Posts com Tag ‘Homem-Aranha’

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Algo que certamente os fãs de quadrinhos adoram é quando seus heróis trocam porrada com outros heróis e inevitavelmente aparece aquela pergunta clássica: “qual deles ganha?“. E nem sempre aquele resultado que parece óbvio é o que acaba acontecendo, como vimos nesta história do “Homem-Aranha vs O Senhor do Fogo“.

E hoje trago a vocês outro combate com o nosso amigão da vizinhança, mas desta vez contra o Homem de Ferro do FUTURO. É isso aí mesmo que você leu, o rival da vez não é o Tony Stark que conhecemos (apesar do Aranha e ele já terem se estranhado também, especialmente na saga Guerra Civil), mas sim o seu primo do ano de 2020 de uma realidade alternativa.

Esse Homem de Ferro do “futuro” não tão longe assim, apareceu pela primeira vez em 1984 na revista do Homem-Máquina, e de lá pra cá já apareceu em algumas histórias esporádicas pelo universo Marvel, mas nada inesquecível (e por isso provavelmente você nunca ouviu falar dele, até agora). Esse Homem de Ferro é Arno Stark, primo de Tony. Ele foi apresentado como um vilão, um cara cruel e mau caráter, bem diferente do Stark que conhecemos na cronologia normal. Ele usa a armadura do Homem de Ferro em benefício próprio, como ferramenta de espionagem industrial e como mercenário.

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Geralmente as grandes estórias clássicas dos quadrinhos são produzidas em edições especiais ou minisséries, cuidadosamente planejadas para criar polêmicas, grandes confrontos, etc. Mas de vez em quando, no arco de estórias das revistas mensais (que possui um ritmo de produção mais acelerado, portanto mais difícil de se planejar), aparecem verdadeiras obras-primas. Isso acontece quando o roteirista e desenhista (que as vezes são a mesma pessoa) conseguem ficar em perfeita harmonia, de entrar na essência do personagem e dar ao leitor um trabalho exemplar.

E em 1985 o roteirista Tom DeFalco, que estava em seu auge criando estórias para o Homem-Aranha, juntamente com o seu parceiro desenhista Ron Frenz, agraciavam os leitores com excelentes arcos na revista mensal do cabeça-de-teia. DeFalco, que foi editor da Marvel por muitos anos, já havia posto a “mão na massa” fazendo estórias para os X-Men e Vingadores. Já Frenz praticamente começou a sua carreira assumindo a revista do Homem-Aranha. Ele tinha um estilo bem parecido com o do Steve Ditko, de fazer um Peter Parker/Aranha magrinho (ele assumidamente é fã de Ditko e Jack Kirby), o que caiu nas graças dos fãs.

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Zumbis Atacam Universo Marvel

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Bem antes do surgimento do primeiro Resident Evil, histórias com zumbis já faziam a cabeça da galera, especialmente nos anos 70 e 80, com vários filmes do gênero (geralmente filmes trash, mas muito engraçados como a série “A Volta dos Mortos-Vivos” – como esquecer a famosa frase “queremos miolos”)Michael Jackson ganhou sua mega-fama graças aos mortos-vivos, no antológico Thriller, até hoje um dos vídeo-clipes mais incríveis já feito. Uma coisa é certa: zumbis geram grana!

Mas eis que então, em 2005 o sempre criativo e imprevisível Mark Millar, que estava no comando das histórias da versão Ultimate do Quarteto Fantástico, nos presenteia com um arco de histórias em três partes em que ele apresenta uma horda de zumbis… mas não qualquer zumbis, e sim super-zumbis! Esta história foi lançada no Brasil na Marvel Millennium Homem-Aranha 56, 57 e 58, batizada de “O outro lado do espelho”.

Se antes zumbis “normais” já causavam muito estrago, imaginem uma legião de super-heróis transformados em mortos-vivos sedentos por carne humana e claro “miolos”. Esse arco de histórias publicadas no Quarteto Fantástico fez tanto sucesso que acabou gerando uma minissérie própria, batizada de “Marvel Zombies”. Você irá ver seus personagens favoritos de uma maneira nunca vista antes, e se você for fã de zumbis, pode esperar tais criaturas totalmente inovadoras também.

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Apesar da concorrência acirrada das grandes editoras de quadrinhos Marvel e DC Comics, de tempos em tempos as duas baixam as armas e levantam uma trégua temporária para lançar crossovers (encontros) entre os seus personagens. Você leitor do Canto Gamer já leu por aqui o icônico encontro do “Homem-Aranha vs Super-Homem” nos anos 70. Mas o amigão da vizinhança também dividiu os quadrinhos com outra lenda do universo DC: Batman.

A revista em questão é a “Homem-Aranha & Batman: Mentes Desequilibradas“, lançada em 1996 (em 97 aqui no Brasil, ainda pela editora Abril) com roteiro assinado pelo veterano escritor J.M. DeMatteis e desenhos pelo sempre competentíssimo Mark Bagley. DeMatteis já trabalhou tanto com a DC como a Marvel, com vários personagens das duas editoras, sendo mais reconhecido por trabalhar com a Liga da Justiça (DC) e com o Homem-Aranha (Marvel). Seus roteiros, geralmente cheios de diálogos e caixas de pensamentos, sempre tiveram uma abordagem mais psicológica dos personagens. O Homem-Aranha, por exemplo, teve o seu lado sombrio mais explorado nas histórias de DeMatteis nos anos 90 (pré saga do clone) que eram muito boas. Um dos seus melhores trabalhos, inclusive na história dos quadrinhos em geral, também envolve o teioso, no clássico “A Última Caçada de Kraven(aguarde matéria especial em breve aqui).

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 *análise escrita no lançamento do game

O Homem-Aranha foi criado na década de 60 por Stan Lee, que criou a maioria dos super-heróis do universo Marvel, como o Quarteto-Fantástico, X-Men, Hulk, entre outros. Desde então, o cabeça-de-teia ganhou o mundo nos quadrinhos, desenhos animados, nos cinemas e claro, nos videogames, ao lado de outros ícones dos quadrinhos como Batman e Super-Homen.

Ao longo dos anos o teioso ganhou diversos games inspirados em seu universo. Particularmente, lembro de três que marcaram minha vida de gamer e fã do personagem: Spider-Man vs Kingpin para o Mega Drive (que depois ganhou uma excelente reedição no Sega CD) foi um dos primeiros games a retratar de forma fiel o universo dos quadrinhos do herói nos games. Alguns anos mais tarde seria lançado Spider-Man para o PlayStation, era o herói indo para o universo 3D, e apesar de ter algumas falhas, era um jogo bem bacana. Por último, Ultimate Spider-Man para o PlayStation 2, sem dúvida um dos melhores games já feitos sobre o herói.

Nesta nova geração ainda não tivemos um jogo realmente espetacular do herói (o Web of Shadows é bacaninha, mas ainda tava faltando alguma coisa), mas será que o novo “Spider-Man: Shattered Dimensions” para PC, PS3, X360, Wii e DS chegou para mudar essa história? Para você que não sabe nada do jogo, aqui vai um breve resumo: o game mistura quatro universos dos quadrinhos do herói. Cada universo possui o seu Aranha, com características e mecânicas próprias, fazendo quase que seja quatro jogos diferentes em um. Bacana né? Será que o jogo vale a pena? Leia nossa análise abaixo e descubra.

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Você leitor geração Justin Bieber talvez não saiba, mas os dois maiores super-heróis das editoras Marvel e DC já se enfrentaram em um encontro épico nos anos 70. É claro que estamos falando do Homem-Aranha e o Super-Homem, e a revista em questão é “Superman vs The Amazing Spider-Man: The Battle of the Century”, lançada em 1976.

As duas editoras já eram grandes rivais naquela época, e esse crossover marcou história ao realizar o sonho de qualquer leitor de quadrinhos, que foi sem dúvida o encontro do século. Crossover esse que foi o “pai” de todos e instalou a base para os encontros de super-heróis de universos diferentes, ou seja: heróis se encontram, quebram o pau, depois se unem contra um inimigo em comum. Fórmula essa usada até os dias de hoje. Mas como que duas grandes rivais da indústria dos quadrinhos puderam se unir?

No início dos anos 70 foi sugerido aos editores, Stan Lee da Marvel e Carmine Infantino da DC, um filme que reunisse os dois personagens (os dois editores eram amigos de infância, o que certamente ajudou na negociação). Mas como já havia um filme do azulão planejado pela Warner Bros (o primeiro filme da franquia, com o eterno Christopher Reeve) e uma série de TV para o cabeça-de-teia (bem tosca por sinal, veja a abertura dela aqui) o projeto foi engavetado.

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O Espetacular Homem-Aranha (The Amazing Spider-Man)

EUA , 2012 – 136 minutos

Ação/Super-heróis

Direção: Marc Webb

Elenco: Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans, Martin Sheen, Sally Field, Denis Leary

Foram cinco longos anos de espera desde o último filme do Homem-Aranha, para o tão aguardado “O Espetacular Homem-Aranha”, quarto filme que reinicia a franquia. E justamente por reiniciar uma série tão atual (o primeiro filme é de 2002), causou uma grande preocupação aos fãs, afinal, recontaria as origens do super-herói, coisa que o filme original de Sam Raimi fez de maneira espetacular. Pelo menos, quanto a isso, os fãs não precisam se preocupar, pois este recomeço é apresentado de forma bem diferente, bem mais atual e moderno. Porém, o longa-metragem vai dividir opiniões, fãs mais tradicionais do herói certamente irão preferir a versão de Sam Raimi, mas o público jovem e eventual do herói, irão gostar do novo.

“O Espetacular Homem-Aranha” é dirigido por Marc Webb, mais conhecido por fazer video-clipes de bandas como Green Day, Maroon 5, Weezer entra várias outras. Sua primeira e única direção em um filme, até então, era com a bacaninha comédia romântica “500 Dias com Ela”, de 2009. O “sentido de aranha” dos fãs voltou a tilintar, pois pior que Sam Raimi fosse, ele já tinha bem mais experiência com Hollywood, além de ser um nerdão assumido (o que ganha pontos para um filme como esse).

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Com a estreia do novo filme do Homem-Aranha se aproximando, nada melhor do que relembrar do clássico jogo do aracnídeo que saiu para Sega CD em 1993. Mas antes disso, o jogo foi lançado em 1991 para o Mega Drive e foi um grande sucesso comercial, especialmente para os fãs do personagem.

Pela primeira vez o cabeça-de-teia tinha um jogo caseiro que fazia por merecer a sua fama. O game tinha belos gráficos e músicas e o mais importante, era bem fiel ao espírito do nosso herói. Vários vilões clássicos do personagem apareceram e o jogo tinha uma história digna de pertencer aos quadrinhos.

Inclusive, o manual do jogo original, ou seja do Mega Drive, contava com uma introdução de quatro páginas escrita por Steve Englehart e desenhada pelo legendário John Romita, um dos mais famosos desenhistas do personagem no início da sua carreira (essa mesma introdução foi reproduzida em animação na abertura do Sega CD).

capa da versão  Mega Drive e Sega CD

 

clique nas imagens para ver a introdução do manual do MD

A Sega acertou em cheio e logo o game ganhou ótimas versões também para o Master System e o Game Gear, sendo a última delas para o Sega CD. E o melhor de tudo, a versão CD não era apenas uma cópia do cart com novas músicas e cenas animadas, como era o costume de se fazer. Não, era um jogo totalmente novo, com várias coisas novas. A Sega fez com o Spiderman Vs the Kingpin o que várias softhouses deveriam ter feito na época quando lançavam um mesmo game para o Mega Drive e Sega CD: reformular todo o jogo! (mais…)

Ando meio sem tempo pra escrever análises, então resolvi fazer uma clássica que é mais fácil e rápido para postar. Quem era rato de fliperama no começo dos anos 90, deve se lembrar desse fliper, Spider-Man: The Videogame. Como diria Stan Lee (criador do Aranha), “read on true believers!”,

A Sega lançou este belo beat’m up  do amigão da vizinhança em 1991 e ele chamava a atenção pelos seus belos gráficos que retratavam com fidelidade o universo dos quadrinhos e pelos seus personagens grandões na tela. Mas apesar de visualmente ser um espetáculo, sua mecânica não era tão eficiente quanto o arcade de TMNT II ou ainda os vários beat’m ups da Capcom.

olha o bicho aí

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Prefácio

Antes de mais nada, um pequeno prefácio explicando este artigo. Esta matéria foi feita em 2006 quando da publicação da minissérie do Homem-Aranha e da Gata Negra (que na época chegou a sair com destaque no site principal da UOL) e agora colocamos aqui para os nossos leitores do Canto Gamer possam conhecer essa publicação. Boa leitura!

Gata + Aranha = Curtição

O Homem-Aranha é um herói que não teve muitas namoradas em sua vida (não é pra menos, nerds, pobretão e azarado…), mas ele teve uma gata que vale por todas as modelos (e travestis) que Ronaldo “Fenômeno” já catou, e não estamos falando da recatada Gwen Stacy ou da extrovertida Mary Jane Watson, e sim da sensual Felicia Hardy, vulgo a Gata Negra.

A bela personagem apareceu nos anos 80 para apimentar a vida do então solteirão Peter Parker. Porém os dois estavam em lados diferentes, ele lutava pela justiça, e ela contra. Uma ladra que roubava dos ricos para dar aos pobres? Não, ela ficava com tudo, e aproveitava muito bem o prazer que o dinheiro podia oferecer.

De vez em quando fazia o Aranha de trouxa (com curvas como aquelas, quem pode culpa-lo?), outras ele a pegava, mas dava um sermão na gatinha, devolvia os roubos e fazia vista grossa, pois ele sabia que no fundo ela era boa pessoa.


essa parceria deixou saudades no mundo dos quadrinhos

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A bela capa de “Amazing Spider-Man 600” por John Romita Jr.

Esta é a terceira (e última!) parte da História do Homem-Aranha nos quadrinhos, um levantamento editorial e cronológico. Se você não leu as partes anteriores, siga os links da Parte 01 e da Parte 02.

O terceiro capítulo de nossa jornada vivencia o casamento do personagem, sua fase de maior sucesso comercial, uma grave crise criativa em meados dos anos 1990, um período de reinvenção, de polêmicas decisões editoriais e, agora, inicia uma nova fase que ainda deixa os leitores confusos se estaria tudo bem ou não. Vamos lá! (mais…)

Você já conferiu aqui no Canto Gamer a sensacional animação em computação gráfica da titânica batalha entre Hulk vs Super-Homem, mas agora está na vez de assistir a outro espetacular vídeo!

Diferente do Hulk vs Super-Homem, o vídeo não foi feito por fã, mas sim pela própria Marvel Comics, editora criadora do heróis nos quadrinhos, o que explica a sua alta qualidade e detalhismo nas cenas. Foi lançado em três partes em 2008 pela editora norte-americana para promover os quadrinhos dos personagens, num encontro pra lá de engraçado e muito legal. (mais…)

texto do blog HqRock

O Duende Verde numa pintura moderna de Alex Ross.

Esta é a segunda parte da trajetória do Homem-Aranha nos quadrinhos. Se você não leu a primeira parte, leia aqui.

Esta Parte 02 traz a fase clímax nos anos 1970, a crise na virada para os 1980, uma nova fase de sucesso e os graves problemas editoriais do fim daquela década.

Novos tempos, novo escritor, nova revista

Estamos em 1972. Stan Lee, o principal criador do Universo Marvel, escreveu as histórias do “cabeça de teia” por dez anos quase ininterruptos, mas agora, foi promovido a Publisher da Marvel Comics, o cargo mais alto da editora. Seu posto de Editor-Chefe é ocupado, então, por Roy Thomas, que vinha assumindo várias revistas no lugar do The Man. Com isso, Lee e Thomas treinam um substituto para assumir a revista The Amazing Spider-Man. O sortudo é um rapaz de apenas 19 anos: Gerry Conway. Na mesma época, ele escreveria, também, a outra revista de maior sucesso da editora: Fantastic Four, a casa do Quarteto Fantástico. (mais…)

Você fã do Homem-Aranha ou que simplesmente simpatiza com o aracnídeo ou gosta de quadrinhos, aqui está uma super matéria recheada de informações, curiosidades e os bastidores da vida do herói nos quadrinhos, desde a sua criação até os dias de hoje (essa é a primeira parte). Como o quarto filme da franquia está chegando e ela mostrará justamente essa fase do início de carreira do Aranha, esse texto vai ser como uma boa fonte de informações para comparação ao filme (estamos todos aguardando ansiosos pela Gwen Stacy!). O texto foi feito pelo Irapuan Peixoto, do blog HqRock (há outras matérias de quadrinhos bem interessantes no blog).

O Homem-Aranha está sempre em evidência: suas histórias estão sempre entre as de maior sucesso; sua trilogia no cinema está inteira no Top 10 das maiores bilheterias de filmes de super-heróis, ocupando a segunda, terceira e quarta posições; e uma nova série de filmes irá começar, estreando em 2012. Nos quadrinhos, sua casa original, o “amigão da vizinhança” também sempre foi sucesso e evidência e sua trajetória nesta mídia serve de parâmetro para toda a indústria dos comics. O HQRock traz uma série de posts que irão contar essa história, do ponto de vista editorial e cronológico.

Criação Polêmica

Em meio às dezenas de novos personagens, heróis e vilões saídos da mente de Stan Lee e ocupando as revistas Fantastic Four, Hulk, Thor, Tales of Suspense, Tales to Astonish, Strange Tales, Amazing Adult Fantasy e várias outras publicadas pela Marvel Comics em 1962, o Homem-Aranha foi um grande destaque.

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