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IT´S RIDDDDGGEEE RACEEEERR !

*análise escrita em 2005*

Antes da Sony lançar seu “Gran Turismo” para Playstation, games de corrida, sejam eles arcades ou simuladores, tinham um rei supremo: Ridge Racer.

race1Começando sua história nos fliperamas, “Rigde Racer” foi a primeira conversão decente de um game originalmente criado para arcades em um console caseiro, que diga-se de passagem era a cria novata da Sony, o Playstation.

A partir deste momento nenhum outro game de corrida havia feito frente a ele, ou mesmo ameaçava fazê-lo, pelo menos em um console. Até que veio Gran Turismo.

Era drástica a diferença entre o game da Sony e o game da Namco. Não apenas no visual, que em Gran Turismo é bem mais realista e vistoso, mas em especial na jogabilidade, que enquanto em Ridge Racer é focada na diversão, em Gran Turismo no realismo. A soma destes fatores fizeram Gran Turismo tomar o reinado de Ridge Racer de maneira quase instantânea.

Provavelmente nada contente com ocorrido, eis que a Namco anuncia um outro game da série Ridge Racer. Desta vez a promessa era que o visual fosse bem mais realista que o de seu rival. Tal visual, aliado a jogabilidade arcade descompromissada e divertida, eram as armas que este novo Ridge Racer apresentaria para retomar seu lugar como o melhor game de corridas.

E assim nasceu Ridge Racer Type 4, vulgo R4. Se ele conseguiu ou não recuperar o seu titulo de melhor game de corrida na época? Isso depende do gosto do freguês. O que vou mostrar aqui é se ele era tecnicamente superior a Gran Turismo ou não.

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A História do PlayStation

artigo por: Márcio Pacheco

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Já tivemos por aqui a história de vários consoles (confira os links no final da matéria) e hoje vamos relembrar um dos maiores sucessos da história dos videogames: o PlayStation. Os anos 90 foram marcados pela guerra dos consoles 16 Bits, Mega Drive vs Super Nintendo, com jogos cada vez melhores. Mas isso até a chegada do Sony PlayStation, em dezembro de 1994, que enterrou de vez a geração 16 Bits e começou uma nova era de tecnologia e games.

Desde o seu lançamento até 2006 (quando sua produção foi extinta), o PlayStation já havia ultrapassado a marca de 100 milhões de unidades vendidas, o primeiro videogame da história a alcançar tal marca. Eu lembro como se fosse hoje, o ano: 1994. As revistas de games da época (Ação Games, Videogame, SuperGamePower, a Gamers que estava a pouco tempo no mercado), falavam sobre os projetos dos novos videogames, especialmente do Sega Saturn, que era muito esperado devido ao grande sucesso de fliperamas como Daytona USA e Virtua Fighters.

Não que já não tivéssemos consoles poderosos na geração 16 Bits, quem é que não se lembra do Neo Geo e o seus mega cartuchos de 400 e poucos Mb, com conversões perfeitas dos fliperamas da época? Ou ainda os fracassados 3DO (de várias empresas, incluindo a Eletronic Arts) e o Atari Jaguar? Todos esses videogames custavam o “olho da cara”, assim como os seus games (que não eram muitos), uma das principais razões por não terem feito sucesso comercial.

Mas então chegou o Sega Saturn, que vendeu razoavelmente bem no começo (eu comprei o meu em 1995), mas isso até o PlayStation chegar no mercado alguns meses depois, liderando a geração 32 Bits e deixando para trás o Saturn e o N64, seus principais concorrentes. Toda uma geração de gamers ficou marcada por este inesquecível console, que ainda é relembrado com carinho nos dias de hoje. Confira aqui como tudo começou.

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Vamos agora ver a análise de um dos maiores clássicos da história dos videogames, a série Lunar. O jogo surgiu em 1991 para o saudoso Mega/Sega CD com o nome de “Lunar The Silver Star”, através da também saudosa Game Arts em conjunto com o Studio Alex. Desde o seu lançamento, o jogo tornou-se um sucesso instântaneo, afinal era um RPG que apresentava inovações que o seu principal rival (o Super Nintendo) não tinha: várias animações durante o jogo, milhares de texto NARRADOS por diversos dubladores (praticamente 10 anos antes de um Final Fantasy X aparecer), músicas orquestradas e cantadas com a qualidade do CD (que na época era uma novidade, já que os outros consoles usavam a mídia de cartuchos).

Alguns RPGs ficaram conhecidos por revolucionar o mercado gamístico através dos anos, como “Phantasy Star I” para Master System, “Phantasy Star IV para Mega Drive, “Final Fantasy VI” para SNES, “Final Fantasy VII para PlayStation e mais recentemente “Final Fantasy X para PlayStation2. E felizmente “Lunar The Silver Star” está entre esses grandes nomes da indústria.

Lunar foi um divisor de águas, foi ele quem demonstrou a diferença de um cart de um CD. Ele foi o precursor de vários RPGs que viriam anos depois para o Saturn e o Playstation. Com certeza um dos games que melhor utilizou o potencial do Sega CD.

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Poucas séries conseguem atingir o status no mundo dos games que Final Fantasy possui. Os motivos para isso, evidencialmente não são poucos e é uma indubitável justiça Final Fantasy possuir o prestígio que possui hoje.

São pouquíssimas as séries que possuem um séquito de fãs tão cegamente fiéis a ela a tal ponto de tratá-la como uma entidade superior religiosa metafísica e não somente como uma fantástica série de games. Motivos para tal, Final Fantasy também possui. Para muitos fãs, não é a produtora quem deve respeitar os jogadores, e sim o contrário. É um exagero, mas é a verdade, isso acontece…

Sou também um entusiasta da série Final Fantasy, desde os seus primórdios. Final Fantasy IV e Final Fantasy VI me mostraram o porque games de RPG são interessantes e imersivos, em uma época que o visual interessava muito menos do que o resto.

Foram jogos que, além de trazer um enredo que trazia o jogador para o mundo criado para o game, oferecem um mundo totalmente irreal, e o mais importante, totalmente Fantasioso. Acredito aliás, que foi graças a isso que Final Fantasy hoje é gente grande no mundo dos games, graças a Fantasia que seu nome estampa.

Após uma desavença com a Nintendo, e redirecionamento de esforços em comum com a Sony, eis que surge no Playstation no ano de 1997 a entidade maior no mundo dos RPGs: Final Fantasy VII. Não posso garantir ao certo se a Square imaginou que estaria criando um colosso, que extrapolaria os limites entre vicio e idolatria para com um game, ou se simplesmente, deu muita sorte na criação desse game, certo é que Final Fantasy VII fez e faz história ainda hoje.

Claro que foi um game poderoso e com praticamente tudo o que um bom RPG, ou que um Final Fantasy teria de ter, mas enquanto o jogava, e o joguei por demais, sentia falta de algo que não conseguia descrever, muito menos explicar. Dois anos depois, a mesma Square lança mais um game de sua série mais fabulosa: Final Fantasy VIII.

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Depois do lançamento de “Final Fantasy VII, que foi um sucesso absoluto em todo o mundo, agradando a antigos fãs da série e conquistando novos jogadores pelo seu estilo inovador, seria difícil imaginar que a Square conseguisse se superar desta vez. “Final Fantasy VIII” foi um game muito aguardado pelos fãs, e dois anos depois do lançamento de “Final Fantasy VII”, o novo episódio da saga onipotente da Square chegaria ao Playstation em seu oitavo capítulo, e assim como os seus predecessores, o game cumpriria com todas as expectativas (ou pelos menos quase todas) provando que a Square era sim capaz de recriar o maior clássico dos RPGs de todos os tempos.
Assim como todos os outros, “Final Fantasy VIII” ficou conhecido pelo seu espetacular enredo (apesar de eu, pessoalmente, preferir os enredos de FF VI e VII). Assim como era em FF VI, em que o tema principal do enredo era “a consequência de brincar com as forças desconhecidas” e com a “proteção da vida” do famoso FF VII, o oitavo game também tem um tema central. Muitos dizem ser o mais forte dos sentimentos humanos e que sempre esteve presente na história da humanidade: o poder do AMOR!

Quando se fala da Konami hoje em dia, talvez para a maioria venha logo na cabeça aquele jogo tão falado e conhecido: Metal Gear Solid. Não se pode negar que a série Metal Gear é uma das grandes responsáveis pelo sucesso da Konami atualmente, reconhecida como uma das maiores e melhores empresas de games do Japão, mas houve uma época em que MG era apenas mais um jogo na vasta lista de jogos que a Konami lançava, e outro título, que durante anos, tinha a responsabilidade de ser seu carro chefe: Castlevania.

muiiiiito tempo atrás, na época dos 8 Bits, a Konami em seus primórdios lançava vários títulos para o sistema MSX (antes de migrar para o NES) e muitos de seus títulos famosos estrearam nessa plataforma, como Metal Gear, Contra (outra série responsável pelo seu sucesso) e claro, Castlevania. Já naquela época a Konami era referência para games de boa qualidade. Com o Castlevania para MSX (com o nome de Vampire Killer), ela conseguiu seu grande trunfo, conseguindo estabelecer sua reconhecida fama. Não posso deixar de mencionar que foi nesse jogo que Michiru Yamane (compositora das músicas dos games da série) mostrou seu talento como compositora, criando músicas que seriam obras-primas desde o primeiro momento em que se ouve, como a famosa “Vampire Killer”, que se tornaria um clássico na série. (mais…)

– um inovador RPG sobre a mitologia Nórdica –

O sucesso comercial de Valkyrie Profile acabou gerando outros games como Valkyrie Profile: Silmeria (PS2) e Valkyrie Profile: Lenneth (PSP), então sempre vale a pena dar uma relembrada nesse grande e inovador game da parceria entre Tri-Ace e Enix para o PS1. O saudoso console da Sony com certeza ficou marcado pelos seus inúmeros rpgs e Valkyrie Profile, lançado em 1999, certamente está entre os pesos-pesados, como a série Final Fantasy, Xenogears e Chrono Cross. Valkyrie Profile é um dos jogos mais inovadores que saiu para o Playstation e apresenta um enredo que gira em torno da mitologia nórdica. É um game inovador, complexo e maravilhoso que oferece muito aos jogadores: um sistema de batalhas divertido, personagens cativantes e um cenário com conflitos inimagináveis. Você vai se emocionar ao explorar os segredos e mistérios escondidos na história em geral, e apesar de ser um RPG, apresenta traços marcantes de outros estilos e é um dos mais belos games em 2D já feito, lembrando um pouco o estilo de outro grande clássico: Castlevania Symphony of the Night. (mais…)