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* Análise escrita no lançamento do anime no Brasil em 2006

Como a galera brasileira deve saber muito bem, é muito raro passar animes nos cinemas daqui, com algumas raras exceções como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball e Pokemon (blargh). Felizmente os animes longa metragem do mestre Hayao Miyazaki  tem passado aqui nas telonas para os amantes de um bom anime, e o último deles foi o genial O Castelo Animado (Howl´s Moving Castle no inglês ou Hauru no Ugoku Shiro, no original). Infelizmente aqui no Brasil os animes são tratados como coisa de crianças, isso por causa de mega-lixos como Pokemon. Quando na ocasião da estreia do filme, aqui em minha cidade (Curitiba)  não consegui achar uma sala de cinema que estivesse passando o anime em seu som original e com legendas, apenas dublado (uma boa dublagem), como se fosse um desenho qualquer. E quem conhece as obras de Miyazaki  sabe muito bem que não são meros desenhos para crianças, as telas do cinema dos seus filmes servem como porta de entrada para um mundo fantástico onde qualquer coisa pode acontecer. E é isso que podem esperar de O Castelo Animado, assim como as suas obras anteriores, como A Viagem de Chihiro, vencedor do Oscar  de melhor animação de 2003 (esse sim teve tratamento decente quando passou nos cinemas aqui, tendo versões dubladas e legendadas). (mais…)

Street Fighter: A Lenda de Chun-Li (Street Fighter: The Legend of Chun-Li, EUA, Japão, Canadá, India, 2009)
Gênero: Ação
Direção: Andrzej Bartkowiak
Duração: 96 minutos
Censura:
Trailer: Clique aqui
Site Oficial: Clique aqui

Nota: 2/10

Aproveitando o embalo da crítica do game baseado no filme de “Street Fighter: A Batalha Final”, resolvi fazer uma dobradinha trash com o segundo longa-metragem da franquia: “Street Fighter: A Lenda de Chun-Li“. Você que não é tão ligado no universo do famoso jogo de luta, talvez nem saiba que existe um segundo filme, que estreou em 2009 e foi um completo fracasso, nem chegando a passar nos cinemas brasileiros, foi direto pro DVD.

Sim, ele existe. E sim, ele é tão ruim quanto o filme estrelado por Jean-Claude Van Damme, de 1994. Ainda não foi desta vez que a turma de Ryu e cia se acertaram nas telonas. Talvez a Capcom devesse contratar os caras que fazem adaptações de super-heróis para o cinema, como o Sam Raimi (Homem-Aranha) ou Brian Singer (X-Men e Super-Homem: O Retorno… pobre zulão, merecia coisa melhor), já que os heróis geralmente possuem boas adaptações.

isso é o mais próximo da Chun-Li que pode ser visto no filme

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Ghost Rider: Spirit of Vengeance
EUA , 2012 – 95 minutos
Ação

Direção:
Mark Neveldine e Brian Taylor

Elenco:
Nicolas Cage, Idris Elba, Violante Placido, Ciarán Hinds, Johnny Whitworth, Fergus Riordan, Christopher Lambert

Nota: 2/10

Já vou avisando aos cinéfilos e Marvel maníacos de plantão que, se você não gostou do primeiro filme, tem grandes chances de odiar o segundo. Isso porque pouco em comum ele tem com o original (que eu até gostei), a não ser pela volta de Nick Cage como o implacável Espírito da Vingança.  Não contem com o retorno da bela Eva Mendes em seu papel de jornalista/namorada de Cage (ahhhh), o rostinho bonito desta vez é interpretado pela desconhecida atriz italiana Violante Placido (mas sem nenhum destaque).

Apesar de ser uma sequência, o filme funciona mais como um reboot para o personagem, mas infelizmente o roteiro e a trama são tão rasas e previsíveis que irão decepcionar até mesmo os fãs mais ávidos pelo o anti-herói. Jhonny Blaze se isolou do mundo para tentar controlar sua contraparte demoníaca, quando então é procurado por um padre motociclista (Idris Elba) para resgatar um garoto, Danny (Ketch? O segundo Motoqueiro nos quadrinhos. Seu sobrenome não é dito em todo o filme), capturado pelo próprio Diabo em sua forma humana e que pretende usá-lo em um ritual. Ao que parece, os roteiristas estavam com preguiça ao fazer a trama do filme, pois ela pouco surpreende ou convence, chegando mesmo a dar sono em algumas partes.

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