A História do PC-Engine/TurboGrafx-16

Publicado: 06/02/2013 por Márcio Alexsandro Pacheco em Artigos, História dos Videogames, PCE
Tags:, , , , , ,

A História do PC-Engine/TurboGrafx-16

artigo por: Márcio Pacheco

E estamos de volta com uma das matérias mais apreciadas do site, desta vez contando a História do PC-Engine/TurboGrafx-16. Mas se você é um jovem gamer que está se perguntando “que caralho de videogame é esse que nunca ouvi falar”, não se preocupe que vamos lhe explicar nos mínimos detalhes Quem, O Que, Quando, Onde , Como e Porque esse não tão famoso console surgiu.

Mas enquanto isso, uma rápida introdução para despertar a curiosidade do leitor, ou para trazer boas recordações de uma época distante para aqueles que lá estiveram. O PCE foi um console de grande sucesso no Japão, que rivalizava com os queridinhos Mega Drive e Super Nintendo.

Mais do que isso, ele foi o primeiro videogame da história a utilizar o CD-Rom como mídia para os seus jogos, uma verdadeira revolução no mundo dos games  nos anos de 1980. Se você pensava que o Sega CD (isso que eu já ouvi molecada por aí falando que foi o PlayStation…. tsc tsc) foi o primeiro console a usar o CD, está enganado, essa é uma honra destinada ao PCE, um console que foi o lar de jogos fantásticos, mas que por injustiças da vida, não ganhou grande notoriedade fora do Japão.

Mas ele possui uma legião fiel de seguidores, inclusive aqui no Brasil (essa vai para o meu amigo Marcelo do Universo PCE). Eu ainda me lembro daquela época de ouro dos videogames, os saudosos anos 80, mais precisamente o final dessa década. Os clones do Nintendinho reinavam por aqui e o Master System logo chegaria através da Tec Toy.

Eu folheava as revistas de videogames da época e via as fotos de jogos desse console e ficava “babando”, afinal eram bem mais bonitos que os dos concorrentes Nintendinho, Master System e MSX. Mas diferente desses três que você encontrava em qualquer lojinha de esquina, o PCE e seus jogos eram mais difíceis de se encontrar e quando se achava, o preço era exorbitante.

Eu fiquei vários anos “namorando” esse console através de revistas e matérias especiais, mas só muito tempo depois, através de emuladores, pude conhecer e jogar seus maravilhosos e apaixonantes jogos. Depois desse breve relato, fique agora com a história desse incrível console.

O nascimento de um carismático console

Meados dos anos 80, o mercado de videogames era dominado pela poderosa Nintendo e o seu Nintendinho 8 Bits. A Sega lançou o seu Master System com um relativo sucesso, mas longe de ameaçar o império da Big N. Super Mario e Alex Kidd eram as mascotes de destaque de suas respectivas empresas.

Em 1987 surgia no Japão o PCE, um console super compacto (quase do tamanho dos saudosos disc-man – para os padrões de hoje, seria do tamanho de um tablet) de cor branca e de grande potencial se comparado aos seus concorrentes, com uma capacidade gráfica bastante superior e o primeiro videogame estéreo lançado. Feito através da união da poderosa companhia japonesa multinacional de componentes eletrônicos NEC (Nippon Electric Company) com a softhouse Hudson Soft (que desde 2005 tem a Konami como proprietária majoritária), que já lançava games para outros consoles e computadores japoneses (clássicos como Bomberman, Adventure Island e Bonk), o console logo caiu nas graças dos gamers nipônicos.

como dizem “tamanho não é documento”

A Hudson Soft, uma empresa relativamente jovem, fundada em 1973, lançava vários jogos para a Nintendo, e até tentou um acordo com a empresa de lançar chips gráficos avançados, mas a Big N não curtiu muito a ideia e não houve acordo nenhum (algo similar aconteceria anos depois quando a Nintendo rejeitaria o projeto da Sony para um CD-Rom para o Snes). Foi aí que a Hudson se juntou a NEC e juntas resolveram abocanhar uma fatia do lucrativo mercado de videogames. Todo o projeto do PCE foi feito pela Hudson Soft enquanto a NEC cuidava da distribuição do aparelho.

Embora muitos pensassem que o PCE fosse um console de 16 bits por causa de suas capacidades gráficas superiores aos dos concorrentes, ele era na verdade também um console de 8 bits. Essa “confusão” (ou seria técnicas de marketing da empresa) se dava ao fato do console usar uma placa gráfica de 16 bits, que proporcionava gráficos fantásticos para a época, mas sua CPU principal era de 8 bits, o que o colocava na mesma categoria do Master System e do Nes. Mesma categoria, mas notadamente com especificações técnicas superiores, que permitia sprites enormes na tela, uma palheta de cores expandida e capacidades sonoras que o tornavam um rival até mesmo para os 16 Bits que AINDA seriam lançados. Tinha uma resolução máxima de 512 x 242, reprodução de 512 cores (482 simultaneamente, sendo metade para sprites e metade para cenários) e sprites de até 32 x 64 pixels, além de seis canais de áudio PSG (Gerador de Som Programável).

 

Wonder Boy in the Monster Land foi um dos primeiros jogos a sair para o PCE

 

e claro que não poderia faltar Street Fighter 2, em sua versão Champion Edition, lançada anos mais tarde no formato HuCard com surpreendente qualidade

O videogame logo ganhou grande popularidade no Japão, graças em parte a Hudson Soft (na verdade foi ela desde o início que sempre carregou o PCE), criadora de vários jogos exclusivos que faziam sucesso e a também a vários jogos eróticos que saiam para o console (coisa que o recatado nintendinho não tinha, eita japonesada tarada!). A febre aumentou e o console já até desafiava os domínios do Nintendinho em terras japonesas, batendo o rival em vendas. O PCE possui uma vasta galeria de jogos que infelizmente nunca foi lançada fora do Japão. A maioria dos jogos era feita exclusivamente para o console, e só não ganhou mais títulos de renome por causa do contrato de exclusividade que a Nintendo impunha às produtoras da época. Um problema que a Sega também possuía com o seu Master System, já que ambos os consoles poderiam ter ganho mais popularidade se tivessem os games “famosos” da época.

Outro grande diferencial do console que chamava a atenção era o formato de seus “cartuchos” de games, os HuCards, que eram no formato de cartões de crédito. Comparado aos cartuchos tradicionais, ele era bem menor e compacto. Nos EUA eles foram batizados de TurboChips. A Hudson apenas aproveitou uma boa ideia que já havia utilizado alguns anos antes, o BeeCard, um cartão que continha jogos para o MSX. Para aqueles que estão se perguntando o porquê desse nome, o logotipo da empresa era uma simpática abelhinha (Bee significa abelha em inglês). Uma curiosidade: o modelo original do Master System também aceitava o uso de cartões, além dos cartuchos, mas os jogos eram bem mais simples.

HuCards, fáceis de se transportar

E surge o CD-Rom

Em 1988 surgia um rival poderoso, com um visual moderno, na cor preta com detalhes em azul e dourado… o Mega Drive fazia sua estreia no Japão. Mesmo com o mercado do PCE abalado com a chegada do concorrente, o PCE manteve-se forte, e nesse mesmo ano ganharia um forte aliado. Um periférico que permitiria o uso de CD-Rom.

Era lançado o PC-Engine Intarface Unit CD-Rom System, e eis que uma revolução acontecia, pela primeira vez na história, um videogame ia receber um periférico de CD-Rom para rodar os seus games (no Japão já existia o PC FM Towns Marty da Fujitsu, mas ele já era “completo” de fábrica, não precisando de add-on). O CD era uma mídia relativamente nova e desconhecida e que seria usada para jogos de videogame. Não é preciso dizer que no Japão essa novidade explodiu em vendas e levou o público a um novo patamar, a uma nova e incrível geração de imagem e som, era a história sendo feita, já que o CD alguns anos depois iria substituir os cartuchos de videogames.

 

Fighting Street, mais conhecido como o primeiro Street Fighter,

foi um dos primeiros games em CD lançados para o console.. era bem ruinzinho

Além de permitir melhores gráficos e uma qualidade sonora digital maravilhosa (as trilhas sonoras dos jogos em CD do PCE eram impecáveis), aberturas animadas e vozes, o CD tinha a vantagem de possuir uma grande capacidade de armazenamento de dados, além de um custo beneficio bem mais em conta para as softhouses. Por outro lado era uma mídia nova e pouco conhecida pelas empresas da época, com um potencial não totalmente aproveitado pela falta de conhecimento técnico. Mas é claro que isso não impediu o periférico de ser um grande sucesso, e em pouco tempo teria também uma biblioteca de jogos inestimável, além dos jogos lançados em HuCards.

 

Castlevania X: Roundo of Blood é considerado um dos melhores games

da série, com gráficos e sons espetaculares e várias animações estilo anime

A famosa e clássica franquia de RPG “Ys” ganhou versões no PCE com várias animações com vozes digitalizadas e trilhas sonoras fantásticas que eram o suficiente para ganhar uma legião de fãs (o que na época era uma grande novidade – clique aqui para assistir as aberturas de Ys 4 no PCE).

Outros games também fizeram história, como o espetacular Dracula X: Rondo of Blood (o prequel do famoso Symphony of the Night do Playstation – veja introdução do jogo no vídeo acima), o suspense cyberpunk mais famoso dos games: Snatcher, (clique aqui para ler uma review da versão Sega CD) a série de RPGs Tengai Makyo e Cosmic Fantasy; a antológica série Valis (com quatro títulos, excelente jogo de plataforma, sendo o mais famoso o Valis III – veja introdução no vídeo abaixo e clique aqui para ler uma review da versão de Mega Drive), com a inesquecível história da guerreira Yuko Ahso contra as forças do mal do Mundo das Trevas.

 

 

a série Valis teve quatro games no PCE, esse da foto é o mais famoso, Valis III, que

mostrava do que o PCE-CD era capaz, com animações espetaculares

O console também se destacava pelos seus ótimos shooters (os jogos de “navinha”, extintos hoje em dia…. uma pena, eu adorava esse estilo – aliás, o PCE junto com o Mega Drive possuem uma lista de shooters pra fazer inveja a qualquer console) como Lords of Thunder (com uma trilha sonora rock n´roll destruidora, também há uma versão para Sega CD igualmente boa – veja introdução e a primeira fase mais abaixo)Gate of Thunder (a resposta do PCE para Thunder Force III – clique aqui para assistir a abertura)Super Air ZonkSuper Star Soldier (clique aqui para assistir a um comercial)Blazing LazersSpriggan (clássico da Compile, clique aqui para assistir a abertura) entre vários outros. Infelizmente o console tinha uma limitação de memória RAM (apenas 64Kb), o que levou a NEC a lançar os System Cards, que eram cartões que aumentavam a memória do sistema permitindo jogos mais elaborados. Com o tempo, vários cartões foram lançados:

  • System Card 1.00
  • System Card 2.00
  • System Card 2.10
  • Super System Card
  • Arcade Card Pro
  • Arcade Card Duo

Os games que precisavam do Super System Card traziam a inscrição “Super CD” e os do Arcade Card Duo, “Arcade Card CD”. Com o lançamento do Mega Drive e posteriormente do Super Famicom e Mega CD, os jogos do PCE-CD ficavam cada mais elaborados e complexos (os benefícios da boa e velha competitividade). O Arcade Card era tão poderoso que permitia conversões de jogos de Neo Geo, infelizmente teve poucos jogos criados e nem foi lançado nos EUA.

Falando em Mega CD, ele foi lançado em 1991 e era aguardado com grande expectativa e ansiedade pelos japoneses, certamente um rival ameaçador ao PCE. Chegou a vender bem no início, porém os primeiros jogos a serem lançados eram fraquíssimos, não aproveitando bem todo o potencial do sistema e do CD, pecava na falta de bons RPGs, que os japoneses amam, coisa que o PCE a essa altura já tinha bastante.

E assim a NEC foi levando com um sucesso razoável, mesmo com a concorrência do Nintendinho e do Mega Drive, até que no final de 1990 era lançado o Super Famicom, o 16 Bits da Nintendo. O novo console da Nintendo foi um sucesso de vendas, deixando para trás todos os outros concorrentes, inclusive o PCE.

 

Lords of  Thunder (ou Winds Of Thunder) é um dos melhores shooters de todos os tempos, com gráficos arrasadores e trilha sonora sensacional pra metaleiro nenhum botar defeito

Enquanto isso nos EUA

Mas então se o console era superior aos concorrentes, tinha bons jogos e caiu na graças dos japoneses, porque não ficou famoso aqui no ocidente? Vamos voltar no tempo para descobrir o que aconteceu. Em 1989 a NEC decide lançar o PCE no mercado americano, mudando o nome do console para TurboGrafx-16. Ele era da cor preta e beeemmm maior que o seu irmão japonês (americanos e suas manias de grandeza). Foi marqueteado como o primeiro console de 16 Bits, uma técnica que logo foi rechaçada pela equipe de marketing da Sega que lançavam frases como “Genesis – o verdadeiro primeiro 16 Bits lançado”. Aliás, o Genesis (o Mega Drive americano) foi lançado quase que simultaneamente com o TurboGrafx-16, mas diferente do Japão, foi o Genesis que caiu como uma luva no gosto dos americanos com seus jogos de esportes e estilos variados.

esse é o Turbo Duo, versão mais moderna

do aparelho que usa cartão e CD

Outro grande problema do TG-16 era que o console tinha apenas UMA entrada para joystick (enquanto o Genesis tinha duas). Quem quisesse jogar com mais pessoas, tinha que comprar um adaptador multitap, um acessório que permitia até cinco controles. Além disso, o Genesis tinha vários lançamentos, jogos variados e muitos deles conversões caseiras de arcades de sucesso, enquanto o TG-16 tinha poucos lançamentos, sem dizer que não eram lançados os jogos japoneses de maiores sucessos, e sim jogos fracos e obscuros. E ainda faltava o suporte de softhouses renomadas (culpa do contrato de exclusividade da Nintendo), e a maioria dos seus jogos eram lançados pela Hudson Soft e a NEC.

Se na terra do sol nascente o PCE era mais popular que o Mega Drive, na América do Norte e na Europa levava uma surra bonita do seu rival, tanto que mal é lembrado nesses lugares. Sim, ele possui uma legião de fãs ao redor do mundo, é claro, mas está longe de ser lembrado como a rivalidade Mega Drive vs Super Nintendo foi. E aqui no Brasil a história não foi diferente, fazendo dele um console obscuro em terras tupiniquins.

A mesma coisa aconteceu com o lançamento do Sega CD e do Turbo CD, os periféricos de CD das empresas para os seus consoles. Enquanto o Sega CD tinha uma forte campanha de marketing e lançamentos de peso, ganhando a preferência dos consumidores americanos, o Turbo CD e seus games não eram muito populares. Na verdade até a Nintendo sofreu com a concorrência predatória da Sega em território americano, mais ainda assim o seu Super Nintendo era bem mais popular que o TurboGrafx-16. Em 1992, a NEC chegou a criar um personagem, o Johnny Turbo, para fazer chacota da Sega/Sega CD. Mas a essa altura o TG-16 já havia sido derrotado pelo Genesis há tempos, e a Sega focalizava seus esforços contra a Nintendo/SNES e simplesmente ignorava a NEC e seu console. Nem é preciso dizer que o tal Johnny Turbo não teve uma vida muito longa.

com vocês o super-herói que vai salvar da malvada Sega

(ele chamava de Kega) Johnny Turbo … era bem feinho não?

A NEC e a Hudson Soft numa última tentativa fundaram uma nova empresa nos EUA, a Turbo Technologies Inc. (TTI). Essa empresa lançou o Turbo Duo, o aparelho que juntava o uso de cartões e CD em um só. Porém a empresa não foi muito bem no marketing do Turbo Duo e as vendas foram de mal a pior forçando a TTI a parar com a fabricação do aparelho, antes mesmo de lançar no mercado americano as novidades que saiam no Japão, como Street Fighter 2 Champion Edition (lançado em HuCard e não em CD e com gráficos impressionantes para um 8 Bits – clique aqui para assistir um vídeo da jogabilidade) e o Arcade Card, que adicionava mais memória ao console e permitia jogos mais elaborados como por exemplo Fatal Fury Especial (clique aqui para assistir um comercial) e Art of Fighting.

Bonk era simpático, mas não emplacou como mascote

Se a Nintendo tinha o Mario e a Sega o Alex Kidd (mais tarde substituído pelo Sonic), o PCE também precisava de uma mascote, o que não demorou muito para aparecer. Criado pela Red Company e Atlus (publicada pela Hudson Soft), surgia Bonk, um menino das cavernas cabeçudo.

Bonk´s Adventure (PC-Genjin no Japão) era o primeiro jogo do personagem, um jogo de plataforma bem colorido e carismático, que não fez muito sucesso, mas acabou virando mascote do PCE. A história do jogo mostra Bonk, um menino das cavernas que luta contra dinossauros e inimigos inspirados na pré-história para salvar a princesa Za (ironicamente um pequeno dinossauro rosa) contra o malvado King Droll (um tiranossauro verde).

A série Bonk tem cinco jogos, três para o PCE e dois para o Snes (tirando os vários ports e remakes para diversos consoles – talvez por isso, por não ser um personagem exclusivo do PCE, Bonk não agradou como mascote). Entrementes, outro personagem da Hudson Soft que ganhou destaque no console foi Bomberman, com vários títulos lançados para o console.

 

Bonk ganhou três títulos no PCE e todos

são considerados excelentes games

A NEC lançou vários modelos do PCE, além de acessórios como mouses, controles, pistolas, expansão de memória, karaokê, além claro do drive de CD-Rom. Veja abaixo alguns modelos:

PC-Engine

O primeiro de todos os PCE, lançado em 1987.

PC-Engine Core Grafx I

Com o surgimento do forte concorrente Mega Drive, a NEC lança um novo modelo mais barato.

PC-Engine Core Grafx II

Outro modelo mais compacto e barato.

PC-Engine Shuttle

Modelo promocional em formato de nave espacial, poucas unidades foram feitas, item de colecionador.

PC-Engine Interface Unit

Em 1988 seria lançado o add-on com CD-Rom.

PC-Engine Duo

Com o lançamento do Mega CD que ganhava mais atenção e logo também do Super Famicom, a NEC lançou o Duo, que juntava a unidade de cartão e CD numa só, além do Super CD Rom 2 embutido, jogos em CD que utilizavam mais ram e eram melhores. A partir de então, em parte graças à concorrência, jogos cada vez melhores foram lançados assim como uma penca de ótimos RPGs (a maioria não chegou a ver a luz no ocidente).

PC-Engine Duo-R

Lançado em 1993, a essa altura o Super Famicom já dominava o mercado japonês, mesma coisa que o Duo, só que na versão branca e mais barato.

PC-Engine Duo-RX

Um modelo mais moderno, com mais memória ram e controle de 6 botões. Foi o último modelo a ser lançado, em 1994.

PC-Engine Super Grafx

Lançado em 1989, foi um dos maiores fracassos da NEC, era para ser um PCE mais poderoso, mas perdia para o Mega Drive. Foram lançados apenas seis jogos e os jogos de cartão dos outros consoles são compatíveis com ele.

PC-Engine CD-Rom 2 System

Modelo produzido exclusivamente para se encaixar no Core Grafx 2.

PC-Engine LaserActive

Olha só que catatau. Feito em conjunto com a Pioneer para rodar jogos de PCE e também jogos de LD (Laser Disc). Foram feitas pouquíssimas unidades, pois quando foi lançado já tinha uma versão com o Mega Drive que não ia bem de vendas.

PC-Engine GT

Também conhecido como Turbo Express nos EUA, nada mais é do que um PCE portátil e pode rodar todos os jogos em cartão lançados e ainda podia funcionar como um módulo de TV.

PC-FX

Produzido totalmente apenas pela NEC e lançado em 1994, seria o sucessor de 32 Bits do PCE. Saiu apenas no Japão e foi um fracasso, não sendo rival para o poderoso Playstation da Sony.

PC-Engine LT

Com certeza o sonho de consumo dos colecionadores. Um modelo semiportátil (não usa bateria) com uma tela e sistema de som próprio, como um laptop. Modelo raríssimo, uma “pérola negra” em qualquer coleção.

Um concorrente obscuro, mas não menos digno

Certamente a maioria dos gamers por aí que viveram nessa época dos 8/16 Bits devem se recordar de Sonic, Mario e Alex Kidd; Nes, Master System, Mega Drive e Super Nintendo; Sega vs Nintendo, tudo isso que certamente representam o expoente máximo de uma geração de ouro que guardamos com afeto e saudosismo. Mas atrás desses gigantes havia mais um representante, que teve sua glória no Japão com pérolas gamísticas e não menos digno.

O PCE pode ser um videogame obscuro aqui no ocidente, mas viveu sua glória no oriente com uma vasta e respeitosa biblioteca de jogos. O PCE teve sua produção encerrada em 1995 (no Japão parece que curou mais uns 4 anos ainda), no fim da era Mega Drive vs Super Nintendo e início da era Saturn vs Playstation.

Ironicamente, anos depois a NEC iria se juntar à sua rival Sega para criar o chip principal do Dreamcast, o PowerVr2. E seu legado ainda continua através do Virtual Console da Nintendo, com vários títulos a disposição para download. Gate of Thunder foi lançado em 2007 no Virtual Console dos EUA, fazendo dele o primeiro jogo em CD do sistema lançado na América do Norte.

O PC-Engine pode não estar entre o mais famosos, mas indubitavelmente deixou sua marca na história dos videogames e na sua legião de fãs.

Leia aqui a história de outros consoles:

Comerciais do PC-Engine

Os Jogos Clássicos

Alien Crush, um criativo jogo de pinball e Devil Crush era ainda melhor
Legendary Axe 2, para quem queria ser Conan Atomic Robô Kid, uma boa opção de shooter
Batman era bem divertido Blazing Lasers é um clássico shooter do PCE
PCE não tinha a série Contra, mas contava com Bloody Wolf Bomberman 94, um dos vários que saiu para o console
Bonk´s Revenge, segundo game do cabeção No terceiro ele podia ficar gigante
Em Coryoon você controlava um filhote de dragão em um shooter fofinho O clássico After Burner II apareceu no PCE em uma ótima versão
Em Dragon Spirit você controla um dragão em outro shooter bacana F1 Circus teve vários jogos no PCE
Fantasy Zone da Sega apareceu com seus cenários coloridos Final Soldier era outra boa opção de shooter
Para quem gosta de futebol tinha Formation Soccer Galaga 88, upgrade do Space Invaders
Hit the Ice era outra opção de jogos de esporte O clássico Gradius da Konami
Neutopia era um rpg estilo Zelda muito bom Ninja Gaiden em uma grande versão
Ninja Spirit, outra boa opção de jogo de ação E mais um ninja, desta vez Shinobi da Sega em uma versão igual do arcade
Entre Ninja Warriors da Taito era bem ruinzinho Operation Wolf era bacaninha
Mais um clássico da Sega, Out Run em uma ótima versão Parodius da Konami também deu as caras
Super Air Zonk, mais um shooter de qualidade Salamander da Konami era um ótimo shooter
Splatterhouse era puro sangue na tela Super Star Soldier, um bom shooter com visão áerea
Super Volleyball Turrican, um bom jogo de ação
Mais um clássico da Konami, Twin Bee Gradius II da Konami
Advanced VG era um jogo de luta com beldades Mais um clássico da Sega em uma boa versão, Altered Beast
Art of Fightin era para Árcade CD Avenger, mais um shooter de qualidade
A série de rpg scifi Cosmic Fantasy fez grande sucesso no PCE Em Cotton você controlava uma bruxinha
Clássico dos fliperamas, Doublé Dragon II Download 2 era um bom shooter
Dracula X, considerado por muitos uns dos melhores Castlevania de toda a série Dragon Ball teve um excelente jogo de luta
Dungeon Explorer explorava o mundo de magias e lendas Exile, outro bom rpg
Forgotten Worlds da Capcom em uma grande versão Gate of Thunder, excelente shooter que veio em resposta ao Thunder Force III
O clássico Golden Axe não recebeu uma versão muito boa, era bem ruinzinho Gotzendiener era um bom  jogo de ação
O console também teve games de animes famosos como Gunbusters Ranma 1/2
Tenchi Muyo E Sailormoon
Legend of Xanadu 2, outra boa opção para rpg O clássico Lemmings
Adventure Loom da Lucas Arts também saiu para PCE Macross 2036, um excelente shooter exclusivo para o console
Neutopia 2, ainda melhor que o primeiro Ninja Spirit
Popful Mail era um jogo que misturava rpg e ação O clássico Prince of Persia
O divertido Puyo Puyo O shooter R-Type em uma excelente versão
Assim como o excelente Sapphire Schbibin Man 3 era um excelente jogo de ação e plataforma
O cultuado ciberpunk Snatcher e sem censura O clássico Strider da Capcom em uma versão genial
Strip Fighter 2, uma paródia não oficial de SF2 Super Darius, clássico shooter
Valis 3 era um jogo genial de plataforma, com animações e trilha sonora fantástica Assim como sua continuação, Valis IV, que manteve a qualidade mas saiu apenas no Japão
Lords of Thunder, um dos melhores shooters de todos os tempos E o mega-clássico rpg Ys, que teve quatro games no PCE

comentários
  1. kra parabens por me fazer voltar aos tempos de criança

  2. O TurboGrafx-16(US) a.k.a. PC Engine(JA) era um console porreta. Infelizmente, eu nunca tive a oportunidade de experimentá-lo, pois eu vivi apenas a era do SNES. Infelizmente ele não teve muita recepção fora do Japão, mas fora um dos três maiores consoles de 16 bits de todos os tempos.

  3. Alvaro Mello disse:

    Muito bom artigo. Aborda um grande console que não brilhou muito no ocidente. Gostei da lambrança dos clássicos, como Neutopia. Muitos dos jogos desse console dariam bons artigos, FIKDIK!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s