Disgaea 2: Cursed Memories – RPG e estratégia que brilhou no PS2!

Publicado: 06/03/2013 por Eduardo Farnezi em Análises, PS2
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*Análise escrita no período de lançamento do game*

Não é original, mas é bacana!

Há três anos atrás um certo RPG despretensioso aterrizou no PS2 e fez um belo estardalhaço, unindo um estilo mais clássico de RPG em seu sistema de jogo e seu visual, entretanto adicionando à essa velha receita novidades muito bem vindas, que se aliaram perfeitamente a tais “antiguidades”. Tal mistura criou um game com estilo de velha guarda mas com um toque de modernidade e rapidamente fez muito sucesso para com os jogadores e a mídia especializada. Assim foi Disgaea, um game que angaria muitos fãs até hoje.

Visando repetir tal sucesso, a Nippon Ichi Software tenta fazer com que o raio caia duas vezes no mesmo local e lança Disgaea 2: Cursed Memories.

Assim como seu antecessor, Disgaea 2 se foca em seu enredo e personagens muito bem humorados. Um sistema de batalha sólido e a “Assembléia Negra” apenas somam pontos importantes ao game ao game.

med_disgaea204Adell, personagem principal do game, e seus companheiros estão mais divertidos e carismáticos do que nunca, sempre trazendo um bom humor agradabilíssimo ao game. Para os jogadores que já adoravam tal fato no game anterior, com certeza ficaram felizes ao ver que também este aspecto foi mantido nesse game com louvor. Aliás, para os gamers que já jogaram o primeiro, fiquem de olhos abertos, pois apesar de Disgaea 2 não ser um continuação direta de seu antecessor, traz de volta alguns acontecimentos e personagens do primeiro game da série.

A história começa de forma bem simples, com Adell, que aparentemente foi o único ser humano que sobreviveu intacto de uma cidade inteira que foi atacada por seres monstruosos. Tal ataque foi provavelmente obra do “Demônio Mor” Zenon, que amaldiçoou todos da cidade, fazendo-os perder suas memórias. Sendo o único que ainda se lembra de todo o ocorrido, Adell agora quer encontrar e destruir Zenon.

Para tal, sua mãe realiza um ritual para tentar evocar o lord demoníaco, mas algo dá “um pouquinho” errado e ao invés de Zenon ser evocado, veio em sua lugar sua única filha, a princesa Rozalin. Personagem essa que é a maior figura do game inteiro! Sendo assim, Adell e Rozalin partem a procura de Zenon, cada qual com suas próprias intenções para tal. Outro ponto engraçado é a “treta” de Rozalin para com Adell durante todo o game, coisa que rende ótimas gargalhadas.

A jogabilidade do game praticamente não sofreu alterações, com apenas algumas adições ali e aqui. A visão do game continua sendo isométrica, assim com em seu antecessor. Na verdade, para quem já jogou o primeiro, Disgaea 2 proporcionará pouquíssimas experiências novas nesse quesito.

O sistema de batalhas sofreu apenas uma alteração visível e prática. Agora você pode empilhar seus personagens, criando “totens” humanos que servem, tanto para alcançar locais aparentemente inacessíveis, quanto para criar ataques físicos em cadeia que servem para aumentar em muito o dano causado ao inimigo.

No mais, tudo está como era antes no sistema de batalhas. Da mesma forma como ainda é nos menus do game, nas andanças pelo universo desse mundo, etc. Houve muita reciclagem por aqui no game.

É claro que dessa forma as batalhadas ainda são estratégicas ao extremo, forçando o jogador a ter uma equipe equilibrada entre usuários de magias indiretas e diretas, ataques físicos e assim vai…
Assim como ainda é necessário medir bem suas ações em campo de batalha em lutas mais difíceis.

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Entretanto o sentimento de “já vi coisa parecida antes” te invade hora ou outra por conta de tamanha semelhança nesse aspecto entre Disgaea 2 e Disgaea. É claro que existe certo trabalho da produtora em trazer novidades como o celular , “side quests”, entre outros, mas tudo no setor jogabilidade ficou MUITO parecido.

Assim como em seu antecessor é possível evoluir seus personagens de formas muito extremas, coisa para jogador fã e hardcore mesmo. Os personagens podem passar do campo das centenas enquanto seu level sobe e sobe. É inacreditável como um personagem pode se tornar versátil e poderoso em Disgaea 2, assim como o era em Disgaea.

O visual do game mantém a fofura e praticidade do mundo 2D. Todos os personagens do game são criados em 2D e assim como no game anterior tais animações são usadas de forma inteligente e prática, dando um ar de “old school” ao game. Entretanto, magias e certos efeitos de luz e de partículas são criados em 3D, o que dá ao game uma cara de modernidade, mas não em detrimento ao ar de velha guarda já mencionada. O resultado é muito satisfatório.

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O problema é que nas animações dos personagens muito foi reutilizado do game anterior, mais muito mesmo. O que aliado a uma jogabilidade que nos remete ao game original a todo momento, faz de Disgaea 2 um enorme “dejá vu”. Coisa que mesmo com os extras (poucos) do game não passa nem de perto desapercebido.

As cenas mais animadas ou impactantes de história são em forma de anime, o que deixa o game com mais movimento, mas também deixa-o com mais cara de “dejá vu”. Sem contar que tais cenas em anime não são nenhum “Prólogo do Céu” em termos de qualidade, deixando um gostinho de quero mais nesse sentido.

A qualidade sonora do game tem seus momentos de glória com as dublagens dos personagens, que tanto na versão japonesa, quanto na versão americana, se saíram extremamente bem. São divertidas, alegres e passam muito bem toda a “borbulhência” do game. Destaque aqui novamente para as dublagens japonesas que são sem dúvida superiores às americanas.

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Entretanto, as músicas e efeitos sonoros do game não se saem tão bem assim. Os efeitos sonoros são repetitivos demais, em especial os das magias, enquanto a música…
Bom, a música é divertida e descontraída na maior parte do game, o que é óbvio sendo que a ideia do game é ser divertido e descontraído. O que ocorre é que tanta diversão sonora chega a um ponto de encher o saco de quem a ouve, passando de descontraída para irritante em um piscar de olhos, sem que o jogador nem perceba isso.

O que de melhor havia no game anterior está de volta em Disgaea 2. A “Assembléia Negra”, que conta com as mesmas funções anteriores, ou seja, em especial para recrutar novos guerreiros para sua equipe.

O grande problema da Assembléia em Disgaea 2 é novamente a reciclagem da mesma em relação a Disgaea. Ela tem as mesmas funções e praticamente as mesmas formas de subornar alguém para que suas ideias e pedidos sejam aprovados por aquele bando de corruptos (hehe).

Conclusão: No fim das contas Disgaea 2: Cursed Memories é um game fantástico para os fãs da série, mas a falta de inovação do mesmo para com seu antecessor me obriga a não fazer deste game, um game obrigatório para se experimentar.
Se você é fã da série, vá com tudo, mas cuidado para não se confundir e achar que esta jogando o primeiro Disgaea, sentimento esse que sem dúvida pode vir a ocorrer!

Nome: Disgaea 2: Cursed Memories

Sistema: PS2

Desenvolvedora: Nippon Ichi Software

Ano de Lançamento: 2006

Nota da análise: 6/10

+ Gráficos melhorados em relação ao anterior

+ Jogabilidade fácil e viciante

+ História mais séria e envolvente

+ Boa trilha sonora

O jogo é muito fácil, e não estimula a jogar mais de uma vez

Cenários um pouco limitados e sem muitos segredos

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