Shank – brutal e sanguinolento, game resgata a pancadaria 2D!

Publicado: 13/11/2012 por Márcio Alexsandro Pacheco em Análises, PS3, Xbox360
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 * análise escrita no lançamento do game

“Shank” é um jogo de plataforma 2D no estilo “beat ‘em up” sangrento, estilo em que os jogadores enfrentam vários inimigos ao mesmo tempo com ataques corpo-a-corpo, consagrado por jogos como “Streets of Rage” e “Final Fight”. O jogo foi produzido pela Klei Entertainment e escrito por Marianne Krawczyk, cocriadora de “God of War”, e está disponível nas redes de distribuição online PSN e XBLA.

Krawczyk deve ser fã do trabalho do diretor Quentin Tarantino, pois podemos perceber na narrativa e ação de “Shank” algumas influências do renomado cineasta. Shank, o protagonista, era membro de uma poderosa gangue, sendo que seus principais membros acabaram assassinando a amada de Shank, e o próprio. Mas ele sobreviveu, e agora parte em uma jornada de vingança contra os seus antigos colegas e o chefão da gangue, o mandante do crime.

Para quem já assistiu “Kill Bill” ou mesmo outros filmes do gênero, não esperem por grandes novidades ou reviravoltas na narrativa do game, sendo ela bem básica e previsível, com personagens sem nenhum carisma. Após uma rápida apresentação mostrando Shank chegando a uma cidade procurando sua primeira vítima, o jogador começa a pancadaria dentro de um bar cheio de bandidos armados.

Shank possui golpes rápidos e velozes, com uma grande variedade de ataques devastadores e animações, com mortes sangrentas que roubam o show. No começo você tem apenas duas pistolas, uma motosserra e duas facas como armas, mas ao longo do caminho outras aparecem, como espingarda, metralhadora, facão duplo e até uma espada japonesa Katana. Pode-se usar também granadas, mas essas possui um número limitado, além de uma eficiente metralhadora giratória em determinadas partes do jogo.

A ação é brutal e selvagem, o personagem pode empalar seus inimigos, cortá-los com a motosserra – sem decapitações de membros – ou simplesmente explodi-los com granadas. É possível realizar combos trocando suas armas enquanto aniquila com os adversários. Infelizmente o título não requer muita estratégia, sendo um esmagador de botões para passar pelas hordas de inimigos. Há alguma variedade ao pular algumas plataformas, escalar paredes e atravessar distâncias através de uma corda durante os cenários, que ajuda um pouco a alternar a pancadaria que rola direto, porém esses aspectos poderiam ter sido melhor explorados no jogo.

A falta de um elemento estratégico acaba tornando o jogo monótono depois de um tempo, pois do começo ao fim tudo o que você faz é abrir caminho na porrada até o chefão no fim do cenário. Ele poderia usar um sistema de níveis e experiência como o também recente “Scott Pilgrim vs The World, mas isso não acontece. O jogo leva um pouco mais de duas horas para ser terminado e não apresenta um grande desafio, podendo-se chegar ao final numa primeira jogada. Mas isso não significa que ele não tenha seus aspectos divertidos, sendo representados principalmente pela violência e carnificina ao se matar os inimigos. As lutas contra os gigantescos chefes no final de cada fase também podem ser divertidas, apesar de relativamente fáceis. Cada chefe possui um ponto fraco que você deve explorar para tirar quantidades maiores de energia, geralmente com comandos que devem ser executados num determinado tempo.

Os gráficos em 2D são bem produzidos e coloridos, com alguns efeitos visuais como embaçamento da tela ou lutas em que se enxergam apenas as sombras dos personagens, um toque artístico que ficou bacana. Entre as fases há animações bem feitas, algumas inclusive aparecendo enquanto se joga, em uma pequena tela no canto superior. A trilha sonora possui composições sombrias, que nem sempre combinam com a ação feroz, mas no geral cumprem com o seu dever. Os diálogos e vozes nas animações são bem canastronas, mas acabam sendo divertidas pela forçação dos atores, apesar de não haver toques de humor.

Além da campanha solo, há um modo de história separada para se jogar através de modo cooperativo, que se revela bastante divertido quando jogado com um amigo. A história é um prólogo para o evento principal. A mecânica é a mesma da campanha solo, mas com dois jogadores na tela a pancadaria fica mais divertida, inclusive podendo fazer ataques em equipe. Infelizmente são poucas fases e não há uma opção multiplayer online.

Conclusão: “Shank” apresenta um visual colorido ao estilo de desenhos animados muito bem feito, com um design artístico recheado de sangue e violência. Possui uma boa variedade de golpes e armas, infelizmente ele não varia muito em sua estrutura de andar, bater nos inimigos e andar novamente. Os fãs do gênero vão aprovar, mas outros jogadores podem achar o título monótono.

Nome: Shank

Sistema: Ps3, X360, PC

Desenvolvedora: Klei Entertainment

Ano de Lançamento: 2010

Nota da análise: 7,5/10

+ Excelente visual e design artístico em 2D

+ Ação intensa com uma boa variedade de golpes

+ Luta contra os chefes é divertida

+ Muita violência e sangue ao estilo “Tarantino”

 Controles meio travados

 História e personagens fraquinhos

 Mecânica repetitiva, limitando-se a um esmagador de botões

 Modo cooperativo é muito curto

 Sem modo online

comentários
  1. Eduardo Farnezi disse:

    Grande Shank…
    O segundo game da franquia é bem melhor do que esse, apesar de eu ter gostado bastante de Shank.
    Aliás, farei a análise de Shank 2!
    Sua análise me empolgou a fazê-lo!

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