Crítica: Círculo de Fogo – um espetáculo visual com robôs e monstros gigantes!

Publicado: 29/08/2013 por Márcio Alexsandro Pacheco em Crítica/Filmes
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Círculo de Fogo (Pacific Rim, EUA, 2013)

Gênero: Ação/Scifi

Direção: Guillermo Del Toro

Duração: 131 minutos

Atores: Charlie Hunnam, Rinko Kikuchi, Idris Elba, Charlie Day, Max Martini, Burn Gorman, Rob Kazinsky, Ron Perlman, Clifton Collins Jr.

Trailer: Clique aqui

Site Oficial: Clique aqui

Nota: 8,0

Se você cresceu assistindo seriados japoneses como Jaspion e Changeman, ou curte animes como Evangelion, Macross e Gundam, ou ainda é fã de games como Xenogears e Zone of the Enders, largue tudo que está fazendo agora é vá correndo ao cinema assistir “Círculo de Fogo“. O longa-metragem do diretor mexicano Guillermo Del Toro, especializado em filmes com criaturas exóticas e fantasia infantil como os dois “Hellboy” e “O Labirinto do Fauno”, conseguiu fazer uma bela homenagem aos monstros gigantes japoneses.

A narrativa se passa alguns anos no futuro, quando criaturas monstruosas, conhecidas como Kaijus  (do termo japonês “Monstro”), emergem do fundo do oceano e iniciam uma batalha contra os humanos, iniciando um apocalipse que destruirá a tudo e a todos. Para combater os gigantescos e destrutivos seres, a humanidade constrói os Jaegers (do alemão “Caçador”), robôs colossais que são controlados via conexão neural. Mas nada é tão simples assim, apenas uma cabeça não consegue controlar o grandalhão, sendo necessário duas pessoas para se comandar um Jaeger, o que vai exigir uma perfeita sincronia da dupla para trabalhar em equipe.

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Esse é um Kaiju, mo-mo-monstros que estão tocando o terror nas cidades

O roteiro é raso e cheio de clichês, é possível adivinhar os pontos cruciais sem fazer grande esforço, Del Toro não se preocupou em surpreender o público ou de criar grandes reviravoltas, apenas pegou a cartilha básica de “Mechas vs Monstros” e seguiu direitinho, o que claro, não deixa de ser um mérito. Os personagens também são fracos e pouco carismáticos. Temos o herói marginalizado (Charlie Hunnam), a garota dramática como possível interesse amoroso (Rinko Kikuchi), o piloto rival (impossível não lembrar de Top Gun aqui) e o general casca grossa (papel que foi cotado para Tom Cruise, mas que ficou com Idris Elba). Todos realizam o seu papel bonitinho (com exceção dos dois cientistas, extremamente caricatos e totalmente dispensáveis), mas sem aquele carisma que uma Misato (Evangelion) ou Roy Focker (Macross) despertam na tela. Kikuchi, a bela japinha (e única garota do filme inteiro) é a que possui o papel mais interessante, devido a sua carga dramática e passado misterioso. Não vamos esquecer de Ron “Hellboy” Pearlman, ator que faz sua quinta parceria com Del Toro com o papel de um negociante do mercado negro, Hannibal Chau (nome devidamente explicado no filme), com uma pequena, mas divertida participação.

Por outro lado, o roteiro ganha profundidade ao abordar a excelente ideia da conexão neural entre os dois pilotos e a máquina. Para fazer o bichão funcionar, as duas mentes precisam estar conectadas, e assim ambos dividem sensações e lembranças, deixando as coisas mais interessantes e proporcionando as melhores cenas com os atores.

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Os Evas, digo, Jaegers são a última esperança da humanidade

Mas certamente o que mais impressiona no filme é a sua grandiosidade de mostrar batalhas épicas. Tudo é colossal e com proporções gigantescas, jogadores de “God of War” vão se sentir em casa, pois em alguns momentos as sequências de ação impressionantes lembram um pouco as batalhas colossais de Kratos. Transformers? Bah, cabem na palma da mão de um Kaiju, só para você ter ideia da “monstruosidade” da coisa. As cenas de ação são de tirar o fôlego, com lutas intensas e cheias de referências aos animes/filmes. Seja na água, na cidade ou no ar, Del Toro apresenta sequência criativas de fazer qualquer nerd ficar babando com a qualidade da computação gráfica e efeitos especiais impecáveis. Os Jaegers possuem um visual/design bem atraente e futurista, lembrando um pouco o estilo de Evangelion, assim como a roupa dos pilotos.

Mas deixando de lado agora o fã de mechas e monstros gigantes japoneses, vamos analisar o filme de forma mais criteriosa. Se você não é fã de animes, de seriados japoneses, de games, de Transformers, Godzilla, Power Rangers ou afins, é pouco provável que vá gostar de “Círculo de Fogo”. Afinal, o roteiro e personagens são frágeis, o que nos deixa a ação sem limites e as referências que apenas os fãs reconhecerão. O filme é focado para um público bem específico, mas se você curte um scifi despretensioso, vai curtir o filme.

Por fim, mas não menos importante, o compositor Ramin Djawadi foi o escolhido para comandar a trilha sonora de “Círculo de Fogo” com base nos seus trabalhos em Homem de Ferro e Game of Thrones. Uma escolha acertada, pois os temas musicais e os efeitos sonoros casam perfeitamente com a ação desenfreada e os momentos mais calmos.

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São necessários dois pilotos para comandar um Jaegers

Um pequeno Easter Egg para os gamers: a voz de interface dos Jaegers pertence a uma famosa IA dos videogames. Quem consegue adivinhar?

“Círculo de Fogo” está longe de ser uma obra-prima, mas ele funciona bem na telona e diverte, apesar de possuir algumas falhas, que são facilmente ignoradas ao se ver robôs batendo em monstros gigantes. O grande mérito do filme são os seus efeitos especiais e o show visual, com nível de detalhes dos Jaegers que impressionam. Mas o mais importante, “Círculo de Fogo” é uma verdadeira ode à todos aqueles que cresceram assistindo séries de TV japonesas e fãs de animes de mechas.

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comentários
  1. helisonbsb disse:

    show!!!!!ainda não assisti,,,mas vou assisti-lo!!!!!! bons tempos de evangelion, jaspion e changeeman

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