A História do Sega/Mega CD

Publicado: 29/11/2012 por Márcio Alexsandro Pacheco em Artigos, História dos Videogames, Sega CD
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A História do Sega/Mega CD

artigo por: Márcio Pacheco

 

Seguindo nossas matérias sobre a história dos videogames, temos em pauta hoje o saudoso Sega CD (ou Mega CD, como era conhecido no Japão e Europa). Não é preciso dizer que aqueles que possuíam um Mega Drive, o Sega CD era o sonho de consumo de qualquer fã da Sega na época. O Sega CD foi praticamente o pioneiro dos consoles caseiros a usar o CD como mídia para os games (antes dele foi lançado o PC-Engine, primeiro videogame da história a usar o CD-Rom).

O console revolucionava o mercado mundial de games e com certeza nenhuma outra máquina despertou tanta curiosidade, interesse e ansiedade quanto o Sega CD. É verdade que ele não fez tanto sucesso quanto merecia, mas com certeza ficou longe de ser um fracasso.

Eu lembro de quando comprei o Mega CD japonês, um pouco depois de ele ter sido lançado no Japão. A euforia era tão grande que imediatamente quando cheguei em casa já o tirei da caixa branca quadriculada (do mesmo estilo da caixa do Mega Drive japonês), “encaixei” o bichão embaixo do MD (e que visual lindo que ele tinha) e comecei a jogar os games que vieram junto (Sol-Feace, Earnest Evans, Thunder Storm, Heavy Nova).

Vamos agora conhecer a história desse console “irmão” do Mega Drive, que chegava ao mercado para trazer uma nova e poderosa geração de hardware para os videogames.

CD-ROM: Uma nova era

Vamos voltar no tempo e lembrar como estava a indústria de games naquela época, final dos anos 80. O Mega Drive havia sido lançado e ganhava bastante popularidade nos quatro cantos do planeta, levando a Sega para a liderança no mercado de 16 Bits.

Além do MD, havia também o NES 8 Bits e o não tão famoso PC-Engine (TurboGrafx-16 nos EUA). O PCE foi lançado em 1987 e era basicamente um videogame de 8 Bits, mas com algumas características na sua parte técnica que permitiam a produção de jogos com qualidade incrível (para um sistema 8 Bits), que as vezes competiam de igual para igual (as vezes até melhores) com jogos similares produzidos para o Mega Drive ou Super Nintendo.

PC-Engine com o periférico de CD acoplado

Apesar de seu grande potencial, o PCE só fez sucesso no Japão (assim como o Master System fez mais sucesso aqui no Brasil) e era um videogame bastante popular e cultuado nas terras nipônicas. O PCE que usava cartões para os seus games, ganharia tempos depois um acessório para ser acoplado que permitiria rodar CDs. O primeiro videogame caseiro da história a usar tal mídia, que anos depois dominaria o mercado com o primeiro PlayStation.

Mega CD seria lançado no Japão no final de 1991 (um ano depois do Super Famicom ser lançado). Seu desenvolvimento foi um projeto ultra-secreto, em que os próprios programadores não sabiam exatamente o que estavam fazendo até ser revelado na Tokyo Toy Show. Seu lançamento era para competir diretamente com o PCE, e não com o Super Nintendo, como diziam alguns (já que o PCE só era conhecido no Japão).

o Mega CD original era acoplado embaixo do Mega Drive

Um dos responsáveis pelo desenvolvimento do Mega CD foi Tomio Takami, gerente de pesquisas da Sega na época. Sua ideia inicial era fazer um sistema melhor e mais barato que o PCE. Acabou fazendo um sistema poderoso e caro.

O console tinha especificações técnicas bem expressivas, como efeitos especiais de zoom e rotação, dois processadores MC 68000 que rodavam a incríveis 12,5 MHz (o Mega Drive, que já era o console mais rápido do mercado, rodava a 7,6 MHz – o SNES, rodava a 3,58 MHz), tinha 10 canais de som estéreo digital, memória de 6Mb (o PCE tinha 4Mb) e a principal vantagem para os outros videogames, 540 Mb de espaço para a produção de games em CD. Seu único defeito era estar limitado a baixa palheta de cores do Mega Drive (128 disponíveis de 512 – era possível, através de um “truque” aumentar essa palheta para até 256 cores disponíveis, que foi usado em games como Road Avenger, Snatcher, Jurassic Park e Eternal Champions – todos jogaços, diga-se de passagem).

  

telas de abertura do Mega e Sega CD

O Mega CD chegou ao mercado custando o equivalente a US$380 verdinhas, o que até para os padrões de hoje é um valor alto para um videogame. E isso sem contar o valor do Mega Drive, que era vendido separadamente. A principal razão de um valor tão alto era basicamente pelo seu visual belíssimo.

Lembro quando chamei meus amigos para verem o Mega CD pela primeira vez em minha casa. Todos ficaram muito impressionados e literalmente “babando” na máquina, que realmente tinha uma imagem bastante forte, com o Mega CD acoplado embaixo do Mega Drive. Possuía vários leds na parte frontal e nenhum botão. A bandeja do CD só podia ser aberta através da tela, e não manualmente. Era um show de bola!

Claro que toda essa “frescurada” acabou elevando o preço do aparelho para as nuvens. Apesar disso, as vendas iniciais do Mega CD foram excelentes, principalmente nos EUA, onde foi lançado um ano depois com nome de Sega CD e vinha com um pacote com 5 games (eu me lembro de alguns, como Sol Feace, Sherllock Holmes e um CD com 5 games clássicos do MD – imagem abaixo).

 

A coletânea Sega Classics começou na época do Sega CD

Infelizmente com o tempo as vendas foram decaindo e o Sega CD ficou longe de vender tanto quanto o Mega Drive vendeu mundialmente. A Sega chegou a lançar um MegaCD 2, que era muito mais barato que o primeiro. Ele não trazia os leds frontais e agora a bandeja do CD ficava ao lado do Mega Drive e era manual. O Mega CD 2 foi desenhado para se encaixar ao também reformulado Mega Drive 2, porém ambos eram compatíveis com as versões antigas.

Tec Toy lançou o Sega CD aqui em 1993. Lançou diretamente a segunda versão, o Sega CD 2, que era acoplado ao lado do Mega Drive (a primeira versão nunca foi lançada no Brasil oficialmente). Além dele, lançou também o CDX, um Mega Drive mais um Sega CD portátil, do tamanho de um Discman.

Sega CDX – hoje é item de colecionador

Um caminho difícil

Porque o Sega CD não emplacou, se o aparelho tinha potencial? Aqui estão alguns motivos: tinha um custo muito alto, o que afugentou bastante gente; Como a produção de games em CD era uma novidade, as softhouses não souberam tirar proveito da capacidade do aparelho. As empresas estavam acostumadas a trabalhar com carts de 8Mbs, e então surge uma mídia revolucionária que permitia mais de 500 Mb. Os desenvolvedores não sabiam o que fazer com tanto espaço, o que acabou resultando em jogos ‘meia boca’.

Muitos dos games simplesmente pegavam a versão do Mega Drive, acrescentavam uma ou duas fases a mais, mudavam a trilha sonora para CD e pronto. Para quem já tinha um Mega Drive, quem iria comprar o mesmo jogo para CD com tão poucos atrativos?

Claro que alguns games se salvavam dessa “preguiça” em reformular os games, como por exemplo “Homem-Aranha Vs The Kingpin“, grande sucesso do Mega Drive que foi totalmente reformulado para o Sega CD, com animações, uma nova trilha sonora arrasadora, maior número de fases e mais longas. Os jogos do “Ecco: The Dolphin“, apesar de serem bem parecidos com os do Mega Drive, também apresentavam melhoras significativas, como vídeos, a trilha sonora e um maior número de fases. “Eternal Champions(um dos games mais violentos já lançados até hoje – veja vídeo abaixo) e “Batman Adventures” também são bons exemplos de games reformulados para o CD.

abertura Spider-Man vs The Kingpin

abertura Ecco: The Dolphin

vídeo Eternal Champions

Em compensação havia aquelas versões “ordinárias”, que pouco mudavam do original, como “Sol Feace(veja abertura abaixo), “Earnest Evans(esses dois foram lançados antes para o Sega CD, e sua maior diferença para as versões cart eram as trilhas sonoras e as belas cenas de anime na versão CD), “Earthworm Jim“, “Flashback“, “Hook“, entre outros. As vezes a versão CD era pior que o cart, como no caso de “Mortal Kombat“, que tinha um loading time insuportável nos fatalities.

Mas a prova que o console tinha um potencial muito mal aproveitado está justamente nas “pérolas gamísticas” que surgiram no Sega CD, aqueles jogos que faziam a diferença e valia a pena comprar o aparelho.

 

Popful Mail era uma ótima opção para quem curtia um rpg-ação

O mais famoso deles certamente deve ser a série Lunar, com os dois primeiros jogos, Silver Star (veja abertura abaixo) e Eternal Blue (veja abertura abaixo), lançados para o Sega CD. Games que fizeram grande sucesso e rapidamente viraram cult entre os gamemaníacos e tempos depois seriam totalmente reformulados para o Saturn (sim, para o Saturn, as versões do PlayStation são uma “cópia” do Saturn).

Lunar Eternal Blue – um dos melhores rpgs da geração 16 Bits

abertura Lunar Silver Star

abertura Lunar Eternal Blue

Outro game que merece destaque é “Silpheed” (veja abertura abaixo), que revolucionou os shooters com gráficos poligonais e cenários pré-renderizados, sem o uso de chips especiais, como no caso do Mega Drive (Virtua Racing) e Super Nintendo (Star Fox). Este jogo é um exemplo do potencial do Sega CD (quem é que não lembra daquela abertura detonante, que depois foi reproduzida no PS2??). Qualquer um que o critique é porque está com “dor de cotovelo” e não sabe apreciar um bom game.

  

Silpheed – simplesmente o melhor shooter para um 16 Bits

abertura Silpheed

Snatcher(veja abertura abaixo), outro obra-prima concebida pelo mestre Hideo Kojima (pai da série Metal Gear) com uma história totalmente envolvente, divertida e bastante criativa, que se passa em um futuro alternativo onde os Snatchers (máquinas com aparência humana) são um perigo iminente. A história segue o estilo de filmes clássicos como “Blade Runner” e “O Exterminador do Futuro”. Jogo bastante cultuado, mesmo nos dias de hoje.

Poderia citar muitos outros jogos, mas apenas esses três, que possuem estilos bem diferentes entre si, já servem de ótimo exemplo de como o Sega CD tinha um potencial invejável, para um console de 16 Bits.

  

muito sangue e mulher bonita em Snatcher

abertura Snatcher

 

Os Polêmicos FMV

Um gênero que marcou o console foram os jogos interativos, que fez muito “sucesso” (há controvérsias quanto a isso). O Sega CD foi o primeiro videogame a trazer os jogos interativos, que só existiam em arcades e computadores, para dentro dos lares dos jogadores.

Alguns talvez estejam se perguntando “o que diabos são jogos interativos?”, um gênero que hoje em dia pode ser considerado como “avô” dos jogos com mecânica QTE (Quick Time Events), em que o jogador deve apertar determinados botões em determinado tempo. Existiam dois tipos de jogos interativos: os de animações (os meus preferidos) e os filmados (com atores de verdade).

Era como assistir a um desenho ou a um filme, que em certos momentos você poderia interferir no andamento da história. Eles eram jogos diferentes dos jogos “normais”, você não controlava um personagem pela tela, sua jogabilidade era extremamente limitada e quando decorado não oferecia nenhum desafio. Além do mais, com a baixa palheta de cores que o Sega CD tinha, esses FMVs sofriam de granulações e pixels estourados na tela (alguns tinham qualidade boa, geralmente as animações – os filmados eram os que mais sofriam). Essas eram as principais críticas a esse tipo de jogo.

Star Wars Rebel Assault – seus FMVs eram feinhos, mas era super divertido

Mas vamos analisar por outro lado. Na época, o Sega CD era o único videogame que poderia oferecer esses tipos de games, que tinham sua parcela de fãs (eu mesmo gostava muito). Outro ponto positivo é que era uma novidade, algo novo que não se tinha visto nas gerações anteriores e que só estava disponível nos arcades papa-níquel. Fazia sentido sim, a Sega oferecer um suporte a esse tipo de game para o Sega CD. O problema é que talvez ela tenha exagerado e tenha deixado os outros estilos mais carentes, como os rpgs (além de Lunar, o único rpg bom que eu lembro que joguei foi Vay – havia também os ótimos Shining Force CD, Popful Mail e Snatcher, mas não eram exatamente rpgs – no Japão havia mais rpgs, que nunca foram lançados no exterior).

  

Fhey Area (esquerda) e Cosmic Fantasy (direita) são 2 rpgs (de vários) que sairam apenas no Japão

Havia muita porcaria, realmente, nos jogos interativos (o pior que já joguei era um chamado Corpse Killer – praticamente um filme trash). Foram lançados uns 40/50 títulos do gênero para o Sega CD e alguns valiam a pena uma jogada. Os melhores títulos eram da saudosa Renovation/ Wolf Team, uma das principais softhouses que davam suporte para a Sega nos anos 90. Alguns de seus jogos eram conversões de clássicos dos arcades dos anos 80, como “Time Gal“, “Road Avenger“, “Thunder Storm FX/Cobra Command” e “Revenge of the Ninja“. Outros clássicos também apareceram no Sega CD, praticamente idênticos aos originais de arcade, como o famoso “Dragon´s Lair” e “Space Ace“.

 abertura Time Gal

 abertura Road Avenger

abertura Thunder Storm/Cobra Command

Particularmente, gostava mais dos jogos nos estilos animação, que podiam oferecer bem mais “loucuras” na história que os jogos filmados. Mas tem dois jogos interativos com atores de verdade que merecem destaque. O primeiro deles é “Night Trap“. O game custou na época, para ser produzido, U$1,5 milhão.

Saca só a história: um bando de jovens (alguns malas e muitas gostosas) foi passar a noite em uma mansão da família Martin, aparentemente uma família normal. Porém mal sabiam eles que um outro grupo de jovens já havia desaparecido antes na tal casa, o que fez o SCAT (Sega Control Attack Team) montar um esquema para descobrir o que estava acontecendo, com câmeras ocultas e armadilhas espalhadas pela mansão. Você é um agente da SCAT que deve ficar monitorando os vídeos de segurança e descobrir o que está acontecendo na mansão, quando pessoas começam a desaparecer.

vídeo de “festa” em Night Trap

O jogo fez muito sucesso, especialmente por causa da mulherada que usavam roupas sexys (os voyeurs devem ter adorado), o que acabou gerando uma grande polêmica na indústria de games. Senadores e um comitê de censura diziam que o game era “uma sem vergonhice”, “ultra-violento”, “doentio” e “promovia abuso sexual infantil”. E ainda para ajudar, a Nintendo colocava lenha na fogueira dizendo que a Sega “era um mau exemplo para as crianças americanas” (jogo sujo heim, Big N).

Um monte de baboseira é claro, já que o game nem era tão violento assim e não tinha cenas libidinosas (no máximo provocantes). Na verdade o game era bem bobinho, como aqueles filmes da sessão da tarde dos anos 80 (um “Barrados no Baile”). Isso tudo só porque era um game com atores reais, um game-filme que podia ser má influência para a pirralhada. O game chegou até ser retirado de prateleiras de algumas lojas, por causa da polêmica. Night Trap foi o primeiro game da história a ter os famosos selos de censura na capa dos jogos. Se eu não me engano, Night Trap foi catalogado como “M” (mature – acima de 17 anos). Night Trap é um jogo que vale a pena ser conhecido por causa da sua polêmica, se tiver oportunidade, jogue-o!

arte original para a capa do jogo que foi censurada

O outro game não é tão polêmico e nem tão famoso, mas os seus FMV (Full Motion Vídeos) tinham uma qualidade excepcional: Kamen Rider Zo. Quem é daquela época deve se lembrar de Kamen Rider nas telinhas brasileiras, o que já era um bom motivo para se jogar o game, que trazia uma aventura muito boa e várias opções de caminhos e finais. Claro que, quem era fã da série, jogar este game tinha um gostinho especial bem diferente. Veja um vídeo do game clicando aqui.

 

a mulherada de Night Trap causou bastante polêmica

e a Big N aproveitou para jogar lenha na fogueira

 Ouriço Sônico Digital

Um clássico que não posso deixar de falar aqui é de Sonic CD, considerado por muitos fãs como o melhor game Sonic da série até hoje. Lançado em 1993 pela Sega, Sonic 1 e 2 já estavam no mercado gerando muito dinheiro para os bolsos da empresa. Na época do lançamento de Sonic 2, havia boatos que o personagem poderia viajar pelo tempo, indo ao passado ou ao futuro. Quando Sonic 2 foi lançado, os fãs viram que não havia nada disso, embora houvesse um excelente game no lugar.

Um ano depois sairia Sonic CD, que permitia as tais viagens no tempo. Ou seja, Sonic 2 foi cogitado para sair no Sega CD, mas acabou virando um game totalmente novo. O jogo trazia inúmeras novidades em comparação com os anteriores, gráficos nítidos e detalhados, novas animações para Sonic, uma trilha sonora poderosa (as músicas da versão japonesa são bem diferentes da versão americana – e ambas são geniais), animações feitas pelo estúdio Toei Animation (a mesma de Cavaleiros do Zodíaco), o jogo é IMENSO, com a possibilidade de viajar pelo tempo (os cenários, as músicas, os inimigos, tudo muda se você estiver no presente, passado ou futuro – vai levar muuuuiito tempo até você fuçar todas as fases disponíveis) e novos personagens no mundo de Sonic, como Amy Rose e o cultuado Metal Sonic.

 

 abertura Sonic CD

final Sonic CD

Enfim, assim como Sonic 1 e 2 haviam feito pelo Mega Drive, aumentando suas vendas, Sonic CD também o fez pelo Sega CD, aumentando consideravelmente as vendas depois de seu lançamento. Pena que eram poucos os jogos que tinham o padrão de qualidade de Sonic CD (diferente do que foi com o Mega Drive, que além dos Sonics possuía outros excelente games – parece que a Sega não aprendeu a lição, e as burradas começaram a aparecer…) e sem o suporte de bons games, as vendas do Sega CD começaram a cair de novo. E assim começou a queda do Sega CD, principalmente pela falta de bons jogos.

Metal Gear de Snatcher – um robôzinho que perdeu seu

corpo e foi remontado num Sega CD

Sega CD quem jogou um….

Bom, o que eu posso dizer sobre o Sega CD como conclusão? Eu tive um (na verdade dois, um japonês e outro da Tec Toy) e nunca me arrependi de ter comprado. É verdade que sua lista de jogos consagrados nem chega perto da lista de videogames como o Mega Drive e o Super Nintendo, mas os poucos que tinha já valia a sua compra.

O Sega CD foi o acessório de maior sucesso comercial da história dos videogames (afinal, ele não era um videogame propriamente dito, mas um add-on para o Mega Drive), vendendo pelo mundo em cerca de 10 milhões de unidades e com uma biblioteca de games que chega aos 400 títulos. Clique aqui para ler análises de alguns jogos do SCD.

Depois dele, a Sega ainda lançaria outro acessório, o 32X, que turbinava o Mega Drive e o Sega CD. Porém o 32X foi a coisa mais inútil que a Sega poderia ter lançado, mas isso é assunto para uma próxima matéria, ehehe

O Sega CD serviu como “cobaia” para as softhouses irem aprendendo a mexer com a midia de CD, que tinha muito mais espaço que os cartuchos. A Sega aprendeu alguma coisa (não muito) já que o seu próximo aparelho usava o CD como midia, o Saturn, coisa que ela viu enquanto estava com o SCD que essa seria a próxima mídia a dominar o mercado (coisa que a Nintendo, por exemplo, não viu quando lançou o N64).

Aqueles que criticam o Sega CD é porque não o jogaram na época em que saiu, ou se jogaram não souberam aproveitar o potencial do aparelho. Aqueles gamers que vieram na onda do Playstation e não dão o merecido valor e reconhecimento aos consoles mais antigos. Games como Road Avenger e Time Gal traziam um inovador sistema de games para os jogadores caseiros (quer você goste deles ou não). Night Trap foi um dos primeiros a ter orçamento milionário com 100% das cenas com atores de verdade. Sua mídia em CD permitia trilhas sonoras soberbas, além de vozes (Final Fantasy por exemplo, só foi ter vozes em FFX) digitais e muitas animações e videos. Jogos como Silpheed, Lunar The Silver Star, Lunar Eternal Blue, Sonic CD, Snatcher são grandes clássicos deste aparelho que mostravam o que ele poderia oferecer. Enfim, quem jogou um Sega CD, nunca vai esquecer!

Leia aqui a história de outros consoles:

Sega CD em Diversos Estilos

esse “trambolho” é o Laser Active da Pioneer, que rodava os LDs e jogos de MD e SCD – custava apenas U$600

Aiwa Mega CD – certamente a aparição mais extravagante da Sega – um rádio portátil, com toca-fita e compatível com o MD e SCD

WonderMega foi fabricado pela JVC e era um MD juntamente com um SCD

o X´eye é a versão americana do WM – fracasso total

o CDX é peça para colecionador e objeto de desejo dos fãs – MD e SCD no tamanho de um discman portátil

Mega CD Karaokê – como o nome já diz, tinha função de karaokê (coisa que a japonesada ama)


Os Jogos Clássicos

Welcome to the Next Level

comentários
  1. helisonbsb disse:

    clássico dos clássicos! sempre leio e releio essa pérola dos games!!!!belo post! ainda tenho alguns títulos de sega cd que jogo muito em casa: solfeace, earnest evans, sega top five, sonic cd e outros!!!!bons tempos, a verdade que existe muito jogo de segacd que eu nunca joguei ! mas, com o tempo e dinheiro vou tentando jogar aos poucos,,,,estou sem tempo ultimamente, mas é bom jogar de vez em quando!!!!feliz dezembro e natal a todos!!!!!!bons tempos!

  2. bonfim0alex disse:

    Meu parente de São paulo tinha o Mega CD e dizia maravilhas dele. Pela matéria percebe-se que era verdade pura. Carismáticos os videogames da Sega.

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