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Vamos agora falar de um dos meus jogos favoritos de todos os tempos e que me marcou quando eu ainda era um garotinho gamemaníaco. A série “Valis” surgiu em 1986  para os computadores MSX  e ganhou vários remakes para outros computadores e videogames da época (leia aqui análise do “Valis: The Fantasm Soldier“), não demorando muito para chamar a atenção dos gamers. Rapidamente o jogo ganhou a afeição de todos com a sua principal arma: o seu enredo. Com o sucesso, o game ganhou quatro continuações, todos tendo a trama (que eram todas interligadas) como ponto forte.

“Valis III” saiu em 1991 apenas para dois consoles: o PC Engine e o Mega Drive. A versão para PC Engine foi a primeira a sair e foi um grande sucesso entre os fãs da série e do console, sendo ele um dos melhores games para o PCE. Contava com gráficos bem feitos, músicas soberbas, muitas animações, três gatas como protagonistas, um vilão digno de estar no hall dos “vilões mais foda de todos os tempos”  e claro, uma trama envolvente maravilhosamente contada como em nenhum jogo de plataforma antes. E felizmente, a versão de Mega Drive chegou a um resultado muito próximo a do PCE, sendo ela também um grande jogo para o console.

  Curiosamente, “Valis III” foi o primeiro game da série a sair para o 16 Bits da Sega, os outros dois sairiam apenas depois. Valis III foi com certeza o game mais famoso e que mais fez sucesso da série, com seus personagens cativantes e grandes revelações e surpresas na história. Infelizmente a série morreu anos atrás, juntamente com os 16 Bits, mas ela continuará sempre viva na memória dos fãs.

as três estrelas do game

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 A série “Valis” é mais um daqueles bons e velhos jogos que ficaram esquecidos nas gerações mais antigas dos videogames (games como “Streets of Rage”, “Contra”, “Thunder Force”, “Wing Commander”, entre outros) e que mereciam voltar na geração atual dos videogames.

No caso de Valis, a série acabou morrendo mesmo na geração dos 16 Bits, mas antes disso teve toda sua glória em videogames como o Mega Drive e o PC-Engine. O primeiro jogo foi lançado em 1986 para os consoles MSX, e ganhou quatro sequências diretas, sendo o último “Valis IV”, lançado em 1991 para o PC-Engine (e uma versão para o SNES, o “Super Valis IV”).

Durante estes cinco anos a série teve quatro games, um número bastante expressivo que nem grandes nomes da época conseguiram igualar (como “Streets of Rage” ou “Golden Axe”) o que prova que realmente foi um sucesso para a sua fabricante, a Telenet (mais lembrada aqui como a saudosa Renovation/ Wolfteam). (mais…)

Com o sucesso de “Time Gal” para o console da Sega, a Wolf Team  resolveu investir pra valer nos jogos interativos conhecidos como FMV (Full Motion Video). “Thunder Storm FX”, também conhecido como “Cobra Command” fora do Japão, foi o segundo game nesse estilo a sair com o logo da empresa para o Mega CD.

Nascido para os fliperamas pela extinta Data East e passando ainda pelo MSX, Saturn e Playstation (em versões que não eram da Wolf Team, mas que são praticamente idênticas) “Thunder Storm” é um jogo de guerra, onde você pilota nada mais nada menos que um Apache LX-3FX, umas das maiores e mais avançadas (naquela época, hoje já existem Apaches mais modernos) máquinas de guerra dos EUA.

Como todo bom jogo interativo, esse também contém muitas cenas animadas de muita ação para entreter o pessoal durante um bom tempo. Novamente uma boa memória e bons reflexos serão necessários para você se dar bem nesse game. Os estilos de jogos FMV teve seu auge em meados dos anos 80 e boa parte dos 90, uma febre que se alastrava principalmente nos fliperamas, com o clássico “Dragon´s Lair” como carro chefe dessa febre, entre outros como “Space Ace” e o faroeste “Mad Dog Mac Gree” (que chamava a atenção pelo seu gigantesco telão e atores reais).

assista a abertura de “Thunder Storm FX”

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E chega os FMVs

O primeiro jogo da Wolf Team a aparecer no Mega CD trazendo para os consoles domésticos um estilo de jogo que até então só tinha nos arcades e micro-computadores, como o MSX: os jogos interativos, também conhecidos como FMVs (Full Motion Videos). Time Gal foi originalmente feito para os Arcades pela Taito e apresentava uma nova forma de se jogar fliperamas. Você joga como se estivesse assistindo a um desenho animado, tudo em terceira visão. Durante o jogo, você terá que tomar algumas decisões para movimentar a heroína ou fazendo-a atirar, enquanto você assiste a animação, ou seja, é um jogo onde você precisa ter mais reflexos e boa memória do que habilidades e técnicas com o controle.

Com o Mega/Sega CD, a Wolf Team viu a oportunidade de trazer esse estilo de jogo para os videogames caseiros, o que foi uma decisão acertada em cheio, pois com o sucesso de Time Gal para o console da Sega, abriria os portões para outros jogos antigos desse estilo que voltariam a vida no Mega CD. Um estilo de jogo completamente esquecido hoje em dia e que com certeza vale a pena dar uma relembrada nessa época, onde esses tipos de jogos dominavam.

Os jogos em FMV dividiam a opinião dos gamers, muitos adoravam e outros odiavam, por não ser exatamente um “jogo”, mas um filme (no caso aqui desenho) em que você ficava assistindo. Eu mesmo gostava, para mim era uma novidade, uma coisa diferente e como eu já gostava de desenhos japoneses, não poderia ser melhor. É inegável o sucesso dos FMV nos anos 80/90, havia dezenas de fliperamas com esse tipo de jogo e o Sega CD foi o console campeão de quantidade de games em FMV, alguns muito bons e inovadores como o clássico “Night Trap” e outros verdadeiros filmes Trash de segunda categoria.

 

Vários perigos esperam por nossa heroína, como os homens das cavernas

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O pessoal da época do Mega Drive com toda certeza deve se lembrar desse magnífico shooter! Simplesmente um dos melhores jogos de nave da era 16 Bits, junto com os ótimos Gleylancer, Sol-Feace e Thunder Force. Fez muito sucesso, principalmente nos EUA, com uma fortíssima propaganda em TV e revistas (a fase de ouro da Renovation), onde eles brincavam até mesmo com a pronúncia do nome do jogo: “Gaiares” (Guy are us = algo como “nós somos os caras”).

Gaiares com certeza marcou muitos jogadores (inclusive eu) com seus gráficos coloridos, dificuldade altíssima, inimigos ocupando metade da tela e músicas pra lá de excelentes. Como senão bastasse, ainda conta com uma infinidade de inimigos, dos mais diversos tipos, chefes de fases criativos e bem feitos, e uma novidade, uma arma desenvolvida para capturar os tipos de “tiros” dos inimigos para se usar na sua própria nave, criando assim uma grande variedade de armas para sua nave. (mais…)