Donkey Kong Country – o clássico e revolucionário jogo para SNES!

Publicado: 19/10/2012 por Eduardo Farnezi em Análises, Super Nintendo
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Nos tempos primórdios dos games, um desconhecido criou um game onde um macaco jogava barris em um personagem de vermelho, que pulando e se utilizando dos desníveis do cenário, subir até onde estava este macaco, para assim salvar sua amada das garras deste primata. Desta história, saíram três dos seres mais famosos e amados pela maioria dos gamers. Shigeru Miyamoto, o criador do game acima descrito de peculiar nome “Donkey Kong”: O encanador Mario, considerado obra máxima de Miyamoto, a princesa Peach, e por último, mas não menos importante, o macaco mais querido por todos do mundo dos games, o próprio Donkey Kong.

Nascido nessa áurea época dos 8 bits, Donkey Kong teve sua estreia solo no SNES, em um game que leva no título seu próprio nome, como de costume diga-se de passagem. Considerado um dos games mais espetaculares do console, e de qualquer outra plataforma, Donkey Kong pegou muita gente de surpresa na época de seu lançamento, pois ninguém esperava tanta qualidade, em especial no visual do game, provinda de um Snes. Cumprindo muito bem seu papel de game de aventura, Donkey Kong tem variedade de sobra.

Pra começar, não apenas o “macaco mór” Donkey Kong pode ser controlado pelo personagem, ele tem um companheiro de aventuras, Diddy Kong. A opção entre um ou outro é determinante crucial em algumas partes do game, devido às peculiaridades de cada um: Donkey Kong é maior e mais forte, entretanto é mais lento e pesado para os saltos; Diddy Kong apesar de ser bem mais fraco e pequeno, tem velocidade e agilidade de sobra. Cada fase de Donkey Kong é um show a parte, indo de áreas abertas a construções de madeira e fases aquáticas, uma mais bem feita e interativa que a outra.

As fases que tem um toque aquático, aliás, são um espetáculo “bem” à parte. Tais fases têm um efeito tridimensional nunca mais visto em games da geração 16 bits (Vector Man do Mega até era bonitinho, mas não chega perto). O efeito do nadar, a movimentação da água e o efeito desta movimentação nos personagens é de um realismo tão incrível, que faz muito jogo por aí ficar envergonhado de suas representações de água (jogue Vietcong para PS2 e vai entender…).

Cada fase, além de muito bem trabalhadas, tem uma boa variação de inimigos, o que não deixa o game com cara de repetido do começo ao fim, e quando você por acaso pensar que pode se cansar dos inimigos, vem a surpresa: um chefe. Cada chefe de Donkey Kong é vivo, criativo e exige do jogador o mesmo nível de criatividade que a equipe de produção teve para criá-lo, somente para destruí-lo. É claro que para os padrões atuais eles são bem fáceis e infantis, mas para a época em que foram criados, eles eram o “bicho pegando”, julgá-los bobos atualmente é praticamente um pecado. Além de tudo, ainda era possível montar alguns animais como um rinoceronte e um peixe espada para ajudarem na aventura, animais estes que além deste auxílio no game, ainda podem ser utilizados em fases bônus criativas e divertidas.

E também é fato que Donkey Kong definiu a única e melhor utilização de bananas e barris de toda a história videogamística. Um game que tem tudo isso não poderia ser ruim certo? Errado, um game com isso tudo pode ser ruim se sua jogabilidade for ruim. Mas não se preocupe, pois Donkey Kong passa bem longe deste mal. Sua jogabilidade é rápida, precisa, intuitiva e de fácil assimilação. É possível realizar muitos comandos com Donkey e Diddy, mas com apenas a utilização dos três botões básicos (Y, B e A) e o direcional, fazendo da jogabilidade de Donkey Kong algo que, talvez, seja superior ao seu visual.

Entretanto, um game não é uma experiência completa, se ele não alegrar nossos ouvidos enquanto o jogo rola, e nesse ponto novamente Donkey Kong nos surpreende. As músicas vão de agitadas, a calmas e tranquilas com a mesma qualidade. Todas as músicas, independentes do momento do game, ou seja, tanto as calmas, quanto as agitadas, dão a impressão de serem orquestradas, mesmo isto sendo impossível de ser realizado em um Snes, isso mostra a competência da equipe do game em extrair o máximo do console em todos os aspectos. Em relação às composições musicais do game, com certeza, as direcionadas para as fases aquáticas do game são as melhores. Estas músicas são tão gostosas de serem ouvidas que dá vontade de parar de jogar e ficar apenas escutando, são músicas de uma beleza quase divina. Muita gente pode achar que estou exagerando, mas quem se lembra sabe que é assim.

“Para um bom herói, um bom vilão”, esta é uma máxima quase que obrigatória para o cinema e que deve ser aplicada também nos games, pois, não teria sentido a existência de um herói, se não existisse primeiro, um vilão. E também aqui Donkey Kong dá uma lição de criatividade. Partindo do pressuposto de que Donkey Kong é muito mais um anti-herói que um herói, assim como Diddy Kong, nada mais legal que o vilão seja também um anti-vilão, e assim ele é. Apresentando um humor esculachado, e sendo um vilão bem “bobão” (no bom sentido da palavra), o “final Boss” de Donkey Kong é um vilão genial e que rende boas risadas, pra começar, um crocodilo roubando bananas não é nada ortodoxo.

Conclusão: Para falar a verdade, todo o elenco é bem interessante, sendo a personalidade de um, mais esculachada que a do outro. Donkey Kong, é outro jogo do SNES que realmente marcou o mundo dos games, é um game que mostra que a Nintendo já foi uma empresa intocável e que precisa suar muito para atingir o status e o prestígio que já teve com os jogadores e com toda a mídia videogamística, o que convenhamos vale para Rare que até hoje depois de se bandear para o lado da Microsoft não mostrou ainda muito progresso com milhares de adiamentos de seus jogos desta nova geração. Outras duas continuações (Donkey Kong 2 e 3) foram criadas para Snes, e um game para Nintendo 64 também viu a luz do dia (Donkey Kong 64). Entretanto nenhum destes games provindos depois do original fez tanto sucesso e impacto quanto Donkey Kong o fez. Donkey Kong é um jogo obrigatório para qualquer amante da oitava arte (gosto de chamar o mundo dos games assim). Somente uma palavra pode definir Donkey Kong: Perfeição! .

Nome: Donkey Kong Country

Sistema: Super Nintendo

Desenvolvedora: Rare

Ano de Lançamento: 1994

Nota da análise: 10/10

+ Visual Fantástico.

+ Músicas deslumbrantes.

+ Jogabilidade perfeita.

+ Personagens cativantes.

+ É o antigo selo Nintendo em sua máxima qualidade.

 Nada! Zero! Fechou!

comentários
  1. filipe disse:

    personagem cativante foi pesado, mas ta valendo, gostei do review/opinião

  2. Mariana Alvim disse:

    O Melhor é o DK 3! Muito bom. E é sim cativante, tanto que rendeu um desenho animado.

  3. Cristiano disse:

    Parabéns pelo post ,
    Da trilogia para o snes , o meu preferido é o 1 , um grande jogo , com gráficos impressionantes , uma ótima trilha sonora , esse jogo alcançou a excelência .

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