Yuzo Koshiro – a lenda da dance game music!

Publicado: 08/04/2013 por Márcio Alexsandro Pacheco em Artigos
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Yuzo Koshiro é um dos grandes nomes da música para videogames. Se você é da época do Mega Drive com certeza deve se lembrar de clássicos como “The Revenge of Shinobi” e “Streets of Rage“, e curiosamente em ambos os jogos, na tela título, possuíam o nome de Yuzo Koshiro, um feito até então inédito na indústria de videogames e até mesmo hoje em dia um privilégio para poucos (eu mesmo me lembro apenas de Nobuo Uematsu com tal privilégio e agora mais recentemente Motoi Sakuraba).

Esse compositor que surpreendeu os proprietários de um Mega Drive (e a própria Sega) foi o primeiro a receber reconhecimento internacional, devido a seu talento único de extrair grandes composições e melodias dos consoles de videogame. Suas músicas eram sempre um diferencial de qualidade para os jogos e com certeza persuadiram muitos gamemaníacos a compra-los apenas para ouvir as fantásticas composições. Saiba aqui tudo sobre esse mestre das trilhas sonoras de games, que virou lenda nos games da Sega, sua vida, sua carreira e seu sumiço.

Biografia

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Yuzo garotão e seus brinquedos

Yuzo Koshiro nasceu em Tóquio, Japão, em 12 de Dezembro de 1967 e desde cedo já se iniciou no mundo da música. Ainda pirralhinho, com 3 anos de idade, foi introduzido à música clássica aprendendo piano com a sua mãe, Tomo Koshiro, uma pianista que graças a ela receberia influências musicais de gênios da música clássica, como Bach, Mozart e Beethoven. Foi então estudar com o renomado e respeitado compositor Jo Hisaishi, famoso por trabalhar com o mestre da animação, Hayao Miyazaki, em grandes clássicos como TotoroMononoke Hime e A Viagem de Chihiro.

Graças aos seus ensinamentos, o jovem Yuzo já com 5 anos sabia compor e tocar violino e vioncello. Em sua adolescência começou a se interessar por fliperamas e videogames (e também por computadores) e ficava fascinado com a música dos games. Começou então a reproduzir músicas em seu computador e começou a mandar artigos para a revista de computadores Microputer Basic Magazine, com o pseudônimo de “YK-2″. Não demorou muito para que as suas músicas se tornassem populares entre os leitores da revista. Yuzo usava os computadores da Nec (PC88/98 – muito populares no Japão, com som equivalente ao nosso Midi) e praticamente dominou a técnica para compor músicas para esse sistema, tirando o seu máximo proveito.

Iniciando a carreira

phot_4Aos 20 anos de idade Yuzo viu um anúncio de recrutamento para compositores para games na saudosa Nihon Falcom Corporation (dos games Xanadu, Ys, Dragon´s Slayers, The Legend of Heroes) e levou até eles uma fita com músicas que ele fez em casa. O pessoal da Falcom gostou de imediato e resolveu usar algumas de suas músicas no game Xanadu Scenario II, um RPG que fez muito sucesso nos computadores daquela época.

Yuzo passou a trabalhar na Falcom juntamente com outros compositores, trabalhando em jogos como Dragon Slayer IV, Sorcerian e Romancia. Mas foi com o primeiro game da série Ys, lançado para o computador PC88 em 1987, que ele pode mostrar todo o seu talento, compondo a maioria das músicas da trilha sonora (participaram também Mieko Ishikawa e Hideya Nagata na composição da trilha).

O game foi um estrondoso sucesso, especialmente por causa da sua trilha sonora impactante, que combinava rock, clássico e medieval. A série Ys (que já está em seu sétimo capítulo) foi uma das responsáveis por começar um novo e rentável mercado de videogames: as trilhas sonoras. As versões de Ys I e II para PCE, que contam com uma bela trilha sonora (e uma das primeiras orquestrações para videogames) não foram feitas por Koshiro, mas foram baseadas em seu trabalho no jogo original.

To Make The End of Battle – Ys

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foi com a série Ys que Yuzo começou a se destacar em sua carreira

Ironicamente Yuzo não tem os direitos sobre as músicas que criou, pertencentes todos a empresa. Depois de uma longa parceria com a Falcom, Yuko resolve largar a produtora e tentar a sorte sozinho mesmo. Yuzo começou a trabalhar como compositor freelancer e fez alguns trabalhos para a Enix. Em 1989 surge a sua grande chance, fazer a trilha sonora do game “Super Shinobi (Revenge of the Shinobi) para o Mega Drive.

O Estrelato


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Shinobi foi um dos primeiros games a ser lançado para o Mega Drive, alcançando sucesso mundial em pouco tempo, por mostrar o que os jogos de 16 Bits eram capazes. Aliado a belos gráficos e jogabilidade, o jogo ainda contava com uma sensacional trilha sonora de Yuzo Koshiro, que não teve problemas em se adaptar aos chips de áudio do Mega Drive, que eram similares aos dos computadores que ele usava antigamente. O jogo era o primeiro que trazia o nome do compositor na tela título do game. Graças a isso, o nome de Koshiro atingiu reconhecimento mundial. Todos queriam saber quem era esse novo compositor.

Yuzo Koshiro deixava sua marca nos videogames. Fã declarado de dance music (e seus variados estilos como house, techno, trance, etc), Yuko mesclava as batidas dance ao estilo das músicas de videogame. Graças à trilha sonora de Shinobi, Yuzo Koshiro havia conseguido a desejada fama mundial como compositor de games.

Escute alguns dos temas de Shinobi

No final do ano seguinte seria lançado o Super Famicom (o SNES) no Japão e um dos seus primeiros jogos foi Actraiser, um jogo que misturava RPG e plataforma e que foi um grande sucesso, e contava com a trilha sonora de Koshiro (que não era empregado da Sega e por isso podia brincar em outras empresas) mas não tinha seu nome na tela título, então muita gente por aí nem saiba que aquelas belas composições eram dele.

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com Actraiser Yuzo teve novas possibilidades profissionais

O SNES contava com chips de áudio melhores que os do Mega Drive, o que possibilitou a Koshiro um avanço técnico à sua carreira. Com Actraiser, Yuzo pode simular músicas orquestradas, que misturava a música clássica com a batida agitada típica dos videogames. As músicas de Actraiser 1 e 2 (que Yuzo também compôs e que é a única coisa que se salva nesta continuação) possuem forte influência do grande compositor John Williams (simplesmente o cara que coleciona Oscars por fazer trilhas sonoras de filmes de sucesso como Star Wars, Superman, Indiana Jones, etc), algumas são quase idênticas aos temas clássicos de Williams. Yuzo nunca escondeu o fato de ser fã de carteirinha de Williams (cara de bom gosto) e que realmente os jogos de Actraiser tem influência de seus sons.

Mas assim como aconteceu no Mega Drive, poucos compositores sabiam realmente como aproveitar o potencial de áudio do Super Nintendo. É incrível ver como Yuzo se adaptou ao sistema de som do Super Nintendo já em seu primeiro jogo, pois muitos jogos foram lançados anos depois de Actraiser e poucos chegavam perto da qualidade da trilha sonora de Koshiro (as músicas de Actraiser realmente são belíssimas, quem gosta de músicas clássicas vai adorar – o show orquestral de Actraiser foi um dos primeiros na indústria). Só anos depois que Actraiser saiu é que games com músicas melhores foram saindo, como Nobuo Uematsu e sua obra-prima “Final Fantasy VI“. Mesmo assim, eram poucos os jogos que se igualavam em qualidade com Actraiser (talvez o único seja “Tales of Phantasia”, lançado já no final de vida do console, em 1995). Mesmo o SNES tendo um sistema de som mais avançado que o do Mega Drive, não significa que todas suas trilhas sonoras eram melhores, tudo dependia do trabalho do COMPOSITOR, prova disso é que há muitos games que soam melhor no Mega do que no SNES.

Logo-%20AncientA carreira de Yuzo estava cada vez melhor, em 1991 sua mãe então criou sua própria companhia para fazer músicas de games, a Ancient (que significa “antigo”, em apologia ao sobrenome “Koshiro”, que também significa isso em japonês), com ela responsável pela divulgação, Yuzo com a parte sonora e a irmã, Ayano Koshiro com o design (alguns trabalhos dela tem como Streets of Rage 2, Actraiser 1 e 2, Beyond Oasis, entre outros). Nesse mesmo ano Yuzo realizou seu primeiro concerto com uma orquestra de verdade, onde tocou a trilha sonora de Actraiser.

Escute alguns dos temas de Actraiser

Yuzo Koshiro + Streets of Rage = boom no cenário musical de games

Nesse mesmo ano, outro game sairia para Mega Drive que confirmaria o talento de Koshiro. O game era “Streets of Rage“, outro jogo que se tornou um grande sucesso e até hoje possui milhares de fãs. Novamente Yuzo teve seu nome na tela título do game. Actraiser possuía músicas belíssimas, mas Yuzo mostrou que o Mega Drive também não ficava atrás. Melhor do que isso, foi com esse jogo que Yuzo Koshiro colocou o seu nome na história e revolucionou o mundo da música dos videogames, com uma trilha sonora fascinante e uma música inesquecível: a música tema de abertura.

A música de abertura de “Streets of Rage” é considerada ainda hoje como uma das mais belas já feita para videogames. E realmente ela o é, quem conhece sabe do que estou falando, uma música melódica que simplesmente te hipnotiza. Uma música que teve impacto não somente nos gamers, mas na mídia e imprensa especializada. Yuzo agora era mais famoso do que nunca.

Música tema de Streets of Rage – uma das mais fodásticas da história dos games

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SoR … um marco na história dos games e na carreira de Yuzo

Assim como “Actraiser” teve influência de John Williams, “Streets of Rage” teve influências do estilo house music dos anos 90, principalmente do grupo Soul II Soul, que tinha em suas músicas o dance, funk e soul (a música de abertura de SoR tem uma batida parecida com a música Keep on movin, grande sucesso do grupo de 1989). Yuzo sempre curtiu a música eletrônica e quis levá-la aos videogames, e com SoR ele conseguiu de forma perfeita. Não somente a música de abertura, mas toda a trilha sonora era genial, com batidas e sons típicos das músicas eletrônicas. Era como estar na balada em um clube dançando com a galera.

O sucesso do game foi tão grande que ainda hoje ele é lembrando, mesmo 20 anos depois de lançado. Em 2004 Koshiro foi convidado para participar de Club House no Japão em uma rave com temática com músicas de games, onde claro ele fez uma apresentação especial com as músicas de SoR. Escute aqui um vídeo amador com Yuzo no Club tocando as músicas.

Escute os temas de Streets of Rage

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Streets of Rage 2 foi o auge da carreira de Yuzo Koshiro

Depois disso Yuzo ainda fez alguns trabalhos como o “Super Adventure Island” do SNES, “Shinobi” para Game Gear e “Sonic” para Master System e Game Gear, mas sem grandes repercussões (muita gente nem mesmo sabe que ele é compositor desses games). Em 1992 Yuzo Koshiro atingiria o auge de sua carreira, com a sua mais bela obra-prima de todos os tempos: “Streets of Rage 2“.

Com o sucesso do primeiro jogo, a Sega tratou de lançar logo a continuação em 1992. Agora com mais memória, tinha gráficos melhores, uma excelente jogabilidade, personagens grandes e detalhados e claro, uma trilha sonora impecável de Koshiro. Com a ajuda de Motohiro Kawashima, Yuzo extraiu ao máximo a capacidade sonora do Mega Drive, fazendo de “Streets of Rage 2″ um dos mais consagrados games musicalmente. Yuzo tornava-se uma lenda viva dos videogames. Escute aqui a versão extendida da música tema original que Yuzo criou para o segundo game.

A imprensa especializada da época considerou a trilha sonora de SoR2 como “revolucionária” e “à frente de seu tempo“, que misturava de forma inédita estilos musicais house, trance, eletro-funk e sintetizadores de videogame. Uma obra de arte, possível somente nos tão criticados chips de áudio do Mega Drive (apesar de melhor, o SNES jamais poderia reproduzir as batidas e os sons “cru” dos instrumentos e percussão, o forte dele sempre foi trilha sonora orquestrais).

Escute os temas de Streets of Rage 2

A Era das Trevas

Porém os anos seguintes não foram muito bons para ele. Fez sem muita repercussão as trilhas sonoras de “Slap Fight“, um remake para o Mega Drive de um jogo de tiro espacial de 1986 (o jogo é bacaninha, mas não fez sucesso, também tinha o nome de Koshiro na tela inicial, apesar de não ser um dos seus melhores trabalhos – escute aqui alguns dos temas do jogo) e jogos para Master System/Game Gear como “Shinobi” e “Batman Returns”.

Em 1994 seria lançado “Streets of Rage 3“. Uma grande expectativa para os fãs de Koshiro que aguardavam um outro trabalho genial. Infelizmente isso não aconteceu. Apesar de possuir belos gráficos e jogabilidade, a trilha sonora do game foi severamente criticada. SoR3 tinha uma trilha sonora totalmente diferente dos jogos anteriores, que não agradou nem um pouco aos fãs, que em sua grande maioria detestaram.

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SoR 3 foi o início da sua decaída… Beyond Oasis foi um grande sucesso como game, mas não tinha as composições geniais de Yuzo

Eu mesmo também não gostei muito. Um trabalho em que ele experimentava novos estilos e uma nova técnica de composição, chamada por ele de “Automated Composing System“, que produzia “batidas techno rápidas tipo jungle music“. Apesar de criticada, a trilha sonora foi considerada como “tecnicamente avançada para a época”, com sequências de batidas sonoras aleatórias nunca ouvidas num videogame. Dizem que esse método, tempos depois, também seria usado nas trance musics no final dos anos 90, ou seja, Koshiro realmente estava à frente da sua época. Yuzo continuou a experimentar o novo som nos jogos seguintes como “Beyond Oasis” (Story of Thor) do Mega Drive (esse até que tem umas músicas bacanas, porém são curtas, apenas para dar um “clima” ao jogo, não tendo o mesmo impacto que as músicas de SoR), e “Eye of the Beholder” para Sega CD.

Chegava a nova geração de videogames, que usavam o CD como mídia e que permitia músicas de qualidade digital. Enquanto nomes como Nobuo Uematsu, Yasunori Mitsuda, Motoi Sakuraba, entre outros, ganhavam mais e mais fama, o de Yuzo Koshiro ficava cada vez mais ofuscado e caído no esquecimento. Parece que ele não conseguiu se adaptar às mudanças tecnológicas como os outros compositores citados, sobretudo Uematsu, que ficava cada vez mais famoso a cada novo “Final Fantasy” que saia.

Yuzo compôs algumas trilhas para games do Saturn através da sua empresa Ancient, mas sem o mesmo sucesso de antigamente. E assim ele foi levando a vida, sem nenhum trabalho que chamasse a atenção na geração 32 Bits.

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Yuzo e Nobuo após um concerto para games em 2004

Os anos 2000: uma nova geração

Em 2000, com o então novo console da Sega, o Dreamcast, Yuzo voltaria a cena musical com o revolucionário e fantástico jogo Shenmue. Um mega e milionário projeto da Sega para um novo conceito de games. Sem dúvida “Shenmue” é um dos games mais revolucionário de todos os tempos, e Yuzo Koshiro fez parte desse projeto compondo a trilha sonora (com mais três outros compositores). Apesar do game possuir belíssimas melodias orquestradas com forte influências orientais, o nome de Koshiro foi totalmente ofuscado pelo o de Yu Suzuki, talentoso game designer da Sega e a pessoa que comandava TUDO (isso inclui a trilha sonora) no projeto Shenmue.

Apesar de ser um grande jogo, Koshiro disse em entrevistas que sua experiência compondo para ele não foi das melhores, pois teve que trabalhar pela primeira vez com headphones (o que segundo o próprio, “foi algo muito difícil”) e teve sua liberdade criativa limitada pelas ordens de Yu Suzuki.

Escute um dos temas de Shenmue

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Shenmue possui belas músicas orquestradas com influências orientais

Em 2002 ele voltaria a compor para o game “Wangan Midnight” da Namco para arcades, baseado em um mangá que narrava uma história de corrida. Novamente com um estilo mais orquestrado, da boa e velha escola de John Williams, o game possui belas músicas, mas ainda assim não é muito conhecido, possui uma versão para PS2, mas saiu apenas no Japão.

Em 2003 um álbum tributo para “Street Fighter” foi lançado, que reuniu vários compositores, entre eles Yuzo que compôs a música tema do boxeador Balrog (M. Bison na versão japonesa), em uma bela versão dance com “cara” do Yuzo dos bons e velhos tempos.

Escute o tema de Balrog remixado por Yuzo Koshiro

Em 2004 Yuzo ainda faria a trilha sonora para duas sequências de “Wangan Midnight”, que sairiam para arcades e  chamados de “Wangan Midnight Maximum Tune 1 e 2“. E uma agradável surpresa para os fãs: Yuzo parece ter feito as pazes com os videogames e criou duas belíssimas trilhas sonoras desde “Streets of Rage 2”, voltando ao seu estilo de músicas dançantes (a maioria trance music), inclusive com duas músicas cantadas. Ele também trabalhou na trilha sonora de “Wangan Midnight Maximum Tune 3 e 4” (esse último lançado no final de 2011), também com excelentes composições dançantes.

escute abaixo alguns temas geniais de Wangan Midnight Maximum Tune 1 e 2

Yuzo ainda trabalhou com os games Namco vs Capcom para PS2, Island of Kaiju (da Sega para Game Cube), mas que também saíram apenas no Japão e não são muito conhecidos. Um de seus trabalhos mais recente é com o game Dance Dance Revolution EXTREME 2 com uma música cantada para PS2, chamada “You Gotta Move It”. Também fez algumas músicas para o jogo Namco vs Capcom, juntamente com a cantora jpop-star Koda Kumi (famosa por cantar as músicas de Final Fantasy X2… sem dizer que é uma gata nipônica maravilhosa, confira a foto abaixo!).

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Brave New World – Marvel vs Capcom

Yuzo está de volta

Yuzo Koshiro está longe de ter a fama dos bons e velhos tempos, mas uma coisa ele tem: talento. Em uma indústria tão concorrida como a dos games, especialmente a das trilhas sonoras que se desenvolveu imensamente desde os tempos dos 16 Bits, há muita gente boa no mercado musical. A maioria domina bem a técnica e a tecnologia atual para compor músicas de games, a principal diferença está em seus estilos, aquele “toque especial” que faz determinada trilha sonora ter um som especial. Apesar de Yuzo ter mostrado que possui capacidade e versatilidade para compor músicas de RPGs, esse é um mercado cujas maiores franquias já possuem compositores renomados. Acho difícil Yuzo fazer carreira com RPGs (talvez se lançarem um Actraiser para os consoles atuais).

Os últimos trabalhos de Yuzo Koshiro foram a trilha sonora de “Castlevania: Portrait of Ruin” de 2006 para o Nintendo DS (trabalho que dividiu com a talentosíssima Michiru Yamane). Também está compondo para a série “Etrian Odyssey” do Nintendo DS, sendo que seu último jogo, “Etrian Odyssey IV: Legends of the Titan” foi lançado para o 3DS em fevereiro de 2013 e “Kid Icarus: Uprising” (junto com outros compositores).

Em minha humilde opinião, ele deveria se ater ao gênero que o consagrou, os jogos de ação e dance music. Yuzo Koshiro tem o toque, ele só precisa se reencontrar novamente. Com passos curtos e modestamente, ele vem fazendo boas trilhas sonoras para games. Não se espantem se amanhã ou depois acontecer outro “boom” com o nome de Yuzo Koshiro, como aconteceu anos atrás. Seus fãs e gamers de toda parte esperam por isso.

Algumas músicas do trabalho de Yuzo Koshiro

 

Gamegrafia (não está completa)

  • Xanadu Scenario II – PC-88 , PC-98
  • Ys – PC-88 , PC-98
  • Ys II – PC-88 , PC-98
  • Romancia – PC-88
  • Dragon Slayer IV / Legacy of the Wizard – Famicom / NES
  • Sorcerian – PC-88 , PC-98
  • Algarna – Sharp X1
  • Bosconian – Sharp X68000
  • The Scheme – PC-88
  • Misty Blue – PC-88
  • Ys – Master System
  • Crack Down – Mega Drive / Genesis
  • The Stickman is Back
  • The Super Shinobi / Revenge of Shinobi – Mega Drive / Genesis
  • Thrice (Slice) – Sharp X68000
  • Bare Knuckle / Streets of Rage – Mega Drive / Genesis
  • ActRaiser – Super Famicom / Super Nintendo
  • ActRaiser 2 – Super Famicom / Super Nintendo
  • Super Adventure Island – Super Famicom / Super Nintendo
  • Super Adventure Island 2 – Super Famicom / Super Nintendo
  • Sonic the Hedgehog – Sega Master System , Game Gear
  • Bare Knuckle II / Streets of Rage 2 – Mega Drive / Genesis
  • Slapfight – Mega Drive
  • Miracle Casino Paradise – Super Famicom
  • The GG Shinobi – Game Gear
  • The GG Shinobi II – Game Gear
  • Batman Returns – Game Gear , Sega Master System
  • Bare Knuckle III / Streets of Rage 3 – Mega Drive / Genesis
  • The Story of Thor / Beyond Oasis – Mega Drive / Genesis
  • Eye of the Beholder – Mega CD / Sega CD
  • Zork I – Sega Saturn / PlayStation
  • The Story of Thor 2 / The Legend of Oasis – Sega Saturn
  • Vatlva – Sega Saturn
  • Culdcept – Sega Saturn
  • Shenmue – Sega Dreamcast
  • Wangan Midnight – Arcade , PlayStation 2
  • Car Battler Joe – Game Boy Advance
  • Island of Kaiju – GameCube
  • Wangan Midnight: Maximum Tune – Arcade
  • Wangan Midnight: Maximum Tune 2 – Arcade
  • Namco X Capcom – PlayStation 2
  • Dance Dance Revolution Extreme 2 (uma música chamada “You Gotta Move It” com Julie Rugaard nos vocais)
  • Castlevania: Portrait of Ruin – Nintendo DS
  • Etrian Odyssey – Nintendo DS
  • Lost Regnum/Warriors of the Lost Empire – Sony PSP
  • Wangan Midnight: Maximum Tune 3 – Arcade
  • Fuzion Frenzy 2 – Xbox 360
  • Kateikyoushi Hitman Reborn! Dream Hyper Battle! – PlayStation 2, Wii – com Tomonori Hayashibe e Motohiro Kawashima
  • Super Smash Bros. Brawl – Wii – com vários outros compositores
  • Etrian Odyssey II – Nintendo DS
  • Otomedius G – Xbox 360 –
  • 7th Dragon – Nintendo DS
  • Wangan Midnight Maximum Tune 3 DX – Arcade
  • Etrian Odyssey III: Visitor From Star Ocean – Nintendo DS
  • Dragon Ball Online – PC
comentários
  1. show lendario compositor que saudades do mega e seus street of rage

  2. helisonbsb disse:

    the revenge of shinobi está no meu top 10 jogos de mega drive da vida….acredito que grande parte do jogo que eu gosto é das músicas e da abertura…bons tempos,,,,,sem contar a abertura clássica de streets of rage,,,saudades!!!!! bons tempos de 8 e 16 bits!!!!!valeu

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