Castlevania: Harmony of Despair – não tem uma boa primeira impressão, mas o modo multiplayer pode divertir

Publicado: 08/08/2012 por Márcio Alexsandro Pacheco em Análises, PS3, Xbox360
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*análise escrita no lançamento do game para X360, um ano depois saiu a versão para PS3

Quando a Konami anunciou “Castlevania: Harmony of Despair” como um título de ação/aventura no clássico estilo 2D para o Xbox Live Arcade, fãs da franquia comemoraram felizes, certos de que um grande título estava por vir e que iria resgatar elementos do consagrado “Castlevania: Symphony of the Night”, lançado em 1997 para o PSOne.

Infelizmente o título está longe em termos de qualidade da obra-prima da Konami supracitado, mas ele apresenta alguns elementos interessantes, sendo o maior e melhor destaque a mecânica multiplayer designada para até seis jogadores simultâneos na tela, que pode render muita diversão. Porém, para quem quer jogar sozinho, o jogo não possui muitos atrativos, falhando em termos de mecânica e principalmente pelo uso de visual retirado de outros games da série já lançados, perdendo muitos pontos em inovação e originalidade.

O game apresenta seis personagens para o jogador escolher, todos eles vindos de outros games 2D da série. Todos eles possuem oito cores diferentes para os jogadores que quiserem utilizar o mesmo caçador de vampiro. Entre eles temos o cultuado Alucard de “Symphony of the Night”, Soma Cruz, que apareceu pela primeira vez em “Aria of Sorrow” para Game Boy Advance, Jonathan Morris e Charlotte Aulin de “Portrait of Ruin” para o Nintendo DS e Shanoa de “Order of Ecclesia”, também para o Nintendo DS.

Apesar de um elenco de participantes bem atraente, o game peca por não apresentar uma história sólida que justifique o encontro de todos eles nesta aventura. O jogo não dá nenhuma informação sobre as diferenças dos personagens, funcionamento de menus, itens, cabendo ao jogador descobrir, o que nem sempre é uma tarefa agradável. Inclusive não há tutoriais que ensinem como certas coisas funcionam, como comandos e características de cada personagem. Você pode ler um “How to Play” do menu principal, mas essa não é a maneira mais eficaz de se aprender como jogar o título.

Um dos grandes defeitos do game é ser uma “colcha de retalhos” de outros jogos da série, desde os personagens, aos visuais, os mapas e até mesmo as mecânicas de jogos originais foram mantidos aqui. Alucard por exemplo, ainda pode mudar de forma e usar magias. Shanoa tem como característica ataques de magias que ela pode roubar dos inimigos e Jonathan Morris pode aprender novos ataques derrotando inimigos.

Você pode ajustar o ângulo da câmera em três posições diferentes de zoom enquanto está jogando. Em uma delas você pode ver inclusive o mapa completo do castelo e jogar nele, o problema é que você não consegue enxergar nada do que está acontecendo na tela, sendo impossível de se jogar. Já nos outros dois zoom já é possível jogar alguma coisa.

A grande vantagem do jogo é a sua mecânica multiplayer, pois os personagens apresentam características diferentes que se complementam. Alguns por exemplo, são bons em ataques físicos diretos, enquanto outros são fortes no uso de magias e ataques a longa distância. Quando jogado em grupo, essa combinação pode ser devastadora contra os inimigos e se mostra bastante divertida – algo que não é possível quando se joga sozinho. Mas não espere por muita moleza, apesar do jogo possuir apenas seis fases. A dificuldade é elevada, mesmo jogando cooperativamente. Nas batalhas contra os chefes de fase, vai ser comum você morrer, e caso isso aconteça, prepare-se para voltar a fase desde o seu início, uma, duas, três vezes, até conseguir derrotar o bichão. Isso não teria problema se o jogo oferecesse uma mecânica mais emocionante dentro dos castelos, mas isso não acontece. Os personagens se movem de maneira lenta e possuem comandos truncados. A galeria de inimigos não é muito variada, o que é difícil de se explicar dado a grande biblioteca de monstros que a equipe da Konami tem em mãos.

O tradicional sistema de derrotar inimigos para ganhar pontos de experiência e elevar o nível de seu personagem foram deixados de lado em “Harmony of Despair”. Os personagens ainda possuem estatísticas individuais, mas agora elas variam pelas características das armas, equipamentos e armaduras usadas. As armas e equipamentos podem ser compradas em lojas, encontradas em baús espalhados pelos cenários ou derrotando inimigos específicos, assim como magias e habilidades especiais. Para deixar o seu personagem mais forte e derrotar o chefe de fase, você vai precisar de equipamentos mais fortes.

A estrutura das fases e cenários são bem mais simples do que os longos e complexos castelos dos jogos anteriores, mais ainda assim pode oferecer um pouco de desafio. Para passar de fase basta apenas encontrar o chefão e derrotá-lo, você pode facilmente acessar o mapa inteiro na tela e traçar uma rota. Algo curioso adicionado é o fator tempo, você tem 30 minutos para completar cada cenário. Se um companheiro morrer, ele pode continuar jogando na forma de um esqueleto, mas se morrer nesta forma, o cronômetro corre mais rápido. Quando o relógio chegar à zero, o jogo termina.

Em termos gráficos o game apresenta um visual datado e ultrapassado, que tenta, inutilmente, encaixar vários jogos Castlevania diferentes em um pacote só, especialmente quando se trata de níveis de detalhes – ou a falta deles – nos personagens e cenários. Pequenos detalhes são difíceis de se ver, a menos que você esteja sentado muito perto da TV. A trilha sonora possui alguns arranjos de guitarra mais pesados – alguns temas já conhecidos remixados – mas nada realmente que se destaque.

Os controles e comandos não estão tão apurados em comparação à versões originais, falhando diversas vezes na hora de atacar, pular ou soltar magias, principalmente nas horas em que você mais precisa. Depois de um tempo você acaba se acostumando com os controles, mas em comparação aos originais, não são tão afiados.

Há um Survival Mode, em que coloca você contra outros jogadores em uma arena, um bom lugar para você treinar as habilidades dos personagens.

Conclusão: Recomendamos jogar “Castlevania: Harmony of Despair” no modo multiplayer, que pode oferecer um pouco de diversão e uma experiência interessante, já que jogar no modo para um jogador é totalmente intransponível, ou no mínimo, uma grande perda do seu tempo. O game apresenta ideias e conceitos bastante interessantes, porém infelizmente a maneira como foram aplicados não foram bem sucedidos, por vezes parecendo um trabalho relaxado e feito às pressas. Esperemos pelo próximo trabalho de Koji Igarashi.

Nome: Castlevania: Harmony of Despair

Sistema: PS3 (PSN) e X360 (XBLA)

Desenvolvedora: Konami

Ano de Lançamento: 2010

Nota da análise: 6/10

+ Sistema multiplayer é divertido

+ Fãs irão gostar das escolhas dos personagens selecionáveis

 Modo para um jogodor é frustrante

 Comandos complicados, menus e instruções confusas ou inexistentes

comentários
  1. Pedro disse:

    concordo !! eu esperava um 2D fodastiko saka onde desse pra ver bem o personagem com um cenario bem sombrio ( como um eslilo de desenhos de grafico ) com vaaaaarios chefez, cenarios, muuuuitos intens escondidos alguns quebra cabeças e tudo mais !!! imagina quando vc vira lobo com o alucard num 2D desses novos estilos de desenho sem mudar o personagem em nada simplesmente um 2D incrvel!! ou seja DECEPÇÃO TOTAAAAALLLLL!!!!! o jeito é esperar pra ver se eles aprendem a fazer e que quando fizerem, façam direito!!!!!!!

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