Arquivo de agosto, 2012

Se você tinha um Super Nintendo ou um Mega Drive em meados dos anos 90 certamente deve se lembrar de “Rock n’ Roll Racing” (RRR), jogo de corrida lançado pela Silicon & Synapse (hoje mais conhecida como Blizzard Entertainment). Bem antes do surgimento de “Guitar Hero”, RRR se destacou no mercado por apresentar em sua trilha sonora clássicos do rock ‘n roll licenciados para uso no game. Certamente muitos rockeiros por aí ouviram os seus primeiros solos de guitarra ao som de Deep Purple ou Black Sabbath na trilha sonora deste game.

Mas claro que o jogo não consistia apenas das músicas, ele era muito divertido e viciante, principalmente por não se tratar de um jogo convencional de corrida. Aqui você pode jogar sujo, tirar os seus adversários para fora da pista, ou até mesmo mandá-los para os ares em mil pedacinhos, com tiros e bombas voando para todo o lado. Se jogado no modo para dois jogadores então, pode esquecer a corrida, pois cada jogador vai querer apenas ferrar com o amigo (eu quando estava na frente, ficava parado numa curva só esperando meu colega retardatário passar para eu mandar um míssel nele!).

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“o garanhão italiano”

Estamos de volta com mais um Top 10 para os nossos queridos leitores, desta vez trazendo os 10 maiores Canastrões dos Videogames. O termo “canastrão” é geralmente usado no cinema, para indicar maus atores, que não possuem conhecimento, técnica ou aptidão para o papel que estão empenhando (e não um jogo de canastra grande). Sabe aquele teu amigo que gosta de pagar de galã (ou aquela mina querendo bancar a gatinha)? Então, eles são canastrões. Mas veja bem, nem sempre isso significa ser algo ruim, as vezes graças a sua cara de pau e atitude, o ator acaba desempenhando bem esse papel (Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger que o digam). Pensando nisso, resolvemos fazer um Top 10 Canastrões dos Videogames (acho até que algo inédito), que são aqueles personagens que forçam a barra, mas que mesmo assim os gamers adoram (ou não). E sim, já sabemos que vai ter um monte de gente de mimimi, reclamando desse personagem na lista, ou da falta daquele outro. Por isso fiquem a vontade para usar o espaço de comentários e deixar suas opiniões educadas e coerentes.

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“F-Zero” sem dúvida foi um marco na história dos videogames. Lembro de ter me impressionado muito mais com ele do que com “Super Mario World”, quando do lançamento do Super Nintendo lá no início dos anos 90. Isso porque ele demonstrava realmente do que o console era capaz de realizar com a sua então revolucionária tecnologia batizada de “Mode 7” (e além disso era mais uma produção do mestre Shigeru Miyamoto).

Junto com o famoso Top Gear, é um dos melhores games de corrida no console. E não são corridas quaisquer, mas sim disputas espaciais futuristas (um dos primeiros a apresentar essa novidade para o gênero). Os “carros” aqui são os hovercars, veículos que se elevam a alguma distância do chão através da tecnologia de repulsão (e que você já deve ter visto em alguns filmes de ficção científica por aí).

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Seguindo a onda das coleções de remakes em HD, a Konami chamou a Hijinx Studios para dar uma “atualizada” em alta definição de uma das suas mais importantes franquias: “Silent Hill”. Você, jogador do primeiro PlayStation, deve se lembrar do grande sucesso que foi “Resident Evil”, lançado em 1996 e consolidando o gênero “survival horror” no mercado.

Em 1999 a Konami lançaria o seu primeiro “Silent Hill”, sendo que o seu principal rival já estava no terceiro capítulo “Resident Evil 3: Nemesis”. Mas diferente do jogo da Capcom, a Konami lançou no mercado um survival horror em que a ação ficava em segundo plano e priorizava a ambientalização e oterror psicológico, o que inovou e deu um novo gás ao já saturado gênero.

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Desde 2007 com o Wii Fit (Nintendo) os consoles vem inovando para incentivar os gamers sedentários a perder peso e a se movimentarem. A cada dia aumenta o número e variedade de  jogos e aplicativos que ajudam nas atividades físicas. Já existem até redes sociais em que o usuário compete em corridas com outros parceiros de diversas localidades do mundo.

Com o auxílio de um relógio no pulso que funciona como uma espécie de personal trainer, ele mede a frequência cardíaca e as calorias gastas durante o dia inteiro, não é uma maravilha? Com isso só fica parado quem quer.

Na loja virtual iTunes, da Apple, existem mais de 8 mil aplicativos na categoria Saúde e Fitness. Os s programas de exercícios para smartphones evoluem e mostram resultados cada dia mais interessantes. Além de fazer as atividades, a pessoa se conecta com outras pessoas que passam pela mesma situação, que querem perder peso, por exemplo.

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Faz tempinho que os games não ficam só nas telinhas da TV, já invadiram as ruas e estão cada vez mais tomando conta da moda. Existem várias lojas especializadas no mundo geek/games em geral.

Com linhas incríveis de produtos que agrada todo mundo, pois a variedade é impressionate. Uma loja americana chamada Spencer’s, tem uma linha de biquinis com temas de alguns personagens da DC Comics, como por exemplo a Mulher-Maravilha e Batgirl. Confira algumas fotos desses produtos:

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A série “Devil May Cry” foi uma das responsáveis por revolucionar no gênero de games de ação, isso há mais de 10 anos atrás lá no saudoso PlayStation 2. Originalmente criado para ser uma sequência de “Resident Evil” (percebe-se algumas heranças deixadas aqui), a série ganhou novas proporções e assim Dante, o estiloso caçador de demônios, passou a ter sua casa exclusiva em uma nova franquia. Três títulos foram lançados no PS2, alcançando um grande sucesso, e elevando o nome do jogo e do seu protagonista para o panteão dos campeões dos videogames.

Um novo DMC foi anunciado e deve ser lançado em breve, jogo esse que não é uma sequência, mas sim uma tentativa da Capcom de renovar a série e começar tudo de novo. A maioria dos fãs está com um pé atrás, pelo o que foi mostrado até agora. Para tentar acalmar os ânimos (e atrair novos fãs), a Capcom espertona resolveu lançar uma coletânea dos três primeiros games, refeitos em alta resolução, para PlayStation 3 e pela primeira vez (uhuuull), também para Xbox 360.

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*Análise escrita originalmente no período de lançamento de Kingdon Hearts 2*

Enquanto o mestre dos mestres dos RPGs, o sr. Hinoburu Sakagushi, reinava supremo dirigindo seus games Final Fantasy, um nome ficava injustamente “deixado de lado”: Tetsuya Nomura.

Nomura, desde a sétima versão de Final Fantasy, sempre foi o designer de personagens oficial da série. E isso não é pouco, pois vêm dele os traços imortais de Sephiroth, por exemplo.

Após a saída de Sakagushi da Square, a produtora nunca mais consegui emplacar nenhum de seus futuros RPGs, a um patamar igualável a Final Fantasy 7. Nem mesmo os “futuros” Final Fantasy conseguiram tal feito.

Entretanto uma coisa sempre pode ser notada nos games Final Fantasy sem Sakagushi: O design dos personagens era incrível. O responsável disso: Tetsuya Nomura.

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Não foi sempre que a cultuada série Final Fantasy foi um sucesso. Assim como muitos outros jogos, ela começou no “ostracismo” e foi, pouco a pouco, mostrando a que veio. Para o NES, Final Fantasy I, II e III não foram grandes sucessos, em especial nos States. Já para o Super Nintendo, a coisa começou a mudar. Final Fantasy IV se revelou um grande game, e teve sua versão americana. Final Fantasy V, nem tanto, ficando apenas no mundo oriental inicialmente. Mas foi com Final Fantasy VI que a série enfim chegava ao status de fenômeno.

Considerado o maior dentre os Final Fantasy pela revista americana EGM, Final Fantasy VI cativou jogadores mundo afora com sua história cativante e com seus gráficos inacreditavelmente belos para os padrões SNES. Entretanto, foi com o fabuloso Final Fantasy VII que a série atinge o ápice. Além, de contar mais uma vez com uma história fabulosa e com animações em CG inovadoras para a época, Final Fantasy VII conta ainda com dois aspectos chave: Cloud e Sephiroth. O primeiro, psicologicamente falando, foi e ainda o é, o herói mais incrível de todos os games. Calado e reservado, Cloud era um cara difícil de entender, mas, com o desenrolar da trama se revela pouco a pouco. Essa revelação está intimamente ligada com aquele que até hoje é o vilão mais “ROX” de todos os tempos, e que o será, provavelmente, durante toda a eternidade. Sephiroth.

Bom, não preciso falar muito de Sephiroth, além do óbvio: O CARA É MUITO FODÃO!!! Mesmo porque, quem nunca ouviu falar de Sephiroth, deve ser de outra galáxia. Digo isto porque qualquer ser que resida neste sistema solar o conhece. Final Fantasy VII fez tanto sucesso, que ainda hoje somos presenteados com ramificações do mesmo, como o anime Last Order e o foderástico filme Advent Children, já analizado pelo Canto Gamer pelo mais foderástico ainda “Alucard”!

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Alguns gêneros de games foram, ao longo dos anos e da evolução dos consoles, sofrendo alterações ou simplesmente foram se extinguindo do mercado. Um desses gêneros é o RPG japonês, também conhecido como JRPG, que ganhou muita popularidade na época dos 16 Bits e do primeiro PlayStation, e começou a perder as forças na era PS2, sendo que hoje foi quase que completamente substituido pelos RPG ocidentais, como “Mass Effect”, “Dragon Age” e tantos outros.

Mas então eis que temos uma luz no fim do túnel para os amantes do JRPG: “Xenoblade Chronicles” para o Nintendo Wii. Desenvolvido pela Monolith Soft e dirigido por Tetsuya Takahashi (um dos pais da série Xenogears/Xenosaga). E claro que um nome de peso como o de Takahashi só nos poderia agraciar com uma obra-de-arte que utiliza todo o potencial do Wii, nos trazendo novamente os JRPG com um estilo reinventado/modernizado, deixando o jogo extremamente agradável e divertido (porque se seguisse os conceitos dos anos 90, certamente teríamos um jogo mais monótono e chatonildo). E pensar que a Nintendo of America quase não lançou o game nos EUA (foi lançado em 2010 no Japão, 2011 na Europa e só agora em abril de 2012 chegou a versão americana).

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Após dois excelentes games para a renovada série “Ninja Gaiden”, o terceiro capítulo gerou uma grande expectativa/preocupação nos fãs, principalmente pela saída de Tomonobu Itagaki, o “pai” da franquia, da produtora Team Ninja. E junto com ele ainda foram outros empregados, que juntos formaram o seu novo estúdio independente, a Valhalla Game Studios.

E a pergunta que fica é: será que o que restou da Team Ninja seria capaz de manter o nível de qualidade dos games anteriores sem o seu principal nome na produção (leia a análise de “Ninja Gaiden Sigma 2” aqui)? E a resposta, meus caros amigos fãs do ninja retalhador Ryu Hayabusa, é NÃÃÃOOO!

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Poucas séries conseguem atingir o status no mundo dos games que Final Fantasy possui. Os motivos para isso, evidencialmente não são poucos e é uma indubitável justiça Final Fantasy possuir o prestígio que possui hoje.

São pouquíssimas as séries que possuem um séquito de fãs tão cegamente fiéis a ela a tal ponto de tratá-la como uma entidade superior religiosa metafísica e não somente como uma fantástica série de games. Motivos para tal, Final Fantasy também possui. Para muitos fãs, não é a produtora quem deve respeitar os jogadores, e sim o contrário. É um exagero, mas é a verdade, isso acontece…

Sou também um entusiasta da série Final Fantasy, desde os seus primórdios. Final Fantasy IV e Final Fantasy VI me mostraram o porque games de RPG são interessantes e imersivos, em uma época que o visual interessava muito menos do que o resto.

Foram jogos que, além de trazer um enredo que trazia o jogador para o mundo criado para o game, oferecem um mundo totalmente irreal, e o mais importante, totalmente Fantasioso. Acredito aliás, que foi graças a isso que Final Fantasy hoje é gente grande no mundo dos games, graças a Fantasia que seu nome estampa.

Após uma desavença com a Nintendo, e redirecionamento de esforços em comum com a Sony, eis que surge no Playstation no ano de 1997 a entidade maior no mundo dos RPGs: Final Fantasy VII. Não posso garantir ao certo se a Square imaginou que estaria criando um colosso, que extrapolaria os limites entre vicio e idolatria para com um game, ou se simplesmente, deu muita sorte na criação desse game, certo é que Final Fantasy VII fez e faz história ainda hoje.

Claro que foi um game poderoso e com praticamente tudo o que um bom RPG, ou que um Final Fantasy teria de ter, mas enquanto o jogava, e o joguei por demais, sentia falta de algo que não conseguia descrever, muito menos explicar. Dois anos depois, a mesma Square lança mais um game de sua série mais fabulosa: Final Fantasy VIII.

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Depois do lançamento de “Final Fantasy VII, que foi um sucesso absoluto em todo o mundo, agradando a antigos fãs da série e conquistando novos jogadores pelo seu estilo inovador, seria difícil imaginar que a Square conseguisse se superar desta vez. “Final Fantasy VIII” foi um game muito aguardado pelos fãs, e dois anos depois do lançamento de “Final Fantasy VII”, o novo episódio da saga onipotente da Square chegaria ao Playstation em seu oitavo capítulo, e assim como os seus predecessores, o game cumpriria com todas as expectativas (ou pelos menos quase todas) provando que a Square era sim capaz de recriar o maior clássico dos RPGs de todos os tempos.
Assim como todos os outros, “Final Fantasy VIII” ficou conhecido pelo seu espetacular enredo (apesar de eu, pessoalmente, preferir os enredos de FF VI e VII). Assim como era em FF VI, em que o tema principal do enredo era “a consequência de brincar com as forças desconhecidas” e com a “proteção da vida” do famoso FF VII, o oitavo game também tem um tema central. Muitos dizem ser o mais forte dos sentimentos humanos e que sempre esteve presente na história da humanidade: o poder do AMOR!

Quando falamos em jogos clássicos de fantasia medieval, a maioria quase que imediatamente lembra de Golden Axe, sem dúvida o representante mor deste gênero. Mas claro que ele não foi o único, e apesar de não ser tão famoso quanto o jogo do machado dourado, “Blades of Vengeance” é um título que pode surpreender, de forma positiva, os fãs de espadas, machados, criaturas mitológicas e sangue.

Jogo injustamente pouco conhecido, foi lançado em 1993 pela Eletronic Arts, e desenvolvido pela desconhecida Beam Software. Assim como “Golden Axe”, o game da Beam Software também utiliza como tema a fantasia medieval, porém com cenários mais sombrios e macabros.

no começo de cada fase receba suas ordens

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A série Final Fantasy já passou da puberdade e chegou aos seus 25 aninhos, é uma série mais velha que muitos dos seus fãs por aí. O primeiro game da série saiu em 1987 pela Square, que passava por dificuldades na época e estava para fechar as portas e pedir falência. Foi quando Hironobu Sakaguchi (diretor/produtor da maioria dos games da série) declarou que o último jogo da empresa seria o melhor de todos, um extraordinário RPG sobre fantasia, seria a última aposta da Square (como o nome já diz Fantasia Final). E acho que nem mesmo o seu criador, Hironobu Sakaguchi, esperava que o game “Final Fantasy” fizesse tanto sucesso, tirando assim a Square do buraco e apresentando ao mundo a segunda maior franquia de RPGs do mundo (a outra é a série Dragon Quest). A série FF é sinônimo de RPG, é sinônimo de sucesso com uma produção grandiosa, é sinônimo de emoção e uma história encantadora. Enfim, todo o lançamento de um novo jogo da série “Final Fantasy” não é apenas o lançamento de um jogo, mas é um acontecimento épico na indústria de games.

Desde então a série Final Fantasy tem encantado milhares de pessoas. Todos os jogos são ambientados em mundos de fantasia, com elementos de magia, medievais e tecnologia futurística, numa misturança que agradou a todos. Os diversos episódios da série não possuem ligações em seus enredos (exceto FFX/FFX2 e FFXIII/FFXIII2) sendo jogos diferentes entre si, mas que compartilham alguns elementos em comum, como os chocobos, itens, magias, etc.

Não posso deixar de citar aqui também o surgimento de um dos maiores compositores de games, Nobuo Uematsu, que compõe a trilha sonora da série desde o primeiro game e que hoje é mundialmente reconhecido e idolatrado pela sua fantástica obra.

E uma pequena nota de curiosidade: ironicamente, o maior sucesso da Square que a tirou da falência, quase a leva à destruição, através do filme Final Fantasy: Spirits Within, o maior fracasso de bilheteria que custou bilhões de dólares para o bolso da Square, que conseguiu se salvar juntando-se a Enix (hoje ela é conhecida como Square-Enix).

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