Crítica: O Espetacular Homem-Aranha – filme vai dividir opiniões dos fãs!

Publicado: 19/07/2012 por Márcio Alexsandro Pacheco em Crítica/Filmes
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O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man)

EUA , 2012 – 136 minutos

Ação/Super-heróis

Direção: Marc Webb

Elenco: Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans, Martin Sheen, Sally Field, Denis Leary

Foram cinco longos anos de espera desde o último filme do Homem-Aranha, para o tão aguardado “O Espetacular Homem-Aranha”, quarto filme que reinicia a franquia. E justamente por reiniciar uma série tão atual (o primeiro filme é de 2002), causou uma grande preocupação aos fãs, afinal, recontaria as origens do super-herói, coisa que o filme original de Sam Raimi fez de maneira espetacular. Pelo menos, quanto a isso, os fãs não precisam se preocupar, pois este recomeço é apresentado de forma bem diferente, bem mais atual e moderno. Porém, o longa-metragem vai dividir opiniões, fãs mais tradicionais do herói certamente irão preferir a versão de Sam Raimi, mas o público jovem e eventual do herói, irão gostar do novo.

“O Espetacular Homem-Aranha” é dirigido por Marc Webb, mais conhecido por fazer video-clipes de bandas como Green Day, Maroon 5, Weezer entra várias outras. Sua primeira e única direção em um filme, até então, era com a bacaninha comédia romântica “500 Dias com Ela”, de 2009. O “sentido de aranha” dos fãs voltou a tilintar, pois pior que Sam Raimi fosse, ele já tinha bem mais experiência com Hollywood, além de ser um nerdão assumido (o que ganha pontos para um filme como esse).

Garfiel não decepciona ao fazer as poses do Aranha

O elenco também causou estranheza ao trazer o esquisitão Andrew Garfield (de A Rede Social) e a gatíssima Emma Stone (mais conhecida do filme Zombieland) como o novo par amoroso, papéis antes interpretados por Tobey Maguire e Kirsten Dunst. O vilão, Lagarto/Curt Connors, ficou ao cargo de Rhys Ifans (Um lugar Chamado Notting Hill), ou seja, todos atores relativamente desconhecidos do público.

Mas apesar dos receios, compreensíveis, do grande público, o filme é bastante divertido e ousado, dando um novo gás ao herói nos cinemas, e construindo as bases para uma nova, e promissora, trilogia.

Recontar uma história que foi mostrada tão recentemente de uma maneira diferente, e ao mesmo tempo fiel ao material original dos quadrinhos, não é tarefa das mais fáceis. Stan Lee criou o Homem-Aranha nos anos 60, em meio à Guerra do Vietnã e lutas contra os preconceitos (femininos, negros e homossexuais). Peter Parker era um adolescente magricela, um geek que perdeu os pais e que sofria bullying de outros garotos mais fortes e populares. Sua vida mudou quando foi picado por uma aranha radioativa durante uma exibição científica, que lhe concedeu impressionantes poderes. Peter era um garoto tímido, reservado, e cheio de problemas, como a tia doente, problemas com as garotas, com o trabalho, com dinheiro, e até mesmo como Homem-Aranha. E foi esse Peter Parker que vimos nos filmes de Sam Raimi. Mas não é o que veremos com Andrew Garfield, que faz um Peter Parker baseado na linha Ultimate dos quadrinhos Marvel.

Peter Parker de Webb é mais arrojado do que o loser de Tobey Maguire

Essa linha Ultimate surgiu no ano 2000 e foi criada com o intuito de reapresentar os super-heróis Marvel para uma nova, e moderna, geração de leitores (já que um Peter Parker dos anos 60, sem internet e sem celular, não teria muito apelo ao público jovem atual, e sim, os nerds mudaram nesses últimos 40/50 anos). Começou com o Homem-Aranha e os X-men, e com o sucesso avassalador no mercado, os principais heróis da universo “tradicional” da editora ganharam uma versão Ultimate. E todos os filmes mais recentes da Marvel, inclusive “Os Vingadores” (leia crítica do filme aqui), são baseados na linha Ultimate, assim como “Espetacular”.

Então não espere ver um Peter Parker ingênuo e loser, mas sim um garoto adolescente mais malandrão e cool, que anda de skate, que usa celular e internet. Mas que ainda sofre de bullying dos valentões, que é órfão e possui uma vida solitária (a coisa de recontar a história e permanecer fiel ao original). Algo que não foi muito aproveitado na trilogia anterior foi mostrar o gênio ciêntífico de Peter Parker (que pra quem não sabe, se equivale ao de Tony Stark/ Homem de Ferro) em ação, com Garfield resolvendo complicadas equações científicas e, finalmente, criando a sua própria teia e disparador. Suas dúvidas quanto ao desempenho de Garfield como Peter Parker/Homem-Aranha logo desaparecerão, pois o rapaz exala carisma ao viver o adolescente (apesar de quase ter 30 anos).

Mary Jane who? Emma Stone está perfeita como Gwen Stacy!

E quanto à Emma Stone, que faz o papel de Gwen Stacy, o primeiro grande amor de Peter nos quadrinhos (sim, ela existe, não foi inventada para o filme)? Saí a ruiva descolada e baladeira cabeça-oca e entra a loira gênio, mais recatada, e colega de Peter na escola (nos quadrinhos eles apenas se conhecem na faculdade). Então fique tranquilo, Stone não faz uma “Mary Jane loira”, as duas são bem diferentes (e de bônus a Stone é bem mais bonita do que Kirsten Dunst), e a química entre os atores funciona muito bem (tanto que os dois começaram a namorar na vida real) na tela. Particularmente, eu sempre achei que a Gwen fazia um par bem mais interessante para o Peter do que a Mary Jane (a ruiva era mais porra louca, a Gwen era mais fofa, além de ser inteligente como Peter), então fiquei muito contente em ver os dois na tela, era como ler os quadrinhos clássicos novamente.

Rhys Ifans completa o quadro com o seu Dr Curt Connors, uma das principais mentes científicas da Oscorp, que está trabalhando num revolucionário soro regenerativo que restaure membros e tecido humano. Mas algo dá errado e ele acaba se transformando no monstro enlouquecido conhecido como Lagarto. Ifans faz um trabalho competente, mas nada de grande destaque, ficando longe de atuação de Alfred Molina como o Dr Octopus, em “Homem-Aranha 2”, por exemplo. Já a sua contraparte, o Lagarto, que é feito digitalmente, ficou bem abaixo das minhas expectativas. O bicho é mal feito e esquisitão, ficou muito feio na tela. O vilão perdeu toda sua grandeza no filme, talvez se houvesse um segundo super-vilão, ou outro com um apelo mais forte (o Electro por exemplo), o antagonista teria mais força no roteiro. Perderam a chance de fazer um monstro assustador e sanguinário, então se você pensa que vai encontrar um Lagarto como esse da figura abaixo, pode esquecer. Mas nem tudo está perdido, ele tem os seus bons momentos e oferece boas cenas de ação para o nosso herói aracnídeo se exibir na tela com suas incríveis acrobacias.

o Lagarto nos quadrinhos: assustador e sanguinário

o Lagarto no filme: decepção

Temos ainda os inexpressivos Martin Sheen e Sally Field como o Tio Ben e a Tia May, respectivamente, que ganharam uma nova roupagem. Tio Ben continua dando bons conselhos para Peter (apesar de faltar o seu grande mantra) e é o catalisador para o surgimento de um Homem-Aranha vingativo, e posteriormente uma pessoa responsável por suas ações. O ator Denis Leary é George Stacy, pai de Gwen e capitão da polícia de Nova York, que caça o Homem-Aranha por ser um vigilante mascarado. Nos quadrinhos ele possui um lado mais de detetive, mas sua reimaginação no filme está bem interpretada e tem papel crucial na trama. Algo que não posso deixar de comentar é a cena que Stan Lee participa, de longe a melhor de todos os filmes em que ele já apareceu!

A experiência de Webb com video-clipes para jovens parece ter funcionado bem, ao criar novas versões mais modernas de todo o elenco do filme. Foi bem ousado e fez algumas mudanças radicais no desenvolvimento da história quando comparado aos quadrinhos originais, mas eu vejo isso como uma experiência mais interessante, pois aquele fã que sabe tudo sobre o universo do Homem-Aranha será pego de surpresa, nem sempre sabendo o que vai acontecer.

o novo uniforme está bem estilizado e bacanudo

Também fica bastante evidente que sua experiência na comédia romântica “500 Dias com Ela” pesou bastante na direção, especialmente nos primeiros 30/40 minutos do filme. Webb dá um grande enfoque no relacionamento de Peter e Gwen (talvez por causa de uma influência de estratégia comercial de Bella e Edward), o que certamente irá agradar em cheio o público feminino e causar a ira de fãs que prezam pela ação sem limites (as vezes ficamos mais preocupados se Peter vai “pegar” Gwen do que toda uma cidade ameaçada de virar um lagartão). Mas a ação está lá, e em vários momentos são de tirar o fôlego, com o Homem-Aranha balançando nos prédios, com suas famosas poses características, e com uma tecnologia mais atual e bonita na tela do que os filmes antigos. Uma ótima inovação de Webb foi a adição de cenas com perspectivas em primeira pessoa, que transportam o telespectador para os olhos do Homem-Aranha. Pena que essas cenas são poucas, mas elas valem cada segundo.

Algo que senti MUITA falta foi a trilha sonora do sempre genial Danny Elfman, que criou temas espetaculares na primeira trilogia e que casavam em qualquer situação, fosse nas horas de ação ou dramáticas. Já o trabalho de James Roy Horner, que também é um compositor bastante notório no mercado, fazendo trilhas inesquecíveis de filmes como “Titanic”, “Coração Valente”, “Avatar”, entre dezenas de outros, simplesmente não se encaixou com “Espetacular”. Não que os temas sejam ruins, mas depois de ouvir as composições perfeitas de Danny Elfman, fica difícil superar (escute o tema de Elfman aqui). E ver Peter Parker descobrindo os seus poderes ao som de uma comédia romântica realmente não rola.

Química do casal funciona bem na tela… talvez bem até demais…

Mas enfim, como eu disse antes, “O Espetacular Homem-Aranha” é um filme que vai dividir opiniões, agradando uns e outros não. O longa tem seus altos e baixos, é muito bom ver o Aranha com energia renovada, mas o seu excesso de “melosidade” pode custar alguns fãs. É melhor do que o filme de Sam Raimi? Difícil dizer, já que o novo filme está para o antigo, assim como o universo tradicional está para o Ultimate nos quadrinhos. Mas eu, como fã, ainda prefiro o antigo. Mas isso não quer dizer que “Espetacular” seja um filme ruim, ele é um filme que conta com sua qualidades, e é melhor do que muita coisa no cenário de Hollywood atual. Garfield e Stone são carismáticos e convencem em seus papéis, a direção pode ser meio enrolada no começo, mas certamente é um filme com ótimos diálogos, piadas bem colocadas e diversão pipoca garantida, com uma ousadia que poucos filmes atuais conseguem.

PS: não levante a bunda quando o filme acabar, há uma cena extra no meio dos créditos.

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comentários
  1. Eu gostei bastante do filme, achei melhor q a trilogia anterior, mesmo que o homem-aranha 2 tenha sido excelente

  2. Ananda disse:

    Realmente… o filme é bacaninha, bonitinho, foinho (muito inho) por isso prefiro os anteriores… até para uma ‘menina’ esse ta muito comédia romantica e meloso demais… Sem contar que sai um pouco da história dos quadrinhos… Os efeitos visuais são ótimos e o fato do Parker estar com a Gwen fofa saõ os pontos altos do filme… Mas achei fraquinho no todo comparado com os outros claro…

  3. Angelo disse:

    Melhor que muitos filmes feitos recentemente na onda dos heróis, mas inferior a trilogia anterior que conseguia expressar muito bem o espírito do universo do homem-aranha.

  4. Mau disse:

    Na minha opinião é um filme adolescente pra quem tem no máximo 13 anos, mais que isso é um idiota…

  5. Lucas Eduardo disse:

    para mim foi com uma historia muito diferente do que li até hoje não gostei da maneira que contaram a origem e muito menos da maneira que o tio morreu,muito drama,muita controversia,foi contra tudo que li até hoje cheguei sentir falta do emo do filme anterior, pareceu filme de sessão da tarde

  6. Anônimo disse:

    Vai se fude todo mundo seus trouxas naum sabe porra nenhuma de filme

  7. Anônimo disse:

    Primeiramente, a trilogia anterior errou mt no 3 filme querendo misturar 3 histórias diferentes em uma, acho que isso causou a queda da anterior. Essa nova metragem, para superar a anterior q expressou muito bem o primeiro filme, se mostrou muito decepcionante mostrando personagens como peter, Ben, may parker com personalidades diferentes do HQ, na qual foram mt bem representadas no primeiro em 2002. Peter não é ousado, “descolado”, e incherido antes de ter se tornar o spiderman como mostra nesse filme. O personagem apesar de ser fisicamente parecido com os da hq a personalidade e jeito de lidar com as situaçoes não se parece em nada. O tio ben não é um cara que fica brigando e sai atras do peter no meio da rua, ele é mais sensato em deixar o garoto pensar e refletir sobre seus atos apos um breve sermão. A tia may nem fisicamente se parece então o resto não teve nada a ver. A hist do pai dele ter criado as aranhas, foi a mais ridicula do filme pq o pai dele nao era cientista e nem criou nada do tipo, era espião. No original peter assisti uma apresentaçao de radiaçao na qual uma aranha entra na radiaçao e dpois pica ele. Por fim, como cientista e bioquímico que sou, a teoria do lagarto sobre cruzar especies ja vivas é extremamente ridicula e usar um algorítmo para que isso funcione é mais sem lógica ainda..sendo que o máximo que um algoritmo faz é uma simulaçao de inserção genica foi funcional ou não segundo modelos de probabilidade estatística. O filme poderia ter abordado a ultilização de células tronco de espécies diferente com inserção na medula óssea para que possivelmente funcione, isso seria uma teoria válida cientificamente. Concluindo, o filme não é válido nem na história ser original e muito menos ainda a explicação cientifica para os ocorridos….Ah, lembrando que se fosse possivel a transformaçao das pessoas em lagarto, um antídoto iria matar a todos já que contém anticorpos contra elas mesmas.
    UMA DICA PRA QM NÃO VIU O FILME: NÃO VEJA O FILME!
    o primeiro filme abordou mtttt melhor cientificamente e seguindo a historia do héroi. Continuar a produzir essa cagada é uma sacangm.

  8. Becky disse:

    Nunca li as histórias do Homem Aranha, mas como uma grande fã dos filmes achei esse filme chato e infantil. Se o Peter fosse daquele jeito, estiloso, pegaria mais mulher do que o valentão. Aliás, por que o cara vira amigo do Peter no final? Quando que a vingança da morte do tio Ben acaba? E por que o casal não consegue falar a porra de uma frase inteira de uma vez? Fica cansativo, muito adolescente. As imagens são maravilhosas, mostrar Nova York de noite é sucesso, mas faltou coerência em várias cenas. É um filme divertido para ver, mas realmente não supera a trilogia anterior.

  9. Anônimo disse:

    esse filme foi uma bostaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

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