DuckTales: Remastered – nostalgia pura, sua criança interior não vai largar esse game!

Publicado: 29/08/2013 por Márcio Alexsandro Pacheco em Análises, PC, PS3, Wii U, Xbox360
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Em 1989 a Capcom lançou o seu jogo mais vendido no NES – que também é considerado um dos melhores do console, o clássico DuckTales, jogo inspirado na série animada de sucesso da televisão (que por sua vez era inspirada nas história em quadrinhos dos geniais Carl Barks e Romano Scarpa), e que com certeza fez a diversão de muitos dos leitores oldschool que aqui estão. “DuckTales: Remastered” chega pelas mãos da WayForward trazendo toda a nostalgia do jogo original quase que impecavelmente, mas agora com visuais remodelados em alta definição, a (mesma) trilha sonora mais arrojada e alguns extras totalmente inéditos! Se você é fã dos quadrinhos/desenhos da Disney, se jogou o game original ou é fã de jogos de plataforma 2D, “DuckTales: Remastered” é simplesmente obrigatório para você!

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várias cutscenes dubladas com animações graciosas

Old But Gold

Certamente a geração dos anos 80/90 era mais ligada aos quadrinhos/desenhos da Disney, afinal, não havia internet e nem TV a cabo com dezenas de canais. Era a Globo e o SBT os principais canais que passavam os desenhos animados dos patos, em especial de um nervosinho Donald e seus sobrinhos. O Tio Patinhas mesmo ganhou fama ao estrelar DuckTales, que mostrava as aventuras do pato mais rico de Patopólis em busca de novas riquezas, no melhor estilo Indiana Jones de ser (e isso graças ao seu criador nos quadrinhos, Carl Barks, que criou histórias maravilhosas nos anos 40/50 e que depois foram animadas em DuckTales – e falando em Indiana Jones, Spielberg já disse em entrevistas que uma de suas inspirações para o famoso herói foram as histórias de Carl Barks). Mas já estou me empolgando no assunto (sou um grande fã dos patos disney), então vamos nos focar no jogo em si.

DuckTales: Remastered” consegue renovar o clássico sem perder suas essências originais. O design da fases são os mesmos, os inimigos, itens, estão no mesmo local, mas agora mais animados, mais coloridos, mais vivos. No original, as fases foram criadas pela mesma equipe de Mega Man, o que garantiu cenários longos e difíceis, que estão de volta reformulados e mais extensos, com adições inéditas, com passagens secretas, itens escondidos e inclusive uma fase final totalmente nova.

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Remasterizado vs Original

As animações são primorosas e são o grande destaque, é como assistir ao desenho animado, de tão perfeito que ficou. Tanto o design impecável dos personagens, desenhados a mão, como os cenários de fundo em 2,5D, que criam a atmosfera diretamente dos quadrinhos/desenhos. Agora há cutscenes entre as fases que ajudam a contar a história e que dão mais enfoque para os personagens secundários, como Huguinho, Zezinho, Luizinho, Prof. Pardal, Capitão Boing, entre outros. É possível distinguir os Irmãos Metralhas, que antes eram todos iguais, a bruxa Maga Patalógica consegue até ser sexy no seu estilo gótica. E o melhor de tudo, essas cutscenes são todas dubladas com as vozes originais em inglês, oferecendo uma nova dinâmica.

Infelizmente não há opção para a versão clássica em português, mais é interessante notar como as vozes brasileiras se assemelhavam bastante às originais em inglês, confirmando o excelente dos estúdios nacionais de dublagem. As legendas estão em português, com nomes e termos 100% fiéis, então não se preocupe em ver lá algum nome errado (traduziram inclusive o jargão em português “Macacos me mordam” que usavam bastante aqui). Única coisa que eu não gostei aqui é que os personagens não mexem os bicos quando estão falando, apesar de se movimentarem e terem outras animações durante os diálogos. Ficaria ainda mais perfeito se eles mexessem os bicos, mas fazer o que né…

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as fases são longas, mas há um mapa para ajudar a se localizar

No NES o jogo era pedreira pura, e apesar de agora estar um pouco  mais fácil (especialmente os chefões), alguns jogadores poderão “penar” para passar algumas fases. Os cenários são longos e é preciso pegar itens para poder avançar, o que força o jogador a percorrer a fase inteira, coisa que não existia no original (podia-se pegar um atalho e terminar a fase). Para comandar o Tio Patinhas são necessários apenas dois botões: um para pular e outro para usar sua bengala, seja como pula-pula ou como taco de golfe para arremessar objetos. E é aqui  na jogabilidade que o bicho pega, pois nem sempre os comandos respondem com precisão, resultando em mortes indesejadas, o que pode deixar você muito – mas muito mesmoputo. Em algumas áreas o timing para o pula-pula é essencial, e nem sempre ele funciona como devia. Realmente uma verdadeira experiência 8 bits trazida do túnel do tempo na sua versão remasterizada, o que pode até agradar alguns gamers mais puristas.

Outro ponto que merece destaque é a trilha sonora, com os temas originais intactos, mas com aquela pitada orquestrada a mais que faz toda a diferença e deixa o negócio moderno. É possível ouvir as batidas midi característica dos 8 bits, mas também é possível ouvir aquela guitarrinha real esperta, dando aquele ritmo todo especial. Um dos temas musicais mais lembrados dos videogames é exatamente da fase da Lua, confira abaixo a genial versão remasterizada:

Um ponto negativo é que o jogo é muito curto. Uma fase inicial inédita na Caixa Forte, que serve como tutorial para os movimentos básicos do Patinhas e cinco fases disponíveis (Amazônia, Transilvânia, Centro da Terra, Himalaia e Lua), que podem ser percorridas na ordem que o jogador desejar, e mais uma sexta (Monte Vesúvio, bastante difícil) final. O jogo oferece alguns extras que podem ser destravados ao se coletar dinheiro nas fases, mas a WayFoward poderia ter aproveitado mais essa opção, como oferecer novas vestimentas para o Tio Patinhas, ou melhor ainda, oferecer novos personagens ou cenários para aumentar a longevidade do game.

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os cenários de fundo são tão belos quanto os personagens

Eu não podia terminar essa análise sem postar aqui a antológica abertura nacional de DuckTales, com letra e tudo para você cantar junto!

Aí vem um furacão
Vem emoção
Tem corrida e avião
Tem sensação
Velhos castelos
Belos duelos
DuckTales uh-uh
São os caçadores de aventuras uh-uh
Todos eles são grandes figuras uh-uh

Nossos amigos enfrentam
Mas há perigos que afugetam
Tudo isso acontece em DuckTales uh-uh
São os caçadores de aventuras Uh-uh
Todos eles são grandes figuras uh-uh
Por isso a garotada só quer DuckTales uh-uh

Conclusão: “DuckTales: Remastered” é uma releitura do jogo original bastante fiel. A WayFoward se esforçou em agradar os fãs antigos e com certeza conseguiu, apresenta um audiovisual de qualidade fantástica. A jogabilidade falha as vezes, e poderia ter mais alguns extras e fases, mais isso não tira o brilho da repaginação deste clássico! Um jogo imperdível para você fã de games de plataforma 2D ou fã dos patos! Esperamos que a Sega tenha o mesmo esmero com o seu novo “Castle of Illusions”!

DuckTales: Remastered

Sistema: PS3, X360, PC, WiiU

Desenvolvedora: WayForward

Ano de Lançamento: 2013

Nota da análise: 9/10

+ Gráficos e animações de desenho animado

+ Fiel ao original com conteúdos extras

+ Trilha Sonora fantástica

+ Personagens secundários ganharam mais enfoque

+ Dublagem original e boa tradução nas legendas em português

+ O bom e velho estilo plataforma 2D em seu auge

+ Qualquer gamer oldschool ou fã dos patos da Disney vai amar esse game!

 Infelizmente é muito curto

Chefões muito fáceis

A WayFoward comeu bola em não colocar personagens/cenários como extras para aumentar a longevidade do game

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comentários
  1. Becker disse:

    Remake de verdade é desse tipo aí! Tem tudo do original e mais um pouco, é super recompensador você estar lá pela fase tirando ela de letra e de repente aparece um pedaço totalmente novo – que te traz um desespero e uma alegria ao mesmo tempo.

    E nos créditos finais ainda tem o tema da lua tocado em piano!

  2. show tava demorando pra atualizar o site …

  3. helisonbsb disse:

    bons tempos de ducktales no sbt….tinha essa música theme decorada,,,,clássico! para falar a verdade a simplicidade ainda me atrai,,,gosto muito da versão nes da vida,,,,joguinho difícil e com bons gráficos para a época de ouro nes….é bom lembrar dos clássicos através de remakes e outras homenagens,,,,o importante é não esquecer dos primórdios jogos que deram origem a isso que vemos hoje… tecnologia e softwares em desenvolvimento…..parabéns!!!!

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