BioShock 2 – um retorno triunfal à cidade de Rapture!

Publicado: 17/07/2012 por Márcio Alexsandro Pacheco em Análises, PS3, Xbox360
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*análise escrita no lançamento do game

O primeiro BioShock  foi lançado em 2007, inicialmente um lançamento exclusivo para o Xbox 360 e PC. Mas a produtora 2K Games  ficou com peninha dos donos de um PlayStation 3 e logo anunciou o lançamento para o “negão” da Sony, e claro, com a intenção de ganhar umas verdinhas a mais. O fato é que BioShock se tornou um dos FPS favoritos da galera e agora chega a sua aguardada continuação, BioShock 2 para Xbox 360, PlayStation 3 e PC.

E o que podemos esperar dessa sequência? Novos fatores que tornam o game ainda mais atraente que o primeiro e um enredo e sistema de combate muito mais desenvolvido. Mas ele não chega a ser tão surpreendente quanto foi o original, mas certamente vai agradar aos fãs.

Se você não jogou o primeiro game ou anda com a memória fraca, aqui vai uma rápida recapitulação: um homem chamado Andrew Ryan tinha o sonho de criar uma cidade utópica e então projetou a cidade de Rapture no fundo do mar, que era inteiramente auto-suficiente, com produção de energia elétrica, alimentos e sistema de defesas. A cidade era composta por pessoas que Ryan considerava os melhores exemplos da humanidade, e assim por um tempo a cidade prosperou.

Porém, uma descoberta científica de uma substância chamada ADAM acabou com o equilíbrio da sociedade. Os ADAMs podiam ser usados para melhorar o corpo humano, física e mentalmente, além de curar doenças e ferimentos. ADAM sofreu várias modificações genéticas e então eram capazes de dar aos humanos poderes especiais. Uma cientista então criou as Little Sisters como maneira de recuperar o ADAM dos mortos.

Mas como elas eram alvos fáceis e indefesos na mãos dos loucos por ADAM, foram criados também os Big Daddy, soldados geneticamente alterados para serem fortes e especializados na proteção das Little Sisters. Porém o uso excessivo do ADAM fez com que muitas pessoas ficassem loucas e a sociedade inteira desmoronou. Agora, passados 10 anos da Guerra Civil de Rapture, você está de volta. Vamos à história do game.

A Edição Especial de Colecionador de BioShock 2 vem com uma caixa reforçada, um LP (sim, um disco em vinil, para você ouvir em sua vitrola) com a trilha sonora do primeiro BioShock com algumas adições, um livro capa dura com 164 páginas de arte conceitual, um CD com a trilha sonora de BioShock 2, três pôsteres estilo retrô, e por fim o jogo. O preço? Para consoles US$99,99 e para PC US$89,99. Se você não se contentou com a imagem, veja esse video promocional da 2K sobre a edição especial (eu quero a UBER Edition!!!).

Bem-vindo de volta à Rapture

A trama do game se passa dez anos após os acontecimentos do original, agora em 1970. Você estará na pele de um Big Daddy – de codinome Delta – uma das principais ameaças do primeiro jogo, que vai encontrar a utópica cidade subaquática de Rapture em um caos, sob o controle de uma mulher chamada Sofia Lamb, que prega a coletividade como meio de vida e possui como braço direito o padre Simon Wales, que se juntou à Sofia para espalhar uma doutrinação religiosa. Além de Sofia, as outras ameaças são as Big Sisters, as tropas de elite de Sofia e versões mais agéis e perigosas dos Big Daddies, controladas pelas Little Sisters. Você irá despertar de uma longa soneca de 10 anos com a missão de explorar Rapture em busca de sua Little Sister que está desaparecida.
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O game apresenta uma boa trama e enredo, com uma narrativa mais simples do que o original, sem tantas reviravoltas na história, mas ainda assim oferecendo uma narrativa que vai prender a atenção do jogador, especialmente com os confrontos com a nefasta Doutora Lamb. A cidade em si já é grande parte da trama, com os seus loucos habitantes e aparência ameaçadora, com novos ambientes para serem explorados, como as periferias de Rapture e o fundo mar. Temos vários novos personagens e alguns antigos que voltam, como a cientista Bridgette Tenenbaum. Aqui, diferente do antecessor, você não precisa descobrir detalhes e a história sobre a cidade e o que aconteceu, mas sim principlamente quem você é e o que precisa fazer. Mas pelo caminho você vai encontrar várias gravações com segredos macabros que explicam o que aconteceu nesses 10 anos em que esteve em hibernação. Seguindo a tendência de games como “Mass Effect 2”, o game apresenta a opção de escolhas morais, mas de maneira bem mais simples e não tão profunda como em outros games, com múltiplos finais dependendo das suas escolhas.
veja a abertura de “BioShock 2”
Jogar como um Big Daddy tem muitas vantagens, como a capacidade de usar todas as sua técnicas, além dos já clássicos Plasmids, para ataques telecinéticos ou elementais. Há novas armas e o “brinquedo” que vai chamar mais a atenção é a famosa broca usada pelos Big Daddies. Temos também pistola, metralhadora, espingarda da cano duplo, lançador de granadas, o clássico “incinerate” está de volta assim como a Research Camera, que agora grava videos e faz análises de seus inimigos, com a vantagem de você poder lutar enquanto grava (nada de ficar fugindo enquanto tira fotos, como no anterior).  Você também pode usar suas armas junto com o Plasmid, algo indisponível no primeiro jogo e a principal diferença no sistema de combate neste segundo jogo. Você também pode fazer upgrades nas armas e nos Plasmids, deixando-os mais fortes e com ataques especiais.
A mecânica do jogo é muito similar ao original, mesclando combates intensos com exploração dos cenários. A estrutura de progressão também se mantém a mesma, passando por uma série de fases em que serão atribuídas tarefas exclusivas para essa área, antes de voltar para a história principal. A novidade é que agora você pode fazer colheitas de corpos com a ajuda das Little Sisters em busca da substância ADAM e assim ficar mais forte. Mas se você não quiser fazer colheitas, pode optar por adotar uma das “irmãzinhas”, fazendo o papel de protetor assim como os outros Big Daddies vistos em Rapture, detonando os Splicers – os lunáticos viciados em  ADAM – que tentam interromper o processo das Little Sisters, com opções defensivas e ofensivas. E falando nos Splicers, eles passam a ser alvos bem mais fáceis, mas por outro lado, agora existe uma mutação desses nossos amigos, chamados de Brute Splicers, que são mais fortes e evoluídos. Há também novos modelos de Big Daddies, além das Big Sisters, oferecendo uma gama maior de inimigos do que o jogo original. BioShock 2 como um todo tem um foco maior sobre o pensamento tático, pedindo aos jogadores regularmente para procurar lugares oportunos para reunir ADAM, criar armadilhas para os inimigos que se aproximam e misturar os tônicos e Plasmids contra inimigos diferentes.

Em termos gráficos o jogo não decepciona, não chega a ser tão impressionante como o original, mas possui cenários muito bem elaborados com incríveis níveis de detalhamento e um estilo artístico e composição estética incrivelmente belos. A cidade submarina de Rapture está muito bem feita, passando a sensação de um lugar já conhecido, mas sob uma nova perspectiva, de uma cidade antes bela, agora destruída, obscura e abandonada. As periferias também estão bem construidas, com um visual de pobreza extremo, com atmosfera bastante intensa e imersiva, com ótimos efeitos de sombreamento e água. E ainda temos os mais variados e esquisitos habitantes, a maioria um grupo de psicóticos religiosos que você vai encontrar pelo caminho.
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A trilha sonora é assina por Garry Schyman, o mesmo da fantástica trilha sonora original, e que volta ainda melhor, com temas mais sombrios e tom de desolação genialmente orquestradas, que combinam perfeitamente com os cenários. Os sons ambientes e efeitos sonoros também estão ótimos, com rangidos, gemidos e gritos ao fundo cidade que estabelece uma ideia que está acontecendo muito mais daquilo do que os olhos podem ver, intercalados por momentos de silêncio absoluto perturbadores. Sua existência como Big Daddy é marcada e transmitida efetivamente pelos sons de seus pesados passos e pelas balas que batem em sua armadura. A dublagem tem uma forte e excelente atuação, que passa vida e credibilidade aos personagens.

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Para finalizar temos como novidade a bem-vinda opção multiplayer online, que é situada antes dos eventos do primeiro BioShock, durante a Guerra Civil de Rapture, com uma história a parte muito interessante. Enquanto você entra em batalhas contra outras pessoas, poderá se classificar em um rank e destravar vários tipos de armas, Plasmids e tônicos para customizar seu personagem durante as partidas. Você pode escolher entre seis tipos diferentes de pessoas – cidadãos de Rapture –  (mais dois tipos estão avaliados para download) entre  sete modos de jogos, que variam em batalhas em equipe ou sozinho. Além do modo single player, o modo online irá render várias horas de jogo e diversão.

Conclusão: BioShock 2 é um retorno triunfal ao mundo e mitologia da cidade submersa de Rapture. Quem já jogou o primeiro certamente terá uma experiência muito familiar em sua sequência, que não traz tantos elementos originais e revolucionários, mas em compensação ele melhora tudo o que já era bom no título anterior, com uma jogabilidade sólida e fluída, uma boa trama com interessantes escolhas morais, cenários com arquiteturas e visuais criativos, além de um modo multiplayer divertido de se jogar. Se você curte FPS e está procurando algo diferente dos genéricos existentes no mercado e que proporcione várias horas de jogo e diversão, BioShock 2 é o game perfeito para você.

Nome: BioShock 2

Sistema: PC, PS3 e X360

Desenvolvedora: 2K Games

Ano de Lançamento: 2010

Nota da análise: 9/10

+ História interessante com escolhas morais, jogabilidade sólida e fluída
+ Design e visuais criativos, excelente trilha sonora, modo online muito divertido
Não é tão revolucionário quanto o original

Welcome Back to Rapture

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