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 *análise escrita no lançamento do game

Resonance of Fate (End of Destiny no Japão) é a nova aposta da produtora Tri-Ace (responsável por sucessos como Star Ocean, Valkyrie Profile e o não tão memorável Infinite Undiscovery) no estilo clássico de RPG oriental.

Para tanto resolveu deixar sua parceira de costume, a Square-Enix, de lado e colocou a Sega responsável pela distribuição do game (em sua primeira parceria na história). Lançado para PlayStation 3 Xbox 360 e dirigido por Takayuki Suguro, que já trabalhou nos games Valkyrie Profile 2, Final Fantasy Tactics e Vangrant Story.

O título em japonês é uma referência à uma obra do escritor de ficção científica Isaac Asimov (grande mestre do scifi), conhecido por aqui como “O Fim da Eternidade”, que fala sobre viagem no tempo, paradoxos temporais e engenharia social (uma adaptação para os cinemas está sendo cogitada atualmente).

Mas então o game tem alguma coisa a ver com viagens no tempo? Na verdade não, mas a história se baseia em elementos scifi, mostrando uma Terra do futuro pós-apocalíptica, com uma história bastante original, personagens armados com artilharia pesada, gráficos estilizados e batalhas com cenas à la Hollywood. Não que isso (mostrar um mundo a beira de destruição, proteção do planeta, blá blá blá) já não tenha sido feito antes (né Final Fantasy VI e VII), mas isso não quer dizer que o título não tenha os seus méritos.

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Vamos agora analisar um dos melhores games que o Sega CD já teve e um dos mais lendários da historia dos videogames: Snatcher. Produzido pela Konami, foi lançado para o console da Sega em 1994, e apesar de não vender horrores (o Sega CD já estava em fim de carreira) o game fez grande sucesso entre os fãs, sendo cultuado até os dias de hoje.

Porém Snatcher teve sua grande estreia em 1988 nos computadores japoneses PC88 e no saudoso MSX. O game foi criado por Hideo Kojima, antes de sua obsessão pela sua outra consagrada obra: Metal Gear Solid. Porém essas primeiras versões não possuiam vozes, e muitas cenas que ainda não existiam. O Ato 3 por exemplo, só chegou a aparecer primeiramente no PCE. No MSX o jogo praticamente não tinha final, ficava tudo no ar. Kojima havia dito na época que a Konami estava apressando o lançamento do jogo e não deu tempo de colocar este ato no game, apesar dele já estar em desenvolvimento.

Snatcher teve no total seis diferentes versões. As já citadas PC88 e MSX, também teve uma versão para o PCE, para o Sega CD e mais tarde para o Saturn e Playstation. Porém de todas elas, a versão do Sega CD é tida como a melhor entre os fãs. Foi a única versão a ser feita especialmente para o mercado americano (textos e diálogos todos em inglês – nunca foi lançado oficialmente no Japão), é bem parecido com a versão do PCE, mas possui algumas melhorias como novas cenas e mais diálogos e textos, além de não ser tão censurado como as versões de Saturn e Playstation.

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