Orange is the new Black – nova série do Netflix mostra a vida em um presídio feminino

Publicado: 22/07/2013 por Márcio Alexsandro Pacheco em Artigos, Séries/TV
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A Netflix, TV por internet, é uma nova forma de se assistir filmes e seriados que tem se expandido de forma gigantesca em todo o mundo, especialmente aqui no Brasil. O sucesso foi tanto que a empresa começou a produzir suas próprias séries, e confesso que eu tinha um certo preconceito às produções da Netflix. Mas isso mudou quando assisti a quarta temporada da série de comédia “Arrested Development” (a série havia sido cancelada em sua terceira temporada por outro canal de TV), e “Orange is the new Black“, que é o tema desta minha matéria.

O interesse veio após assistir ao trailer, que mostrava a vida de uma mulher dentro de uma prisão cheia de personagens e figuras curiosas e interessantes. Uma espécie de Oz e Prison Break, mas com mulheres. E já no primeiro episódio a série conseguiu me conquistar, pois apesar do tema aparentemente pesado, tem momentos leves e descontraídos (gerando até algumas cenas cômicas), bem diferente do clima pesadão de Oz, por exemplo.

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a atriz Taylor Schilling e a autora Piper Kerman

A série é baseada na autobiografia da ex-presidiária Piper Kerman, que ficou presa durante 13 meses por tráfico de drogas, e é esse tempo em que viveu num presídio feminino que é mostrado na série, produzida por Jenji Kohan, criadora de “Weeds”. O papel de Kerman é vivido pela atriz Taylor Schilling, agora com o nome de Piper Chapman, e mostra seu envolvimento com Alex Vause (Laura Prepon, a altona de “That 70s Show”, que está linda, lésbica e morena aqui) de quem se tornou amante. Vause tinha como fonte de renda traficar drogas em vários países, sendo ajudada por Piper. Elas acabaram se separando, Piper voltou a morar nos EUA onde ficou noiva de Larry (Jason Biggs, de “American Pie”). Com casamento marcado e um futuro promissor, Piper vê os seus sonhos terminarem quando alguém a denuncia para a polícia pelos crimes que cometeu há 10 anos, ela então é condenada a 13 meses numa prisão de segurança mínima.

A vida na prisão não é fácil, ainda mais para Piper que parece uma Barbie – loira, delicada e ingênua – qualidades essas nada bem recebidas pelas prisioneiras duras, calejadas e sem paciência para o estilo “menininha” de Piper. E já no primeiro dia ela arranja encrenca com a russa “Red” (Kate Mulgrew, a capitã Janeway de Star Trek: Voyager, em uma excelente atuação), chefe da cozinha no presídio.

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Piper chegando ao presídio

Piper entra em contato com diversos tipos de mulheres que lá se encontram por diferentes crimes, como Nicky (Natasha Lyonne), uma fogosa lésbica viciada em drogas; Tiffany (Taryn Manning, também em uma atuação de surpreender, uma das melhores da série) uma fanática religiosa que adora arranjar encrenca; Crazy Eyes, uma lésbica meio “pancada” que fica obcecada por Piper; Sophia, uma transexual, a cabeleireira da mulherada, entre várias outras, inclusive a sua ex-namorada, Alex Vause, reencontro que vai causar muitos atritos.

Apesar do grande enfoque feminino, temos alguns homens no elenco também, além do noivo Larry, que continua sua vida mas com a promessa de esperar a namorada sair da cadeia; Sam Healy (Michael Harney), policial e o conselheiro de Piper, tem um ódio obsessivo de lésbicas e não tolera nenhum comportamento homossexual entre as detentas. George “Pornstache” Mendez (Pablo Schreiber), o “Bigode” é o policial corrupto e nojento e John Bennet (Matt McGorry), ao contrário do “Bigode”, é o policial bonzinho.

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Laura Prepon como a ex-namorada traficante de Piper

Em cada episódio é apresentado a história de uma das detentas, em uma estrutura de flashbacks que lembram “Lost”, mostrando ao telespectador o passado e os motivos para a prisão das personagens. Como já dito, a série apresenta um tom descontraído, mas tem os seus momentos de violência e apelos sexuais. Há várias cenas de nudez e encontros picantes entre as prisioneiras, o que pode pegar de surpresa os desavisados, mas nada de muito polêmico. O enfoque da série não é na personagem de Piper ou sobre o sistema penitenciário feminino (apesar das críticas embutidas ali), mas sim sobre os dramas de relacionamentos sociais e familiares, recheado por inevitáveis disputas de poder e atritos por causa de raça, religião e opiniões.

“Orange is the new Black” não é uma série imperdível, ela tem os seus clichês e algumas histórias são bem previsíveis, porém por se tratar de uma comédia dramática, apresenta personagens e roteiros que conseguem segurar, e entreter o interesse do público, ao longo de sua temporada, que contém 13 episódios, e com uma segunda já confirmada para 2014. Se você procura por uma série agradável de assistir, recomendo que dê uma assistida nessa aqui.

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comentários
  1. helisonbsb disse:

    ultimamente tv e internet se tornaram um só para mim….assisto séries on line e filmes também!!!! hoje em dia tudo é on line: filmes, séries, jogos e cursos….a tendência é essa mesmo: mesclar o útil ao agradável!!!! bom demais assistir séries!!!valeu

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