Ranger-X – controle um mecha gigante e destrua tudo pelo caminho neste belo game

Publicado: 14/12/2011 por Márcio Alexsandro Pacheco em Análises, Mega Drive
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O Mega Drive foi com certeza o console de 16 Bits que mais teve jogos criativos e inovadores, só para citar alguns exemplos: Ecco the Dolphin, Comix Zone e ToeJam & Earl. Temos mais um game que pode entrar facilmente nessa lista, porém infelizmente ele não é muito conhecido e foi um lançamento (injustamente) obscuro para o console: Ranger-X.

Ele nunca foi tão famoso quanto os outros três citados, parte disso por culpa da Sega que não soube fazer um bom marketing do game na época. Ele foi produzido pela Gau Entertainment (a mesma de Crusader of Centy) e lançado em 1993 e é conhecido no Japão pelo nome Ex-Ranza. E apesar de ignorado por boa parte dos jogadores, é um game que apresenta uma jogabilidade extremamente diversificada e criativa, com gráficos incríveis e excelente trilha sonora.

Você gosta de mechas? Pois eu adoro, e nesse game você pode controlar um. Não sabe o que é isso? São robôs gigantes controlados por humanos, que ficaram mundialmente famoso principalmente por animes como Macross e Neon Genesis Evangelion.

A história por trás de Ranger-X (que é apenas contada no manual de instrução) diz que nosso mundo foi invadido pela confederação de terroristas “Edgezone”, que querem governar a galáxia. Nosso planeta foi duramente atingido pelo ataque e muitas pessoas morreram. Agora cabe a você pilotar o mecha gigante Ranger-X, a arma suprema com grande capacidade de destruição com a missão de destruir várias máquinas e equipamentos inimigos espalhadas em diferentes cenários.

 

Cada fase começa com uma introdução com animações vetoriais 3D que mostram os objetivos/alvos das missões. Apesar de não ser nenhuma animação impressionante, essas pequenas introduções são bem bacanas. Basicamente o objetivo em cada missão é destruir um número pré-determinado de alvos, espalhados pelas fases. Para ajudar, você conta com um pequeno radar, que lhe dá a posição aproximada dos alvos e o número restante dos alvos a serem destruídos. A maioria das fases são lineares, não apresentando um grande nível de dificuldade para se encontrar os alvos.

O grande destaque do game vai para a sua jogabilidade, um espetáculo com comandos estranhos no início, mas extremamente original e criativa que não se limita a apenas “andar e atirar”. Com o botão “C” você dispara para a direita, com o botão “A” para a esquerda e o botão “B” aciona armas secundárias que são encontradas ao longo do jogo, que vão desde a um lança-chamas até um canhão laser gigante, em um total de seis armas secundárias. Apertando o direcional para cima o seu mecha pode voar por um determinado tempo, mostrada por uma barra na tela (na verdade a barra é o aquecimento dos motores que fazem o mecha voar, então quando esquentam demais eles param de funcionar).

 

Além do seu mecha você conta com a ajuda de alguns veículos extras, como a Ex-Up Indra, uma espécie de moto que age por si própria para nos ajudar. Com um controle de seis botões do Mega Drive, você pode controlá-la com os botões extras (sim, você controla dois personagens com um controle – bacana não?). Essa moto tem barra de energia própria, ou seja, quando você entra no cockpit dela você pode economizar sua energia, caso esteja muito baixa e pode passar por passagens estreitas que seu mecha normalmente não passaria. Ela também dá pequenos pulos e uma das suas grandes vantagens é que uma vez dentro dela, seus tiros possuem mira automática nos inimigos, em que alguns casos pode ser muito útil.

Há também o Ex-Up Eos, uma nave que não é tão eficiente quanto à moto, pois você não pode controlá-la. Ela se limita a te (lentamente) seguir e de vez em quando dispara poderosos raios laser contra inimigos. Ela é boa contra inimigos mais fortes e para destruir grandes máquinas. Ao entrar tanto na moto como na nave, é possível trocar as armas secundárias, a única maneira de se fazer isso.

 

A grande sacada do jogo é juntar todos esses elementos em cenários muito bem elaborados e até complexas, que irão exigir do jogador que pense antes de sair atirando, o que nem sempre pode resolver o problema. Algumas fases apresentam desafios como barreiras que impedem o avanço e para pode continuar você deve destruir equipamentos que ativam essa barreira. As suas armas secundárias possuem poder de fogo limitado por uma barra de poder e que pode ser recarregada através da luz do sol, o que torna o elemento estratégia bem interessante no jogo. Algumas fases serão dentro de cavernas ou locais que não possuem a luz direta do sol, exigindo que você procure por frestas de luz para poder recarregar as armas. Há também plataformas que transferem a energia das armas secundárias para a sua barra de energia, caso esteja muito baixa.

Os cenários possuem design inteligentes que farão você andar por terra, voar com o seu mecha e usar os veículos auxiliares para alcançar novas áreas. A jogabilidade é bastante intensa e os inimigos atiram em você constantemente, não dando um minuto de folga.

Graficamente o jogo impressiona, possui belíssimos gráficos e efeitos visuais extremamente bem feitos, com certeza um dos melhores que já apareceu no Mega Drive. Os cenários são ricos em detalhes com um visual bastante colorido e bem variados, além de apresentar vários efeitos parallax e outros efeitos visuais background que enriquecem as fases de maneira bastante impressionante. O design do seu mecha e dos outros veículos estão perfeitos, muito bem desenhados e animados com um estilo futurista, assim como os inimigos que são bem criativos e variados. Outro ponto que o game chama atenção são os chefes de fases, geralmente enormes criaturas mecânicas ou orgânicas que ocupam boa parte da tela e possuem visual bem criativo.

 

A trilha sonora é excelente e se adapta bem ao estilo do jogo, são bem empolgantes e as composições são inspiradas e reproduzem bem o estilo “mecha futurista”. Escute abaixo alguns dos temas do jogo (a última é um sensacional remix da música tema). Os efeitos sonoros também são muito bons, com destaque para as explosões que contribuem para o audio em geral.

O único ponto negativo do game é o de ser muito curto, são apenas sete fases. Possui uma dificuldade crescente, mas não é nenhum grande desafio e jogadores experientes poderão facilmente chegar ao seu final sem grandes dificuldades.

Conclusão: Ranger-X é um jogo bastante inovador e com uma ação intensa e sólida, um título que certamente vale a pena dar uma olhada. Ele possui gráficos fantásticos, excelente trilha sonora e uma jogabilidade criativa que vai exigir de você mais do que apenas “atirar nos inimigos”. Infelizmente um jogo que ficou obscuro em sua época, mas de grande qualidade e que eu mais que recomendo.

Nome: Ranger-X

Sistema: Mega Drive

Desenvolvedora: Sega

Ano de Lançamento: 1993

Nota da análise: 9/10

+ Jogabilidade criativa; ação intensa
+ Excelentes gráficos e trilha sonora
Infelizmente é muito curto e não é muito difícil

comentários
  1. helinux disse:

    zerei um dia desses,,,o joguinho apelão!!!!bons gráficos!!!!valeu a pena chegar o fim desse clássico!!!!

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