Crítica: Terror em Silent Hill – a cidade maldita faz sua estreia no cinema

Publicado: 11/05/2012 por Márcio Alexsandro Pacheco em Crítica/Filmes
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Enquanto aguardamos ansiosamente pelo dia 26 de outubro, data de estreia de “Silent Hill: Revelation 3D” (e que tem em seu elenco Sean “Ned Stark” Bean e Kit “Jon Snow” Harington, para alegria dos fãs de Game of Thrones), vamos relembrar o primeiro longa-metragem baseada na famosa série de terror dos games: “Terror em Silent Hill” (escrita quando do lançamento do filme, em 2006). Aproveite e clique aqui para ler nossas críticas de outros filmes. Boa leitura!

A cidade amaldiçoada dos games faz sua estreia no cinema

Terror em Silent Hill (Silent Hill, EUA, 2006)
Gênero: Terror/Suspense
Direção: Christopher Gans
Atores: Radah Mitchell, Sean Bean, Laurie Holden, Alice Krige
Duração: 127 minutos
Trailer: Clique aqui
Site Oficial: Clique aqui
Censura: 18 anos

Depois de tantas más adaptações de games famosos para a telona, acabaram “queimando o filme” de quase todos os filmes do gênero, isso por não terem nada a ver com a sua obra de origem e por não trazerem nada de novo para o público que não conhece os games. Mas isso pode começar a mudar (ou não) com o “Terror em Silent Hill”, filme baseado na famosa franquia da Konami, criado em 1999 para o videogame Playstation (para competir com o então sucesso Resident Evil). Uma palavra pode definir esse filme: Belo! Certamente o que mais impressiona no filme é o requinte com o trabalho visual, respeitando as suas origens. Pela primeira vez podemos ver um filme que é quase totalmente fiel a sua obra de origem, o que vai agradar, e muito, os fãs da série e também aqueles que não conhecem, mas querem curtir um bom filme de terror.

Christopher Gans, diretor não muito conhecido mas um grande fã da série de jogos, trabalhou em cima de Silent Hill por cinco anos, e até dinheiro do próprio bolso ele tirou para convencer o povo da Konami que era o cara certo para fazer o filme acontecer. O filme usa elementos dos três primeiros games da série (já foram lançados sete jogos principais), principalmente do primeiro e segundo. O diretor fez um trabalho de amor e fez uma boa adaptação dos games, o sonho de todo gamer. Claro, há algumas mudanças que fizeram alguns fãs reclamar, alguns tropeções no roteiro confuso, mas nada que vá estragar a diversão em ter uma experiência visual única e até perturbadora por uns momentos (os mais sensiveis podem sair chocados com as cenas trash e bizarras nojentas e os mais céticos vão dar gargalhadas).


isso é só uma amostra do que você vai ver no filme

O filme mostra a pequena Sharon, filha adotiva de Rose e Christopher, que sofre de sonambulismo e sonha com uma cidade fantasma chamada Silent Hill. Tentando achar uma cura, Rose leva a filha para a cidade (em uma sequência quase igual a do game), mas acaba batendo o carro e desmaia. Quando acorda, percebe que Sharon desapareceu. Desesperada ela parte pelas ruas da cidade, cobertas por uma névoa e cinzas, em busca de sua filha. Logo percebe-se que lá não é um lugar comum, a cidade que sofreu um grande incêndio, é povoada por criaturas demoníacas, uma seita religiosa de caçadores de bruxas e um elemento sobrenatural que assola a cidade. O filme parece ter um roteiro bem simples, mas pode confundir a cabeça dos menos atentos (e principalmente daqueles que não conhecem os games). Gans criou um vigor narrativo, brincando com traumas psicológicos, muito bem equilibrado com o visual, com sequências impressionantes de primeira qualidade. Os acontecimentos de formas aleatórias irão levar a conclusões aterrorizantes. E no final uma deixa para uma possível continuação.


pode esperar muitos momentos de tensão nas cenas sombrias

Contando com um elenco praticamente desconhecido, temos a eficiente Radha Mitchell com o papel principal de Rose, Sean Bean (o Boromir de O Senhor dos Anéis) como o marido Christopher (seu personagem não tem muita importância durante o filme, mas é fundamental para se entender o final) e a bela Laurie Holden como a sexy (bela roupa de couro aliás) policial Cybil. Não temos nenhuma atuação digna de um Oscar, mas todos estão bem em seus papéis, sem grandes destaques. Alice Krige (veterana em seriados de TV), a Christabella, a fanática religiosa que comanda todos os outros, está muito bem em seu personagem, rendendo atuações convincentes.


Cybil Bennet está muito bem representada no filme

Mas claro, em um filme como esse, o pessoal quer saber como ele é em relação aos games. Então vamos às comparações. O visual do filme é fantástico! Quem conhece os games, especialmente Silent Hill 1, vai se sentir dentro do game. Está tudo lá, a névoa característica da série (que nasceu graças a limitações gráficas do Playstation na época), a placa da cidade, as ruas solitárias, o hospital, a escola e o hotel estão lá intactados e serão reconhecidos na hora por quem já jogou os games. E não apenas isso, mas como os ângulos e a movimentação das câmeras estão muito próximas dos jogos (o que pode fazer com quem aqueles que não conhecem o game estranhar um pouco), um show de bola visual. Outra coisa muito legal foi a mudança de um mundo para outro em cenas bem assustadoras. Personagens como o “cabeça de pirâmide” está presente, com a sua longa faca, as enfermeiras, os monstrinhos pirralhos, o monstro que joga ácido, a policial Cybil e a enfermeira Mary, idêntica ao game. No primeiro game, o personagem é masculino, Harry, mas para o filme seria mais dramático se fosse uma mulher, no caso Rose. Alguns fãs reclamaram, mas a mudança foi para melhor, acreditem.


cenários fiéis ao game fazem a alegria dos gamers

E para ajudar a ambientar o filme, o diretor teve a feliz ideia de usar a trilha sonora do game (composta por Akira Yamaoka) no filme para meter medo no espectador. Então pode esperar músicas combinadas perfeitamente com ação na tela, especialmente nos momentos de tensão em ambientes escuros e castrofóbicos, com mortes violentas e criaturas horripilantes (alguma delas dançarinos profissionais, para passar um jeito de andar todo especial em seus movimentos esquisitaços) – uma boa opção para os fãs de terror.

É claro que o filme não é perfeito (e está longe de ser o melhor filme de terror dos últimos tempos), apresenta algumas falhas no roteiro e alguns podem achar um filme sem originalidade e sustos, e até previsível, mas sem dúvida a maioria deve concordar que ele apresenta uma diração de fotografia belíssima, uma excelente trilha sonora e uma boa adaptaçãos do enredo dos games para as telonas.

Enfim, Terror em Silent Hill quebra o tabu que não se pode fazer boas adaptações de games. Com suas sequências visuais de tirar o fôlego e a trilha sonora inconfundível do game, o filme passa a ser uma referência a futuras adaptações de games. Com certeza irá agradar aos fãs da série, apesar dele ser mais light de que os jogos (que conseguem ter ainda mais suspense e tensão), porém quem nunca jogou talvez não ache nada de mais além de um bom filme de terror (correndo o risco de sair do cinema sem entender nada, mas com certeza levando bons sustos).

“once you enter this world, there´s no turning back…”

comentários
  1. Esse filme é muito bom, eles capricharam na “adaptação”.

  2. helisonbsb disse:

    Sem dúvida que este filme ficou legal….músicas, cenários…silent hill e resident evil foram as melhores conversões de games para o cinema até agora na minha opinião!!!!!!!bons tempos!!!!

  3. N boa Silent Hill foi o melhor, conheço os jogos desde o nascimento e realmente adaptação perfeita, ao contrário de resident evil que deixou a desejar e a história não confere com os games.

  4. Eu não conheço os jogos, mas esse filme é muito bom mesmo, e o final também é muito interessante!

  5. genilson disse:

    eu me chamo genilson moro em maceio AL eu ja zerei os silent hill 1.2.3.4 + o 1 e de +++ quando eu jogo ele me cinto em casa

  6. genilson disse:

    a minha filha tem 4 anos e ela se chama cheryl

  7. genilson disse:

    eses criticos so sabe reclama vai se fuder cacete

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