Virtua Fighter 5 – O primeiro grande game de luta a invadir a atual geração de consoles

Publicado: 28/10/2012 por Eduardo Farnezi em Análises, PS3
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#Análise escrita próximo ao período de lançamento do game com pequenas alterações atuais#

A mais de décadas atrás Yu Suzuki, um dos maiores gênios a quem devemos a franca evolução dos games ao longo desses anos, decidiu fazer algo que nunca alguém antes tentou fazer, ele tentou criar modelos poligonais humanos. Assim nasceu o primeiro game de luta tridimensional da história, Virtua Fighter. Foi assim, Virtua Fighter foi um game de vanguarda, e desde então, tudo ao longo da história da série e superlativo.

Virtua Fighter 2, nasceu mais tarde, sendo um game tão técnico, que no Japão foram criados cursos para ensinar a molecada como jogar Virtua Fighter 2. Jamais um game de luta havia sido tão bem balanceado e tão técnico até aquele momento. Foi um “boom” gigantesco.

Virtua Fighter 3 veio ao mundo, usando a poderosa placa Naomi, e além de continuar com seu esmero técnico à nível de jogabilidade, trouxe um novo conceito sobre gráficos, sendo o game mais belo de luta até a chegada de Soul Calibur para Dreamcast.

Com a derrota do Dreamcast em sua guerra contra o Playstation 2, a Sega se aproveitou para alçar novos voos, desenvolvendo games para as outras plataformas. Com isso, lança Virtua Fighter 4, que além de conseguir um esmero técnico ainda maior, proporcionando batalhas ainda mais equilibradas e técnicas, começou muito bem sua carreira de softhouse. Carreira essa que teve muito mais baixos do que altos até o momento.

Sim, sou fã da Sarah.
Mas afinal, quem não o seria…

Com o advento da geração de Playstation 3 e Xbox 360, a Sega ataca novamente com sua prestigiada série, começando pelo Playstation 3, e mais tarde, o direcionando seus esforços para o Xbox 360. A análise que aqui apresento de Virtua Fighter 5 é relacionada à versão para o console da Sony.

A beleza das artes marciais na palma da mão.

No início da vida do Playstation 3, os donos do console da Sony podiam se considerar sofredores. Poucos games bons, pouquíssimas novidades por vir e games que absolutamente não usavam toda a pressuposta capacidade do console. Foi nesse cenário que surgiu Virtua Fighter 5, praticamente um oásis no meio de um deserto de muita porcaria.

O primeiro aspecto a se notar em Virtua Fighter 5 é sua beleza visual. O game da Sega provavelmente foi o primeiro game em que se era possível olhar para a tela de jogo e se orgulhar de possuir um console de nova geração. A beleza já começa pelos seus menus, que apesar de serem extremamente burocráticos e pouco intuitivos, são de uma beleza ímpar.

Os lutadores são todos extremamente bem construídos, chegando ao absurdo de possuírem detalhes como pelos corporais, e com animações que nos hipnotizam durante as batalhas, apesar de ainda possuírem um aspecto um pouco plastificado. Nada muito perceptível em cenários durante o dia, entretanto, é algo que salta às vistas em cenários noturnos.

Os cenários são deslumbrantes. Apesar do ring ser limitado a um espaço físico pré-delimitado, todo o ambiente que o rodeia, em todos os cenários, é extremamente bem feito e de bom gosto, transparecendo todo o espírito milenar das artes marciais. O cenário que tem cachoeiras ao redor do ringue é simplesmente de tirar o fôlego.

Efeitos que até então decepcionavam em games para o Playstation 3 como água ou neve, estão extremamente bem representados em Virtua Fighter 5. Mais belo ainda é o efeito de luz, que somado a cenários a céu aberto, em batalhas que ocorrem no fim da tarde, enchem os olhos, fazendo desaparecer a provável decepção que possa ter tido ao ver um personagem um pouco “plastificado” no fim de alguma batalha noturna. Com certeza, são os cenários mais artisticamente belos já vistos em um game de luta.

Apesar de possuir um visual muitíssimo competente, um velho problema ainda permanece, a falta de carisma dos personagens. Não sei se por conta do design dos personagens, ou então pelo fato de a série nunca ter tido um enredo condizente, e nem mesmo um bom antagonista, é impossível ter algum tipo de afeto por algum personagem de Virtua Fighter, o que faz da série ser muito criticada por fãs de Tekken ou Street Fighter.

Apesar de muito belo, e apesar de não possuir um enredo intrincado, esses aspectos são o que menos importam para os fãs da série, o que importa mesmo é o aspecto que, ou nenhum outro game de luta sequer tem a pretensão de desafiar, ou que nenhum outro game de luta conseguiu alcançar Virtua Fighter, a sua jogabilidade.

Que me perdoem os fãs de Tekken, Dead or Alive, ou mesmo de Soul Calibur, mas essas séries são completamente “smash button games” perto de qualquer game da série Virtua Fighter. E que me perdoem novamente, mas o fato de falarem mal da jogabilidade de Virtua Fighter, em detrimento a essas outras séries, é tão somente condicionado à falta de habilidade com o controle a mão de quem reclama. Pronto, falei!

Como seus antecessores, Virtua Fighter 5 é um primor à técnica. É necessário conhecer o lutador selecionado, bem como seu inimigo, para ter a minúscula chance de sobreviver por mais de 15 segundos contra um jogador com um pouco mais de experiência no game. Não ache que o desespero aqui irá auxiliar, pois não irá. Cada lutador tem seus próprios golpes, seu próprio estilo de luta, fazendo com que um lutador seja completamente diferente do outro quando em batalha.

Não se deixe enganar pela aparente simplicidade dos controles, compostos por apenas três botões, dois para ataque e um para defesa. A combinação desses botões em sequência (combos), junto ao direcional, cria uma quantidade enorme de golpes distintos para cada combatente.

Saber qual golpe usar em dada situação é mais do que vital em Virtua Fighter 5, assim como o era nos outros games da série. A coisa é tão “ignorante”, que dizem os produtores que existem reações que o jogador deve ter para conseguir um contra ataque que devem ser executados em um décimo de segundo. Diz à lenda que existem jogadores que conhecem cada frame dos golpes dos lutadores do game, vai saber…

Em Virtua Fighter 5 todos os lutadores são extremamente equilibrados entre si, todos tem a mesma chance de ganhar em campo de batalha, dependendo apenas da habilidade do jogador para tal. Nada de selecionar um “Akuma” apelão aqui e aplicar um golpe que vai tirar 80% da vida do inimigo. Equilíbrio em Virtua Fighter não é uma opção, é uma virtude obrigatória.

A grande novidade na jogabilidade de Virtua Fighter 5 quando comparado a seus antecessores é o Offensive Move. Com ele, é possível, além de desviar de um ataque do oponente, se posicionar nas laterais do mesmo, podendo atacá-lo sem muita chance de defesa alheia. Saber utilizá-lo é crucial em batalhas de nível técnico mais alto.

Para tanta exigência técnica na jogabilidade, a equipe de produção fez sua parte. O game roda a 60 fps lisinhos, sem sequer um slowdown, fato esse, de acordo com a Sega, necessário para que as batalhas jamais fossem decididas por mais nada que não a habilidade dos jogadores. Algo muito coerente, infelizmente, a mesma justificativa foi utilizada como desculpa sobre o porque Virtua Fighter 5 não possui um modo online, fato trágico para todos que aguardavam o lançamento do game. Além de trágico é incoerente, pois algum tempo depois, lançada a versão para Xbox 360, ciente da besteira que fez, a Sega incluiu o modo online.

No já conhecido hall de lutadores da série, foram adicionados dois novatos para Virtua Fighter 5, o que para um game da série, significa muita coisa nova. Os novos personagens são a lutadora de Kung Fu Eileen, que tem seus movimentos de luta inspirados no macaco, e o luchador El Blaze, adepto da Lucha Libre. Esse último, em especial, tem movimentos bem interessantes devido ao seu estilo de luta. El Blaze também tem um design bem interessante, que como o restante do elenco, é contido, mas belo.

Assim como em Virtua Fighter 4, falta conteúdo em Virtua Fighter 5. Os modos de jogo são poucos, aliás, são exatamente os mesmo do quarto game da série. O Arcade, para batalhas contra o computador até que alcançarmos Dural, o chefe final, e ponto final. O Versus, para batalhas entre dois jogadores. O Dojo, que é o pratice mode com outro nome. Por fim, temos o Quest, que é a melhor dos modos.

No Quest, selecionamos um lutador, criamos um profile e somos levados a um mapa com várias casas de jogos. Esse modo simula um mundo online. Cada casa de jogos possui uma quantidade de “jogadores”, cada qual com a sua própria habilidade, que é simulada pela inteligência artificial do game. Isso não chega nem perto de substituir um modo online, mas dá longevidade ao jogo. Quanto mais se luta e se ganha, o rank pessoal do jogador se eleva, assim como a contagem de lutas realizadas, vitórias e derrotas é atualizado, informações essas que não possuem a minúscula utilidade, já que não existe o modo online para compartilhá-las. É possível também customizar a aparência do lutador escolhido, e as opções são bem grandes para isso.

Sonoramente o game possui seus altos e baixos. O som dos golpes quando acertados é muito abafado, o que tira a sensação de impacto dos mesmos. O narrador é meio xarope, mas quase nunca fala nada, então reclamar disso é coisa de “hater”. As músicas dos estágios são boas, apesar de não haver nenhuma composição antológica, ou seja, sonoramente, Virtua Fighter 5 é basicamente o que sempre a série o foi. Um pouco de renovação aqui não faria mal.

A série Virtua Fighter chega ao quinto game trazendo ao gamer o que de melhor a série sempre trouxe, uma jogabilidade matadora, que exclui os incompetentes com o controle na mão, prezando por combates em que tão somente a habilidade do jogador define o vencedor da batalha. Virtua Fighter ainda pode, com orgulho, ser considerado o único game, que mais do que um jogo de luta, é um simulador de batalhas virtuais.

Conclusão: Virtua Fighter é a melhor série de games de luta tridimensional desde sempre. Virtua Fighter 5 somente reforça essa opinião. Para você que gosta de se esforçar e dedicar ao máximo a um fighting game para masterizá-lo, Virtua Fighter 5 é seu game. Técnico ao extremo e sem nenhum espaço para “desesperos mash-button”. Um game em que ação e reação devem ser meticulosamente calculadas para que não seja punido severamente.

Nome: Virtua Fighter 5

Sistema: Playstation 3 e Xbox 360

Desenvolvedora: Sega / AM2

Ano de Lançamento: 2007

Nota da análise: 08/10

+ Jogabilidade técnica e que valoriza sempre quem possui habilidade.
+ Belo design de personagens, sem as extravagâncias corriqueiras.
+ Cenários belíssimos e variados.
 Efeitos sonoros apagados.
 Falta de um modo online.

Akira é tão foda, que desce a mão até em personagens de outras franquias!
Akira, entre outros Virtua Fighters, estão em uma aparição especial no novíssimo Dead or Alive 5, que terá, em breve, uma análise aqui na CantoGamer.

comentários
  1. Natanael disse:

    Os gráficos estão de arrasar como sempre.

  2. Anônimo disse:

    Tente ser mais imparcial nos seus textos. Fica óbvio que você gosta emocionalmente do VF e despreza os outros consoles que não possuem o referido jogo. texto não tem muitas informações, somente descreve que os gráficos são bons, inúmeras vezes, leia mais e pesquise sobre o assunto antes de publicar.

  3. Eduardo Farnezi disse:

    Somente os gráficos foram mencionados?
    Bom, termine a leitura da próxima vez…

    Se tem uma coisa que eu e o Márcio jamais fazemos é escrever algo / dar alguma opinião, que não seja embasada em experiência empírica. Agora, se essa opinião está de acordo ou não com o leitor, ai é outra história.

    Outra coisa importante a citar: Não existe “ista” aqui…

  4. celsowm disse:

    estou jogando a versao final showdown no x360, simplesmente animal ! muito bom mesmo vale um review detalhado

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