Resumão E3 2013 – os melhores e piores momentos

Publicado: 14/06/2013 por Márcio Alexsandro Pacheco em Artigos, PS4, Wii U, Xbox One
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Na quinta-feira (13), foi o último dia da E3 2013, a maior feira de videogames do mundo e onde aconteceram as maiores novidades do mundo eletrônico nestes últimos dias. Tivemos boas conferências da Sony e Microsoft, que revelaram mais informações sobre seus novos videogames: Xbox One e PlayStation 4. A Nintendo, bem mais tímida e recatada, não fez nenhuma apresentação para o público, mas sim uma transmissão online especial, com o seu presidente Satoru Iwata (o que deixa bem claro que as coisas não vão indo bem pra ela, apesar de ter o domínio do mercado dos portáteis, seu Wii U ficou abaixo das expectativas). Eu e o Eduardo deixaremos aqui nossas impressões sobre o que aconteceu de melhor e pior nessa E3, veja se nossas opiniões vão de acordo com as suas, e caso contrário, deixe seu recado nos comentários!

Microsoft

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A norte-americana foi a primeira a se apresentar na E3, ou seja, a primeira a arriscar o pescoço (vamos ser justos né, as coisas podiam ter sido diferentes se a Sony tivesse se apresentado primeiro). A empresa deixou claro que quer que seu Xbox One não seja apenas um videogame, mas uma central de entretenimento social, o que não é ruim, diria até que é imprescindível nesta era de redes sociais, tablets e smarthphones que estamos passando, quem não investir nisso, ficará para trás. Felizmente, ela não deu muito enfoque nessa área, e se concentrou mais em mostrar os games da próxima geração. O console será lançado em novembro, custando salgados US$ 500 (no Brasil o preço já está confirmado em impressionantes R$ 2.200,00 Dilmas). Além do preço salgado, a empresa confirmou que o aparelho terá restrições para games usados, será necessário estar sempre conectado na internet e não dará nenhum suporte a empresas Indies, detalhes que não agradaram nem um pouco o público gamer. Entre os jogos exclusivos do aparelho que mais impressionaram foram “Ryse: Son of Rome“, que mostra guerras na Roma antiga com combates violentos e o clássico “Killer Instinct“, agora com visuais totalmente reformulados. Outros títulos exclusivos apareceram como um novo “Halo”, “Dead Rising 3”, e “Forza Motorsport 5” (com direito a carro da McLaren no palco e tudo!) e “Titanfall” são os que merecem uma menção . Confira os vídeos abaixo:

Epic Fail: A MS passou por uma vergonhosa saia justa durante a sua demonstração do jogo Battlefield 4, que resolver travar na hora. Veja o vídeo aqui.

Momento Vergonha: Quando a MS anunciou o preço de US$ 500 e aguardou pelas palmas do público, coisa que não aconteceu.

 Ryse

Killer Instinct

Dead Rising 3

Forza Motorsport 5

Titanfall

Comentários (Márcio): Gostei bastante do início da conferência da Microsoft, mostraram muitos games exclusivos para o XOne (muito mais do que o PS4) e o game que mais me deslumbrou foi Ryse, com visuais fantásticos. Killer Instinct também parece estar com uma ótima qualidade, seguindo a cartilha de “Street Fighter IV” e uma boa opção nostálgica para os amantes de games de luta. Dead Rising 3, por enquanto exclusivo do XOne (provavelmente futuramente vai sair pra PS4 também), demonstrou ser um game de zumbis muito legal, com milhares de comedores de miolos por tela (com cenas que impressionam) e uma jogabilidade bem variada que mescla ação e tensão (com armas customizáveis e tudo) em um mundo aberto. Certamente um título que deverá ser bem melhor do que os últimos Resident Evil. Mas infelizmente a coisa desandou quando a MS revelou o preço de 500 doletas, eu estava esperando algo em torno de 400. E somando isso a outros pontos negativos como restrições de games usados e precisar estar sempre conectado na internet, acabou perdendo pontos valiosos no final.

Comentários (Eduardo): A Microsoft em sua conferência não tinha de mostrar o console, não tinha de dar dados técnicos ou nenhuma dessas, consideradas por muitos, “chaturas”, pois já havia feito isso seu evento de revelação do console. Esperavam-se duas coisas da empresa em sua convenção de E3 esse ano, games e a melhor explicação sobre alguns dos pontos controversos (no mínimo) anunciados sobre funcionalidades do Xbox One. Enquanto convenção, por certo a apresentação da Microsoft foi a que teve melhor ritmo, sem foco em Kinect e voltada inteiramente para games, não chegando nem perto de tocar em questões polêmicas que se arrastaram ao longo de algumas semanas pré-E3.  Fica claro que a Microsoft encara encerado o ciclo de vida o X360 (digo isso dada a “nula” atenção da mesma para com o console), algo que infelizmente pouca gente notou dada a ansiedade pela nova geração, o que é uma pena. Quanto aos games revelados para o Xbox One, por certo Ryse foi o mais surpreendente e na verdade o único, dentre os apresentados, que realmente me fez ficar um pouco receoso de não ter intenção de adquirir um Xbox One, dadas as políticas de serviço (RIDÍCULAS) que o console apresentará e a seu elevado preço.

Sony

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A gigante japonesa se apresentou horas mais tarde depois da Microsoft (com um atraso de cerca de 20 minutos), o que deu tempo para ela reavaliar, se necessário, pontos importantes na sua apresentação e tirar vantagem do que já havia visto na conferência da Microsoft, como por exemplo, apresentar um valor menor do console. Ao contrário da MS, A Sony deixou claro que o PS4 será uma máquina que é, prioritamente, um sistema de jogos, mas que também terá ferramentas voltadas para o entretenimento social, interagindo com smartphones e videogames portáteis. A apresentação da Sony teve bem menos títulos exclusivos, mas possui um maior número de títulos produzidos por third-parties do que o Xone. O ponto alto da conferência da Sony foi quando ela revelou detalhes do aparelho (vencendo com um Fatality a concorrente), como o valor de US$ 400, que o jogador poderá vender, emprestar ou fazer o que quiser com o seu jogo (pelo menos os games em disco), que não será necessário autenticar o videogame na internet a cada 24 horas para poder continuar a jogarEntre os jogos exclusivos de seus consoles (PS3 e PS4), os que mais impressionaram foram “Beyond: Two Souls” (da mesma desenvolvedora de Heavy Rain, Quantic Dream), com participação da atriz Ellen Page e o ator Willem Dafoe, e “The Dark Sorcerer” (também da Quantic Dream), com visuais impressionantes. Outros títulos exclusivos como “Driveclub”, “Gran Turismo 6”, “Killzone: Shadow Fall” e “Infamous: Second Son” também apareceram por lá.

Epic Fail: A Sony também passou por algumas saias justas com os games “Killzone”, “Assassin’s Creed IV” e “Destiny”, com demos mostradas ao vivo, tiveram algumas “travadas”, o que rendeu algumas vaias e receios sobre o PS4.

Momento Vergonha: Ao mostrar o visual do PS4 a reação do público não foi das melhores e as palmas foram bem tímidas.

Prêmio Troll Master: Algo que a Sony fez com maestria foi “trollar” a concorrente, ao falar dos games usados, que não precisar estar conectado 24h e do valor do console.

Beyond: Two Souls

The Dark Sorcerer

Gran Turismo 6

Driveclub

Killzone: Shadow Fall

Comentários (Márcio): A conferência da Sony não me impressionou muito no início, que mostrou muitos jogos multiplataforma, poucos exclusivos e uma ênfase assustadora em jogos indie para PS4 (E3 não é o tipo de lugar para fazer essas apresentações, não com o destaque que a Sony deu). Ao revelar o visual do PS4 veio o primeiro balde de água fria, com uma recepção fraca do público, pouco ovacionado e com palmas tímidas. Zuaram tanto o visual do Xbox One, mas a Sony não apresentou um aparelho muito bonito não (também parecendo um videocassete!). Mas tudo mudou quando ela revelou o amigável preço de 400 dólares, sendo muito aplaudida, e mais ovacionada ainda quando revelou que o aparelho não terá bloqueios para games usados, que pode ser jogado offline, que não precisa de autenticação 24 horas, entre outros detalhes, mostrando que o PS4 tem uma liberdade muito maior em termos de games do que o XOne, que acabou ganhando o público, inclusive a mim (se tivesse que escolher, ficava com o PS4). A Sony foi inteligentíssima, basicamente ela visitou fóruns de games, leu tudo que os jogadores estavam criticando (merecidamente) sobre o Xbox One e na hora de se apresentar, falou tudo o que todo mundo queria ouvir, as coisas contrárias do que a M$ estava fazendo. E aí foi o seu grande fatality, massacrando a concorrente direto no seu ponto fraco. Acho que ficou bastante claro, tanto pela reação do público presente no evento, como a repercussão nas redes sociais e fóruns, que a Sony saiu vencedora desta E3 2013 (e não, não sou Sonysta!!!).

Comentários (Eduardo): A Sony em sua conferência mostrou claramente três coisas, que seu console de nova geração, o Playstation 4, tem o claro foco em ser um console de mesa voltado para o gamer, que a mesma prestou muita atenção a todo o burburinho que as notícias acerta do Xbox One causou no mundo gamer e que seu console de atual geração ainda tem boas balas na agulha. Apesar de ter seus pontos “chatinhos” ao longo da convenção, tais como o tempo perdido para falar do quão grandiosa está sendo a campanha do Vita enquanto portátil (por favor…) e a rápida passagem por questões de integração com outros tipos de serviços, como filmes, séries e música no Playstation 4, que não permitiram o bom fluxo da apresentação em seu início, a Sony sai da E3 de 2013 como a promessa de ter um “monopólio” no mundo dos games na próxima geração tão grande (ou maior) quanto o teve na geração do Playstation 2. Nada do que a empresa japonesa anunciou ao longo da convenção (e a mesma anunciou muita coisa boa para PS3 e PS4) foi tão grandioso quanto os anúncios de final de convenção, que foram verdadeiros “tapas na cara” da Microsoft. O Playstation 4 custará U$100 a menos, não terá travas para games usados, não necessitará nenhum tipo de checagem online para jogar games offline e dará total suporte para produtoras Indie produzirem conteúdos exclusivos para o console. O público OVACIONOU esses anúncios. A Microsoft que reveja muito do que está planejando (se houver tempo hábil para isso), caso contrário prevejo a Sony numa posição absurdamente confortável na próxima geração…

Nintendo

vergonha alheia pela Big N

A Big N, coitada, foi a mais tímida das gigantes de videogames a se apresentar na E3 2013. Lançado no final do ano passado, o seu Wii U não caiu nas graças dos jogadores como o Wii (que até hoje já vendeu mais de 100 milhões de unidades, o console mais vendido da atual geração – quer vocês caixistas e sonystas gostem ou não) e carece de bons e novos jogos para atrair o público. A EA por exemplo, já disse que não vai produzir games para o console da Nintendo, caminho que outras produtoras parecem concordar. Só com a EA, foram no mínimo seis títulos que ficaram de fora do Wii U(“Fifa 14”, “Madden 25”, “UFC”, “NBA Live 2014”, “Need for Speed Rivals” e “Battlefield 4”). A Nintendo apresentou alguns títulos novos, e bem interessantes, de suas maiores franquias, como já esperado, como “Super Mario 3D World”, “Mario Kart 8”, “Wii Party U”, “Wii Fit U”, “Super Smash Bros ” (com participação de Mega Man) e um remake HD de “The Legend of Zelda: Wind Waker”. Mas apesar dos esforços da Nintendo, a falta de jogos multiplataforma e as fracas vendas do Wii U, podem ser os fatores decisivos para o fim da Nintendo.

Prêmio Pior E3 Ever: O Framboesa de Ouro vai para a Nintendo com louvor, em uma das suas piores apresentações ever na E3!

Super Mario 3D World

Mario Kart 8

The Legend of Zelda: Wind Waker HD


Sonic Lost Worlds

Comentários (Márcio): Acho que todos concordam que a “apresentação” da Nintendo foi uma das mais fraquíssimas que a empresa já fez em todos esses anos. Seu Wii U, apesar de ter algumas novidades interessantes, é um fracasso de vendas, e não é segredo nenhum que ela está perdendo muito dinheiro. Mesmo custando apenas US$ 300/350, o console parece não ter agradado aos jogadores como o seu antecessor fez (e sejamos honestos, o Wii foi uma das coisas mais revolucionárias que apareceu no mundo dos videogames). Confesso que gostei bastante dos jogos produzidos pela Nintendo, como o Super Mario 3D World e Mario Kart 8, que parecem divertidíssimos (não precisam ter consoles com especificações técnicas da Nasa para rodar um bom e divertido game, apenas criatividade) e fiquei com uma puta vontade de jogar Sonic Lost Worlds (e que infelizmente é exclusivo do Wii U e 3DS), que lembra bastante os geniais “Super Mario Galaxy”, com aquele toque de nostalgia dos games antigos. Mas isso é muito pouco para bater de frente com a Sony e a Microsoft, que vem com uma artilharia muito mais pesada e mortal. A Nintendo, infelizmente, vai seguir os passos da Sega, então não estranhe se num futuro próximo você estiver jogando algum game Mario no seu PlayStation ou Xbox.

Comentários (Eduardo): A Nintendo “preferiu” não fazer uma convenção na E3 por um simplório motivo: não tinha NADA para mostrar que justificasse uma convenção. Simples assim. Mais uma coletânea de games Pokémon e Mário foram mostrados, além dos poucos games multiplataforma que o Wii U receberá. Talvez os únicos verdadeiros bons momentos da apresentação tenham sido com o novo Donkey Kong e com Sonic Lost Worlds. Compreendo argumentos de que a Nintendo, desde o Wii, se foca em agradar sua base de fãs já estabelecida, não mais tentando concorrer tecnologicamente contra inesgotáveis fontes de dinheiro como a Sony e a Microsoft. Se com o Wii isso funcionou, com o Wii U tal estratégia se mostra claramente ineficaz. O Wii U sofre com más vendas e críticas pesadas, sejam de gamers (o que inclui fãs da mesma), sejam de desenvolvedores, que chegam a se recusar a lançar games para a plataforma. A E3 seria, imagino, o momento ideal para mostrar ao mundo motivos poderosos para o porquê o WiiU se estabeleceria como forte plataforma gamer em um próximo futuro, mas aparentemente, nem mesmo a própria Nintendo possui motivos para pensar assim atualmente. E assim vive a Nintendo: com promessas de Myamoto de que o mundo ainda não viu o que há de melhor do Wii U, mas aparentemente a gigante Japonesa também ainda não encontrou o que de melhor o Wii U poderá nos proporcionar. Se não fosse o Nintendo 3DS ser o sucesso que o mesmo é no Japão, não sei não…

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comentários
  1. andré disse:

    Mister Bill(microsoft)gates quando eu comprar o meu próximo video game ele será comprado com MEU DINHEIRO assim como os jogos que também comprarei, então eu decido quando vou jogar, onde vou jogar e se vou querer me conectar à internet para jogar!!! então enfia seu Xbox one no #%´ …

  2. helisonbsb disse:

    ¨impressionantes R$ 2.200,00 Dilmas¨… gostei da crítica!!!!! a nintendo era para ser a dominante nos games atuais,,,,praticamente a nintendo que criou o playstation e a microsoft que viu a sony dominando tudo resolveu criar o seu x-box,,,pode -se dizer que a nintendo criou o playstation e x-box e depois o x-box da vida!!!!!lembro da briga sega vs. nintendo,,,bons tempos,,,, a nintendo praticamente hoje em dia briga com a sony e microsoft,,,,,,se a sega e a nintendo fossem unidas ou quem sabe se as duas empresas de antigamente tivessem meio que bolado um plano,,,,talvez haveria união entre ambas as partes e quem sabe virando seganintendo,,,só nos sonhos mesmo!!!!!! belo texto e a tendência é melhorar ou piorar no preços dos video games atuais,,,,,tá muito caro mesmo!!!!!! a verdade é que jogar jogos atuais está virando coisa de poucos,,,,e muitas pessoas acabam mesmo indo apelar para o capitão gancho!!!!!! valeu

  3. Gabriel Lima disse:

    …R$2.200, somente com acesso a internet…[?]
    Me poupe! Não faço questão! Sinceramente tô odiando essas apologias da “nova geração”. Evidentemente, poderá (ou será) fracassos eminetes. Os games então!? Indo cada vez mais para o fundo ou melhor, para a sombra do fundo do poço! Exemplos é o que não falta, Resident Evil, morreu há uns anos, Crash Bandicoot, ainda existe!? Syphon Filter foi somente no Ps1 os posteriores foi uma mer…Dino Crisis[?] (…) enfim, os games hoje tão muito clichês e nada ecléticos, com críticas muito negativas tanto profissionais quanto fans, e por ultimo, bom um jogo ao menos tem de ser divertido não é!? Pois bem, é dificil hoje encontrar um! É muito melhor jogar meu PsOne e Snes no meu tablet! Francamente…¬¬

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