Especial E3 2012 – Conferência Microsoft

Publicado: 11/06/2012 por Eduardo Farnezi em Artigos
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A Microsoft não foi somente a primeira conferência dentre as três potências do mundo dos games, como foi também a primeira conferência oficial da E3 2012. Apesar de a casa do X360 não ter se pronunciado a respeito da revelação do provável substituto de próxima geração do X360, muito era especulado acerca disso. Não se sabia ao certo o que a Microsoft traria no quesito games exclusivos, pois muito pouco foi-se dito nesse âmbito ao longo de 2012. Imagino que a única coisa que todo gamer realmente gostaria é que a convenção desse ano da Microsoft fosse menos focada em joguinhos bobinhos a ser lançados para Kinect, como o foi em 2011, convenção esse que foi terrível de “engolir” aliás.

A Microsoft começou muito bem esse ano na verdade. Fato importante, esse ano, a convenção foi transmitida ao vivo pela X-box Live, ou seja, os donos de um X360 puderam conferir toda a convenção de seus próprios consoles.

O início da conferência foi apoteótico para os fãs do X360, com um muito bem produzido trailer de Hallo 4. Melhor do que um simples trailer, a Microsoft trouxe um vídeo de gameplay do jogo, que parece verdadeiramente promissor. Um alívio para os mais conservadores que por certo, lá no fundo, temiam que Master Chief pudesse não ter o mesmo tratamento em outras mãos que não os da equipe da Bungie.

Após Halo 4, o que já foi o suficiente para deixar os ânimos do gamer a flor da pele, o anfitrião do dia, novamente Don Mattrick, dá inicio formal a conferência. Como sempre, assim como todos os anfitriões, em toda e qualquer conferência, Don exalta a superioridade do sistema que “defende”, no caso o X360, de todas as formas possíveis. Nesse ano, bem como no ano passado, “a onda” não mais é somente ser o console com a melhor biblioteca de games exclusivos, mas sim ser o sistema de entretenimento digital mais completo, o que, normalmente, faz com que as últimas conferências, em especial de Microsoft e Sony, me irritem bastante. Enfim, continuando…

Após uma rápida explanação acerca de o porquê “nunca foi um melhor momento para se possuir um X360”, um novo trailer tem início. O trailer tem início não dando indícios claros sobre qual jogo se tratava, deixando à interpretação do expectador tentar adivinhar se o vídeo se referia a alguma franquia já conhecida, ou então, se trataria de uma nova franquia. Essa sensação de dúvida se entendeu por pouco tempo, até que se fosse revelado que o vídeo se tratava de um novo game da série Splinter Cell.

Splinter Cell: Blacklist aparentemente dá um novo fôlego à série, dando a ela mais elementos cinematográficos elevando a ação da série a um novo e empolgante patamar, mas aparentemente, sem deixar com que o stealth deixe ter ser o elemento mais importante Mesmo porquê, reduzir a série a somente ação desenfreada mataria o DNA da série e isso não é nada bom (Ninja Gaiden que o diga).

Logo em seguida, a EA deu as caras na convenção da Microsoft, demonstrando inicialmente o quando o sistema de reconhecimento de voz pode ser útil e prático em games de esportes. Foram apresentados FIFA 2013 e MADDEN NFL 2013. Em ambos os games o sistema de reconhecimento de voz deixou com que tarefas que antes interrompiam a ação, fluíssem de maneira bem “orgânica”, em especial no caso de game de futebol americano, gênero que sempre teve muita enrolação devido a quantidade de menus e táticas diferentes a se usar, mas que com o novo sistema, ficaram de simples seleção, somente usando a voz.

Em seguida, ainda pelas mãos da EA, foi apresentado Fable: The Journey, que aparentemente será mais um jogo bobinho e para gamers casuais, que se utilizará exclusivamente do Kinect para ser jogado. O vídeo se utilizou do artifício de usar momentos do gameplay que entram em concordância com a movimentação que um ator realiza em frente a câmera, para dar a sensação de que o ator está realmente jogando o game. Algo muito comum na verdade, entretanto, o ator utilizado tem um nível de atuação inferior aos atores (qualquer um) envolvidos nos filmes da Saga Crepúsculo. Sempre com uma cara “blasé”, até mesmo em momentos em que a trilha sonora tenta transparecer grandiosidade. Foi bem ruim mesmo, bem ruim…

Após o vídeo de Fable: The Journey, Phill Spencer entrou no palco, o que por certo seria indício de grandes notícias. Inicialmente, Phill realizou mais um “baba ovo” para o lado da Microsoft e do X360, mas rapidamente deu a notícia de que mostraria naquele momento um anuncio de primeira mão. E esse anuncio não poderia ser melhor para os fãs do X360: Gears of War Judgment.

A ser lançado em 2013, o vídeo apresentado de Gears of War Judgment não mostrou nenhum momento de gameplay, mas serviu para que os possuidores de um X360 saibam que ai vem mais um game de uma das maiores franquias exclusivas para o console. Além do mais, a trilha sonora do vídeo é muito boa!

Sem intervalos, um novo exclusivo foi mostrado. Forza Horizon, um novo game da franquia Forza, foi anunciado. O trailer deixou claro que a nova “vibe” desse game não será a simulação tal como o foi nos games anteriores, mas sim algo mais do estilo Need for Speed: Hot Pursuit (o dessa geração). Apesar de ser um vídeo muito bem produzido, de o game parecer muito belo e tudo mais, esse trailer serviu para me deixar bem decepcionado. Explico.

Forza para mim é a única série que combate Gran Turismo nos consoles no que cerne a simulação. E um competidor de muito peso diga-se de passagem. Infelizmente, a equipe de desenvolvimento de Forza resolveu deixar essa procura incessante de alcançar a realidade à nível de simulação para direcionar seus esforços em uma diversão mais leve e descompromissada. Não estou aqui dizendo que será um game ruim, pois por certo não o será. Não estou dizendo que o game não irá vender bem, pois acredito que irá. Estou dizendo que, essa nova direção em que Forza Horizon tomou me deixou bastante decepcionado. E antes que me chamem de “ista”, não sou o único. Ora, para o possuidor de um X360 e apaixonado por simulação, que ansiava por um novo game da série justamente pelo seu tom de simulação, esse Forza Horizon é um belo “chute nas bolas”.

Fim de vídeo de Forza Horizon e Yusuf Mehdi toma conta do palco. Para quem não sabe, Yusuf é o Presidente de Estratégia Marketing do projeto Xbox da Microsoft. E com ele começou o momento “games não são o suficiente”. Yusuf foi ao palco para mostrar as inovações e melhorias de serviços da Xbox Live no que cerne ao mundo do entretenimento eletrônico no sentido mais amplo desse termo, ou seja, filmes, música, interações sociais eletrônicas e afins.

Yusuf demonstrou, se utilizando do reconhecimento de voz do Kinect, e isso é sempre muito legal, as novas aplicações que fazem do X360 uma central de entretenimento digital. Filmes, músicas e eventos esportivos ao vivo foram o foco principal por aqui. Destaque para contratos fechados para com o UFC, ou seja, eventos ao vivo serão transmitidos, diretamente via Xbox Live para o possuidor de um X360. Importânte dizer que o ao vivo no UFC na Live realmente será ao vivo, ao contrário do que ocorreu a pouco tempo atrás em uma emissora de TV aberta do país que anunciou um evento de UFC ao vivo, mas a coisa não funcionou exatamente assim…

Após isso, a convenção começou a tomar o tom que a convenção do ano passado da E3 da Microsoft tomou. Ainda com Yusuf no palco, a convenção começou a se focar exclusivamente no Kinect, e assim como no ano passado, o ritmo da convenção foi completamente destruído, bem como o que foi apresentado não interessam nem um pouco aos gamers mais hardcore, o que por acaso me engloba. O pior de tudo é que, bem como na E3 2011, essa parte da convenção ocupou boa parte da convenção!

Bom, o momento “aí meu saco”, ou “momento Kinect” começou com o que Yusuf chamou de o futuro do fitness. Kinect Training é o nome da cirança, que nada mais é do que um WiiFit mais belo e com opções de acompanhamento de seu progresso mais robustas.

Fim de vídeo sobre Kinect Training, Marc Whitten veio ao palco para apresentar mais um periférico que servirá para a maior imersão do consumidor, não somente do X360, mas como de celulares Android e Windows Foness ao entretenimento eletrônico, o Xbox SmartGlass.

O Smart Glass é, ao pé da letra, um tablet que permite uma maior interação com TVs, com o X360 e com uma série de aparelhos de entretenimento eletrônico. Ademais, terá função similar a que o PSVita e o controle do WiiU terá para com games, dada a sua interação nesse quesito com o X360. É interessante, é belo (sim, o aparelho é muito bonito) mas nem de perto é essencial para o gamer.

Antes que digam que sou contra inventividades e inovações tecnológicas, relembro o que disse no começo dessa matéria. E3 para mim sempre foi sobre games e é sobre essa ótica que tudo o que escrevo aqui é baseada.

Aproveito para deixar aqui um momento “auto troll” do senhor Marc. Ele anunciou que o Internet Explorer estará disponível para o X360, para facilitar a navegação via Web pela TV, se utilizando do X360. De acordo com ele isso fará com que a experiência seja mais ágil e mais intuitiva do que nunca. Sério Marc, Internet Explorer?!

Passados esse período em que a convenção da Microsoft não parecia estar focada em games, foram chamados ao palco dois integrantes da Crystal Dynamics para apresentar o aguardado (e adiado) Tomb Raider. Foram mais de cinco minutos de um gameplay que se focava na ação que o game proporcionará. Lara, armada somente com um rústico arco e flecha, tendo de se virar contra inimigos armados ferrenhamente.

Só tenho uma palavra para definir tudo o que estou vendo acerca desse novo Tomb Raider, em especial sobre esse vídeo apresentado: Magnífico! Não vejo a hora de esse Tomb Raider sair, pois tudo o que vejo ou ouço dele é superlativo. E não me venham com essa conversinha de que está parecendo Uncharted, pois isso já encheu…

Após o trailer foi anunciado que o primeiro pacote de DLC do game (sim, já estão falando disso antes mesmo do gamer ser lançado) será, veja bem, lançado “primeiro exclusivamente” para X360. “Primeiro exclusivamente”? Ou é primeiro, ou é com exclusividade. Alguém chame a professora de português para mim se eu estiver errado, ou para o pessoal da Crystal Dynamics no caso de eu estar certo e essa frase ter sido muito equivocada.

Phill Spencer no palco com mais três exclusivos para o X360. O primeiro deles, Ascend New Gods, é um game que aparentemente se trata de um “action-RPG”, que unirá jogadores de Windows Fone e de X360 por intermédio da Xbox Live. Não parece ser nada espetacular visualmente e por certo será longe de ser um game que se torne um dos carros chefes da biblioteca de games do X360, mas se o multiplayer for tão imersivo o quanto aparentemente o é, pode ser um bom game, no máximo. A ser lançado em 2013.

O segundo game é Loco Cycle. O vídeo não mostrou nada além de uma moto, com óbvia inspiração visual no filme da Diney “Tron Legacy”, enquanto uma narração dava a entender que tal moto é aparentemente super veloz e com maior poder de fogo do que um tanque. Nada mais. A ser lançado em 2013.

O terceiro game a ser apresentado foi Matter, um game em que a única informação sobre o mesmo é que está sendo desenvolvido com exclusividade para ser jogado com o Kinect. A ser lançado em 2013.

Bem medido e bem pesado, dos três anúncios exclusivos que Phill fez, apenas um teve informações, por mais que rasas, e os outros dois, nem isso. “Not good mr. Phill, not good…”

Mas tudo bem, pois o gameplay apresentado após esses três anúncios completamente sem conteúdo, fez tudo valer a pena. Toda a encheção sobre completude de entretenimento eletrônico, sobre Kinect, sobre qualquer outra coisa que tenha desagradado algum expectador. Foram chamados ao palco dois “japas” da Capcom (com um total domínio sobre o “engrish” aliás), para apresentar um game que, se não é exclusivo para o X360, é um game que por certo será um grande game dessa geração: Resident Evil 6.

Resident Evil a muito não é mais um survival horror, isso morreu com Code Veronica. Eu sinto falta disso, muita falta, na verdade acho que Resident Evil simplesmente se tornou um game de tiro e que perdeu completamente sua identidade desde Resident Evil 4. No entanto, não é possível negar o quanto esse vídeo de Resident Evil 6 é fabuloso, o quanto é épico e o quanto é atrativo a qualquer gamer, seja old school ou não. Ainda prefiro o clima dos Resident Evil antigos, ainda acho que Resident Evil 5 é uma afronta a toda a série e ainda acho que Resident Evil “não é mais Resident Evil”, mas não é possível não se sentir animado e louco para jogar Resident Evil 6 após esse vídeo. Fabuloso é pouco para descrevê-lo. Não vou contar nada sobre o vídeo aqui, faça um favor a si mesmo e assista-o.

Quando tudo parecia que iria voltar aos eixos na conferência, após esse epopeico vídeo de Resident Evil 6, eis que Alex Ruiz, da equipe da Xbox Live, é chamada ao palco e apresenta algo que consegue imediatamente quebrar todo o clima fenomenal que Tomb Raider e depois Resident Evil 6 conseguiram sacramentar. Alex veio ao palco apresentar mais um game bobo e chato para Kinect: Wreckateer

O game consiste em o jogador, se utilizando da “liberdade de movimentos” do Kinect, destruir castelos medievais se utilizando de armamentos da época para tal, mas que possuem munições que deixariam as máquinas de “Matrix” com inveja. É possível não somente controlar para onde vai se atirar, mas também a direção do projétil enquanto o mesmo não atinge o alvo. Tudo isso regado a um visual datado e clima infantil. A coisa é tão feia que nem mesmo o público presente na convenção se empolgou com o game.

Deviam parar com esses games bobos com o pretexto de serem games para crianças. Você, pai gamer, não penalize seus filhos com games como esses. Se possui um PS2, compre Klonoa para seu filho e dê a ele uma boa experiência com games. Compre um Mega Drive e deixe-o jogar Aladin, Quack Shot e afins. Enfim, existem muitas opções melhores e mais baratas do que comprar um Kinect, um PS Move ou mesmo um Wii (console, hehe!) para dar a seu filho uma experiência gamer e infantil boa a seu filho. Deixo claro que não estou brincando aqui, isso é sério mesmo…

Em seguida, mais um game da série “bobinhos” é anunciado. Esse game é bem atrativo para os gamers mais velhos, fãs de uma animação em especial, ainda mais sabendo que a equipe do desenho está acompanhando de perto sua produção. South Park: the Stick of Truth, aparentemente um RPG, é um game claramente feito para fãs da animação. Aparentemente é um game desenvolvido sem grandes pretensões e que não ocupou muito tempo na convenção.

Após o anuncio de South Park o pior momento de toda a convenção teve início, pois uniu três das coisas mais detestadas, pelo menos por mim, em um só anuncio, causando um momento de “vergonha alheia” raramente encontrados em algum momento de E3 ao longo desses anos.

Sim, três coisas.
A primeira é que o anuncio que viria seria de um game de dança para Kinect. A segunda coisa foi levar ao palco um artista contratado para dar um mini-show do game que o mesmo apoiaria. O terceiro, e talvez o mais temeroso a mim, foi o artista contratado: Usher.

Bom, voltando ao que importa, o anuncio que me deixou com vergonha alheia é o do game de dança Dance Central 3. Esse gênero de game é adorado por 5 em 5 pessoas que não gostam de games na real, pois não exige nenhuma habilidade gamer. São basicamente games feitos para quem não é um gamer. O pior foi o foco do anuncio, que não focou em absolutamente nenhuma instância do game em si, mas sim em uma entrevista com Usher sobre o game e, posteriormente, no mini-show que o mesmo realizou no palco.

Verdadeiramente, eu não quero mais comentar nada sobre esse game, pois sempre fico descrente com o mundo quando dele o lembro. Não gosto de ver Usher nem mesmo em um canal de clipes de músicas, o que acaba sendo irremediável, o que dirá ver Usher dando um showzinho enquanto estou no meu momento máximo de nerdisse gamer!

Por fim, quando achei que nada mais pudesse fazer com que eu terminasse esse convenção de bem com a vida e com a Microsoft, Don Mattrick retorna ao palco para agradecer ao público pela atenção e assim anunciar o fim da conferência, entretanto, não antes sem deixar um gostinho gamer em nós com o chamado do último vídeo da noite. Don anuncia, como último alento da conferência e com DLC futuros exclusivos para o X360, um extenso vídeo do gameplay de Call of Duty: Black Ops 2.

Apesar de saber exatamente o que esperar de um Call of Duty, afinal a coisa nunca muda muito, e nem poderia já que todo ano temos mais de um game da franquia o que não dá tempo para muitas mudanças (coisa que aparentemente os produtores não ligam muito, afinal os bolsos se enchem a cada ano) foi um bom final para uma conferência que teve um show do Usher

No final, ficou claro que o Microsoft não possui muita coisa exclusiva de peso para o X360. E não estou falando de mais nada aqui que não sejam games. Os pontos altos da conferência foram claramente Hallo 4, Splinter Cell, Tomb Raider e Resident Evil 6, mas é bom lembrar que desses quatro games, três são multiplataforma, ou seja, aparecerão também no Playstation 3, não fazendo com que um gamer queira necessariamente o X360 por conta desses títulos.

Don Mattrick disse que esse seria o melhor ano para games no X360, mas com certeza não mostrou isso nessa convenção. Vejamos como a Microsoft irá atrair os gamers para seu X360 mesmo demonstrando na E3 2012, maior evento de games no mundo, tão pouco conteúdo gamer exclusivo.

comentários
  1. Foi boa a conferência da MS, o que matou foi a parte do Kinect mesmo, quebrou total o ritmo da coisa…. mas a Sony fez a mesma cagada na sua conferência…

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