Captain Commando – clássico game de pancadaria da Capcom para os fliperamas!

Publicado: 22/08/2012 por Márcio Alexsandro Pacheco em Análises, Arcade, Super Nintendo
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Capcom definiu bem o gênero beat’m up (luta de rua) nos arcades durante os anos 80/90, oferecendo vários bons títulos para o pessoal gastador de fichas. E muitos desses títulos acabaram ganhando versões caseiras, como é o caso de Captain Commando”, lançado em 1991 para os arcades e saindo em 1995 para o Super Nintendo (uma versão para Sega CD também estava prevista, mas foi cancelada). Também foi lançado para PlayStation, PlayStation 2, Xbox e PSP (mas a análise abaixo é só para a versão arcade/snes).

A versão para arcade é bem bonita, com gráficos e visuais detalhados e coloridos, boas animações e sprites grandes dos personagens e inimigos. A interface do jogo lembra muito a de Final Fight, da mesma produtora (e que serviu de base para muitos outros games lançados depois), e até a história se passa no mesmo local onde Haggar, Guy e Cody lutaram para salvar Jessica. Quatro pessoas podiam jogar simultaneamente, o que era diversão garantida.

 

Captain Commando nos arcades, belos visuais

 

já no SNES era essa tosquice, mas continuava divertido

A história, tirada de algum filme scifi trashzão, é o seguinte: no ano de 2026, uma onda de crimes ocorre na cidade de Metro City (a mesma de “Final Fight”). Uma gangue de super-criminosos geneticamente/ciberneticamente alterados ameaçam toda a Terra e a Galáxia. Agora para salvar o dia, os jogadores podem escolher entre quatro membros do “Team Commando”:

Captain Commando: O líder da equipe (e o mesmo personagem do clássico do NES “Section Z”, de 1987), usa luvas de energia que lança golpes elétricos e de fogo. Personagem bastante equilibrado entre força e velocidade.

Ninja Commando: Um mestre nas artes marciais/ninjutsu, ele pode atacar com uma espada ou ainda shurikens. Ele é bastante ágil, mas não é tão forte. Há quem diga que ele possa ser filho ou discípulo de Guy, de “Final Fight”.

Baby Commando: Por mais bizarro que pareça, temos também um bebê superdotado criado em laboratório, que pilota um robozão que ele mesmo construiu, que é bastante forte e surpreendentemente rápido.

Mummy Commando: Seu nome é Mack, um cientista que teve o seu corpo desfigurado. Ele utiliza um par de facas envenenadas com uma poção que acelera o envelhecimento em segundos. Ele é o mais lento, porém possui a maior resistência.

A versão para Super Nintendo sofreu uma queda bastante grande de qualidade em relação aos gráficos e músicas, mas ainda assim continua sendo um game divertido de se jogar. Os quatro personagens estão lá e todos os cenários também, e é possível jogar com dois jogadores simultâneos. As cenas mais violentas e sangue foram cortados (como já era de se esperar), e os três tipos de robôs que existem no arcade para o jogador controlar, também foram retirados. Mas boa parte do conteúdo original está lá, de uma maneira satisfatória.

O jogabilidade é bem simples e utiliza apenas dois botões, como em “Final Fight”. O bacana é que há várias armas disponíveis, como um martelão, shurikens, pistolas, granadas, rifles e até lasers (e no arcade os três mechs já mencionados, que podem atacar com golpes físicos, fogo e gelo).

 

versão arcade contava com 3 tipos de mechs pra ajudar na pancadaria

Algo que chama a atenção, principalmente por se tratar de um beat’m up, é a grande variedade de inimigos que aparecem (até mesmo no SNES). E assim como os protagonistas, os vilões são tão bizarros quanto. São sujeitos geneticamente alterados, ninjas (muitos deles), mascarados, marombados, monstros e afins. Destaque para os chefões, que mantém o padrão de bizarrice.

Os cenários também contam com uma boa variedade, passando pelas ruas da cidade, museu, aquário, circo, e até uma fase em cima de uma prancha de surfe, ao melhor estilo “Teenage Mutant Ninja Turtles Arcade”. São nove fases no total, sendo a batalha final na base inimiga no espaço.

 

versão SNES bem mais limitada, com bem menos inimigos na tela

Na parte sonora, “Captain Commando” ficou devendo bastante. As músicas são chatas, mesmo na versão arcade (e no Super Nintendo são insuportáveis, recomendo ligar um rádio ou uma lista de músicas de sua preferência –  pelo menos para mim, chegam a dar dor de cabeça), assim como os efeitos sonoros, que não tem nenhum destaque e fazem o mínimo do básico.

O título nunca teve uma sequência, mas o personagem Captain Commando chegou a participar dos dois primeiros “Marvel vs Capcom”, além dos jogos “Capcom World 2”, “Namco vs Capcom” e “SNK vs Capcom”. Também aparece ao fundo no estágio de Ken em “Street Fighter Alpha 2″.

veja a versão arcade abaixo

Conclusão: “Captain Commando” fez bastante sucesso nos arcades com os seus belos gráficos, jogabilidade prática e dviersão para até quatro jogadores simultâneos. A versão para SNES saiu já na época em que o console estava sendo esquecido, e mesmo assim ele não possui o mesmo brilho que a versão arcade (mas pode divertir se você jogar com um amigo).

Nome: Captain Commando

Sistema: Arcade, Super Nintendo

Desenvolvedora: Capcom

Ano de Lançamento: 1995

Nota da análise: 8/10 (arcade) – 5/10 (SNES)

+ Bons gráficos e animações (arcade)

+ Jogabilidade prática e precisa

+ Grande variedade de inimigos e cenários

+ Diversão garantida para 4 quatro jogadores (arcade)

 Trilha sonora poderia ser melhor

 Versão do SNES é bem lenta

“I am Captain Commando!”

comentários
  1. Almir Roberto disse:

    Tenho umas 15 maquinas arcade para venda.Interessam?Só maquinas de video.
    Entre em contato com o Robson.
    Ele te explica melhor, ok?
    Att,
    Almir
    almirfish@ig.com.br
    Responder · Curtir · Parar de seg

  2. Garanhao italiano disse:

    Joquei muitoooooooooo . hoje tem o emulador do Neo Geo com varios roms que tem inclussive o Captain Commado.

  3. Santi disse:

    Da pra jogar no emulador MAME, é bem legal.

  4. Volnei disse:

    No meu tempo de vicio, terminava este jogo só com uma ficha, agora no emulador com créditos infinitos, só mesmo morrendo umas cem vezes

  5. fabio silva disse:

    quanto é as 15 maquinas valeu.

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