Arquivo da categoria ‘Trash Games’

Bomberman

Um dos ícones da geração 16 bits, Bomberman atraiu jogadores de todas as idades por seu visual despojado e diversão multiplayer familiar garantida. No Super Nintendo a série teve seus melhores momentos, incluindo o cultuado e raro “Bomberman 5”, que é uma verdadeira orgia de diversão, tanto jogando sozinho, mas em especial no seu modo multiplayer, que permitia que até quatro jogadores se divertissem simultaneamente, mesmo após ser derrotado em campo de batalha. Para a grande maioria o melhor game de Bomberman surgiu em sua versão para Saturn, que permitia fantásticos 10 jogadores se enfrentando na tela. Uma orgia de diversão.

Entretanto, desde então, a série nunca mais conseguiu entrar nos eixos novamente. Com várias versões lançadas para portáteis, para Nintendo 64, para Playstation, Playstation 2 e até mesmo o N-Gage, nenhuma jamais se destacou como as antigas versões supracitadas. Fato esse não injustamente ou sem explicação, tais versões de Bomberman são realmente muito ruins.

Com as possibilidades de games para download da geração atual, eis que a Hudson, produtora do game, tem a óbvia ideia de disponibilizar para compra mais um exemplar de seu renomado mascote. Muita gente já torceria o nariz para isso, afinal faz anos que a Hudson não acerta a mão com Bomberman, mas nem mesmo o gamer mais pessimista poderia imaginar o que a Hudson estaria prestes a fazer na sua nova investida com um game da série.

E graças a isso, aqui estamos nós, com mais uma análise para minha Seção Trash Games, com um game que é tão ruim, mas tão ruim, que fez todos os games Bomberman de Playstation, de Nintendo 64 e afins, parecerem jogos AAA. Eleve o seu Cosmo para sobreviver a Bomberman: Act Zero.

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Em 1982 um dos filmes mais revolucionários da história ganha às telas dos cinemas norte-americanos. Pela primeira vez, um filme se sustentaria visualmente, e conceitualmente, em computação gráfica. Assim foi Tron, da Disney, que devido a seu visual único e sua temática distinta, se tornou cult ao longo dos anos que se seguiram.

Apesar de ter “tudo a ver” com o mundo dos videogames, Tron nunca ganhou um game de real impacto na indústria do entretenimento eletrônico, o que sempre foi, particularmente falando, um enorme desperdício. Mas aparentemente isso estaria para mudar.

Em 2008 a própria Disney anuncia uma sequência direta do clássico de 1982, a se estrear em 2010, e o fez em grande estilo. Tron: Legacy, como foi nomeclaturado o novo filme, teve um orçamento de aproximadamente 200 milhões de dólares, um merchandising pesadíssimo, uma trilha sonora completamente composta por Daft Punk, nada menos do que autoridades mundiais em música eletrônica, e por ai vai. Poderia continuar citando aqui uma lista enorme sobre como o a nova cria dos estúdios Disney é superlativa em praticamente todos os aspectos. Como não poderia deixar de ser, um game baseado no filme seria algo praticamente consequencial, e assim o foi.

Tron: Evolution, como foi chamado o game, não se tornaria um game que tão somente seguiria fielmente a história de Legacy, ao contrário, seria um prólogo. E assim o é.

Em vídeos liberados antes do lançamento do game, tudo indicava que o estigma de games “atrelados” a filmes não serem bons estaria para mudar, afinal de contas, tudo parecia também superlativo quando o assunto era Tron: Evolution.

Se o game é tudo o que poderia ser, se é tudo o que era prometido pela a Disney e a produtora Propaganda Games, é o que me proponho a expor aqui.

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Uma época muito especial na vida de qualquer gamer Old School por certo foi o período que engloba o fim da década dos anos 80 a meados dos anos 90. Período esse em que os maiores clássicos da indústria do entretenimento eletrônico surgiram, não coincidentemente, foi o período da “batalha dos 16 bits”, em que Sega e Nintendo combatiam entre si pela supremacia.

Nesse período clássicos absolutos como “Final Fight“, “Streets of Rage“, “Street Fighter 2“, entre outros (me atenho por aqui pois a lista é enorme), surgiram gloriosos. Dentre tais virtuoses videogamelísticas, surge pelas mãos da Sega um dos games mais marcantes dessa época: Golden Axe.

Não vou me ater aqui a tratar um pouco sobre a série clássica pois o Canto Gamer já possui a análise dos três games lançados para o Mega Drive. Falarei somente que, tirando o terceiro e último game da série clássica, os games foram sucesso absoluto, clássicos instantâneos, unindo um visual medieval, ação de qualidade, dificuldade na medida e, é claro, um multiplayer divertidíssimo.

Pressupondo então que já leram as análises dos games aqui no site, ou então que já conhecem a série em questão, prossigo.

Dada tamanha carga histórica e nostálgica para com a série “Golden Axe” fica fácil saber o porquê de tanta comoção, preocupação e ansiedade dos jogadores quando a Sega anunciou estar trabalhando em um novo que carregaria o nome “Golden Axe” a ser lançado para Playstation 3 e X360.

Se a preocupação era maior do que a ansiedade ou vice-versa não sei mensurar muito bem, pois a Sega anda errando a mão em proporção muito maior do que acertando no quesito de desenvolvimento de games. Posso estar equivocado, mas na atual geração só me recordo de um game verdadeiramente bom que carrega o nome da Sega tanto como produtora, quanto como distribuidora: “Virtua Fighter 5” (lembrando que “Bayonetta” e “Vanquish” são somente distribuídos pela Sega). Esse fato, em contraponto com a alcunha de “matadora de clássicos próprios” que a Sega angaria, vide Sonic, Altered Beast, entre outros, faz ficar difícil confiar na produtora.

Eis que surge o game, e assim sendo, com o espírito de um gamer que vivenciou a época áurea, tanto da Sega, quando de “Golden Axe”, vamos à análise de “Golden Axe: Beast Rider“, game esse que infelizmente, entra para o hall dos jogos de minha “coluna” “Trash Games”.

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Pense o quanto quiser e no tempo que quiser e me responda a duas perguntas:

1ª. Qual é o seu “Top 10: Melhores Games Ever”?
2ª. Qual o seu “Top 10 Trash Fucking Shit Game Ever”?

Garanto que responder a segunda pergunta foi mais difícil do que a primeira. Com os games, ao contrário de na vida, as coisas ruins nos marcam bem menos que as boas (eu sei, estou me achando o Filósofo…)

Com isso em mente pensei, porque é tão difícil ver análises de games ruins, se eles existem aos montes? E não estou falando dos estrelinhas da mediocridade não. Seria muito fácil vir aqui falar de E.T. ou Superman 64. Estou falando de games ruins que pouca gente fala, pouca gente conhece e que até fãs essas encrencas podem ter….

Sendo assim vamos dar início à minha primeira análise de uma série de análises, aparentemente sem fim dada a quantidade de coisas ruins existentes por ai, daquilo que mais fede no mundo dos games. Vamos começar por um de meus favoritos no ramo da “trasheira”. E o melhor de tudo, um Old School “trasheira”: ULTIMATE FIGHTER para Super Nintendo (sentiu o nome do meninão né?).

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Agora retorno para com minhas atividades regulares aqui no Canto Gamer fazendo uma das coisas que mais gosto de fazer: mexendo na “porcaria”, e provavelmente, indignando um jogador aqui e outro acolá.

Vamos dar início então mais uma matéria da seção que eu gosto de chamar (sem nenhuma originalidade aliás) de Trash Games, com a análise de um dos games com que mais me decepcionei em minha vida: Dragon: The Bruce Lee Story.

Baseado no bom filme de mesmo nome, em que acompanhamos os fatos mais importantes ocorridos na vida do maior dos mestres das artes marciais, Dragon: The Bruce Lee Story é mais um game amaldiçoado pela aparente inevitável incompetência de ser fazer um bom game baseado em um filme.

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Quando um game licenciado vem à tona, lá no fundo já se sabe que “lá vem bomba”. Seja um licenciado de filme, de um cartoon ou de um anime, as chances para que a coisa ande bem sempre são remotas.

Entretanto, pode acontecer de um jogo ruim ser até bem aceito justamente por conta de seu licenciamento, sendo ele bom tão somente pelo o que é como jogo ou não. Caso clássico mais recente é Saint Seiya: Chapter Sanctuary, que de bom não tem absolutamente nada, mas os fãs “tietes” da série como eu, foram logo comprando e não ficam sem.

Citando Saint Seiya, que aliás NUNCA teve bons games, um outro anime, originalmente Old School, independente de seus OVAS e filmes mais atuais nunca teve sorte com suas versões para jogos eletrônicos, apesar de ser um anime fantástico, pioneiro e “foda pra cacet……”.

Imagino que os mais antigos e amantes de animes, se lembrem com mais vividez desse anime oitentista, apesar de que, com o efeito amplificador de conhecimentos da internet, muita gente mais nova deve conhecer: Hokuto no Ken. Hokuto no Ken sempre sofreu com suas adaptações para os games, entretanto, em duas situações em especial, sofreu bem mais do que o deveria, e é sobre a segunda (e mais conhecida dos gamers em geral) dessas vezes que trato em mais um review destinado aos trash games da vida.

Em um EXTREMO resumo e explicação sobre o anime, explicação apenas do que interessaria se saber para o que, em teoria, deveríamos esperar de um game baseado nela: Kenshiro é o mestre da técnica Hokuto Shinken, uma técnica poderossíma de artes marciais. Ele é o Chuck Noris do anime, com um toque no local correto, faz sua cabeça explodir e seus miolos jorrarem dela. Rápido e poderoso, enfrentá-lo é pedir para padecer.

Só isso? Não…. O anime é fantástico e rico em personagens e história, no entanto, para um game baseado na série, bastava saber disso para criar um game pelo menos jogável. E pois é, conseguiram fazer tudo nesse game, com até boas idéias tenho de admitir, menos criar um game jogável.

O game japonês, que saiu primeiro do que o americano, tem o diminuto nome de Shin Seikimatsu Kyūseishu Densetsu Hokuto no Ken Tanto o game japonês, quanto o americano Last Battle, possuem o mesmo esquema no que cerne à jogabilidade, então analisarei inicialmente os games com base na versão japonesa, e posteriormente me focarei em propósito inicial, o game americano. Acredite em mim, isso tem um propósito.

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Você que é jogador das antigas, rato de fliperama, que parava nos barzinhos das esquinas para jogar flipers de games de luta como Street Fighter 2, Mortal Kombat The King of Fighters, deve se lembrar bem do game Samurai Shodown, clássico da SNK nos anos 90.

O game teve um grande impacto nas rodinhas de fliperama por modificar a fórmula clássica de Street Fighter 2, que estava em seu auge na época. Ele mostrava um sistema de luta diferente, com uso de armas e até animais para atacar, além de utilizar o então revolucionário efeito neo-zoom, que foi usado pela primeira vez em Art of Fighting, também da SNK. Era um jogo bastante original e criativo, que ganhou uma sequência ainda melhor.

Desde então vários jogos da série foram lançados para diversas plataformas, sendo a mais notória o Neo Geo. A série principal já se encontra em seu sexto capítulo, lançado em 2005 para PS2, PSP, Wii e fliperamas. Porém esta análise é sobre Samurai Shodown Sen, que pertence à série 3D da franquia, que começou com o Samurai Shodown 64 (lançado para fliperama e não para o console da Nintendo) em 1997.

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– tentar jogar esse game até o fim é pior que um chute no saco –

Saudações galera do Canto Gamer, na pauta hoje não teremos um game pop e moderninho, a “Seção Trash Games” (inaugurada com o game “Kunoichi”) traz hoje o jogo “Sword of Sodan” (ou como é carinhosamente apelidado, Sword of SODÃO) para o Mega Drive. Afinal de contas não foi só de jogos bons que os videogames viveram, teve muita “tralha” por aí e o nosso amigo SODÃO é uma dessas pérolas, digna de uma seção “Os Piores Jogos do Mundo”.

Sword of Sodan veio para o Mega Drive numa conversão do grande “sucesso” no computador Amiga (na verdade ele é um pouco melhor no Amiga, e até fazia algum sucesso mesmo). Feito pela desconhecida Innerprise Software, foi lançado pela então popular Eletronic Arts (famosa pelos seus games de esporte no MD). Certamente esse jogo deve ter sido elaborado pelos estagiários da empresa, pois ninguém em sã consciência lançaria um jogo como esse. A Abertura até que começa legal, tem um efeito no nome do jogo e então aparece o rosto dos dois “heróis” do game. Heróis esses, aliás, que não se dignaram nem de receber um nome. Você pode escolher entre um guerreiro a lá estilo Conan, ou então uma “sexy” amazona (ênfase nas aspas sarcásticas). Os dois personagens são super mal-feitos, poderiam ser parentes do Corcunda de Notredame. Curiosamente, há uma diferença entre os dois: a mulher é a mais forte, enquanto o homem é mais “rápido” (pouquíssima coisa) e tem mais resistência. Ou seja, não passa de uma bichinha.

escolha entre o macho e a fêmea
e não se deixe enganar, o pior está por vir

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“Esta é uma historia de decadência, contada com muito pesar e desgosto por quem aqui vos escreve. Uma história que começa com a descoberta de um Ninja, o alvorecer de um jogo e o ápice de uma produtora. Era uma vez uma empresa de renome e com games de qualidade incontestável. O nome desta empresa é Sega.”

Houve um dia em que a Sega tinha um console que era top de linha no mercado videogamístico: O Megadrive. Nesta época, a Sega lança um game que é considerado até hoje o melhor game de Ninja já criado, chamado de The Revenge of the Shinobi. O game foi tão famoso, que ainda no Mega Drive, ganhou mais duas versões de qualidade também muito impressionantes. Mas que nunca tiveram o peso e carisma do original.

Anos depois, esta empresa chamada Sega, começa sua decadência. Primeiro com um console chamado Saturn, que apesar de ter fãs ardorosos no mundo, levou um couro de seu rival Playstation. Depois disso, iniciou anterior geração de consoles com o imponente e mal nomeado Dreamcast. Que não aguentou muito contra seu rival mais violento, o Playstation 2. Vendo que não seria possível continuar a combater no mundo poderoso dos consoles, a Sega faz o que parecia ser mais acertado, passou a produzir games para todos os consoles, ou seja, se transformou em uma softhouse. Afinal, tinha franquias poderosas em suas mãos, dentre elas, o dito cujo Shinobi. (mais…)

Após a decisão de deixar de fabricar consoles, passando a ser uma produtora independente de games, a Sega tinha de cativar de todas as formas possíveis os consumidores seguidores da Sony, Nintendo e Microsoft. Para isso, não havia arma melhor do que mexer com o sentimento nostálgico destes jogadores. Sendo assim, a Sega apostou acertadamente em lançar remakes de franquias clássicas de sua autoria, como Sonic, por exemplo.

Seguindo esse pensamento, a Sega tenta mexer no sentimento nostálgico dos jogadores possuidores de um PS2, lançando para o console o remake de um dos games mais idolatrados da época áurea: Shinobi.
Após a revelação por parte da Sega do lançamento deste game, muito se esperava do game, afinal, se Shinobi para PS2 fosse metade do que foi para Mega Drive, seria um dos grandes hits de toda a geração 128 bits. Se o game faz jus ao nome que correga, ou se é, tão somente, mais um game fraco se utilizando de um nome de uma franquia de peso do passado, é o que será analisado aqui.
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