Spider-Man: The Videogame – no início dos anos 90 a Sega lançava esse belo arcade do amigão da vizinhança

Publicado: 13/04/2012 por Márcio Alexsandro Pacheco em Análises, Arcade
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Ando meio sem tempo pra escrever análises, então resolvi fazer uma clássica que é mais fácil e rápido para postar. Quem era rato de fliperama no começo dos anos 90, deve se lembrar desse fliper, Spider-Man: The Videogame. Como diria Stan Lee (criador do Aranha), “read on true believers!”,

A Sega lançou este belo beat’m up  do amigão da vizinhança em 1991 e ele chamava a atenção pelos seus belos gráficos que retratavam com fidelidade o universo dos quadrinhos e pelos seus personagens grandões na tela. Mas apesar de visualmente ser um espetáculo, sua mecânica não era tão eficiente quanto o arcade de TMNT II ou ainda os vários beat’m ups da Capcom.

olha o bicho aí

Mas mesmo assim ele era um excelente jogo, que infelizmente não ganhou uma versão para consoles caseiros (a Sega podia ter feito uma versão para Mega Drive – ao menos temos o excelente Spider-Man vs The Kingpin).  Pode ser jogado com até quatro jogadores simultaneamente com os seguintes personagens: O espetacular Homem-Aranha, a gostosíssima Gata Negra, o Príncipe Submarino Namor e o arqueiro viado Gavião Arqueiro.

Sendo um jogo do cabeça-de-teia, a Gata Negra está muito bem inserida no contexto, mas os outros dois são “perus de fora”. A Sega viajou legal quando escolheu esses caras, que apesar de serem do mesmo universo do Aranha (universo da editora Marvel Comics), eles não são recorrentes do universo do Aranha. Namor é mais frequentemente associado ao Quarteto Fantástico e o Gavião viado Arqueiro é um dos Vingadores. Poderiam ter colocado o Demolidor, o Tocha Humana, o Wolverine, mas enfim, isso é só um mero detalhe que vai incomodar só os fãs mais chatonildos como eu eheh.

escolha o seu herói!

esses marginais estão presentes do início ao fim do jogo

Todos os quatros personagens são bem parecidos e possuem os mesmos golpes. Afinal, são apenas dois botões: um de pulo e outro pra porrada. Ao apertar os dois juntos, soltá-se um poder especial característico do herói usado (que obviamente consome energia – o Aranha solta teia, a Gata uma corda com arpão, O Gavião flechas e Namor solta raios pelas mãos) ideais para ataques à distância. É possível ainda dar uma voadora e uma “balançada” (com o Aranha e a Gata – os outros dois dão um tipo de voadora mais longa) e atravessar a tela, comando esse que nem sempre funciona.

A Gata me parece ser um pouco mais ágil do que os outros três  (no mundo dos quadrinhos ela seria mais ágil apenas que o Gavião), eu pelo menos só jogava com ela naqueles bons tempos, já que achava o design do Aranha meio esquisito (tá meio corcunda) e não ia com a cara dos outros dois heróis.

galeria de vilões clássicos

Aranha vs Venom em fase de plataforma

Se a galeria de heróis não foi bem escolhida, o mesmo não pode ser dito para a seleção dos vilões presentes no jogo, com a presença de vários inimigos clássicos do teioso, como o Lagarto, Electro, Escorpião, Duende Verde, Duende Macabro, Homem-Areia, Dr Octopus, Venom, o Rei do Crime e como vilão final, Doutor Destino. Os mais chatos e difíceis são o Duende Verde e o Doutor Destino (que como bom chefão final apelão que se preze aparece umas três vezes e quando você o derrota, eis que aparece logo em seguida, mais uma luta contra três Venoms – e só o verdadeiro perde energia quando leva porrada… apelão é pouco).

O jogo não possui nenhuma grande história, o Doutor Destino por meio dos outros vilões menores deseja se apoderar de uma tabuleta com poderes mágicos, para aumentar os seus poderes e assim conquistar o mundo (óh, que original). O Aranha e os outros heróis devem impedir que isso aconteça, passando por quatro estágios (subdivididos em duas ou três partes) com uma boa variedade de cenários como ruas, becos, prédios, dirigíveis, montanhas, parques e a fase final do castelo do Dr Destino na Latvéria.

Rei do Crime conversando de perto com o Aranha

Gata Negra dando uma sova no Duende Verde (chefe muitooo chato)

O que chama a atenção também é que, além de ser um beat’m up tradicional, em que você pode andar em qualquer direção para detonar os marginais, o jogo também apresenta fases de plataforma 2D. É isso aí, um zoom afasta a tela, seu personagem fica menor, com um visual lateral e podendo se movimentar apenas para a direita ou esquerda (ou subir e descer plataformas). Certamente um belo diferencial dos outros jogos do gênero (não lembro de nenhum outro beat’m up que também tivesse fases 2D de plataforma). A ação nesta fases se altera, e o foco fica nos ataques à distância feita pelos heróis, para acertar os inimigos, e não mais na pancadaria, assim como o subir e descer de plataformas em fases verticais, com designs bem legais.

Namor soltando raios?

Dr Octopus em uma rápida aparição (esse é bico)

Os gráficos e visuais são bem detalhados e coloridos, bem fiéis aos quadrinhos (inclusive com algumas onomatopeias – os famosos balões com palavras de sons e ruídos, além de frases dos heróis), tanto nas fases de porrada, com os personagens grandes e mais detalhados, como nas fases laterais com zoom mais distante, dando mais enfoque aos cenários e com os personagens menos detalhados. Além dos chefes há como inimigos alguns marginais de rua, capangas do Rei do Crime e paus mandados do Destino. A Variedade não é muito grande, mas como é game é curto, dá pro gasto.

As músicas e sons são bacaninhas e possui algumas vozes dubladas (no começa de cada fase o Aranha fala sobre a próxima missão). O jogo é bem difícil e tem vários momentos papa fichas, especialmente na luta contra os chefões, que geralmente vêm acompanhados por um bando de capangas que adoram consumir as fichas da clientela. Outra coisa que incomoda é que os personagens se movem muito lentamente e não há opção para se correr na tela. Jogar de quatro (olha a mente suja!) é extremamente divertido e recomendado.

A energia dos heróis é contada por pontos, e não por uma tradicional barra de energia. Uma das grandes sacanagens desse jogo é que os seus pontos de energia vão diminuindo com o tempo, mesmo que você não leve um soquinho sequer. Ou seja, se ficar perdendo tempo admirando a paisagem, corre o risco de morrer de graça.

entre as fases há algumas animações bacaninhas

Dr Destino fritando o Gavião Viadão

Assista a primeira fase do game

Conclusão: “Spider-Man: The Videogame” é um excelente beat’m up feito pela Sega, com belíssimos gráficos que mistura fases de plataforma laterais e verticais que vai agradar aos fãs do gênero. Possui alguns defeitinhos, mas nada que comprometa a diversão.

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Nome: Spider-Man: The Videogame

Sistema: Arcade

Desenvolvedora: Sega

Ano de Lançamento: 1991

Nota da análise: 8.5/10

+ Belos gráficos e visuais

+ Presença de vários vilões clássicos do Aranha

+ Mistura de beat’m up com plataforma lateral ficou muito boa

+ Fases e cenários variados e bem construídos

+ Opção para quatro jogadores ao mesmo tempo

+ Gata Negra gostosona

Sistema de ataque muito limitado

Chefões apelões

Barra de energia que diminui independente de levar porrada

Pouca variedade de inimigos “capangas”

Presença de Namor e Gavião Arqueiro, sendo que poderia ter outros heróis mais associados ao Aranha

Isso não é defeito do jogo, mas a Sega não ter feito uma versão para Mega Drive (nem que fosse só um jogo de plataforma lateral)

comentários
  1. helisonbsb disse:

    grande clássico!!!!bons tempos de fliperama !!!!

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