Especial E3 2012 – Conferência Sony

Publicado: 11/06/2012 por Eduardo Farnezi em Artigos
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Acontecendo da mesma data da conferência da Microsoft, algumas horas depois, a foi a vez de a Sony realizar sua conferência da E3 2012, tendo como carro chefe seu Playstation 3. Assim como a Microsoft, muito se falava sobre a Sony trazer alguma informação sobre seu console de nova geração, mesmo com a empresa já tendo anunciado que não o faria. Mais importante do que isso, era a hora de a Sony mostrar o que o seu PSVita poderia mostrar ao mundo, afinal, suas vendas estão indo muito aquém do esperado. Ademais, após uma convenção com poucos games exclusivos para o X360, seria um bom momento da Sony mostrar exclusivos de peso, caso ela os possuísse para apresentar, dando a ela maior vantagem nesse quesito. Vejamos como foi a conferência da Sony nessa E3 e se os tópicos aqui mencionados se tornaram realidades ou não.

Lembrando que, assim como a Microsoft, a Sony transmitiu toda a conferência via PSN. E no caso da Sony, a transmissão foi realizada simultaneamente em mais de um idioma!

A conferência teve início com um vídeo mostrando vários games que estariam, ou já estavam, disponíveis para os atuais consoles da família Playstation, ou seja, o Playstation 3 e o PSVita. Após esse medley, entrou em palco o anfitrião da noite, novamente Jack Trentton, conhecido também como “bigboss” da Sony Entreteniment, e assim começaria formalmente a convenção da Sony.

Jack começou prestando seus tributos aos gamers e anunciando o primeiro game a ser anunciado na noite. Da Quantic Dream, e da mesma equipe por traz no ótimo Heavy Rain, o primeiro game da noite da Sony da E3 2012, e talvez meu game favorito, não só da Sony, como de toda a E3 2012, é Beyond Two Souls.

Beyond Two Souls é um game que, assim como Heavy Rain, tratará de temas pesados e aparentemente contará com uma história que colocará no chinelo 90% dos filmes Holywoodianos, bem como o próprio Heavy Rain. O vídeo apresentado conta com expressões faciais lindíssimas e uma movimentação fluida como pouco já se viu no mundo dos games, tudo gerado em tempo real. Fiquei estupidamente impressionado com esse game, o que já me deixou com um sentimento de “must buy”, mesmo não possuindo sequer uma cena de gameplay, além de ter sido um senhor começo de conferência para a Sony.

Aqui deixo um sentimento bem particular acerca desse trailer de Beyond, ele me lembrou muito de um dos melhores animes que já tive o prazer de assistir: Elfen Lied. Tal lembrança não poderia ter sido mais benéfica, apesar de ambas as obras não possuírem nenhum tipo de semelhança.

Após Beyond, Jack sem delongas anunciou outro game exclusivo, o “clone da Sony” de Super Smash BrosPlaystation All Stars Battle Royale. No game, vários personagens de games da Sony se confrontam exatamente no mesmo esquema do supracitado game da Nintendo. Para apresentar a jogabilidade, foram chamados ao palco quatro pessoas, cada um controlando um personagem, para se confrontarem. Não há muito o que dizer sobre esse game na verdade, basta pensar em Super Smash Bros, com Kratos e companhia Sony se degladiando.

Ao fim do vídeo foram confirmados mais dois personagens: Drake (Uncharted) e Big Daddy (Bioshock). Ademais, foi anunciado o Cross-Play entre Playstation 3 e PSVita, se utilizando do próprio Battle Royale para tal. Será possível, em games que suportem o Cross-Play, que o save game seja compartilhado, assim sendo, é possível salvar o progresso de um game no Playstation 3, transferi-lo para o PSVita e continuar jogando o portátil. O vice e versa também será, obviamente, possível.

Foi anunciado também o Cross-Controler, a ser obtido via DLC gratuito via PSN (pelo menos no caso de Big Planet 2), que permitirá que se utilize o PSVita como um controle para jogos de Playstation 3. Imagino que isso seja padrão para jogos futuros que virão, sem a necessidade de DLC para cada jogo que desse recurso se utilize.

Isso abre um maior leque para as desenvolvedoras, podendo criar conteúdo para games de Playstation 3 que se utilizem dos recursos que o PSVita tem a oferecer, como a tela sensível ao toque, entre outros. Vejamos se as desenvolvedoras conseguirão criar conteúdos verdadeiramente interessantes para o Cross-Controler.
Também será possível com o Cross-Controler jogar games em multiplayer com jogadores jogando o mesmo game em ambas as plataformas simultaneamente.

Na continuação de sua explanação, Jack inicia seu próprio “ode a PSN”, indicando as inúmeras vantagens da rede online da Sony perante as demais, seja por robustez da rede, seja pela quantidade de games exclusivos para download na PSN. Enfim, o mesmo discurso de sempre e que tanto a Sony para com sua PSN, quanto a Microsoft para a Live sempre o farão.

Mas eis que durante a “lenga lenga” de sempre sobre a PSN, Jack inicia seu discurso sobre o PSN Plus e faz o impensável, em especial para a Sony. Anuncia que durante esse mês (junho de 2012) a PSN terá 12 grandes títuos de graça para os assinantes Plus da PSN e que todo mês esses games seriam rotativos. Ademais, ele faz o ainda mais impenssável, dá a cada pessoa dentre as pessoas do público que estavam na apresentação, uma licença de um ano de PSN Plus de graça. Não é preciso dizer que o público foi as alturas dado esse anuncio. Quem diria que a Sony faria em sua conferência um momento tão “Oprah Nerd” desses…

Jack anunciou também que a PSN suportará games para o PSVita para compra digital, bem como o portátil da Sony terá suporte da ramificação “Clássicos PSX” para download, ou seja, os games que o jogador tem disponíveis para a compra do PSX para seu Playstation 3 via PSN, terá também a disposição para baixá-los e jogá-los em seu PSVita.

Jack continua com sua explanação levando o papo para, o já conhecido da E3 2011 e já conhecido da conferência da Microsoft, entretenimento digital completo. Televisão, música, filmes e integração social, tudo em um só lugar. Os já iniciados em E3 anteriores já conhecem “o grosso” desse assunto, portanto não vou ficar “amassando barro” sobre esses assuntos aqui.

Depois de uma, surpreendentemente rápida explanação sobre a integração digital total que a rede PSN pode proporcionar, Jack dá início a um dos assuntos que muitos consideravam que fosse o foco principal da Sony nessa conferência: games para PSVita.

O primeiro dos games chama a atenção por ser um FPS multiplayer para portátil. Se não me falha a memória é a primeira experiência dessas em um portátil. Call of Duty: Black Ops Declassfied é anunciado nesse seguimento, com lançamento para o período de férias norte-americanas de 2012. Infelizmente, Call of Duty para Vita ficou mesmo só no anuncio. Nem mesmo um vídeo teaser foi apresentado.

O próximo game para Vita anunciado, esse com vídeo demonstrativo, como manda os bons costumes, foi Asassins Creed 3: Liberation. No game da Ubisoft, exclusivo para PSVita, o jogador terá o controle de uma assassina, com as habilidades já conhecidas dos games anteriores da franquia a disposição. O jogo se passará no mesmo período histórico do aguardado Assassins Creed 3 para consoles e terá função Cross entre PSVita e Playstation 3.

Aproveitando o momento, Jack chama ao palco, Alex Hutchinson e Philippe Ducharme, ambos integrantes da equipe desenvolvedora de Assassins Creed 3, para mostrar um pouco do game para Playstation 3. Sempre bom lembrar que Assassins Creed 3 não é um game exclusivo da Sony, tendo também uma versão a ser lançada para X360.

Fugindo do convencional, Alex mostra o gameplay de algo completamente novo na série. Aproveitando a nova época histórica em que o game se passa, Alex decidiu mostrar um pouco da navegação do game, sim, navegação, em alto mar. Também foi mostrado como funcionarão as batalhas entre navios no game, mais uma bem vinda inovação para a série.

O vídeo é fabuloso, com batalhas tensas entre navios, bem como a alteração do clima, em tempo real, o que culminou em batalhas em alto mar no meio de uma tempestade. Foi um vídeo fabuloso e que merece ser visto, ou seja, não perca seu tempo e assista-o!

Sem mais delongas, Jack Trentton volta ao palco para anunciar Far Cry 3. Para tal, chama ao palco Dan Hay, responsável chefe pelo desenvolvimento do game. Além de anunciar que Far Cry 3 terá DLCs exclusivos para Playstation 3, revela que a equipe não está desenvolvendo somente um game, mas sim dois. Far Cry 3, como todos já o sabem, e um modo multiplayer de Far Cry 3 para jogos cooperativos com até quatro jogadores simultâneos.

Dan Hay foi ao palco mostrar justamente o modo multiplayer acima descrito, para tal, chamou mais três pessoas para uma demonstração do gameplay. Infelizmente muita coisa parecida bem inacabada, assim sendo, muitos glicthes visuais foram perceptíveis, bem como a própria ação durante o gameplay parecia um tanto inapropriada. A coisa foi tão perceptível que ao final da demonstração a reação do público presente não foi lá grande coisa. Espero veementemente que tal versão demonstrada esteja não muito perto de ser a versão final.

Será possível editar mapas nesse modo multiplayer de Far Cry 3, o que por certo deixará as coisas mais interessantes nas partidas, proporcionando sempre ambientes variados. Se serão interessantes ou não, vai depender da criatividade do jogador que editar o mapa em questão.

Em seguida Jack volta ao palco para realizar o seu “ode ao PSMove” para em seguida chamar ao palco Andrew House, e com ele o ponto mais morno, chato, desnecessário e superestimado da Sony nessa E3, o Wonderbook. O pior, é que isso tomou aproximadamente 20 minutos da conferência da Sony.

O Wonderbook é um projeto extremamente pretensioso e único, adjetivos esses somente igualados com a inutilidade com o qual vejo esse projeto. O Wonderbook é um livro interativo, em que o jogador usará a EyeCam, o PSMove e um livro próprio que permitirá que o usuário, ao abrir o livro, acompanhe “página a página” de maneira interativa a história. É revolucionário a nível narrativo, ou melhor, pode ser, mas a nível gamer é uma lástima sem tamanho, lastima essa que pode ser testemunhada durante a experiência ao vivo de gameplay que a conferência proporcionou. Caso alguém ai tenha a predisposição de assistir esse momento da conferência na íntegra eu sugiro que o faça, pois realmente é uma ideia única, ademais, somente assistindo o vídeo entenderão o quão desengonçado foi esse momento da Sony na E3 2012.

Importante dizer que, para o primeiro livro, que obviamente serão vendidos a preços exorbitantes, sem contar o fato de o PSMove e a EyeCam serem obrigatórios para que o livro compro funcione, teve a história desenvolvida por ninguém menos que J.K.Rowling. Para quem não sabe, J.K.Rowling é a autora de Harry Potter.

Honestamente, acho muito mais saudável, muito mais inspirador e vantajoso para o desenvolvimento intelectual de uma criança incentivá-la a ler um livro do que algo como o Wonderbook. Acredito que cada “mídia” tem lá a sua vantagem e desvantagem perante a outra, e cada um, games e livros, tendem a ficar “cada um na sua praia”. Em redumo: vá ler seu preguiçoso!

Com Andrew ainda no palco, foi anunciado o Playstation Mobile, que nada mais é do que um Windows Mobile, mas da Sony.

Com isso, graças a Deus, Andrew saiu do palco, dando lugar novamente a Jack Trentton que trouxe com ele um ótimo motivo para continuar a assistir com interesse a convenção da Sony, depois de Wonderbook fazer com que 90% dos gamers de verdade entrassem em processo de atrofia cerebral. Um gameplay do single-player, ao vivo, de um dos games mais aguardados para Playstation 3: God of War Ascencion.

O gameplay mostrou que o novo game da série não tentará trazer nenhum tipo de revolução à mecânica já conhecida, na verdade, já ouvi muita gente dizendo que esse gameplay de Ascencion somente mostrou que o novo God of War será “mais do mesmo”. Não sei se isso é algo bom ou ruim, pois nem sempre muitas mudanças fazem bem ao uma franquia (e aqui cabe novamente o exemplo de Ninja Gaiden 3).

Como o esperado, o gameplay de Ascencion mostrado nessa conferência trouxe muita violência, muita ação e Kratos mostrando que nunca está para brincadeiras. Interesante notar um novo poder de Kratos que o faz capaz de reconstruir construções destruídas, o auxiliando a prosseguir seu caminho. Kratos também poderá usar as armas dos inimigos caídos, aumentando assim o seu arsenal assassino.

Desnecessário dizer que o público foi ao delírio ao final da apresentação desse novo game da franquia que terá seu lançamento em março de 2013.

Ao fim da apresentação de God of War Ascencion, sem interrupções, a talvez maior atração da noite da Sony teve início: Um extenso vídeo de gameplay do novo game da mesma equipe criadora da série UnchartedThe Last of Us.

O vídeo retrata bem o qual será o tom da aventura. Nada de tiroteios exagerados, nada de heroísmo exacerbado, mas sim um game que passará ao jogador uma crível e única sensação de sobrevivência. Foi o game mais ovacionado de toda a conferência da Sony nessa E3.

Não vou aqui tentar retratar com palavras o quão belo e fabuloso foi esse vídeo, ao contrário, conselho que assistam o vídeo do mesmo para que sintam também o que aguarda os gamers assim que o game mesmo for lançado.

Com The Last of Us a Sony finaliza com chave de ouro sua conferência nessa E3 2012.

Ao final da conferência fica, pessoalmente, claro que a Sony tem mais “bala na agualha” do com Playstation 3 do que a Microsoft com seu X360, considerando quantidade e qualidade de exclusivos mostrados na E3.

Os pontos altos na feira da Sony foram Beyond: Two Souls, God of War Ascencion, Assassins Creed 3 e The Last of Us. Quatro games assim como a Microsoft o teve, entretanto, no caso da Sony, três desses quatro destaques são games exclusivos para a plataforma Playstation 3.

No entanto, achei estranho que a Sony não apresentasse mais games, em destaque, para seu portátil PSVita. Foram anunciados durante a conferência dois games, com pouquíssimo destaque em gameplay ou trailers. Na verdade, Call of Duty para PSVita não passou de informação. Considerando que o PSVita não anda nada bem das pernas, me surpreendeu o fato de a Sony se focar quase exclusivamente nas possibilidades “Cross” entre o portátil e o Playstation 3.

Outra falta que, 4 em cada 5 pessoas com quem conversei notaram, inclusive quem vos escreve, é a completa ausência do aguardado The Last Guardian. O que seria mais um exclusivo de peso, sequer foi mencionado. A anos o projeto está em desenvolvimento. Espero muito que não se torne um Duke Nukem Forever ou um Tomb Raider: Angel of Darkness.

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