Final Fantasy X – a décima maravilha do mundo dos games!

Publicado: 15/08/2012 por Eduardo Farnezi em Análises, PS2
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Não foi sempre que a cultuada série Final Fantasy foi um sucesso. Assim como muitos outros jogos, ela começou no “ostracismo” e foi, pouco a pouco, mostrando a que veio. Para o NES, Final Fantasy I, II e III não foram grandes sucessos, em especial nos States. Já para o Super Nintendo, a coisa começou a mudar. Final Fantasy IV se revelou um grande game, e teve sua versão americana. Final Fantasy V, nem tanto, ficando apenas no mundo oriental inicialmente. Mas foi com Final Fantasy VI que a série enfim chegava ao status de fenômeno.

Considerado o maior dentre os Final Fantasy pela revista americana EGM, Final Fantasy VI cativou jogadores mundo afora com sua história cativante e com seus gráficos inacreditavelmente belos para os padrões SNES. Entretanto, foi com o fabuloso Final Fantasy VII que a série atinge o ápice. Além, de contar mais uma vez com uma história fabulosa e com animações em CG inovadoras para a época, Final Fantasy VII conta ainda com dois aspectos chave: Cloud e Sephiroth. O primeiro, psicologicamente falando, foi e ainda o é, o herói mais incrível de todos os games. Calado e reservado, Cloud era um cara difícil de entender, mas, com o desenrolar da trama se revela pouco a pouco. Essa revelação está intimamente ligada com aquele que até hoje é o vilão mais “ROX” de todos os tempos, e que o será, provavelmente, durante toda a eternidade. Sephiroth.

Bom, não preciso falar muito de Sephiroth, além do óbvio: O CARA É MUITO FODÃO!!! Mesmo porque, quem nunca ouviu falar de Sephiroth, deve ser de outra galáxia. Digo isto porque qualquer ser que resida neste sistema solar o conhece. Final Fantasy VII fez tanto sucesso, que ainda hoje somos presenteados com ramificações do mesmo, como o anime Last Order e o foderástico filme Advent Children, já analizado pelo Canto Gamer pelo mais foderástico ainda “Alucard”!

Enfim, depois de Final Fantasy VII, a Square atacou, ainda no Playstation com Final Fantasy VIII e FF IX. Entretanto, Final Fantasy VIII, foi taxado de melodramático, não fazendo muito a cabeça dos fãs. E Final Fantasy IX, apesar de retomar as origens da série, não agradou muito também, fazendo assim de Final Fantasy VII o game de maior repercussão de toda a série. Com o advento da dita “geração 128 bits” chegando, e com sua maior parceira, a Sony dando luz a seu Playstation 2, a Square como era de se esperar, anuncia a décima versão de sua franquia para o console.

Muito se esperava deste game, afinal, era um Final Fantasy, e este nome pesa como nenhum outro no mundo dos games. Mas felizmente, a Square não desapontou os ardorosos fãs, fazendo um game, que se não atingiu a repercussão mundial de Final Fantasy VII, atingiu em cheio os corações dos fãs da série, se tornando um sucesso imediato. Mostrando o respeito devido pelo game, o Canto Gamer realiza agora sua análise de Final Fantasy X, tentando ser a mais completa e esclarecedora possível.

Uma equipe de peso

Para a produção do game, a Square convocou o que de melhor há em material humano. Sempre bom lembrar, que a ausência de Sakagushi na direção do game se deve a sua estranha saída da Square e não por algum tipo de determinação da mesma. Com esta consideração sendo feita, vamos aos principais nomes que encabeçaram esta super produção do mundo dos games:

Yoshinori Kitase: Diretor geral de Final Fantasy X

Toshiro Tsuchida: Responsável pelo espetacular sistema de batalhas do game. Trabalhou, entre outros, no game Front Mission, também da Square.

Nobuo Uematsu: O eterno responsável pelas composições musicais da série. Trabalhou em todas as versões de Final Fantasy, não podendo ser diferente em Final Fantasy X. Amigo pessoal de Sakagushi, atualmente o ajuda em seus novos games para Xbox 360.

Tetsuya Nomura: Designer de personagens de Final Fantasy desde o sétimo episódio, foi ele quem trouxe a tona o imponente design de Sephiroth. Dotado de um talento sem igual, Nomura se mostrou um grande diretor ao dirigir Kingdom Hearts e em especial, ao dirigir o movie Advent Children. Com certeza, será o mais novo “pai” da série Final Fantasy na próxima geração.

Estes são os principais nomes de Final Fantasy X “out-game”. Agora, antes de nos aprofundarmos na história e sistemas do game, vamos ao profile dos personagens “in-game”, ou seja, dos personagens que fazem do game único e saboroso.


Tidus: 
Com 22 anos de idade, mas com o temperamento de um pré-adolescente, Tidus é o herói de Final Fantasy X. Um exímio jogador de Blitzball, residente em teoria, da cidade de Zanarkand, conhece por intermédio de Auron a ameaça que Sin representa. Filho de Jecht, um grande campeão de Blitzball, Tidus, durante o desenrolar do game, vai descobrindo muitos mistérios que envolviam o desaparecimento de seu pai e a relação deste fato para com a ameaça de Sin. Logo no inicio de sua aventura conhece e se apaixona por Yuna, uma Summoner, que também é uma das peças de extrema importância no enredo de Final Fantasy X.


Yuna: 
Com 17 anos, Yuna entra na história, logo após conseguir, com muito esforço, se transformar em uma Summoner. Summoner são pessoas que conseguem invocar seres “divinos” para auxiliar em batalhas. Filha de Braska, o famoso Summoner que havia derrotado Sin dez anos atrás, Yuna se transforma em Summoner para, assim como seu pai, derrotar Sin e trazer calma e paz, mesmo que temporárias, para a população de Spira. Belíssima personagem que foi completamente estragada no jogo seguinte “FFX-2”, mas pra falar disso preciso de no mínimo mais 2 artigos.


Auron: 
Sendo o mais velho do grupo, com 35 anos, Auron é um mistério. Conhecido de Tidus, amigo de Jecht, os objetivos de Auron são incertos e desconhecidos durante quase todo o game. Sempre com seu braço dentro de suas vestes e com seu jarro de vinho, Auron é provavelmente o guerreiro mais poderoso do grupo. Tem uma ligação direta Com Yuna e Tidus, sendo ele no passado, guardião de Jecht e devoto para a eliminação de Sin junto com o Summoner Braska. É como se fosse o “tiozão” da turma, sendo que ele tem golpes fortíssimos e é extremamente importante no início do jogo.


Wakka:
 Amigo do coração de Yuna e capitão do time de Blitzball da equipe Besaid Aurochs, time de Besaid. Um jovem de 18 anos, une-se ao grupo junto com Yuna, com o intuito de protegê-la, se tornando um forte aliado. Utilizando-se de uma bola de Blitzball como forma de ataque, ele é o mais eficiente contra inimigos a longa distância e inimigos voadores. Com o corpo todo trabalhado (pra não dizer bombado, hehe) lembra muito aqueles surfistas do Havaí, inclusive no sotaque muito engraçado. Fica muito amigo de Tidus, e casa-se com Lulu no jogo seguinte.


Lulu: 
Também uma conhecida e protetora de Yuna, apesar de seus tenros 22 anos de idade, tem a maturidade de uma mulher bem mais velha. Usa roupas com adornos, digamos “góticos” e cores escuras. Praticante da magia negra, lança suas mortais magias por intermédio de bonecos de vodu que carrega consigo, cada um mais carismático que o outro diga-se de passagem. Com certeza, Lulu é a personagem mais bela de Final Fantasy X, apesar de suas vestes compridas. Provavelmente é a personagem feminina campeã de imitações nos eventos de cosplayer.


Kihmari:
 Um ser da raça Ronso e com 32 anos de idade, Kihmari é mais um dos guardiões de Yuna em sua peregrinação para a derrocada de Sin. Apesar de ser o maior membro de sua equipe, é considerado um “anãozinho” para o padrão de sua espécie. Resiste muito a entrada de Tidus como “auxiliar” de Yuna, mas com o tempo acaba aceitando muito bem o fato. Seu grande diferencial não é nem um pouco no enredo do game, mas nas batalhas. Kihmari tem a interessante habilidade de copiar técnicas de inimigos e usá-las a seu bel prazer, fazendo-o, desta forma, um grande auxiliar para o grupo.

Rikku: Uma jovem elétrica de 16 anos, Rikku além de ser a mais jovem do grupo, é também a personagem mais divertida de Final Fantasy X. Com certeza ela vai render boas risadas. Integrante da raça All Bhed, não concorda com os princípios da religião Yevon ser anti-tecnologia, se valendo desta sempre que necessário. Seu pai, Cid, mais ao longo do jogo se revela tio de Yuna, o que faz com que Rikku e Yuna sejam parentes. Participou também da mega bomba chamada “FFX-2”, ao lado de Yuna, e sim, não me canso de lembrar desse terrível capítulo da série.

Seymour: Assim como em quase todo Final Fantasy, esta décima versão tem o seu vilão, que apesar de não ser o “chefão” de fim de jogo, é a peça chave de toda a “porqueira” que esta acontecendo. Para este papel Final Fantasy X apresenta Seymour. Com seus 28 anos, é mistiço entre as raças de Humanos e Guados e detentor do conhecimento mais profundo sobre a religião Yevon. Idolatrado por todos em Spira, Seymour guarda segredos obscuros quanto a ele mesmo e em especial quanto a religião Yevon, o que é o estopim de tudo de ruim que acontece em Spira. Além disso, é o detentor de um dos Summons mais poderosos e assustadores do game: Anima.

Summons não: Aeons

Marca característica em todo game Final Fantasy de verdade (FF X2 não conta muito) os Summons são evocações, que desde Final Fantasy VII em especial, deixam os jogadores de boca aberta. É claro que em Final Fantasy X, não poderiam faltar estes poderosos seres. Entretanto neste game, existe uma nova nomeclatura para estes seres. Agora eles são chamados de Aeons. E assim como em Final Fantasy IX , por exemplo, eles não podem ser evocados por qualquer membro da equipe, mas apenas pelos chamados Summoners.

Na caso de Final Fantasy X, apenas Yuna em seu grupo tem tal capacidade. Mas as mudanças não param por aí, o modo como se utilizar destes seres mudou drasticamente em Final Fantasy X. Isto será explicado posteriormente nesta análise, por enquanto, fiquemos apenas com um breve profile sobre cada um destes seres magníficos:

Valefor: O primeiro Aeon de Yuna, obtido na própria Besaid Island. É um ser que lembra Quetzalcoatl de Final Fantasy VIII devido seu Layout. Tem como elemento de ataque Wind e como ataque especial, seu Overdrive (explicação sobre esse termo mais adiante), o Energy Ray.

Ifrit: Aeon encontrado em Kilika, Ifrit é um dos Aeons com o visual mais carregado e mostruoso. Um summon clássico da série Final Fantasy, não poderia perder sua característica pricipal nesta versão do game, logo, ele ainda continua tendo como principal elemento o Fire. Também seguindo a tradição, seu Overdrive é o já conhecido “Hell Fire”, entretanto, tal golpe nunca esteve tão imponente como nesta versão, assim como o próprio Ifrit.

Ixion: Encontrado no templo de Djose, Ixion é um Aeon que se assemelha a um Pegasus sem as asas. Tem como elemento base o Thunder e como Overdrive e poderoso Thor´s Hamer.

Shiva: Encontrada em Macalania, Shiva retorna para mais um Final Fantasy, e nunca esteve em tão boa forma. “Linda de matar”, Shiva nunca teve uma aparência tão sexy e imponente. Sua “entrada” na batalha talvez seja a mais imponente entre todos os Aeons. Tem é claro, como elemento base o Ice, e como Overdrive o temido Diamont Dust, ataque este que nunca, em toda série Final Fantasy, esteve tão “cool” como em Final Fantasy X.

Bahamut: Agora sim, a coisa começou a ficar ignorante. Encontrado em Bevelle, Bahamut retorna para mais um Final Fantasy com o estigma de sempre: de ser um Summon FDP de ignorante e legal. Com uma força física absurda, Bahamut fecha a lista de Aeons regulares de Final Fantasy X. Tem como elemento principal Ultima e como Overdrive o clássico e destruidor Mega Flare.

Aqui acaba a lista dos Aeons clássicos de Final Fantasy X, entretanto, como em todo bom Final Fantasy, esta décima versão guarda surpresas interessantes. E como não podia deixar de ser, existem Aeons secretos. São eles:

Yojimbo: Encontrado em Cavern of the Stolen Fayth, este é um Aeon diferente. Em primeiro lugar, você terá de pagar uma gorda quantidade em Gil para ter o direito de evocá-lo. Após isso, terá de pagar por cada ataque que ele realize. Quanto mais alto o valor oferecido a ele, mais forte e eficiente é o ataque. Este Aeon não possui elemento básico e nem Overdrive, apenas um bolso que quer sempre estar cheio.

Anima: O Aeon de Seymour, é um dos mais poderosos Aeons do game. Mas para encontrá-lo, existem certos passos a serem seguidos. Você deve ter resolvido todos os “Cloisters os Trials” (explicação mais adiante) e após isso deve retornar até Zanarkand para resolver um enigma extra. Feito isso deve ir até Baaj Temple e acessar as 6 estátuas do local. Feito isso terá de derrotar Anima em batalha. Caso consiga vencer, Anima se une ao grupo. Não é possível definir um elemento base para Anima que tem como Overdrive o mais ignorante de todos os ataques do game, o Oblivion.

Magus Sisters: O Aeon mais raro e poderoso do game é composto por três seres: Cindy, Sandy e Mindy. Pra consegui-lo é preciso ter os itens Blossom Crow e já ter todos os Aeons do game, incluído Yojimbo e Anima. Tendo isso, vá para Remien Temple e converse com Belgemine. Você terá que derrotar todos os Aeons que ela evocar (que são os mesmo que os seus, só que mais fracos). Feito isso, você recebe o item Flower Scepter. Com isso em mãos vá até uma porta atrás de Belgemine. Assim tendo os dois itens em mãos, tal porta irá se abrir e revelará as Magus Sisters. Vença-as e poderá utilizá-las ao longo do game. Elas tem como Overdrive o Delta Attack.

Bem, este foi um rápido profile de todos os Aeons de Final Fantasy X. Como utilizá-los e suas peculiaridades serão vistas no tópico desta análise referentes a sistemas de jogo, assim como o significado de certos termos como “Overdrive” e “Cloister of Trials”.

Mais uma história de salvação e amor

Parte mais do que vital de um RPG, é seu enredo. Prova disso é o sucesso de Final Fantasy VII e suas atuais vertentes. Em Final Fantasy X , o esqueleto básico do enredo é bem simples: Existe um mal maior no mundo de Spira, e você e seu grupo devem lutar para eliminar tal mal.

Se pensarmos bem, o esqueleto básico de quase todo Final Fantasy é este. O que diferencial entre eles são as peculiaridades que cada personagem tem dentro deste enredo. É aí que Final Fantasy bate feio em todos os seus adversários diretos. Final Fantasy X, é claro, não desaponta seus fãs neste aspecto, mostrando vertentes emocionais incontáveis para cada um de seus personagens principais.

Enquanto Tidus vive seu dilema de amor/ódio em relação a seu pai, no decorrer do game se apaixona por Yuna. Entretanto tal amor não poderá ser vivido devido a peculiaridades importantes no enredo, que não serão aqui contadas por motivos de não estragar a surpresa de seres que ainda tem a coragem de não ter jogado este game.

Já Lulu e Wakka vivem um caso a parte. Lulu tinha um romance sério com o irmão de Wakka que supostamente morreu em um dos ataques de Sin. Enquanto isso, Wakka acredita cegamente que seu irmão possa não ter morrido, tendo até mesmo confundido Tidus com seu irmão. Com o decorrer do game se apaixonam, tendo futuramente até um filho (vide FF X2).

Yuna, apesar de parecer calma e trânquila, tem o maior dos percausos a sua frente. Deve cumprir sua peregrinação para se tornar uma Summoner completa, para no fim, dar sua vida para parar temporariamente Sin. Ela estava firme em cumprir seu destino até que conhece o jovem Tidus, se apaixona por ele, e a partir daí, as coisas ficam psicologicamente difíceis para ela. Após o fim do game, nota-se que foi Yuna a personagem que mais sofreu durante todo o game.

Kihmari, apesar de sempre parecer rude, na verdade é um seu dócil e amável. Não gosta muito de ir até sua terra natal, pois é tratado com deboches e gracinhas pelos outros integrantes guerreiros de sua raça, devido sua diminuta altura. O foto deste contraste psicológico de Kihmari, visto claramente em sua devoção de amor fraterno para com Yuna, faz dele um personagem deveras complexo.

Rikku, apesar de parecer sempre descompromissada com tudo, sempre estando de bom humor, passa todo o game preocupada sobre como evitar que Yuna cumpra seu destino inerente de se sacrificar. Ou seja, apesar de parecer completamente aquém de tudo, esta sempre atenta, e é de certa forma bem madura, apesar de ser ingênua em diversos aspectos.

Quanto a Auron, ele é o ser mais interessante do game, por ser o mais reservado. Sempre se tem a impressão de que ele sabe muito mais do que transparece saber. Tem o mesmo destino de Tidus no fim do game. Na verdade, ele pode ser considerado, apesar de ser durão, o personagem mais devoto a causa do grupo, e por consequência, o de maior coração, por mais que isso pareça ser bizarro.

A química que decorre destas peculiaridades entre os personagens, dentro do esqueleto básico no enredo de um jogo de RPG, faz deste Final Fantasy X, um game memorável, e que com certeza, nunca será esquecido pelos fãs da série.

Não só de enredo vive um game

É claro que outro fator importante de qualquer game, seja ele um RPG, um Shooter ou mesmo um Fighting Game, é seu sistema de jogo. Em um RPG , isso é talvez muito mais importante do que em qualquer outro gênero, pois tal sistema de jogo tem de ser além de imersivo à experiência que o enredo proporciona, deve ter uma personalidade própria e uma lógica de evolução que acompanhe de maneira cronológica o prosseguimento e desenvolvimento do game.

Toda a série Final Fantasy sempre pode se gabar de ter um brilhantismo fora do comum neste aspecto, afinal não se pode mencionar nenhum game Final Fantasy que tenha decepcionado os gamers em seu sistema de jogo. Desde um Final Fantasy VI, mais parado e simples, até um borbulhante sistema de Final Fantasy X2, rápido e louco, sempre é possível elogiar a série neste aspecto.

E isso não poderia ser diferente em Final Fantasy X. Pelo contrário. Me arrisco a dizer, que neste sentido a série da Squere atingiu um ápice de perfeição nunca antes alcançado em um game Final Fantasy.

Levels? Isso é coisa do passado. Desde os primórdios de Final Fantasy, o sistema de evolução de “level-up” era a base suprema para o fortalecimento dos personagens do game. E assim foi de Final Fantasy I até Final Fantasy IX.

Entretanto, Final Fantasy X joga fora completamente tal sistema de evolução, nos apresentando algo muito mais complexo, profundo e personalizável: O Sphere Grid. Provinda diretamente da competente mente de Toshiro Tsuchida, o Sphere Grid é a chave mestre de fortalecimento dos personagens de Final Fantasy X. Seu funcionamento, apesar de parecer muito simples, é profundo e deve ser tomado com cautela. O Sphere Grid é um “tabuleiro” em que seus personagens se “locomovem” a fim de ganhar novas habilidades. Para poder se locomover no tabuleiro, o personagem deve possuir AP (ability points) suficiente, estes conseguidos durante as batalhas.

Uma vez que já se possa locomovê-los, é preciso também possuir esferas especiais, conseguidas também em especial por intermédio das batalhas, para desbloquear tal habilidade requisitada. Habilidades estas que vão de aumento de HP, MP, força física e mágica, defesa física e mágica, agilidade, evasão, acuidade e sorte, até o aprendizado de novas habilidades especiais, magias negras e magias brancas.

Para cada tipo de aprendizado, é necessário possuir um tipo de esfera “desbloqueadora” específica. Existem cinco tipos de esfera, a serem listadas:

Esferas vermelhas: tipo mais comum de ser encontradas. São elas que desbloqueiam o maior tipo de Habilidades possíveis no game como aumento de força, HP, MP, evasão, acuidade e agilidade. Alem disso também desbloqueiam habilidades extras mais simples e especiais que são usadas para desbloquear magias e aumento de “Luck”.

Esferas Amarelas: estas esferas, de um gênero bem mais raro, permitem que um personagem aprenda magias e habilidades especiais que um outro personagem já tenha aprendido, sem que haja a necessidade de ser desbloqueada na Sphere Grid.

Esferas Negras: são esferas extremamente especiais, que permitem liberar caminhos no Sphere Grid que estão previamente travados. São de quatro níveis (nível 1, 2, 3 e 4), que correspondem aos níveis de travamento encontrados no Sphere Grid.

Esferas Roxas: estas esferas permitem que se transforme um espaço vazio do Sphere Grid em um espaço ocupado para o aprendizado de uma habilidade, que aumente um atributo de seu personagem, como aumento de MP ou HP por exemplo.

Esferas Azuis: estas esferas são consideradas as mais raras e melhores esferas do game. Com elas um personagem fica livre para se movimentar para qualquer lugar do Sphere Grid sem que haja necessidade dele se locomover gastando AP. Isso desde que um outro personagem já tenha passado pela região correspondente.

Além disso, é importante ressaltar que cada personagem tem um local de inicio no Sphere Grid que melhor corresponde às suas características de batalha. Mas nada impede você, com o decorrer do jogo, personalize os personagens, a seu bel-prazer.

Outra grande sacada vinda com o Sphere Grid, é que as armas não mais definem o nível de poder de ataque, sorte de esquiva, evasão, entre outros. Tudo isso provém do conhecimento e utilização do Sphere Grid, cabendo às armas, somente adicionar elementos e proteção maior para o personagem em batalhas, não alterando de forma alguma assim, os atributos do personagem.

It´s battle time

Outra alteração provinda da brilhante mente de Toshiro Tsuchida é o renovado sistema de batalha.

Diga adeus aos modos de batalha de Final Fantasy VII, VIII e IX baseados em escolhas do menu em Active Time. Diga adeus também ao simples sistemas de turnos de Final Fantasy I ao VI. Final Fantasy X oferece algo, que como o próprio Sphere Grid, parece simples mas não é.

Ao se iniciar uma batalha, imediatamente aparece uma janela ao lado direito superior da tela. Esta é a janela que determina o turno que cada personagem da batalha, inimigo ou aliado, fará seu movimento. Seja este movimento de ataque ou de defesa. Com isso, muita gente tem a ideia de que as batalhas ficam mais fáceis e bobas. Mas o que se vê é a completa antítese desta ideia inicial.

Sabendo quem vai realizar um movimento em determinado momento, é possível realizar estratégias mais inteligentes para as batalhas. Tendo em vista a quantidade de chefes e inimigos espalhados pelo game, o numero de estratégias para vencer as batalhas é enorme. Sem contar que conhecer profundamente o inimigo que está enfrentando é fundamental uma estratégia correta e assim vencer a batalha.

A ordem de movimentação mostrada na janela de turnos, é obviamente baseada nos atributos indiretos de cada personagem. Ou seja, uma boa utilização do Sphere Grid é fundamental para que o jogador tenha muito mais turnos favoráveis para si.

Outra novidade muito interessante está no aspecto do grupo de batalha, que não precisa ser mais fixo como em Final Fantasys anteriores. Agora é possível trocar à vontade os personagens durante uma batalha. Assim todos podem receber AP que uma batalha proporciona, desde que todos os persoinagens realizem algum tipo de movimento dentro da batalha.

Existe agora durante as batalhas mais importantes de Final Fantasy X o comando Trigger. Esta novidade deve ser usada sempre que possível for, pois pode lhe render itens, ou ainda, mais turnos para seus movimentos de seus personagens. Agora, a maior das novidades em campo de batalha de Final Fantasy X se dá quando um Aeon é evocado. O ser evocado não vem ao campo apenas para realizar um ataque e ir embora. Aeons quando evocados por Yuna se tornam personagens com seus próprios HP, MP e todos os outros atributos de um personagem comum.

Quando o Aeon vem a campo, todos os outros personagens saem dele, menos Yuna, que dá os comandos para o Aeon realizar durante a batalha. Cada Aeon tem seus comando de ataque, defesa, magia, habilidades especificas e overdrive. Alem destes, existe a opção de boost, que faz com que o Aeon se torne mais forte fisicamente para ataques, porém mais fracos na defesa. Caso não queria que o Aeon fique até o fim da batalha, basta mandá-lo embora. Assim, os personagens que estavam em campo de batalha volta, e a luta prossegue de maneira normal.

Limit Breaks? Não mais…

Alguns antigos conceitos retornam em Final Fantasy X com uma nova nomeclatura. Agora, os conhecidos Limit Breaks de FF VII, ou Trances de FF IX são chamados de Overdrive em Final Fantasy X. Mas como não podia deixar de ser, eles tem suas características próprias.

Assim como nos Limit Breaks, uma barra vai aumentando durante a batalha, e quando cheia, é possível usar golpes mais poderosos, os chamados Overdrives. Entretanto, em Final Fantasy X é possível escolher em que situações estas barras vão se enchendo, ao contrário de FF VII, em que somente se enchia se o personagem apanhasse. É possível escolher que a barra de Overdrive se encha sempre que se receba um golpe, ou sempre que se aplique um golpe, ou mesmo que se cure um companheiro em batalha. Desta forma, até mesmo neste aspecto é possível adequar o personagem a suas maiores forças, para maximizar seu potencial em batalha.

Já com as barras Overdrives dos Aeons, somente é possível enchê-las de dois modos: batendo ou apanhando. Outra coisa que mudou somente de nome, foram os criticals, que agora tem o nome de Overkill.

Como assim 99999?!

Já era algo batido, que o máximo de dano possível a ser realizado em um ataque era de quatro dígitos, ou seja, 9999. Está certo que Summons como Knights of the Round (FFVII), Éden (FFVIII) e Arc (FFIX), tiravam no fim das contas muito mais do que isso. Entretanto, Knights os the Round era composto de vários ataques de no maximo quatro dígitos, então não deve contar. Já Éden e Arc sim, tiram cinco dígitos de dano com apenas um golpe. Mas Éden e Arc não são personagens, são Summons. Então, o limite dos personagens de todo Final Fantasy era de quatro dígitos. Isso mesmo, ERA!

Em Final Fantasy X , todos os personagens podem ultrapassar, tanto em magia, quanto em ataques físicos o limite de quatro dígitos de dano. Para isso é necessário encontrar as armas celestiais de cada um dos personagens e equipá-las com os itens celestiais. Aqui se segue à lista com o nome das armas e itens de cada uma.

Tidus: Arma celestial, Caladbolg. Itens celestiais, Sun Crest e Sun Sigil.

Yuna: Arma celestial, Nirvana. Itens celestiais, Moon Crest e Moon Sigil

Lulu: Arma celestial, Onion Knight. Itens celestiais, Vênus Crest e Vênus Sigil.

Auron: Arma celestial, Masamune. Itens celestiais, Mars Crest e Mars Sigil.

Wakka: Arma celestial, World Champion. Itens celestiais, Júpiter Crest e Júpiter Sigil.

Kimahri: Arma celestial, Spirit Lance. Itens celestiais, Saturn Crest e Saturn Sigil.

Rikku: Arma celestial, Godhand. Itens celestiais, Mercury Crest e Mercury Sigil.

É possível também ultrapassar o limite de quatro dígitos no HP de cada personagem. Para tal, é necessário, alem de se alcançar isso se utilizando do Sphere Grid, conseguir uma gorda quantidade do item Wings to Discovery, para forjar o item que deverá ser unido a vestimenta protetora do personagem. Tal trabalho é árduo, pois o Wings to Discovery é um item raro. Portanto, algo difícil de se conseguir.

Suborno de monstros?!

Em Final Fantasy X , na região de Calm Lands, é possível encontrar o Monster Arena. Tal localidade serve para você, após pagamento de uma taxa, batalhar contra o monstro escolhido para garantir itens e serve de treino para seus personagens.

Entretanto, para poder batalhar com tais monstros, é preciso primeiro matá-los durante o game com uma arma especial de captura, que deve ser comprada na própria Monster Arena. Quando estiver bem próximo ao fim do game, e já tiver capturado um monte de todos os monstros do game, é que aparece a grande sacada do Monster Arena.

Volte até lá e vai perceber que existem monstros novos, que não podem ser encontrados durante o game regular. É com estes seres que você vai conseguir itens como o Wings to Discovery. Mas nem pense em lutar contra eles ainda, pois a derrota vai ser vergonhosa. Para ganhar estes itens mais raros, basta subornar o monstro com a habilidade Bribe, inicialmente aprendida por Rikku. Desta forma você paga um valor ao monstro, valor este normalmente absurdo, e então ele lhe entrega o item e vai embora. Assim além de se livrar de uma derrota vergonhosa, ainda ganha um item raro e muito útil, desde que você saiba o que fazer com ele.

Novidades na exploração

Em um game cheio de novidades em relação a seus antecessores, o fator exploração dos mapas em Final Fantasy X não podia ficar fora dessa onda. Inicialmente, a grande mudança é em relação ao mapa, que não é mais em SD (super deformed), mas sim em tempo e tamanho real, Ou seja, não mais ver sua nave do tamanho de uma cidade inteira e depois de ter adentrado a cidade, tudo estar em tamanho real. Tal fator faz do game ter uma ambientação mais realista e nos dá uma impressão da grandiosidade do mundo de Spira.

Uma vez que tudo se passa em tempo real, acabou-se a mamata de se salvar o game em qualquer local do mapa. Somente é possível salvar o game nos locais específicos de game save. Em contra partida a essa limitação, agora sempre que o ícone de save game for acionado, o HP e MP de seus personagens e Aeons se refazem imediatamente.

Outra novidade é o mapa da região em que o jogador está no canto superior direito da tela. Alem de não deixar o jogador absorto na localidade até que ele se ambientalize completamente com o local, mostra por intermédio de uma seta vermelha, para onde ele deve ir para dar proseguimento ao game.

Além disso, uma novidade importante no game são os Cloister of Trials. Estes são enigmas em tempo real que devemos resolver para, além de dar continuidade ao game em certos momentos, conseguirmos os Aeons do game. Todos os Aeons do game, tirando a Magus Sisters, são conseguidas por intermédio do Cloister of Trials. E sejamos cinceros, sem os famosos Summons, Final Fantasy não seria tão legal.

Um nome, mil melodias: Nobuo Uematsu!

Se existem dois gênios do mundo sonoro dos games são eles Yuzo Kojiro (Streets of Rage por si só prova isso) e Nobuo Uematsu. Compositor oficial de todo game verdadeiramente Final Fantasy (esqueçam FFX2 por favor), Nobuo Uematsu mostra novamente, em Final Fantasy X , o porquê de ser tão conceituado em sua área.

Com novas composições belíssimas como o tema de Zanarkand, ou mixagens de tiradas clássicas como a fanfarra da vitória, Nobuo Uematsu motiva o jogador com novas sensações musicais e nostálgicas, o que faz do setor musical de Final Fantasy X perfeito.

Depois disso não preciso falar muita coisa aqui, pois novamente a palavra perfeito, resume muito bem tudo o que eu falaria.

Eles falam, e você escuta

Finalmente! Vozes. Agora as falas mais importantes, e todas as CGs apresentam as vozes dos personagens principais. Depois de anos jogando com personagens mudos, parece até um sonho ver os personagens de Final Fantasy conversando. E apesar de ser a primeira vez na história, aconteceu em grande estilo. As dublagens de Final Fantasy X são absolutamente fantásticas, um trabalho digno de oscar. Não ficaram devendo em nada para nenhum Metal Gear da vida.

Todas as vozes se encaixaram perfeitamente com os personagens, desde a rigidez de Lulu, à serenidade de Yuna e a imponência de Seymour. Dublagem esta de Seymour que em especial, ficou extremamente profissional. Com certeza o dublador deste personagem estava inspirado durante os trabalhos de dublagem.

Mesmo durante as batalhas, os personagens gritam, gemem de dor ou mesmo evocam suas magias ou conversam entre si quando necessário. Infelizmente, não foi possível dublar todas as falas do game, pois não haveria espaço para tudo isso mesmo se a Square tivesse se utilizado de três DVDs para o game. Mas isso não chega a ser nem de perto uma falha. Quem sabe em um Blue Ray, isso não vem a ser uma realidade.

Imagine ver os personagens de Final Fantasy VII conversando. Sephiroth, Cloud, Aeris… Sonhar não é proibido aqui é?!?!?!

Visual em tempo real!

Foi-se a época em que tínhamos que nos acostumar com um cenário pré-renderizado, e com personagens sem expressão e com poucos polígonos em Final Fantasy. Afinal, graças ao magnífico trabalho da Square em extrair o poder do PS2, Final Fantasy X conserta tudo isso de uma vez por todas.

Todos os cenários de Final Fantasy X são construídos poligonalmente em tempo real. Todos muito belos e detalhados, conseguem mostrar ao jogador, toda a densidade que o enredo e a música pedem. Desde a melancolia e misticismo de Zanarkand, até a euforia e borbulhencia de Luca. Além disso, não existe mais a necessidade de os personagens usarem gesticulações caricaturizadas para transparecerem emoções com amor, raiva, ironia, risos…

Graças a engine gráfica do jogo, os personagens de Final Fantasy X se parecem com seres humanos, gesticulam como tal e tem expressões faciais dignas. Ou seja, um personagem sente dor ou alegria, isto é verificado na hora por expressões faciais e gesticulações características de um ser humano para com tais sensações.

Tal fator deixa o game muito mais denso em seu sentido de enredo, e agradável para quem joga pois se sente muito mais próximo dos acontecimentos vividos pelos personagens.

As eternas CGs da Square

Como não podia deixar de ocorrer, Final Fantasy X tem um número gigantesco de CGs durante seu proseguimento. Além de serem importantes para dar um brilho maior no game, as CGs de Final Fantasy X tem uma qualidade irrepreensível, mesmo para os padrões atuais.

Prova disso é a primeira CG do game, que introduz Auron e na qual mostra o suposto ataque de Sin a Zanarkand, enquanto um game de Blitzball com Tidus acontecia.

Outra cena de CG belíssima, e que mostra uma leveza de movimentos incrível, é a cena que em Yuna realiza uma dança em Kilika, para enviar as almas daqueles que foram mortos no último ataque de Sin para o Farplane (um tipo de mundo dos mortos do game). É claro que cenas em CG como o apresentação de Onimusha 3 e as CGs do Próprio Final Fantasy XII são muito melhores. Mas o fato é que para a época em que foi lançado Final Fantasy X, sua CGs são fantásticas, sendo consideradas muito boas ainda para os padrões atuais.

Mas… e as falhas?

Bom, honestamente não vejo nenhuma falha em Final Fantasy X. Entretanto, há quem diga que Tidus não é um herói tão bom quanto Cloud e Squall foram em FF anteriores e que o enredo deste game é muito mais fantasioso que o de FFVII, considerando isso como uma falha.

Quanto a mim, acho que Tidus tinha que ter aquela personalidade, pois o game demandava isso. Alguém como Cloud e Squall ali não deixaria o enredo, dentro destes moldes, ser tão fluido como o foi.

Segundo, quanto ao enredo ser mais fantasioso. E daí? Já não basta a realidade para satisfazer os realistas de plantão não? A verdade é que o enredo não é assim tão fantasioso se o jogador tiver um pouquinho de cérebro e conseguir tirar de Final Fantasy X as mensagens mais sérias e verídicas de toda a fantasia do game.

Critica parecida, por exemplo, aconteceu com o enredo de Metal Gear Solid 2, sendo que este game, tem um dos enredos mais filosóficos e realistas de todos os tempos. Está passando da hora de os jogadores começarem a desdobrar o significado de certas passagens e enredos de games mais inteligentes. Criticar por criticar é muito fácil.

Conclusão: Bom, termino aqui esta análise de Final Fantasy X. Uma das maiores obras primas da Square para PS2, e também para a história dos videogames. Espero que esta tenha feito um décimo de jus do que o game realmente merece. Tentei aqui mostrar os principais pontos do game, e as principais considerações acerca deste fabuloso universo. Se ele é melhor do que o famoso Final Fantasy VII? Não sei dizer, responder a isso seria uma covardia, pois o efeito de nostalgia que Final Fantasy VII passa, enévoa uma resposta justa. Mesmo porque isso não importa. Comparar estes games seria uma mera frivolidade daqueles que gostam de arranjar picuinhas com qualquer coisa. O correto é dizer Final Fantasy X carrega com todo o orgulho possível e desejável o nome Final Fantasy. O correto não é comparar duas obras primas, mas sim contemplá-las da melhor forma possível e aproveitar delas, o que cada uma tem de melhor. O que isso quer dizer? Jogue Final Fantasy VII e Final Fantasy X, pois assim com certeza, vai ser feliz por muito tempo.

Nome: Final Fantasy X

Sistema: PlayStation 2

Desenvolvedora: Squaresoft

Ano de Lançamento: 2001

Nota da análise: 10/10

+ Tudo, desde a caixinha do game!

 O que você espera ler aqui? Isso não existe em Final Fantasy X

comentários
  1. Greg disse:

    Ei você , que fala mal do Tidus

    Se não fosse por ele , aonde estária o universo por causa de sin ?

    Braska Final Aeon ( JECHT )

    Comandaria o mundo e o universo todo , o destruindo

    Fez bem o Tidus derrotar Jecht , o Chefe final do Jogo Final Fantasy X ‘-‘

    Então ele é um grande herói concerteza

    • Greg disse:

      Ei você , que fala mal do Tidus

      Se não fosse por ele , aonde estária o universo por causa de sin ?

      Braska Final Aeon ( JECHT )

      Comandaria o mundo e o universo todo , o destruindo

      Fez bem o Tidus derrotar Jecht , o Chefe final do Jogo Final Fantasy X ‘-’

      Então ele é um grande herói concerteza

      Obs: Jecht controla Tidus

  2. Greg disse:

    Ei você , que fala mal do Tidus

    Se não fosse por ele , aonde estária o universo por causa de sin ?

    Braska Final Aeon ( JECHT )

    Comandaria o mundo e o universo todo , o destruindo

    Fez bem o Tidus derrotar Jecht , o Chefe final do Jogo Final Fantasy X ‘-’

    Então ele é um grande herói concerteza

    Obs: Jecht comanda Sin

    • Franklin Orelha disse:

      Bem quanto ao jogo ser muito fantasioso, afinal estamos falando de Final “FANTASY”, se não fosse fantasioso não seria ele…
      Depois de FF VII pra mim esse é o melhor de todos…

  3. Emmanuel disse:

    Pra mim, sem dúvida nenhuma o melhor jogo da série!

  4. João Renato disse:

    “E assim foi de Final Fantasy I até Final Fantasy IX.”
    Erro, em Final Fantasy 2 também não havia “Level ups”; o que evoluia era os status de acordo com o uso deles, quanto mais usava-se magia, maior ficava a “INT” e o nivel da magia aumentava, quanto mais defendia, maior a velocidade, (sdp), quanto mais levava dano, maior a defesa, e hp, atacando com determinada arma, aumentava a força, e eficiencia com aquela arma.

  5. João Renato disse:

    ponto fraco de FFX é que ele é linear demais, não há escolha, tem de seguir aquele caminho pré-determinado (o que não ocorre nos VII, VIII, e IX onde se pode sair do caminho pré-estabelecido para fazer as side-quests; ou meramente ganhar mais experiencias explorando locais com inimigos mais fortes)
    o fato de ter um mapa indicando o caminho “correto” também atrapalha, deixou ele fácil demais; não tem mais como se ficar perdido.

    • Eduardo Farnezi disse:

      Opa joão!
      Antes de mais nada, obrigado pelos comentários.

      Realmente “passou batido” a questão de Final Fantasy II. Realmente o sistema de evolução é como o mencionado por ti, tenho de fazer uma pequena alteração posteriormente na análise.
      Quanto a ser linear, bom, ele realmente é mais linear do que o sétimo, oitavo e nono (meu favorito para o PSX) games da sére, mas não chegou a me incomodar tanto assim. Ao contrário de Final Fantasy XIII que me dá pesadelos até hoje….

    • Anônimo disse:

      Dizer que um jogo de video game/pc linear é a mesma coisa que falar que um círculo é circular… todos os jogos tem finais determinados, isso sim é linear, logo todos os jogos são lineares, tem um objetivo a cumprir ou vários (cada um com seu fim), tudo previamente determinado. Chrono Triger é excelente por terem vários finais e enredo fantástico, mas não deixa de ser um jogo com todos os caminhos definidos, basta vc escolher. e FFX tb tem side quests tb, monster arena, armas celestiais, blitzball…

  6. FFX nem é tão linear assim, como já disseram aí antes, tem várias sidequests e outras coisas pra se fazer…. claro, não chega perto de um FF VII, VIII e IX, mas tb não é um FFXIII, esse sim, bastante linear em que só anda em linha reta….

  7. Anônimo disse:

    HUEHUEHUE

  8. Anônimo disse:

    bom de joga

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