Super Star Wars – uma excelente adaptação do clássico geek para a tela do SNES!

Publicado: 28/08/2012 por Márcio Alexsandro Pacheco em Análises, Super Nintendo
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A long time ago in a galaxy far, far away…

Em uma época não tão distante assim, a LucasArts, junto com a Sculptured Software, lançavam em 1992 um dos maiores clássicos dos jogos de plataforma no Super Nintendo: “Super Star Wars”. Seria o primeiro, de três brilhantes games, baseados na trilogia original da saga “Star Wars”, que adaptavam de forma bastante competente a narrativa, a atmosfera, a música e toda a mitologia dos filmes, em um único (ou três se contar todos) cartucho de videogame. Sem dúvida uma das melhores conversões de filme para games (coisa que hoje em dia é bem difícil de se fazer).

“Super Star Wars” é na verdade um remake de “Star Wars”, jogo não muito conhecido lançado em 1991 para o NES e Master System, e para os portáteis Game Boy e Game Gear. Apesar do termo “Super” estar presente em 90% dos títulos do SNES (e muito deles de “super” não tinham nada), ele foi muito bem aplicado aqui, revelando ser um jogo bastante superior ao seu irmão 8 bits.

 

Luke começa sua aventura nas areias de Tatooine – o chefão Sarlacc aparece somente no terceiro filme

A história é baseada no primeiro filme de 1977, “Star Wars Episode IV: A New Hope”, que todo mundo que não more em uma caverna ou em outra galáxia, já deve conhecer. Mas caso você tenha passado os últimos 35 anos vivendo numa caverna de Platão, aqui vai um breve resumo: Você é Luke Skywalker, um simples fazendeiro do planeta Tatooine que sonha com grandes aventuras no espaço. O terrível Império Galáctico é quem controla a galáxia, sendo representado pelos malévolos Darth Vader e o Imperador Palpatine, que estão atrás da Princesa Leia Organa, acusada de fazer parte da resistência ao Império, a Aliança Rebelde, e de ter roubado os planos do projeto secreto imperial, a Estrela da Morte. Leia é capturada, mas ela consegue esconder os planos na memória do droide R2-D2, que junto com o seu parceiro C-3PO, conseguem escapar para o planeta Tatooine.

E aqui começa a o jogo, com você controlando Luke pelos cenários desérticos do planeta, até encontrar os droides (que por sua vez buscam pelo ex-cavaleiro Jedi Obi-Wan Kenobi, que mora numa caverna). Há, é claro, algumas adaptações do roteiro original para favorecer a mecânica e desafio do jogo (como a inclusão do monstro Sarlacc), mas nada de preocupante. São 11 fases (todas inspiradas em cenários do filme, como a clássica cantina, o porto de Mos Eisley e logicamene a Estrela da Morte) de ação plataforma 2D da melhor qualidade, além de três fases que utilizam muito bem o Mode 7 do SNES (a fase do X-Wing, no final do game, é sensacional – para a época foi uma grande revolução) e a última é de dentro da cabine de sua nave, em missão para destruir a Estrela da Morte. A dificuldade é acima da média, para Sith nenhum botar defeito, então não espere por muita moleza.

 

as fases em Mode 7 impressionam

Os controles respondem rapidamente aos seus comandos, apesar dos pulos serem um pouco imprecisos e travados, especialmente na hora de alcançar plataformas mais altas. É possível controlar, além de Luke, também Han Solo e seu companheiro peludão Chewbacca. Enquanto Han é ligeiramente mais ágil, Chewie possui uma barra de energia um pouco mais longa que os outros dois personagens, o que pode ser a salvação em fases mais difíceis. E tanto Chewie como Han começam com a pistola com poder de fogo maior que a de Luke, que por sua vez é o único que pode usar o sabre de luz (mas apenas por ser “legal”, já que como arma em si é bastante inútil, sendo a pistola melhor opção para matar os inimigos). A pistola pode ganhar alguns power-ups, ficando mais forte até atingir o último nível, Plasma (ao morrer ela volta para o tiro básico). Não espere usar os poderes da Força, já que, como no filme, Luke ainda não aprendeu nada (coisa que muda nos games seguintes).

Os gráficos são bem feitos, grandes e detalhados na tela, especialmente dos heróis principais e dos inimigos, todos baseados da biblioteca dos filmes, então pode esperar por um design artístico impecável. Os cenários de fundo são simples (coisa que mudou nos jogos seguintes), mas captam bem a essência e atmosfera do filme, com áreas bastante variadas e criativas. Entre as fases temos algumas cut-scenes, com legendas com diálogos do próprio filme, que ajudam a contar a história e aumentam a imersão no game.

 

a famosa cantina de Mos Eisley com seu tema musical característico e dentro da Estrela da Morte

Já a trilha sonora é baseada nos fantásticos temas orquestrados de John Williams, e claro que muito se perdeu na conversão, mas mesmo assim apresentam uma qualidade magnífica e não deixam nada a desejar aos originais, e pode até arrancar algumas lágrimas de emoção de fãs mais antigos e sensíveis (escute alguns deles abaixo e comprove por si mesmo a qualidade musical). Os efeitos sonoros também estão ótimos, bem variados e barulhentos (talvez até um pouco demais, as vezes o som da pistola chega a irritar).

 

a emocionante última fase pilotando sua X-Wing e encarando Darth Vader

Conclusão: “Super Star Wars” é um jogo bem feito e extremamente divertido, com uma boa dose de desafio (jogue no modo Jedi para ver se você é bom no uso da “Força”). Um clássico do estilo plataforma 2D, que serviu ainda de base para as duas sequências, e que retrata de maneira fiel uma das maiores obras do cinema geek. Simplesmente imperdível. E “may the Force be with you!”

Nome: Super Star Wars

Sistema: Super Nintendo

Desenvolvedora: LucasArts

Ano de Lançamento: 1992

Nota da análise: 10/10

+ Excelente adaptação filme/game

+ Fases em Mode 7 sensacionais

+ Trilha sonora

+ Três personagens jogáveis

 Os pulos são imprecisos

 Poderiam ter investido mais no uso do sabre de luz

Remember, The Force Will Be With You…Always!

comentários
  1. Tyr disse:

    E nem precisava ser bom, bastava o nome.

  2. LinkueiBR disse:

    Os 3 jogos são uma boa lição de como se fazer um jogo de ação. Mais do que baseados nos filmes, eles expandiram o universo Star Wars! Os próprios criadores certa vez falaram que utilizaram arquivos da Lucasfilm para aplicar no game, por isso várias coisas que eram mencionados nos filmes mas nunca vistas agora era aplicado no jogo como os Woomp rats que Luke menciona que treinava atirando nas tocas, Kalhar o personagem que aparece no jogo de xadrez agora é um inimigo da Cantina, a cutscene inicial que era um dos conceitos originais para o filme como Luke visualizando os androids no horizonte entre outras coisas. O contra foi a limitação de memória dos jogos, os criadores tiveram que remover fases e inimigos da versão final do jogo. Pois no Super Star Wars teria um sistema de treinar os reflexos (igual ao filme) e a fase compactadora de lixo, já no Super Empire Strikes Back haveria a fase da câmara de congelamento com o Luke e não com o Han (era mostrado no manual do jogo), já o Super Return of the Jedi acho que ficou sem grandes cortes tirando é claro a falta de Boba Fett, talvez porque ele foi morto no Super Empire). Finalizando esses foram os melhores “ports” de Cinema>Video Game, Belos jogos de ação que deveriam ser seguidos, e provando mais uma vez que quando os jogos são criados por fãs a qualidade é indiscutível.

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