Os menus do jogo são fáceis de navegar e não darão grandes problemas. Agora é possível ver os efeitos dos itens, porém não é possível ver os dos equipamentos, magias e skills. Seu espaço para carregar coisas também é limitado. Pelo menos você pode salvar o jogo em qualquer parte, exceto nos dungeons, diferente de PSIII que além de pagar, só podia ser salvo nos inns.

Além de tudo isso, você ainda pode usar alguns veículos muito maneiros durante o jogo, inclusive entrar em batalhas com eles, o que facilita e muito as coisas, já que eles são fortemente armadas e possuem alto HP, que se recarregam a cada nova batalha. Vamos ter o Sand Rover o Ice Cruiser e ainda um espaçoporto com a nave Landale (em homenagem a Alis do primeiro PS) para viajar a diferentes lugares no sistema de Algol.

e esse aqui é o Land Rover

O jogo ainda conta com uma dificuldade não muito alta. Jogadores veteranos não encontrarão problemas, talvez apenas em batalhas com alguns chefes que necessitam um pouco mais de atenção e uma tática no uso de skills e magic-combos. Os labirintos são bem feitos, não muito difíceis e os personagens ganham level rapidamente (deferente de PS III que demorava uma eternidade). E ainda há algumas side-quests que você pode pegar na guilda dos caçadores pra ganhar uma graninha extra e para dar uma descontraída da sua penosa jornada de salvar o universo. Diversão garantida meus amigos!

Fatos e Curiosidades

O que PSIV tem em comum com PSI?

estátua de Alis e Myau em Motavia

  • Citações de Dr Luveno de PSI como uma grande mente cientifica de 2 mil anos atrás.
  • Zio é capaz de transformar as pessoas em pedra, como a Medusa, elas só podem ser curadas usando o item Alshline, a mesma substância que Myau usava em seu pescoço.
  • A loja de bolos de PSIV está escondida assim como a de PSI, que também vendia bolos.
  • A espada “Alis-Sword” é vendida em uma loja de presentes em Termi.
  • Paseo e Uzo (Motavia) também aparecem em PS4.
  • Há uma estátua de Alis e Myau em Termi –
    “Chaz: ‘Estátua da Heroína, Alis Landale’ Um gato? Terá sido um animal de estimação?”
  • Há mais estátuas de Alis na Esper Mansion e uma no subsolo segurando a sagrada espada Elysdeon. Faz sentido, já que Lutz/Noah foi seu companheiro em PSI.
    “Chaz: É uma misteriosa estátua de uma mulher. É parecida com a estátua que eu vi em Termi.”

 

Alis e a espada Elysdeon em PS IV

 

Alis e a velha turma e Chaz com a Elysdeon

  • A Tocha Eclipse é citada como símbolo de adoração (PS4).
    “- um eclipse ocorre neste planeta a cada 400 anos. Uma tocha acesa durante o eclipse é chamada de “Tocha Eclipse” e tem uma valor sagrado para os Dezorianos”
  • O Templo Gumbious (PS4) está nas ruínas da Torre Corona (PS1). Ambos guardam a Tocha Eclipse.
  • Lassic (PS1) é ressuscitado e aparece com o nome de Lashiec (PS4).
  • O castelo aéreo de Lassic aparece uma vez mais entre os asteróides onde ficava Palma.
  • Gatos falantes ainda existem. O “velho” que fala com Chaz em frente da estátua de Alis é certamente Myau (PS1).

Miaaaaauuuuuuuuu

  • A arma Silver Tusk é na verdade o Silver Fang, a mais poderosa arma de Myau.
  • O Landrover, Ice Digger e o Hovercraft (Hydrofoil) foram também usados em PSI.
  • Zombie, Sandworm, Horseman (Centaur), Scorpion (Scorpius), Ghoul, Sworm (Monster Fly), Giant Fly (Helex), Sorcerer (Chaos Sorcerer), Marauder (Dark Marauder), e Dark Falz (Prophallus) todos aparecem em PS4.
  • A nave Landale é o sobrenome de Alis Landale.
  • Os inimigos de Motavia de PS1 tem a mesma aparência e roupas de Gryz.
  • Duas músicas foram remixadas de PS1 – a Bio Plant, e a do Castelo flutuante de Lassic.
  • O item Aeroprism, usado para revelar o castelo de Lassic no céu, foi encontrada em uma dungeon. Em PSIV o item aparece com a quinta geração de Lutz, Rune, que o usa para revelar o planeta Rykros.
  • DarkFalz corrompeu Lassic e depois Zio em PSIV. Amobos usam capas negras.

Lassic

O que PSIV tem em comum com PSII?

a tchurma de PS2

  • Hugh (PS2) and Hahn (PS4) são ambos estudantes, e Anna (PS2) e Alys (PS4) são ambas caçadoras. Hugh tem um papel similar ao do Hahn e Anna usa roupas similares a de Alys.
  • O “Inner Sanctuary” da Esper Mansion *era* a Esper Mansion em PS2. Em ambos os games, o grupo encontra Lutz no subsolo.
  • Referências a  Lutz em Termi-
    “Homem na loja de armas: No passado, um mágico veio na cidade e me ensinou a colocar meus sentimentos no metal. E esta loja herdou seu conhecimento”
    Homem na loja de armas: Dizem que a Torre de Ladea foi erguida por um mágico que veio à cidade muito tempo atrás. Tenho certeza que esta história está um pouco exagerada. Além do mais, é um velho conto.”
  • A cidade de Tyler em Dezolis (PS4) foi nomeada após o pirata espacial, Tyler.
  • Rika (PS4) é similar a Nei/Neifirst (PS2).
    “Seed: Isso mesmo. Ela é um produto de milhares de anos de estudos das informações genéticas de um protótipo antes do “Grande Colapso (a destruição de Palma)”.

  

Nei e Rolf em PS IV

  • Um campo de asteróides (PS4) agora existe no lugar onde Palma estava.
  • Zema, Uzo, Piata (Motavia) e Ryuon, Zosa (Dezolis) também aparecem em PS4. Há também uma ponte em referência à Zema Bridge (PS2).
  • O Aeroprism que Lutz deu a Rolf em PS2, revelou 4 templos em Dezoris onde ficaram 8 itens de Nei. Em PS4 Rune usa o Aeroprism e revela o planeta Rykros, que guarda os itens Guardian (que devem ser os itens usados por Nei em PS2).
  • Dark Force corrompe os humanos da Terra em PS2, e depois Zio em PS4. Amobs usam capas sob as costas.
  • Os inimigos Locusta, Whistles, Fanbite, Tracer, Dezo Owl, Sky Tiara, Owl Talon, Illusionist, e Imagiomage (PS2) aparecem em PS4.
  • A poderosa magia Megid foi introduzida em PS2.
  • A maioria das magias usadas em PS4 se originaram em PS2.
  • Os gatos falantes Musk foram abandonados em Dezoris em PS2. Em PS4 eles aparecem em uma caverna colonizada em Dezoris, conhecida como “Myst Valley”.
  • Rune é a quinta geração do legendário mago Lutz.
  • Wren fala sobre o método de Lutz para viver mais de 1000 anos.
    Kyra: Vocês não acreditam? O venerável Lutz é um mágico incomum que se tornou uma lenda! Tenho certeza que o mestre sabe os segredos da imortalidade! Chaz: Será que tal coisa pode ser verdade?
    Wren: Seguindo a lógica, deve ter algo relacionado com hibernação criogênica.”
  • Chaz encontra um livro sobre hibernação.
    Chaz: ‘Manual de Técnicas para Hibernação Artificial’… O que é isso?”
  • Ambos os games começam da mesma maneira – monstros ameaçam a população, criando trabalho para os caçadores.
  • O uso de garras como armas.
  • Pulse Vulcan, uma arma para Wren.

O que PSIV tem em comum com PSIII?

olha aí a nave Alisia III, que aparecia mil anos depois em PSIII

  • Rika e Chaz conversam sobre naves que escaparam da destruição de Palma-
    “Rika: Espere… Esta não foi a única nave que escapou de Palma! Parece que outras naves conseguiram escapar com sucesso. A maioria pousou em Motavia ou Dezoris, mas parece que algumas saíram do sistema estelar de Algol.
    Chaz: …Então elas continuam voando… em algum lugar do universo…”
  • Shirren (PS3) e Forren (PS4) são bem parecidos, e tem o mesmo nome na versão em inglês – Wren.
  • O Pulse Vulcan aparece novamente.
  • Um inimigo robótico chamado “Siren386″ aparece em Kuran.

Phantasy Star IV Comercial

Cenas Finais de PS IV (assista por sua conta e risco)

Conclusão: Mesmo para os dias de hoje, PS IV continua incrível e mostra como um RPG deve ser feito. Muitos RPGs da atualidade poderiam aprender alguma coisa com ele (principalmente em termos de diversão e storyline). Quando foi lançado era para ser o capítulo final da saga, em sua caixa vinha escrito “The Explosive Finale!!”. Realmente foi um final explosivo, PSIV trouxe tudo de bom que havia nos jogos anteriores e foi além, transformando no melhor RPG do Mega Drive e dos 16 Bits, com personagens inesquecíveis e uma história épica digna da série.

A Sega nunca lançou uma sequência direta, o que é o sonho de milhares de fãs. Sim, temos o PSOnline e o mais recente agora PS Universe, porém eles não são sequências diretas e são feitos pelo Sonic Team (que sinceramente não tem a competência da equipe original). Vamos ver se em um futuro próximo Rieko Kodama resolve nos presentear com um PSV num PS3 da vida.

Phantasy Star IV: The End of the Millennium é um dos melhores RPGs da história dos videogames, certamente responsável por fazer muito gente por aí ser fã do estilo hoje em dia. Possui uma história envolvente, daquelas que fazem você rir ou chorar enquanto joga (e isso, na minha opinião, é como deve ser um bom RPG, diferente dos jogos atuais que se preocupam mais gráficos e se esquecem do feeling). Personagens inesquecíveis, uma trilha sonora maestral, cut-scenes lindíssimas e muitas horas de diversão.

Mais do que recomendado, eu diria que é um jogo obrigatório para todo aquele que se diz gamer. Afinal, o mundo não é só de Final Fantasy ( e alguns jogos da série, por favor né…. tomem umas aulinhas com os old school rpgs, como PS4).

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Nome: Phantasy Star IV

Sistema: Mega Drive

Desenvolvedora: Sega

Ano de Lançamento: 1994

Nota da análise: 10/10

+ Uma história grandiosa e envolvente

+ Personagens carismáticos

+ Excelentes gráficos e trilha sonora

+ Fácil jogabilidade

+ Muitas cut-scenes

huuumm… só pra não dizer que não tem nada, podia ser mais longo, com mais side-quests e aprofundamento na história dos personagens secundários

“The eons old struggle between Light and Dark has ended, and now the curtain rises on a new age…”

comentários
  1. testemunhazero disse:

    Esse sim é um texto gigantesco!

  2. Yuri Almeida disse:

    Muito bom o texto, percebe-se o prazer que vc tem em descrever um jogo que gosta de verdade, aproveitarei pra tirar uma dúvida, caso vc saiba.
    Não tive o jogo, mas aluguei algumas vezes (saudades das locadores de game…) e não me recordo se teve PS IV em português, acho que só tinha ING e JAP, correto?
    Não me lembro se foi o jogo original de mega drive ou se foi em algum emulador, ou pode ter sido apenas na minha imaginação, mas vc sabe onde posso encontrar a ROM dele em PT.

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