Sonic Adventure (PS3/X360) – um clássico no Dreamcast, mas faltou refinamento para os padrões atuais

Publicado: 19/10/2012 por Márcio Alexsandro Pacheco em Análises, PS3, Xbox360
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“Sonic Adventure” foi um jogo fantástico, lançado em 1999 para o Dreamcast e que marcou toda uma geração, mas essa análise se refere às versões lançadas para PS3 e X360 em 2010, nas redes de download PSN e XBLA respectivamente.

Como o título original já era excelente, é de se esperar que as “versões HD” sejam ainda melhores, não é? Infelizmente não é bem isso que acontece. Mas antes de iniciar a análise, vou fazer uma breve recapitulação do jogo original, para aqueles que não viveram a era Dreamcast terem uma ideia do contexto em geral.

Sonic Adventure DX original

Sonic Adventure no PS3

“Sonic Adventure” foi um dos primeiros jogos lançados para o Dreamcast e trazia uma importante missão: transpor, pela primeira vez, um jogo do emblemático ouriço para o mundo poligonal 3D (não levaremos em conta o “Sonic R” do Saturn). Era um passo importante para a evolução do personagem, que ganhava um novo design, mais moderno e arrojado para os anos 2000 (há quem prefira o Sonic ‘gordinho’), e pela primeira vez, os fãs poderiam ouvir Sonic falar.

Produzido pela Sonic Team, ainda liderado por Yuji Naka (criador do personagem) naquela época, o jogo foi bem aceito pelos fãs e crítica ao apresentar uma boa mecânica e jogabilidade 3D (ok, não tão boa assim…), com total liberdade de movimentação pelos cenários, sensação de velocidade extrema e a introdução do Homing Attack, novo movimento para o Sonic presente até hoje em seus jogos.

Em 2003 uma versão melhorada batizada de “Sonic Adventure DX” foi lançada para Game Cube e PC, com visuais um pouco melhores, 60 missões extras, 12 jogos completos da série Sonic lançados para o portátil Game Gear e a adição de Metal Sonic como personagem jogável (o original possui seis personagens jogáveis).

Sabendo disso, já podemos iniciar a nossa análise de “Sonic Adventure” para PS3 e X360. Para a época em que foi lançado, o jogo era muito bom, mas infelizmente não envelheceu bem, e para os padrões de hoje pode não oferecer uma experiência muito agradável. Para ajudar, A Sega não se esforçou nem um pouco para atualizá-lo, com alguns simples retoques, o game poderia ficar mais dinâmico e render ao jogador uma experiência mais adequada para os tempos atuais.

Porém, outro problema mais grave ao meu ver, é que a Sega “pilantrou” os fãs ao lançar o jogo como sendo a versão Dreamcast, quando na realidade ela é a versão DX, provavelmente versão do PC, que apresentava diversos bugs (como Sonic caindo do nada das paredes e morrendo), texturas mal feitas, péssimos ângulos de câmera e uma jogabilidade mais complicada do que as versões de Game Cube e Dreamcast (que rodavam liso, sem bugs e sem lags). Problemas esses que estão presentes nessa versão, infelizmente.

Após o lançamento do jogo na PSN/XBLA, a Sega querendo faturar uns trocados a mais, lançou uma expansão (no valor de R$6,00) que “transforma” o título para a “versão DX”. A única coisa que a expansão faz é adicionar as 60 missões extras e o Metal Sonic (disponível após conseguir os 130 emblemas). Infelizmente os 12 jogos de Game Gear ficaram de fora. Como a versão DX é um pouco melhor que a original, a ‘pilantragem’ não foi tão grande, mas a Sega não devia vende-lo como se fosse o original do Dreamcast.

Outro problema que pode incomodar alguns jogadores, é que o game não roda em full HD, sendo que duas barras laterais preenchem o espaço na tela (como podem ver nas imagens) que é no formato 4:3. Não que seja um problemão, depois de um tempo é fácil se acostumar, mas custava um pouco mais de capricho e colocar em tela inteira?

Mas, apesar de todos esses problemas e críticas, “Sonic Adventure” para PS3 e X360 tem os seus pontos positivos sim e merece uma conferida pelo seu valor histórico, ele apresenta uma história muito bacana, tem vários estilos como a velocidade absurda, aventura, adventure, entre outros. E o mais importante, custa apenas R$10,90, um valor bem camarada por um jogo que tem bastante a oferecer, apesar dos pesares. Os visuais receberam uma leve retocada, mas em sua maioria se apresentam bem na tela (com exceção de algumas partes), mas o principal continua lá: a super hiper mega velocidade que Sonic consegue atingir e que revolucionou o mundo em 1999, e ainda consegue arrancar suspiros de satisfação!

A história não foge do estilo da série: alguns anos após Sonic e Knuckles terem derrotado Eggman (Robotnik para os íntimos) na Death Egg, a cidade de Station Square é ameaçada por um novo inimigo, o Chaos, que se alimenta das esmeraldas do caos, e cada uma o torna maior e mais perigoso. O Dr. Eggman, sabendo disso, vai em busca das 7 esmeraldas para destruir, com a ajuda de Chaos, a Station Square e construir em suas ruinas, a Robotnikland. Cabe aos heróis do jogo, que são as personagens jogáveis, conseguir as esmeraldas antes do cientista do mal. Algo que causou bastante polêmica foi a introdução de Sonic no “mundo humano”, interagindo com pessoas. Muitos fãs não gostaram, mas se pensar bem, o Dr Eggman é humano, então porque não haver outros?

O jogo é formado por seis personagens, cada uma com a sua história, mas que se entrelaçam entre si. São eles:

Sonic the Hedgehog

Logicamente, o personagem principal da aventura e o mais convicto a derrotar o vilão, que utiliza a sua mais nova invenção, a nave Egg Carrier. Os cenários de Sonic são bonitos, coloridos e facilmente lembram os jogos clássicos 2D, com pistas para altas velocidades e visuais deslumbrantes.

Miles “Tails” Prower

O fiel escudeiro de Sonic e o segundo personagem mais participativo do game/história. Assim como Sonic, as fases de Tails priorizam a velocidade e são no geral bem divertidas, com cenários bem construídos e bastante atraentes na tela.

Knuckles the Echidna

O “rival” de Sonic e adorado por muitos fãs (e odiado por outros), presente desde “Sonic the Hedgehog 3” do Mega Drive, que tem como objetivo juntar as 7 esmeraldas místicas, em prol do equilíbrio do seu povo. Enquanto as fases de Sonic e Tails são rápidas, as do Knuckles são longas, e se resumem em procurar e coletar as esmeraldas em vários tipos de cenários.

Amy Rose

A “namoradinha” de Sonic, e como muitas garotas num grupo de heróis que tentam salvar o mundo, ela se alterna entre ajudar e atrapalhar a vida de Sonic. As fases de Amy se resumem a fugir do robô Zero, mas com uma mecânica bem mais lerda do que as fases de Sonic/Tails (e mais chatas).

E-102 Gamma

Este robô é um dos projetos falhos de Robotnik, que acaba virando a casaca e ajuda os nossos heróis. Sua história no game é bem interessante, e certamente tem um dos melhores momentos na história do jogo em geral (não, eu não vou contar qual é, jogue e descubra). Suas fases são mais como “Time Attacks”, com tempo cronometrado para completar as missões. Em seus cenários você pode destruir quase tudo que aparecer pela frente, o que torna a mecânica bem divertida.

Big the Cat

Provavelmente o pior personagem na opinião de 99% dos fãs (incluindo a minha). Um gato gordo totalmente descartável e inútil, com pouca ou nenhuma ênfase na história, estando ali apenas para “encher linguiça”. Possui um sapo tosco como amigo, chamado Froggy. Suas fases são no estilo pescaria e são pra lá de mega chatas.

Um dos pontos fortes, que certamente ninguém ousou reclamar, é a trilha sonora fantástica, composta em sua maioria por temas de rock (jrock), mas trazendo também diferentes estilos como jazz, techno, pop e até country, com mais de 60 temas disponíveis (e muitos deles cantados –  cada personagem tem o seu tema, mas certamente a mais sensacional é a música tema do game “Open Your Heart”, que pode ser ouvida logo abaixo). Os efeitos sonoros também estão bem empregados e a dublagem americana está aceitável (não é nenhuma maravilha, mas o game é de 1999), mas é possível colocar a impecável dublagem japonesa com legendas em inglês, então só alegria.

Escute abaixo o fantástico tema principal do jogo

tema de Sonic

tema de Tails

Conclusão: Infelizmente a Sega transformou um jogo que era nota 10 quando lançado originalmente, para um nota 6 no relançamento para o PS3/X360. “Sonic Adventure” peca pela falta de um acabamento mais refinado e material extra inédito (só troféus/conquistas não são o suficiente), além dos bugs, lags e câmeras horríveis. Mesmo assim, o título vale pela nostalgia e ainda pode oferecer gráficos bonitos na tela em altas velocidades, apresenta um enredo cativante, variedade de estilos, uma excelente trilha sonora e uma boa diversão (se você conseguir fechar os olhos para os bugs e câmeras). E tudo isso apenas por 10 pila.

Nome: Sonic Adventure

Sistema: PS3 e X360

Desenvolvedora: Sega

Ano de Lançamento: 2010

Nota da análise: 6.5/10

+ Gráficos e visuais

+ Trilha Sonora

+ História e narrativa apesar de simples, encanta e consegue prender o jogador

+ Variedade de personagens, estilos, cenários

Bugs e loading times

 Câmera atrapalha bastante

De um modo geral, pouco, ou nada, aprimorado pela Sega para os padrões atuais

Não é full HD

comentários
  1. Anônimo disse:

    não é full HD,mas não deixa de ser emocionante,viciante e incrivel.Há! e o fato do sonic interagir com humanos,para mim é algo bom e que não piora o enredo desse jogo e “open your heart” é uma musica até cativante.

  2. Maurilio Ferreira disse:

    Finalmente vou poder jogar esse jogaço que agora saiu em midia fisica para PC e X360…….I just think in K, I love you!

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