Final Fantasy VII – o game que marcou jogadores de todo o mundo e deixou sua marca na história!

Publicado: 11/08/2012 por Márcio Alexsandro Pacheco em Artigos
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A série Final Fantasy já passou da puberdade e chegou aos seus 25 aninhos, é uma série mais velha que muitos dos seus fãs por aí. O primeiro game da série saiu em 1987 pela Square, que passava por dificuldades na época e estava para fechar as portas e pedir falência. Foi quando Hironobu Sakaguchi (diretor/produtor da maioria dos games da série) declarou que o último jogo da empresa seria o melhor de todos, um extraordinário RPG sobre fantasia, seria a última aposta da Square (como o nome já diz Fantasia Final). E acho que nem mesmo o seu criador, Hironobu Sakaguchi, esperava que o game “Final Fantasy” fizesse tanto sucesso, tirando assim a Square do buraco e apresentando ao mundo a segunda maior franquia de RPGs do mundo (a outra é a série Dragon Quest). A série FF é sinônimo de RPG, é sinônimo de sucesso com uma produção grandiosa, é sinônimo de emoção e uma história encantadora. Enfim, todo o lançamento de um novo jogo da série “Final Fantasy” não é apenas o lançamento de um jogo, mas é um acontecimento épico na indústria de games.

Desde então a série Final Fantasy tem encantado milhares de pessoas. Todos os jogos são ambientados em mundos de fantasia, com elementos de magia, medievais e tecnologia futurística, numa misturança que agradou a todos. Os diversos episódios da série não possuem ligações em seus enredos (exceto FFX/FFX2 e FFXIII/FFXIII2) sendo jogos diferentes entre si, mas que compartilham alguns elementos em comum, como os chocobos, itens, magias, etc.

Não posso deixar de citar aqui também o surgimento de um dos maiores compositores de games, Nobuo Uematsu, que compõe a trilha sonora da série desde o primeiro game e que hoje é mundialmente reconhecido e idolatrado pela sua fantástica obra.

E uma pequena nota de curiosidade: ironicamente, o maior sucesso da Square que a tirou da falência, quase a leva à destruição, através do filme Final Fantasy: Spirits Within, o maior fracasso de bilheteria que custou bilhões de dólares para o bolso da Square, que conseguiu se salvar juntando-se a Enix (hoje ela é conhecida como Square-Enix).

Final Fantasy VII

Com o lançamento do filme “Final Fantasy VII Advent Children, acho que seria legal dar uma relembrada no game que deu origem a essa mega produção. 1997 foi o ano que marcou uma geração de gamers e marcou a história dos games por vários motivos. Seria o primeiro game da série que não sairia para um sistema Nintendo, saindo então para o PlayStation (o que com certeza ajudou a alavancar as vendas do console) da Sony. Era o primeiro game da série (e um dos primeiros RPGs) a apresentar CGs e FMVs, gráficos 3D e cenários pré-renderizados. Sem dizer que era um game super aguardado, pois seu antecessor, “Final Fantasy VI, fora um sucesso estrondoso e todos queriam ver se a Square conseguiria se superar. A pressão sobre a Square, para um jogo que superasse os padrões de qualidade mostrados em FF VI era muito grande. FF VII mudaria todo o conceito da série, com os seus 3 CDs, com aproximadamente 60 a 75 horas de jogo (mais que o dobro do seu antecessor) e se for contar todos os segredos, personagens escondidos, side-quests, Weapons, desenvolvimento dos personagens e Matérias, podem esperar mais de 200 horas de jogatina.

E a Square conseguiu, criou uma obra-prima que foi um sucesso de críticas e vendas, sendo que até 2010 já havia vendido mais de 10 milhões de cópias, fazendo dele o jogo de maior sucesso da franquia. O estilo inovador do game foi exaustivamente copiado por outros RPGs, FF VII serviu (e serve até hoje) como modelo para muitos games lançados. Mas o que fez a sua fama mesmo foi seu maravilhoso enredo, protagonistas carismáticos, um vilão grandioso (um dos mais bem elaborados da história dos games) e um triângulo amoroso que gera discussões até hoje. Tudo isso com uma história de fundo muito bem feita e uma fantástica trilha sonora que só Nobuo Uematsu poderia fazer.

A História

Planeta… um astro de proporções diversas que vaga pelo infinito espaço em uma determinada órbita. Uma gigantesca massa de terra e areia, com um grande propósito em sua existência, talvez o mais importante destino para o qual ele foi criado há tempos imemoriáveis… o de possuir vida, de dar abrigo e proteger seres que têm vida. Mas para isso o Planeta sacrifica sua própria energia. Utilizam-se de seu fluxo de vida, de seu Lifestream, para criar a vida… sangue de seu sangue… parte de seu Lifestream… até que estes seres voltem de sua jornada e se tornem, novamente, um só com o Planeta…

Mas estes seres não sabem disso, e no topo de todos eles estão os humanos, que apesar de sua inteligência superior, não dão o devido valor ao Planeta e seu sacrifício. Pelo contrário, utilizam da sua inteligência para depredar o Planeta e roubar seu Lifestream para uso próprio, para satisfazer seus desejos mesquinhos, para adquirir poder…

Assim faz a empresa SHINRA, roubando do planeta seu Lifestream para produzir energia Mako, tornando-se um império ditatorial, dominando a lei e a política com sua tropa de elite, os Soldiers, com uma ramificação de espiões e assassinos chamados Turks.

Mas nem sempre foi assim. Antes da Shinra, antes dos humanos, existiam outros que se importavam com o Planeta e que o consideravam como o dom máximo de qualquer ser vivente. Um povo que acreditava na chegada da Terra Prometida, onde lá finalmente teriam a felicidade suprema e a oportunidade de voltar ao Planeta, num ciclo de vida interminável. Estes eram os Cetras, um povo nômade. Os verdadeiros habitantes do Planeta.

Mas entre os Cetras, surgiram aqueles que não concordavam com a jornada dos Cetras. Deram iní
cio a uma vida sedentária, uma vida fácil, apenas retirando do Planeta o que precisavam sem dar nada em troca. Estes eram os humanos.

E há 2000 mil anos atrás, uma grande calamidade se abateu no Planeta. Jenova chega dos céus como um tipo de vírus destruindo toda a vida do Planeta. Os humanos, com a sua vida cômoda aceitaram a desgraça de cabeça baixa e fugiram, não se arriscando pela segurança do Planeta. Mas os Cetras enfrentaram esse destino sacrificando-se para que o Planeta recuperasse suas energias e fosse capaz de cicatrizar seu ferimento. Jenova é congelada e fica em estado de hibernação. A tribo dos Cetra foi quase dizimada, enquanto os humanos continuaram a crescer em número tornando-se a raça dominante.

E durante o reinado da Shinra, surge um homem que se diz superior aos Cetra. Um homem que se tornou uma lenda na tropa de elite Soldier. Um homem que se tornará um viajante do Lifestream, absorvendo todo o conhecimento dos Cetra. Não um homem… um ser. Fruto da falta de ética dos humanos em busca de poder que ousam brincar de Planeta: Sephiroth.

Sephiroth se volta contra os humanos, e como ele acredita ser descendente dos Cetra, pretende dizimar com essa raça e devolver o Planeta aos seus legítimos donos. No caso ele mesmo e a Jenova, que ele acredita ser a sua mãe.

Mas nem tudo está perdido. Existem, entre muitos, uns poucos que conhecem os ideais dos Cetra e o seguem, tentando impedir a inevitável morte do Planeta.


É onde se situa essa magnífica história, que mescla um enredo perfeito com personagens de grande carisma, como Cloud Strife, um simples humano que passa de um mero membro da Soldier, para um guerreiro que luta pelo Planeta e pela sobrevivência da humanidade. Um mercenário atormentado por fantasmas internos e com lembranças confusas do passado, que conhecerá os temores existentes dentro de si durante a jornada em busca do seu verdadeiro “eu”. Conhecerá o amor e o desespero de perde-lo diante de si, sem poder fazer nada. É o garanhão do game, tendo a atenção das duas gatas do jogo, Tifa e Aeris.

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Tudo isso cercado por companheiros, como Tifa, que trabalha em um bar, o 7th Heaven, que fica nas favelas de Midgar (a maior cidade do jogo) e que serve de fachada para o esconderijo do grupo terrorista Avalanche. Um trágico acidente aconteceu em seu passado, e certo dia ela encontra um antigo amigo de infância, Cloud. Tifa guarda muitos segredos sobre o passado de ambos e será uma peça fundamental para ajudar Cloud a encontrar seu verdadeiro “eu”. Ela tem uma quedinha pelo Cloud.

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Aeris, uma garota simples que apenas se preocupa em vender suas flores, com seus belos olhos verdes e personalidade encantadora, que possui dentro de si um poder que a difere dos demais. O poder dos Cetra. Por causa desse poder ela é perseguida pela Shinra que acredita que nela reside o segredo para a Terra Prometida. Aeris é a última esperança do Planeta. Mal sabia ela que sua vida mudaria radicalmente após um mercenário cair dos céus sobre as suas flores. Um mercenário que a faz lembrar de um amor perdido.

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Barret, um negão 4×4 e líder da Avalanche, grupo eco-terrorista (calma, eles são os mocinhos) que luta pela sobrevivência do Planeta. Ele nutre um ódio terrível pela Shinra. Sua vida foi marcada pela tragédia e perdas incalculáveis. Ele usa uma metranca acoplada em seu braço amputado para lutar. Apesar de ser um brutamontes grosseirão, ele se derrete todo na presença de sua filha, Marlene.

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Red XIII
, pertence a uma raça de felinos que há séculos protege os moradores de Cosmo Canyon e que havia sido capturado pela Shinra para experiências genéticas. Ele tem um grande ódio pelo seu pai, que “amarelou” durante uma luta e abandonou a sua mãe para morrer defendendo a tribo. Último de sua raça, ele se juntará ao grupo e durante a jornada irá descobrir grandes verdades sobre o seu passado e a de seus pais.

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Yuffie
, uma ninja da tribo Wutai que foi destruída pela Shinra, a caçadora de Matérias (itens que dão poderes especiais) possui um objetivo: trazer de volta a potência que Wutai era antes da guerra contra a Shinra. Ela se junta ao grupo com a intenção de roubar as Matérias e levá-las a sua terra natal. Yuffie lembra muito a Misao de Rurouni Kenshin (ou Samurai X, como preferirem).

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Cid, um piloto brilhante e de gênio forte, que não hesita em usar seu “palavreado tão rico” para insultar as pessoas. Ele já trabalhou para a Shinra, mas hoje ele também tem suas desavenças contra a empresa. Seu sonho é ir para o espaço.

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Cait Sith, um personagem pouco confiável que pode ser um espião da Shinra infiltrado no grupo. Na verdade ele é um gato preto montado em um Moogle mecânico e que se diz poder ler o futuro. Uma curiosidade, em FF VI havia uma magia que se chamava Cait Sith e soltava uma “chuva de gato”, com um gato preto saltando de coroa na tela. Ou seja, passou de invocação para personagem.

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Vicent, um personagem sombrio e misterioso. Como a grama do vizinho sempre é mais verde, Vicent acabou se apaixonando pela mulher errada e pagou o pato servindo de cobaia para um cientista, tendo implantado em seu corpo o vírus de Jenova, alterando seu organismo completamente.

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Sephiroth, o melhor soldado da Shinra e uma verdadeira lenda viva por causa de seus feitos e sua espada Masamune. Cloud via nele um herói a quem um dia gostaria de ser. Sephiroth, como toda boa lenda, havia desaparecido misteriosamente há 5 anos atrás, mas agora ele retornou e começou um verdadeiro massacre. Seus objetivos são desconhecidos.

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E assim continua, com diversos outros personagens secundários, mas não menos importantes para a trama, como o presidente da Shinra e seu filho, os Turks, que aparecem quase sempre em cenas engraçadas, o cientista Hojo, entre outros. Como todo bom RPG, é necessário uma grande variedade de personagens, cada qual com a sua história de fundo e side-quests (histórias paralelas que acontecem durante o jogo) para enriquecer ainda mais o enredo de FF VII. E isso tudo é apenas a ponta do iceberg, pois FF VII traz muitas reviravoltas em seu enredo, tomando direções totalmente diferentes do esperado. A complexa história vai se destrinchando com os flashbacks dos personagens e pouco a pouco iremos descobrindo grandes revelações.

Gráficos

Os gráficos do jogo, que hoje em dia podem parecer ultrapassados, na época impressionaram muito. Logo no início do game já havia um grande choque: uma apresentação em FMV onde você podia ver Aeris carregando uma cesta de flores em uma rua de uma enorme cidade, com uma animação de cair o queixo, com uma qualidade nunca vista antes. Foi a pioneira de uma era onde os gráficos importavam mais do que tudo em um game (saudades dos bons tempos dos 16 Bits). Com uma ação frenética e uma rotação de câmeras, nunca usadas em um RPG antes, intercalados com animações em CG, já era o suficiente para ganhar a atenção de todos.

Esse novo sistema de câmeras e visões dão ao jogo uma maior dramaticidade, fazendo com que o jogador se “aproxime” mais da história do game, e tenha uma nova visão do que está acontecendo no desenrolar da história. As CGs, que aparecem durante o jogo, ajudam nessa dramaticidade, fazendo do game um prazer visual. A definição delas é muito boa e impressionam pela qualidade e ação dentro delas (claro, tudo isso baseado na época em que o game saiu) e aparecem na hora certa. O melhor exemplo disso é no clímax do jogo, no momento mais odiado pelos jogadores e que até hoje faz muito marmanjo derramar lágrimas. O momento em que o anjo das trevas aparece para concluir sua missão. E Aeris, antes do golpe fatal, olha para Cloud. E num sinal de complacência, ela sorri para o seu amado, para logo em seguida ter seu corpo atravessado por mais de 2 metros de aço da Masamune de Sephiroth.

Enquanto o corpo da jovem inocente tomba pela espada, Sephiroth abre um grande sorriso, mesclando em seus olhos verdes a ironia e o sadismo do destino, e lentamente remove a espada do corpo inerte para deixa-la cair ao chão. Esse é um dos momentos mais dramáticos do game, e se não houvesse esse vídeo em CG, com certeza ele não teria o mesmo impacto nas pessoas. A morte de Aeris foi um dos momentos mais marcantes na história dos videogames, e até hoje escuto relatos de “barbados” que não conseguem dormir com medo de rever aquela cena em seus sonhos.

Os cenários são bem feitos, possuem muitos detalhes e são bem variados e extensos, algo muito importante para um RPG, para evitar a repetividade (o que torna o game chato) e incentivar a sede de exploração do jogador. Há várias cidades, algumas modernas e futuristas, outras vilas e povoados, florestas, templos, parque de diversões, reatores, fazenda entre diversas outras coisas. E os cenários pré-renderizados davam uma inovadora sensação visual ao game (algo inovador para a época, que deixava outros RPGs no “chinelo”), dando um aspecto muito bonito, e alguns cenários chegavam a impressionar pela riqueza de detalhes, como quando Cloud caí nas flores de Aeris, ou os cenários das montanhas de Nibelhiem ou as cavernas nos templos dos Ancients.

Claro, nem tudo são maravilhas. Podemos perceber em alguns cenários serrilhamentos, mas nada que estrague a diversão. Talvez o maior problema fique no design dos personagens durante o jogo. Mesmo para a época, eles já eram bem feinhos, com polígonos totalmente desproporcionais (braços gigantes, pernas pequenas) e bem mal acabados (quadrados demais). Poderíamos chamar de SD Polígonos (Super Deformed Polígonos – sei lá se existe essa classificação, ehehe). Pelo menos, nas cenas de batalhas e nas CGs o design dos personagens são bem feitos. Mas o melhor de tudo é que cada personagem tem seu estilo e características próprias, bem diferentes entre si. Cada um possui diversas animações, para cada tipo de ataque (e equipamentos), magias e ataques especiais, o que enriquece o game em termos de diversão e dá uma maior versatilidade.

veja a cena da morte de Aeris

Músicas

Apesar da trilha sonora do game não utilizar toda a capacidade do som de CD, Nobuo Uematsu conseguiu criar uma bela trilha sonora, utilizando sintetizadores (com exceção da última música One Winged Angel, de Sephiroth). Algumas músicas são repetitivas, mas o ponto forte é que são bem variadas, mudando de acordo com o tipo da cena e ação que está rolando. Há músicas de suspense, de ação, músicas lentas e verdadeiros clássicos, como a belíssima melodia de abertura ou o tema de Aeris (é difícil não se emocionar com ela, principalmente quando ela toca na morte de Aeris) ou ainda a música final de Sephiroth, cantada em latim (uma das melhores músicas já criadas para um chefão final em um game) e a empolgante música da Highwind.

Nobuo Uematsu utilizou toda a sua experiência e criou uma bela trilha sonora. Podem não ter a mesma qualidade sonora que a dos outros games, mas possui músicas que se adaptam às circunstâncias e são carregadas de emoções, dando o toque necessário para as cenas que estamos vendo, principalmente nas cenas de CGs. Cada personagem possui sua música tema, isso inclui inclusive os Turks. Cada momento tem a música que se encaixa perfeitamente, como quando Sephiroth começa a destruir tudo, a música de fundo é sombria, dando a cena a dramaticidade necessária da loucura de Sephiroth, assim como as músicas lentas se encaixam nos momentos tristes ou de ternura e músicas mais frenéticas com as cenas de ação. Os efeitos sonoros não possuem nenhuma grande novidade, mas são eficazes e trabalham bem com o jogo. Umas vozes e sons digitalizados poderiam ajudar a melhorar os efeitos especiais do game.

escute algumas dos temas do game

Exemplos da trilha sonora do game:

1 – Prelude

2 – Tifas Theme

3 – Hurry

4 – Flowers Blooming in the Church

5 – Still more fighting

6 – Red XIIIs Theme

7 – Crazy Motorcycle Chase

8 – Main Theme of Final Fantasy VII

9 – Valley of the Fallen Star

10 – The Flow of Life

11 – Those Chosen by the Planet

12 – Aeries Theme

13– Weapon Raid

14 – Highwind Takes to the Sky

15 – One Winged Angel

Jogabilidade

A jogabilidade de FF 7 é como todo RPG deveria de ser: Simples e eficiente. Graças a essa fórmula, a Square conseguiu agradar não apenas aos veteranos jogadores, mas também as pessoas que nunca haviam jogado RPG. Graças a FF 7, muitas pessoas começaram a jogar esse estilo de jogo, pela sua simplicidade e fácil manuseio, sem grandes complicações. Movimentar os personagens na tela é extremamente fácil, assim como os menus de status, magias e afins que estão bem simples e fáceis de navegar. Às vezes as mudanças de câmera pode atrapalhar um pouco, mas nada que vá interferir em sua diversão.

Os cenários são longos, há labirintos e vários puzzles para resolver durante o caminho. Mesclado a isso temos cenas de ação, de batalhas, os chefes, os momentos de “paixão”, tudo de forma harmoniosa para satisfazer aos mais exigentes. Você começa o game em um complexo industrial, e num primeiro momento pode pensar que grande parte do game vai se passar nesse ambiente futurista. Mas é quando você saí da cidade e vai parar num mapa tridimensional e então descobre que a cidade é apenas um pequeno pedaço desse gigantesco mapa mundial.

Além dos diversos equipamentos existentes para cada personagem, magias e ataques especiais, você ainda conta com o inovador Limit Break, um ataque especial que todos os personagens podem aplicar depois de levar uma certa quantidade de danos (porrada). Foi a primeira vez que esse sistema foi usado e todos os FF depois do 7 usaram um sistema similar. Quando a barra de Limit se enche, o personagem poderá usar um ataque mais poderoso que o normal, e o melhor de tudo, para cada ataque de cada personagem, há uma movimentação de câmera diferente, dando muito mais vida e personalidade ao game.

Fora isso temos também as famosas invocações, que agora deixam de ser simplesmente mais um tipo de ataque (como era nos antigos games) para ser um show à parte. É simplesmente maravilhoso e difícil não se empolgar com as cenas das invocações, com seus efeitos de luzes e câmera. Fique babando nas maravilhosas cenas de IfritShiva, e o sempre “pagão” Bahamut.

E ainda possui as Matérias, grande inovação no sistema de jogo. Através das Matérias, que são pedras de Lifestream cristalizadas, portadoras dos conhecimentos dos Cetras e que possibilitam o uso de Magias. Através dos seus equipamentos (que são vários), você pode combinar as diversas Matérias existentes, podendo criar novas combinações de magias. São milhares de combinações possíveis, dando a você uma infinidade de possibilidades e deixando o jogo muito mais atraente de se jogar.

Há ainda várias side-quests (histórias paralelas) e mini-games para distrai-lo durante sua jornada. FF 7 é cheio de segredos, com milhões de itens, equipamentos, armas, magias, limit breaks e outras coisinhas que fazem os jogadores a jogar mais, explorar tudo o que for possível e ajuda a não enjoar rápido.

 veja a introdução do game

Conclusão: Final Fantasy VII é lembrado até hoje como um dos melhores RPGs da história, título mais do que merecedor e que não recebeu apenas pelas suas belíssimas CGs e inovações que traria ao mundos dos RPGs eletrônicos, mas principalmente pela sua história emocionante e envolvente, com personagens de personalidades tão humanas e inesquecíveis. Sephiroth é hoje um dos vilões mais odiados (ou amado) da história dos games, mesmo dele não ser um vilão 100% (na verdade ele é apenas outra vítima da Shinra… e claro um pouco mentalmente perturbado, eheh). FF VII fez um sucesso tão estrondoso que o tempo passou e milhares de fãs sempre aporrinhando a Square para fazer uma continuação, e a Square nada. Até que um belo dia eles anunciam uma continuação, e os fãs vão ao delírio, só que seria no formato de longa-metragem (o já famoso Final Fantasy Advent Children) e alguns games para videogames (Ps2, PSP e celulares).

Final Fantasy VII é um marco na história dos games e um divisor de águas no sistema de RPGs, servindo de modelo básico para a maioria de todos os RPGs que saíram depois. Mesmo os games da série que saíram depois não conseguiram ser tão divertidos quanto FF 7, havendo uma queda de qualidade principalmente no que diz respeito a história e enredo. Final Fantasy VII é um mundo cheio de emoção, entretenimento, amor, diversão e morte. Muitos o classificam como o melhor RPG de todos os tempos. Se você jogou apenas os games mais atuais da série, como FF X e FF X2, então você deve jogar FF VII para descobrir como essa nova era de RPGs começou. É um jogo obrigatório para qualquer um que se diz game-maníaco e se você nunca jogou, pergunte-se se está preparado para fazer parte de uma poderosa história que você nunca viu igual antes e então experimente, corre o sério risco de se viciar em FF VII, um dos melhores e mais incríveis RPGs já feitos.

Nome: Final Fantasy VII

Sistema: PlayStation

Desenvolvedora: Squaresoft

Ano de Lançamento: 1997

Nota da análise: 10/10

+ Excelentes gráficos
+ História maravilhosa
+ Personagens inesquecíveis
+ Sephiroth e Aeris
 Não utilizar todo o potencial do audio em CD e personagens “quadrados” demais

The End 

comentários
  1. Michel Coutinho disse:

    Realmente FF7 marcou minha vida, de vez em quando ainda me pego jogando, e pensar que comprei o PS1 na época só por causa dele. Excelente post, trouxe boas lembranças.

  2. R.V.C. disse:

    Um jogo sensacional, e sem dúvida muito marcante, está, ao lado de resident evil 2, no topo da minha lista de jogos.
    Tentei jogar alguns FF no super nintendo e nenhum deles conseguiu me prender, foi quando eu conheci FF VII, passei meses jogando sem parar. A Gamersbook FF VII, claro, foi uma grande aquisição eu eu destrinchei e li cada palavra daquela revista como se fosse realmente um livro.
    O jogo marcou tanto que quando foi lançado o FF VIII, ao saber que a história não tinha relação nenhuma com o VII, eu nem sequer coloquei o cd no video game. Final Fantasy pra mim é o 7 e ponto.
    Jogo lindo, história fantástica, grandes personagens e músicas que são um caso à parte.
    Valeu demais por esse post, boas lembranças, isso porque você não falou dos chocobos, wepons e tantas outras coisas.
    Fino!

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