Call of Duty: Black Ops – com campanha envolvente e multiplayer viciante, Black Ops eleva a qualidade da franquia

Publicado: 24/07/2012 por Márcio Alexsandro Pacheco em Análises, PS3, Wii, Xbox360
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*análise escrita no lançamento do jogo

No final de 2009 a Activision lançou “Modern Warfare 2”, que foi um grande sucesso de vendas já no seu primeiro dia, quebrando recordes. Um ano se passou, a produtora do game, Infinity Ward, teve problemas com a Activision (seus principais diretores saíram da empresa para formar outra), mas ela continuará a desenvolver games para a Activision.

Enquanto isso a Treyarch, que já havia lançado “Call of Duty: World at War”, anunciou o desenvolvimento de “Black Ops”, que no dia de seu lançamento, adivinhem, quebrou recorde de vendas, com mais de sete milhões de unidades em apenas 24 horas, quebrando o recorde de lançamento mais bem sucedido na história dos videogames.

Mas será que o jogo é bom mesmo, ou é apenas uma boa maneira de se encher os bolsos da Activision? Certamente, posso afirmar que “Black Ops” consegue melhorar vários aspectos do já excelente “Modern Warfare 2”, e ao mesmo tempo adicionar elementos que o diferenciam do jogo da Infinity Ward, com uma história com temática mais humana e madura, situada durante a Guerra Fria, na década de 60, com a missão de eliminar Fidel Castro (o que gerou bastante polêmica quando o game foi lançado), entre outras importantes missões, em diferentes épocas.

E já que estamos falando da história, o modo campanha começa de maneira bem interessante: o seu personagem, Alex Mason, acaba de acordar amarrado em uma cadeira (bem estilo Jogos Mortais), cheio de sangue e sendo interrogado (e torturado) por um desconhecido, que pergunta sobre uns números misteriosos. O interrogador faz Mason lembrar de sua missão em Cuba, assim ele em flashback começa a se lembrar e o jogo começa, numa boate na Baía dos Porcos, com Mason e seus companheiros, Frank Woods e Joseph Bowman, planejando como assassinar Castro.

Foi-se os tempos que jogos de FPS eram só ação, sem contar com história nenhuma. “Black Ops” nos oferece um enredo forte e sólido, contado de maneira instigante, e até surpreendendo (para um FPS) pela forma como é contado e pelos ótimos diálogos dos personagens, fazendo o jogador se sentir dentro de um verdadeiro conflito. São ângulos cinematográficos, tiros, explosões, gente gritando e muito drama.

São 15 missões, e nem todas elas se passam em Cuba, com algumas no Vietnã, Laos, Rússia, entre outras. Em algumas missões é possível controlar outros personagens, mas a maioria das fases é vivida através de Mason. Quem jogou “World at War”, vai se lembrar de Viktor Reznov, que está de volta em um papel de destaque.

A jogabilidade é bem versátil e fluída, com missões arriscadas e situações diversas, como pilotar helicópteros, conduzir motos, barcos, carros e matar tudo o que se mexer na tela. A ação é intensa, e todo o tempo vai ter alguém usando você como mira ambulante.

Graficamente, o jogo em certos momentos impressiona, com boas texturas, animações e efeitos de iluminação bem construídos. Segue o padrão visto em “Modern Warfare 2”, sem grandes melhorias, mas mantendo a boa qualidade, correndo à 60 fps. As animações faciais dos personagens são bem feitas e também merecem destaque, especialmente nas cenas de transições em que os personagens conversam com você. Os cenários são bem variados, com cidades, deserto, selva, neve, campos de prisioneiros, entre outros.

Mas o campo em que o jogo verdadeiramente brilha, é na sua qualidade sonora fantástica, com explosões, rajadas de tiros, falas de inimigos, os diálogos dos personagens principais e outros sons ambientes. Se você possui um bom sistema de som 5.1, certamente vai sentir dentro de um campo de batalha em sua sala.

As dublagens estão muito boas, e conta com um elenco de estrelas como Sam Worthington (de Avatar) como Mason, o veterano Ed Harris como Jason Hudson, Gary Oldman reprisando Viktor Reznov e o cantor Ice Cube como Joseph Bowman. A trilha sonora também merece elogios, que nos apresenta durante situações de guerra músicas dos Rolling Stones (Sympathy for the Devil), Creedence (Fortunate Son) e até mesmo Eminem, com a música Won’t Back Down.

Além do modo campanha, o título também oferece um robusto modo multiplayer, como o famoso modo Zombie, podendo ser jogado com quatro jogadores online e dois em modo cooperativo, com tela dividida. Existe também um minigame chamado Dead Ops Arcade, que pode ser acessado através do computador na sala de interrogatório ou do modo zombie, para ser jogado com até quatro jogadores, e que segue o estilo de Burn Zombie Burn ou Zombie Apocalypse, com uma perspectiva aérea.

É também no modo multiplayer em que podemos encontrar as maiores alterações em relação aos jogos anteriores, como a inclusão dos Cod Points, uma espécie de sistema monetário em forma de pequenas missões, que servem para se comprar, entre outras coisas, armas, acessórios, emblemas, perks e killstreaks, além de um sistema de pontos de experiência para se subir de nível. São várias modalidades diferentes que certamente prolongam as horas de jogo ao infinito, com muitas opções para os jogadores se divertirem.

Quando alcançado um alto número de experiência e Cod Points, é possível um grande número de customização, como roupas, armas, rostos, entre outras combinações, para deixar seu personagem com um caráter único e pessoal.

E você que possui um Nintendo Wii pode comemorar, pois “Black Ops” para o console da Nintendo está com uma qualidade surpreendemente boa. Lógico que não é tão primorosa quanto as versões HD, mas não deixa nada a desejar, apresentando a mesma campanha principal, mas adaptada para o Wiimote. Quase tudo nas versões de PS3 e X360, podem ser encontrados no Wii, com uma qualidade bem elevada. Porém, há várias omissões nos modos multiplayer, com menos modalidades e outros detalhes que não estão presentes, como customização dos personagens.

Conclusão: “Call of Duty: Black Ops” conseguiu a difícil tarefa de superar “Modern Warfare 2”, reunido todos os elementos de sucesso do anterior, e acrescentando novidades, especialmente no modo multiplayer. Uma campanha interessante, apesar de curta, extremamente divertido, com um bom nível de desafio e uma boa variedade em sua jogabilidade e online. Certamente um dos melhores jogos da franquia e FPS disponíveis no mercado, o que deixa para a Infinity Ward a difícil tarefa de superá-lo em 2011.

Nome: Call of Duty: Black Ops

Sistema: Wii, PC, PS3 e X360

Desenvolvedora: Infinity Ward

Ano de Lançamento: 2010

Nota da análise: 9/10

+ Modo campanha atraente e envolvente

+ Cenários diversificados

+ Vários modos online

+ Sistema de evolução multiplayer e Cod Points

+ Qualidade de áudio excelente

 Campanha curta

 Inteligência artificial não muito elevada

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