Top Gear – disputas e trilha sonora marcantes neste clássico do SNES

Publicado: 01/08/2012 por Eduardo Farnezi em Análises, Super Nintendo
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Máquina envenenada

*Essa análise escrita a muito, muito tempo. Em uma galáxia muito, muito distante
Portanto, qualquer referência “datada” se dá em decorrência deste fato ok
?*

Antes dos Gran TurismosBurnouts e Need for Speeds da vida, um jogo era a mania dos necessitados por velocidade virtual, esse jogo era “Top Gear”.

Lançado para SNES em sua época áurea, Top Gear era o top das corridas virtuais. Com opções de jogo inéditas para época e com certas peculiaridades que games de corrida atuais sequer sonham em realizar, “Top Gear” foi um game marcante da geração 16 bits e que ainda hoje tem a estima que merece pelos gamers.

Logo de cara a primeira coisa que surpreende em “Top Gear” é a qualidade de suas músicas, um ótimo exemplo disso é a música de introdução do jogo. Quem ouviu não se esquece nunca mais e quem se esqueceu, e a ouve de novo, se sente nostálgico no mesmo instante. Aliás, quanto à música de introdução do game, muita gente a tem como toque de celular, seja ele monofônico ou polifônico (inclusive quem aqui escreve).

Não apenas a música de introdução do game é boa. Todas as músicas que tocam desde os menus do game até as que tocam durante as corridas são excelentes, boas demais para a época de seu lançamento, ou para um game de corrida em geral, principalmente naquela época. Melhores, inclusive, que muitas composições atuais para games do gênero.

Outro ponto que era atrativo na época do game eram seus efeitos sonoros, desde uma freada, até o som do turbo dos carros, tinham para si um efeito de som diferenciado e funcional.

Outro aspecto diferencial de “Top Gear” é a quantidade de competidores. São 20 carros na pista ao mesmo tempo, que apesar de não passarem de modelos de carros sempre muito parecidos uns com os outros, não atrapalham o desenrolar do game. Este fato é tão incrível, de certa forma, que desde Top Gear pouquíssimos outros games de corrida conseguiram atingir estes números de competidores ao mesmo tempo na pista.

É evidente que o visual de Top Gear é bem fraco, que o game em si é bem repetitivo nas corridas e que os competidores não sabem nem de perto o que é inteligência artificial, mas ainda assim é louvável tal número provindo de um Super Nintendo.

Está certo que eu disse que o visual do game é fraco, mas isso é um fato, somente caso comparemos “Top Gear” com os games de corridas de geração posteriores, mas determinar que o game é feio por si só é quase um ultraje. Pode-se dizer que o gráfico do game é simplista, mas simplicidade não tem por consequência a definição de feiura em si.

Com certeza um grande trunfo de “Top Gear”, na época em que foi lançado, são suas opções de jogo. O jogador pode escolher entre quatro carros diferentes entre si em aceleração e velocidade final. Também é possível escolher seu nome, três níveis de dificuldade e se quer correr com marcha manual ou automática.

É com certeza algo extremamente simplista se comparado a Gran Turismo 4 ou a Most Wanted por exemplo, mas para a época isso era o ápice de customização do gênero, algo que somente foi evoluir de verdade em “Top Gear 2”, seu sucessor. Na verdade, pode-se considerar “Top Gear” bastante honesto neste aspecto.

A jogabilidade do game infelizmente não era muito boa. O carro era meio escorregadio e o controle meio impreciso. Não era nada que na época estragasse a experiência do game, mas com certeza é algo que hoje em dia incomoda a quem for matar saudades do game.

Escute abaixo alguns temas musicais do jogo

“Top Gear” também inaugurou um esquema de turbo nos carros. Em cada corrida seu carro tinha três turbos, não se podia aumentar este número, entretanto três são suficientes, não fazendo falta a não existência de upgrades nos turbos. Além disso, “Top Gear” também inaugurou o sistema de combustível nos automóveis, fazendo com que o jogador tivesse que ficar esperto para não deixar a “gasosa” acabar. Está certo que também são rústicos os sistemas de turbos e de combustível, mas para a época isso foi bem honesto, e neste caso em especial, inovador.

Em “Top Gear” não existe uma história elaborada para o porquê de se estar correndo, o que vale é o fato de correr. O que importa não é nada mais do que a vitória, coisa que se pensarmos bem, foi, é e sempre será a tônica de qualquer game de corrida.

Conclusão: “Top Gear” com certeza marcou uma geração, a minha geração. Quem nunca jogou “Top Gear” praticamente não teve infância nos anos 90 e quem não gosta, ou pelo menos não tem uma boa lembrança do game, não tem um coração videogamístico e tenho dito. Aconselho a todos que experimentem um pouco de “Top Gear”, para que conheçam um dos games de peso que deram origem aos games de corrida atuais É diversão garantida, um clássico!!!!

Nome: Top Gear

Sistema: Super Nintendo

Desenvolvedora: Gremlin Graphics

Ano de Lançamento: 1992

Nota da análise: 9/10

+ Músicas muito boas; Quantidade de competidores extensa, dá um ar de corrida disputada
+ Efeito nostálgico quase único
 Jogabilidade imprecisa e escorregadia (Ridge Racer?)

comentários
  1. Luciano disse:

    Jogava muito Top Gear, ia nas “lan houses” da época gastar o dinheiro do lanche pra jogar e esse era um dos jogos que mais jogava.

  2. Rykardu disse:

    Muito loko esse jogo!!!
    By Rykardu

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