Black – destrua tudo que encontrar pela frente neste belíssimo FPS!

Publicado: 21/02/2013 por Eduardo Farnezi em Análises, PS2, Xbox
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*Análise escrita no período de lançamento do game*

Depois de Halo, muito se especulou quanto ao futuro dos shooters nos consoles caseiros da atual geração. Dentre todos os shooters “pós – Halo”, o que mais ganhou notoriedade foi Kill Zone, game este que, devido a Sony e a produtora Guerrilha, chegou a ser batizado de “Halo Killer”. E infelizmente “Kill Zone” não pegou.

As reclamações quanto a “Kill Zone” se davam em especial aos constantes bugs de imagem, além da linearidade do game, algo que para um game que prometia não ser linear e ser visualmente lindo foi um desastre. Apesar disso o game foi por um bom tempo o melhor shooter do PS2.

O segundo shooter que ganhou uma grande notoriedade foi Project: Snowblind, que apesar de não ter tido o hype que teve Kill Zone, ficou com o título de melhor shooter para o PS2 durante muito tempo, sendo considerado por muitos um game melhor do que o próprio Halo.

Entretanto, mesmo com Project: Snowblind, Halo ainda era visto como o melhor shooter desenvolvido para consoles por toda a indústria videogamístca. Era, pois surgiu o rei absoluto dentre todos os shooters para consoles.

Vindo das mesmas mentes lunáticas que criaram Burnout, a Criterion acaba de lançar o shooter que mal saiu e que já mastigou, pisoteou e gargalhou do antigo campeão Halo. Apresento-lhes Black.

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O ápice dos shooters

Desde o seu período de desenvolvimento Black atraiu uma atenção toda especial para si, em especial por dois motivos: O primeiro eram os vídeos de destruição incessante que Black apresentava. O segundo foi o hype que este despertou após tais vídeos de ser o real “Halo Killer”.

Tal hype não era à toa. Nos trailers apresentados pela Criterion, notava-se algo que não existia em nenhum outro shooter, seja ele para consoles ou PCs: a destruição radical e total do cenário durante o tiroteio. Ou seja, uma interação nunca antes vista em game NENHUM.

Tudo indicava que um game deste calibre apenas rodaria em um X-Box 360, até que veio a inesperada surpresa: o game estava sendo desenvolvido para Xbox e (acredite) PS2!

A partir daí o hype em torno do game se elevou a potência de 1000 e este foi considerado o próximo “Halo Killer” da geração. Muitos estavam certos disso, porém, após Kill Zone, muitos estavam rindo da possibilidade.

Imagino que devem estar muito curiosos quanto ao o que faz deste game tão superior assim a todos os outros shooters de consoles, elevando-o a potência de um FEAR ou um Half Life 2. Para saber disto duas coisas são necessárias: que leiam o resto desta análise e que logo após, corram desesperadamente para comprar e jogar essa obra-prima do entretenimento eletrônico.

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Takedown!!!

Esta foi uma palavra muito famosa depois do sucesso que foi Burnout 3. O motivo de tanto sucesso com certeza foi o nível de destruição e explosões inacreditáveis para um game de corrida. Na verdade, apesar de ser um racer game, parece de Burnout foi desenvolvido com foco na destruição total e iminente.

Agora imagine a mesma equipe insana, que em um game de corrida fez tudo isso, trabalhando em um game onde atirar e destruir é o foco principal por natureza, e você terá uma impressão exata do que é Black.

Destruir, matar, destruir, explodir e destruir de novo é o que o jogador fará durante todo o game. Para muitos, tal frase pode parecer provinda de um game que é tão duro e flexível como um tijolo, mas acredite, é exatamente por esta “simplicidade” que você amará Black, mesmo porque, o que pode ser melhor do que destruir tudo a sua volta com uma AK-47 filha da p***? Eu sei o que, NADA!

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Começando do começo

Bem, passando este meu momento de empolgação de destruição total e iminente, vamos a uma análise técnica e necessária deste explosivo game.

Isso é um jogo de 360?

Esta será a pergunta de qualquer um que tenha um pouco de noção de games ao ver de relance uma imagem de Black. Esqueça Dead or Alive 4, esqueça Call of Duty 2, esqueça Perfect Dark Zero, esqueça tudo o que já teve a chance de ver em um 360. Pois o que estará vendo, é um game de PS2 / Xbox que vai lhe enganar completamente neste sentido!

Não, isto não é exagero. Assim que você der o primeiro tiro no game entenderá o porque de Black ser o mais belo desta e até mesmo do começo da próxima geração. Assim que começar o tiroteio, você vai começar a babar. Serão vidros se espedaçando, pontes caindo e se destruindo, explosões totalmente pirotécnicas acontecendo na sua frente, pilastras virando farinha a cada tiro. São tantas coisas que podem ser destruídas e explodidas que parece que o PS2 / Xbox não vai aguentar e explodir ou dar um “pau” violento.

Toda esta pirotecnia ainda é banhada com poeira levantando a todo momento e acredite, muita poeira. Daí você pensa: “eu já vi isto em FEAR”, e eu lhe digo meu amigo, não viu não!

Em FEAR cada tiro dado realmente levanta uma poeirinha no local acertado, mas em Black isso não seria suficiente, pois se uma ponte cai, ou se um tanque de guerra é destruído depois de um tiro de bazuca, uma “poeirinha” não seria suficiente para traduzir o que realmente aconteceria na realidade.

As partículas de poeira em Black são de tamanha qualidade e quantidade que em certos momentos o jogador não vai ver nada na frente do nariz, tamanha foi a destruição e a pirotecnia que o próprio jogador causou no cenário. Pode parecer muito forçado, mas é lindo de se ver!

Não é apenas na pirotecnia que o visual de Black se destaca, todos os personagens, desde os principais, ate os coadjuvantes, sejam aliados ou inimigos, são construídos com um número respeitável de polígonos e texturas, o que dá aos seres humanos do game uma naturalidade fora de série.

Não satisfeitos com isso, a Criterion também teve todo este trabalho para com os cenários do game. Todos muito belos, realistas e prontinhos para serem totalmente destruídos em uma orgia de destruição. Destaque para os efeitos metálicos, de partículas de pó e de vidro, que se estilhaçam com uma naturalidade digna de Half Life 2 (quem já jogou HL2, vai entender).

Outro ponto extremamente positivo foi a competência da equipe na modelação das armas do game. Todas com um nível de realismo impressionante devido a um sistema de reflexo e metalização fora do comum.

Com certeza a AK-47 é a melhor arma de todas. Quando você pegar uma e começar a atirar pra tudo quanto é canto, não serão raras as vezes que irá dizer: “P*** que pariu, essa arma é a mais filha da p*** de todas!!!!!!”

Com toda esta qualidade você pode pensar que os cenários devem ser bem simples e que o frame rate deve ser um inferno de instável, em especial no PS2 certo? Bom, se pensou isso, nunca esteve tão errado em sua pobre vida.

Na verdade o que se vê é o contrário. Todos os cenários são super detalhados e o frame rate quase nunca cai, mesmo quando está ao mesmo tempo na tela: tiros, personagens, fumaça, explosões, destruição  até a sua sogra poderia estar ali, e o frame rate dificilmente cairia.

Enfim, que me desculpe o 360, que me desculpe o Game Cube e seu Resident Evil 4, que me desculpe o XBox e seu Ninja Gaiden, mas com larga vantagem Black é o game mais belo desta geração e não vai ser mais batido neste aspecto. Um trabalho digno de oscar da Criterion que está de parabéns!

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Aumenta o som que vale a pena

Assim como Kill Zone, Black tem uma sonoplastia primorosa nos dois sentidos: tanto o de efeitos especiais, quanto a música do game.

No fator efeitos especiais ele é uma espetáculo à parte. Apesar de toda a zona que se vê na tela, tudo tem sua sonoplastia individual. Você vai escutar o som da fumaça, o som dos tiros, o som dos soldados conversando, o som dos vidros sendo destruídos, o som das pilastras sendo esfarinhadas, o som de seu coração batendo feito louco…
Peraí, este último não tem nada haver com o som do game, é só você mesmo.

Apesar de na hora tudo parecer uma zona, é a zona mais organizada possível, mesmo porque, em uma guerra, tudo isso se mistura causando medo e pânico. E é isso que a sonoplastia in-game de Black fará para o jogador.

Já na parte da trilha sonora, o game realmente se superou. A Criterion selecionou para a produção da trilha sonora o produtor musical Michael Giacchino e o compositor Chris Tilton.

Experientes no ramo, ambos já trabalharam em game como Medal of Honor e Call of Duty, logo já se poderia esperar algo da mais alta qualidade, mas o que se viu, foi algo muito superior aos game citados.

O tema de Black é o tema mais belo já feito para um game de guerra, enquanto as outras trilhas seguem de muito perto a mesma superior qualidade do tema. A trilha tem mais de 40 minutos de duração da mais bela música característica de guerras que já se ouviu em um game. Ação, heroísmo, drama, tudo representado sonoplasticamente de maneira triunfal.

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Tão gostoso de jogar quanto é ver e ouvir!!

Um game, seja de qualquer gênero, não é nada, mesmo que belo, sem uma jogabilidade sólida e gostosa. Neste ponto, Black volta a brilhar novamente.

Fácil de ser jogado, macios controles e mira perfeita. Isto resume bem o que é jogar Black. Tanto no controle do XBox, quanto no Dual Shock do PS2, o game se sai muito bem. Neste jogo você não poderá se utilizar da desculpa do controle por ter errado o alvo que estava a 2 cm de você e morrer por isso.

Aliás, um mito que se criou em Black foi que somente se precisaria ser o Rambo, saindo na frente de todos e matando tudo para se dar bem no game. Quem jogar deste jeito não vai durar 10 minutos com vida.

Apesar disto ser muito divertido, a estratégia é sim necessária para prosseguir no game. Momentos em que se deve esconder e esperar a hora certa para atacar, e momentos em que o melhor é dar uma de Snake e se esconder nas sombras e pegando o inimigo de surpresa não serão raros e são necessários para o prosseguimento no game.

Ou seja, é preciso atirar muito, mas usar a cabeça de vez em quando, alem de lhe ajudar muito durante certos momentos do game, não mata ninguém!

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E não tem história? Tem sim senhor!

Apesar de você, leitor, já ter lido em muitos lugares que o game não tem historia, isso é uma mentira muito deslavada.

O game tem sim uma história, que assim como o jogo como um todo é simples, sem todos os clichês de Medal of Honors da vida. Apesar de simples é funcional e agrada ao escolher não ficar “amassando barro” e estragar a experiência ação “non-stop” de Black.

Em Black, o jogador encarna Jack Keller. Jack é um mercenário que nesta missão esta envolvido com um grupo militar clandestino do Leste da Europa.

Simples assim. Você parte sabendo disso e durante o game, caso repare nas cenas de história, descobre uma coisinha ou outra mais importante. Digo caso você repare as cenas de história, porque na verdade elas nem são muito reparadas durante o game, pois você provavelmente vai querer mesmo é atirar mais e mais.

Entretanto é bom ressaltar que caso escolha prestar atenção nestas cenas, verá que o game tem sim uma narrativa e que ao final do game, deixa um gancho para uma continuação, o que seria uma delícia em um provável PS3.

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Mas como nunca tudo são flores

Como nenhum game é perfeito, Black tem uma falha que poderia ser melhor trabalhada. O game é pequeno. Um jogador sem muita experiência, terminará o game em um final de semana ou no máximo em três dias. Já jogadores experientes, poderão termina-lo em uma tarde de sábado bem jogado.

É possível que uma justificativa para isso seja todos os excessos absurdos que este game apresenta em seu visual, mas ainda assim fica ao fim do game aquele gostinho de quero mais.

E para os donos de PS2 o game tem mais falhinhas visuais (quase imperceptíveis) e mais quedas de frame (mais imperceptíveis ainda) quando comparado com a versão de XBox.

O mais drástico com certeza é a falta de um multiplayer em Black, mas isso também pode ser justificado por todo o trabalho feito com o visual do game e o curto período de tempo que sua produção teve.

Detalhes estes que com certeza serão retratados na certa e necessária continuação de Black.

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Conclusão: Enfim, em palavras isto é Black, um game ridiculamente bonito, sonoplasticamente fantástico, com uma jogabilidade afiada e que em sua simplicidade se torna original e único, devido como tal simplicidade foi usada totalmente a favor do game. Saudemos a Criterion por ter feito algo que nunca mais será feito em um game desta geração…

Nome: Black

Sistema: PS2, Xbox

Desenvolvedora: Criterion Games

Ano de Lançamento: 2006

Nota da análise: 9/10

+ Visual fabuloso e orgástico

+ Som muito bem trabalhado

+ Jogabilidade excelente

Campanha curta

Falta de um modo multiplayer

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comentários
  1. esse jogo e foda lembro de ficar babando em frente e tv com os graficos

  2. Juca disse:

    Eu não conhecia, vou baixar e conferir.

  3. Edu disse:

    Hoje em dia o pessoal vai achar feio mas na época era foda demais… ainda mais o lance de destruir cenários que apesar de comum hoje em dia, na época era algo fantástico!

  4. bonfim0alex disse:

    Vendi meu Ps2,( que gosto só um pouco, sou da geração Mega Drive) mas tive e terei o console e o jogo novamente: tudo que se fala de Black nas linhas acima é exato. O jogo lembra um filme muita vezes.

  5. dudao disse:

    joguei esta maravilha 2 x…deu vontade de jogar a 3.

  6. kleber disse:

    toh jogando esse jogo e toh viciado….da hora!!!

  7. Rodspeed disse:

    Pode ate falar que é curto, mas custei a termina-lo no modo mais dificil, depois de conseguir as armas douradas!

  8. André disse:

    Principal problema desse jogo: não tem versão para pc.

  9. peronilson alves costa disse:

    tenho o riginal para xox e nao consigo joga-lo no slin.

  10. peronilson alves costa disse:

    peronilson@zipmail.com.br ,me ajudem o meu xbox e desbloqueado para hd externo

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